sexta-feira, 17 de abril de 2026

2854 - Estais em mim


Estais em mim,

A tal ponto, 

Que não me encontro. 


Ocupastes

Todo o meu espaço,

Assim sou puro silêncio.

 

Nossas vidas juntas, 

Nossas mãos separadas

E tu vivo nas saudades.


Restou um só caminho

Sem nada a dizer.

Só silêncio e sentimento.


As lembranças 

Desenham versos

Que traduzem sentimentos.


Não há mais encontros

Como antes,

Porque o sonho acabou.


Estais em mim

A tal ponto

Que não sei onde estou.


Não há encontros

Para dois em um

Nem caminho de volta


Elise Schiffer

quinta-feira, 16 de abril de 2026

2854 - Rotina vazia


Rotina vazia 

São sonhos sem amor.

Um longe eterno que cansa,

Exaurindo corpo e alma.


O futuro com meia vida

É hospitalização certa dos sonhos,

Com morte súbita 

Por negligência da esperança.


A ausência empobrece 

Lembranças e aprofunda saudades,

Substituindo a compreensão por revolta, 

Com o Tempo sem consciência.


Pensamentos e lembranças,

Precisam de reflexões sadias,

Num futuro deteriorado,

Por total falta de sonhos.


Elise Schiffer

2853 - Asas tardias


Asas tardias

Apesar da demora, mudam o viver.

O vôo tardio 

Desbrava sonhos hospedados nas nuvens.

Buscando a existência de um depois,

Na união do corpo com os sonhos.


Asas tardias

Voam além do céu e da terra,

Porque asas tardias 

São fortes, confiantes e sem medos.

Vento e asas são poemas 

Com versos de resistência a servidão.


Asas tardias voam 

Sobre rios de flores,

Levando sementes 

Que abrandam mágoas,

Dissipam espinhos 

E florindo o chão da desilusão.


Elise Schiffer

quarta-feira, 15 de abril de 2026

2852 - Caminho silencioso da escrita


Palavras sem sentido 

Para muitos não leitores,

Alcançam corações especiais 

Que crêem no oculto das palavras.

Um breve instante nas entrelinhas

Para o reencontro de amores e desamores.


Poesias não são para lúcidos,

Elas destinam se aos loucos,

Que sem lucidez brindam os sonhos

Com entusiasmos contagiantes.

Versos aquecem os sonhos 

E alegram corações.


A escrita beija o papel 

Edificando castelos de histórias.

Amar, esquecer e recomeçar 

São trajetórias dos sonhadores,

Que renovam se a cada dia

Com um novo sol ao amanhecer.


Palavras, versos e poesias

Trocam carícias silenciosas.

Livros e leitores unidos são

Imortais ao tempo real.

Assim evoluem juntos

Palavras, livros, leitores e a paixão.


Elise Schifffer

domingo, 12 de abril de 2026

2448 - Portais


Só os loucos 

Atravessam portais.

Sem religião ou ciência 

Chegam ao impossível,

Atravessando mundos,

Vidas e mortes,

Encurtando distâncias e

Dissipando saudades,

Com escritas, divagações 

E transitando pelos tempos.

Há portais na loucura 

Que só os apaixonados 

Conhecem e transitam.

São os passageiros do amor,

Por amor e pelo amor.

Transitando entre mundos,

Sem credos ou pesquisas,

Buscando apenas o retorno. 

Porque chegar é preciso 

Para dissipar saudades,

Sabe se lá do que.


Elise Schiffer

sábado, 11 de abril de 2026

2848 - Escrevendo


Escrevendo, posso tocá-lo.

Trançando lembranças e sonhos,

No tear da vida,

E cobrir-me com a manta da saudade.


Escrevendo, posso ouvi-lo.

Na melodia pulsante do coração. 

Sonorizando os dias vazios 

E fazendo o corpo pular de alegria.


Escrevendo, posso estar contigo, 

Na loucura de escritor e leitor.

Minhas palavras são flores para ti,

E o perfume das flores meu acalento 


Elise Schiffer

sexta-feira, 10 de abril de 2026

2847 - Sem hora marcada


Todo verso 

Rima como desejar,

No mundo das entrelinhas.


O amor 

Conjuga seu gostar 

No tempo da felicidade.


A saudade 

Declama lembranças 

Sem hora marcada.


Para versar a vida

Basta a gramática 

Do coração e da alma.


Amor é liberdade.

Saudade é imensidão.

Escrever é satisfação.


Elise Schiffer

quinta-feira, 9 de abril de 2026

2846 - Amor inventado


Amor inventado com versos,

Cabe nos moldes da paixão. 

Enaltecendo a ilusão da felicidade

E o prazer moderado vivido.


Dois. Um ama o imaginário 

E o outro usufrui da mentira.

É a união da conveniência.

Dois gozando prazeres diferentes.


A farsa do luto apaixonado,

Encobre a união do desamor.

Exaltando um amor inexistente,

Onde brincar de família foi e é a lei.


Elise Schiffer

2846 - Viver nas palavras


Fiz do amor distante, 

Poesia viva em meus dias.

Assim, permanecemos unidos,

Respirando traços de palavras.


Nosso amor vivo

Mantém encontros diários,

Nas entrelinhas dos versos 

No horário da saudade.


Escrevendo eu penso,

Pensando nos unimos,

Num renascer diário

No florescer de palavras.


O corpo termina.

Memórias e palavras 

Sobrevivem ao tempo,

Mantendo a comunicação.


Palavras, versos e histórias,

São a continuidade da vida.

"Não esquecer" é força ativada

Pela escrita com amor.


Elise Schiffer

quarta-feira, 8 de abril de 2026

2845 - Vôo suave dos sonhos


Sonhar nos faz esquecer

A tristeza da ausência.

Viajamos no trem das lembranças 

E cruzamos olhares nas estações.


Ligeira é a passagem dos trens,

Mas olhares se cruzam

Antes do desvio no percurso

E o céu ilumina se nas almas.


Poucos segundos unem corações,

Libertando-os da saudade.

Não importa a liberdade passageira,

importa corpo e alma felizes.


O vôo suave dos sonhos,

Transforma a carcaça em ave

Com o poderes para transitar

Em mundos separados.


Elise Schiffer

2845 - Questões da vida

 

Transformar o vazio 

Em palavras de saudades

E o silêncio sepulcral 

Em versos sem rimas.

É questão de sobrevivência.


Palavras e versos 

São asas com vôo certo

Ao passado de uma vida

Onde a ilusão abraça.

É questão de acolhimento.


Escrever lembranças 

Dá sabor de festa aos dias,

Com uma pitada 

Do amargor da saudade.

É questão de sabedoria.


O vazio da vida senil

Aprisiona a alma num limbo,

Onde a felicidade agoniza 

Sem regresso ao passado.

É questão de submissão.


Elise Schiffer

segunda-feira, 6 de abril de 2026

2843 - Oração ao passado


Passado querido.

A saudade que tu deixastes

Descansa em mim.

Abençoado sejas.


Amo e respeito tudo que vivemos.

Tu és a direção inspiradora

Do meu escrever.

Recebas as graças que tenho por ti.


O presente ainda ouve

O teu coração pulsando

Nas risadas, choros e suspiros.

Porque a felicidade é eterna.


As lembranças que tu me ofertas,

Libertam minh'alma

Do labirinto da solidão.

Recebas meus agradecimentos.


Passado querido,

Tu ainda tens perfume, cor e sabor.

A memória é o segredo que abre

A passagem além do sepulcro.


Eu vós agradeço

Por cada amanhecer 

Com o retorno dos sonhos.

Tu revitaliza minhas esperanças. 


Ao amanhecer o amor fica ancorado, 

No porto da Montanha de rosas.

Caminho conhecido

Através do mapa das palavras.


Retorno e guardo o amor vivo,

Agradecendo e desejando

Que as lembranças vivam

Para todo o sempre. Amém.


Elise Schiffer

domingo, 5 de abril de 2026

2842 - Escrever para o mundo


Escrevo e descrevo para o mundo,

Os benefícios das paixões,

Alegrias e dores do caminho.

Adiciono rimas aos sonhos

Para que a esperança

Baile a cada amanhecer.


Caminho nas linhas da ilusão

E perco-me na devassidão 

Das entrelinhas do nós.

Cérebro e coração entrelaçados 

Unem lembranças e amores

Em estrofes de pura ilusão.


Escrevo e descrevo o amor,

Guiando-me pela espera 

De quê suas sementes

Floresçam em versos 

Dando ao mundo poesias vivas,

Do mais puro sentimento.


Escrevendo a solidão é diluída,

A cidadela da saudade fica iluminada, 

Temores do porvir são dizimados,

Vencendo a guerra interior 

Das incertezas do futuro

E das hipocrisias do agora.


Elise Schiffer

sábado, 4 de abril de 2026

Mães e Avós


Na festa da vida as mães são maçãs do amor. 

Doces e nutrientes em seu amor, 

devido a responsabilidade de criar 

e preparar seus  filhos para o mundo.


Na festa da vida as avós são algodão doce.

Doces e macias como nuvens, 

porque sem pressa de viver 

sonham juntos com os netos.


Elise Schiffer 

04/04/24

quinta-feira, 2 de abril de 2026

2839 - Reflexo


O Amor precisa de reflexo,

Para preencher e aquecer,

Iluminando a caminhada de dois.


A Saudade é semente estéril,

Seu reflexo está no passado,

Apontando um caminho sem rumo.


As lembranças do amor vivido,

Abrandam a saudade e a dor,

Para a carcaça seguir em frente.


Elise Schiffer

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Semeando pão em pratos vazios


Semeamos pão para pratos vazios…

O passado que teima em ser presente,

usa perseguir ou extinguir com adjetivos.

Semeamos pão para pratos vazios…

O presente é dos filhos desafiadores,

que de peitos nus escolhem seu caminho.

Semeamos pão para pratos vazios…

Esvaziamos os copos dos ricos, 

acostumados com a fartura e a soberba.

Semeamos pão para pratos vazios…

Gritamos até ferir a garganta,

não aos acostumados com roubos sociais.

Semeamos pão para pratos vazios…

Somos filhos de uma geração acostumada com curral eleitoral,

hoje gritamos e lutamos por transformação.

Semeando pão para pratos vazios...

Salve o povo brasileiro.


ELISE SCHIFFER

terça-feira, 31 de março de 2026

2837 - Mar do amor


No azul do seu mundo

Firmei meu céu de palavras.

Do brilho dos seus olhos

Fiz uma estrela de versos. 

Nos sorrisos apaixonados 

Semeei meus sonhos.


Juntei céu, olhar e sorrisos

Para enfeitar nossas bodas.

Com um buquê de poesias

Perfumei nossa união 

E no navio dos seus abraços 

Deixei-me ir ao mar do amor.


Elise Schiffer

2837 - Volitar perfume


Você não foi rosa.

Verdadeiramente, 

Foste um jardim,

Perfumando a desolação 

Viva em meu coração.


Sonho e escrevo

Tudo o que sinto vivo,

Em meu coração roseiral,

Volitando seu perfume

No que sobreviveu do nós.


Elise Schiffer

2837 - Subirei aos céus


Subirei aos céus 

E abraçarei a lua.

Observarei as estrelas 

E quando a exaustão chegar,

Deitarei em uma cratera e sonharei...

Uma noite inteira de sonhos.


Acordarei e aterrizarei feliz na Lua,

Por ter estado no segundo céu,

Abrandando saudades.

De braços erguidos dançarei,

Agradecendo os sonhos vividos

E a esperança do sol no coração.


Elise Schiffer

segunda-feira, 30 de março de 2026

2836 - Saudade com saudade

 

A Saudade cansou

De sofrer por saudade.

Durante anos a Saudade

Visitou o passado,

Buscando a felicidade vivida.


A Saudade não olhava para frente,

Seus olhos foram para a nuca.

O caminhar era em frente,

Enquanto seu olhar saudoso

Só enxergava o passado.


A Saudade cansada

De sofrer em vão,

Dá meia volta e

Caminha rumo ao passado,

Com olhos voltados para o futuro.


A Saudade chegou

Ao passado feliz. Já morto!

O olhar direcionado ao futuro

Enxergou apenas solidão,

Aumentando assim sua desolação.


A Saudade desalentada,

Fechou seus olhos,

Sentou-se, cessando seu caminhar

E ficou no presente de sonhos.

Aguardando o findar da saudade.


Elise Schiffer

domingo, 29 de março de 2026

2538 - Sobras


A Sobra de uma família 

É sempre o que mais cuidou 

E ficou só no caminhar 

Assistindo amores partirem.


A Sobra de um trabalhador

É a chegada da aposentadoria 

E a perda de sua utilidade 

Tornando-se um estranho ao grupo.


A Sobra de uma sociedade

É a velhice no caminho dos jovens

Com histórias repetitivas e

Limitações no acompanhar.


A Sobra de um  sonho

É o resquício da imaginação 

Ao pensar em como teria sido

Sua realização e alcance.


Juntando todas as Sobras

Não se obtem um monte

Apenas a certeza de um nada

Que o mundo não sentirá falta.


Elise Schiffer

A blusa azul + adento literário

A blusa azul. 

Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som de uma valsa. 

Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.

No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas,   desta vez eram de orgulho.

Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.

Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho. 

Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minhas também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor. 


Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além de ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.

Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos, acompanhando cada conquista ou perda.

Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.

Elise Schiffer


Adento literário 

Texto -  A blusa azul.

Continuidade de uma parceria entre a blusa azul e sua dona.

...

Eu sou a blusa azul.

Mais uma vez, fui honrada em estar lado a lado com minha dona. União harmônica em imagem social e no conforto corpo versos vestimenta.

Nossa caminhada de vinte e dois anos juntas, não nos envelheceu, apenas aprimorou nossa beleza. Assim fui premiada com participação em mais um novo evento, de alegrias e orgulho. Evento que fez me ser lembrada, colocada ao sol e vestida com amor. A colação de grau do caçula de minha dona. Novamente absorvi lágrimas de orgulho e felicidade. 

Meu corpo feito de tecido azul, guarda a energia de cada lágrima, que minha dona derramou sobre mim e eu orgulhosa, a visto com todo primor.

Nossa união, cuidados e respeito, nos tornam companheiras para todos os momentos especiais, sejam alegres ou não.

Eu a blusa azul estou honrada com nossa caminhada e se me for permitido, acompanharei minha dona com muito orgulho, no seu momento derradeiro.


Elise Schiffer

2835 - Carta às Palavras

 Rio de Janeiro, 29 de março de 2026.


Saudações,   

Amigas de todas as horas.


Queridas palavras e amigas de todas as horas, que acompanham-me por todo um calvário de saudades. 

A vocês dou lhes asas, sonhos e versos, para que possam, quem sabe, chegarem no âmago da saudade e assim alegrarem sua existência.

Desejo que sejam desbravadoras e atravessem todas as tempestades preconceituosas que encontrarem pelo caminho, que possam descansar em leitores de olhos atentos e mentes férteis, conseguindo assim, dissiparem a ignorância dos corações vaidosos.

Queridas palavras, sigam por caminhos silenciosos, façam muitos leitores e recebam minha gratidão, pela companhia que fazemos umas às outras.

Respeitosamente,


Elise Schiffer

sexta-feira, 27 de março de 2026

2833 - Diplomação pelo tempo


A diplomação pelo tempo,

Ocorre após anos de aprendizado.

No final do curso 

O que nos foi ensinado?

Conviver com as flores 

Das saudades.

Enfeitar com ramos secos 

A solidão.

Admirar o orvalho que se perdeu

Das nuvens.

Semear no coração de servidão

O amor.

Impedir que alegrias se percam 

Ao vento.

Ser acompanhante em muitos 

Funerais,

E seguirmos em frente

Mesmo após a diplomação.

Porque escolher amar,

Não liberta do julgo reencarnatório.


Elise Schiffer

quinta-feira, 26 de março de 2026

2832 - Escritora


Sou escritora...

Escrevo...

Dia após dia, incansávelmente.

Meus sonhos e amores,

Vivem ocultos nas entrelinhas.

Os verdadeiros versos, 

Do mais puro sentimento,

Residem nas sombras

Das palavras repousadas

Nas folhas impuras de papel.

Somente os loucos que amam,

Conseguem adentrar 

No mundo poético sem rimas 

E cheios de ilusões e saudades.

A verdadeira poesia

Não está nas palavras,

Vivem no corpo ardente

Da escrita borbulhante 

Dos loucos que amam,

No brilho dos olhos da alma

E nas mãos que escrevem

Palavras indecifráveis em versos.


Elise Schiffer

2832 - Roteiristas dos sonhos


Escrever é o passaporte 

Que permite ao escritor

Viajar no tempo.


A escrita dá livre acesso

Ao passado e ao futuro,

Além de colorir o presente.


Respirar versos

Fortalece a alma e

Liberta o tempo cronológico.


Dançar com as palavras 

Alegra o bailar da vida,

Seja ele árduo ou simples.


Por vezes o tempo congela,

Pequenos momentos 

Em lembranças eternas.


Basta o beijo de um olhar,

Para viajarmos nas palavras

Roteiristas dos sonhos.


Elise Schiffer

quarta-feira, 25 de março de 2026

2831 - Pudesse


Pudesse 

Sopraria versos

Para os céus 

Até seu coração.


Pudesse

Decifraria as entrelinhas 

Onde oculto o amor 

Que vive por ti.


Pudesse

Sopraria balões poemas 

No dia de São João 

Para o seu coração.


Elise Schiffer

3831 - Alinhavar o passado


O caminhar de uma vida,

É recheado de emoções,

Que venceram asperezas e sonhos,

Na perseverança do amar.


No fim da estrada

Olhando pela janela da alma,

O andante vislumbra seu percurso,

Com flores e espinhos.


No peito já senil reside

A nostalgia dos dias vividos,

Dos cansaços e medos 

Contidos nas orações sem fé.


O mundo permanece inalterado,

Apenas a idade justifica

O silêncio, o vazio e as saudades

No coração andante que ama.


Sonhos vazios no amanhã,

Viram vestimentas para o andante,

Que cobre se com o passado em versos,

Alinhavado por palavras.


Elise Schiffer para Rosemberg

2830 - Poetas


Poetas amam a vida.

Enxergando além da luz

E combatendo a segregação,

Por acreditarem no amor.


A vida ama os poetas,

Que correm riscos por amarem

E enxergarem além da escuridão,

Reverenciando todo tipo de amor.


Poetas e a vida são pura união.

Com humildade sem desânimo.

A fé que os movem são as palavras 

E o refúgio a beleza dos versos.


Elise Schiffer

terça-feira, 24 de março de 2026

Silêncio - S/N


Quando me calo 

e fico a ouvir meus pensamentos,

meus sonhos voam alto tocando o céu.


Meus olhos não enxergam mais seu rosto,

mas minha boca 

mesmo fechada beija seus lábios.


Sua ausência cala minha voz 

e liberta meus pensamentos.

ouço te enquanto meus pensamentos gritam.


Nossos olhares voaram em lados opostos,

enquanto nossas bocas 

voavam na mesma direção.


Minha alma 

está cheia do seu passado,

que emergem em lembranças melancólicas.


Sonhos borbulham 

para o futuro incerto,

ciente que minha alma os negara.


Quando me calo o silêncio fica distante, 

meus pensamentos 

gritam por ti que está tão longe.


Queixas, resmungue e arrulhos 

não te alcançam,

Tu ouves apenas meus sonhos silênciosos.


Deixo meus pensamentos 

murmurar no teu silêncio,

e os sonhos iluminarem o futuro.


As estrelas são a luz 

do meu presente silencioso,

e a noite o anel de compromisso a nos unir.


Meu silêncio é o teu silêncio 

porque estamos ausentes,

mortos pelas lembranças que emergem.


Alegria na melancolia, 

onde um falso sorriso basta.

na verdade não desejei viver nosso amor.


Elise Schiffer para Rosemberg.

24/03/2016

2464 - Força das palavras


Dou te palavras.

Dou te lembranças.

E entrelinhas do coração.

Palavras 

Que ficam cara a cara com a saudade.

Lembranças 

Que colocam olhos nos olhos

E Entrelinhas

Abrindo as portas do amor.

Palavras 

São a chave do paraiso entre céu e terra.

Lembranças

São momentos ocupando o vazio.

Entrelinhas

São desejos ocultos nas palavras.


Elise Schiffer para Rosemberg

segunda-feira, 23 de março de 2026

2829 - Alma e Tempo


A Alma é uma vasta fonte de luz,

Protegida pelo Tempo,

Presa num corpo chamado Lar,

Onde vivem muitos amores.


Entradas e saídas 

Deste lar que é fonte de amor,

Respeitam a evolução e o tempo

De cada coração abrigado.


Os que adentram por amor

Ou dor no percurso,

São acolhidos pela luz do amor

Aprofundando-se em sabedoria.


Seja qual for o sentimento,

A luz divina do amor,

Aumenta a capacidade de amar,

Porque Alma é olhar poético.


A Alma é parceira do corpo,

Ensinando que a força, 

Está no conhecimento 

Que cada um trás dentro de si.


O Tempo é o professor divino,

Ensinando ou ditando regras 

Para o ajuste de todos,

Com paciência e olhar poético.


Elise Schiffer

domingo, 22 de março de 2026

2827 - Biblioteca de memórias

 Há em mim

Uma biblioteca de memórias. 

Tantas que nem sei

Por qual sentir mais saudade,

Ou predileção. 


Minha mente 

É iluminada pelas memórias,

Que sobreviveram

Ao holocausto forçado 

Da separação.


Quando a tristeza chega

E se instala na vida,

Descodifico a solidão 

E trago a magia do amor 

Para junto do coração.


Memórias são autenticidades

Do aconchego sereno do amor,

Vivido no passado,

Vivo no presente

E guardado na biblioteca da memória.


Elise Schiffer

2828 - Olhares


Meus olhos ficaram

Aprisionados em você.

Seu olhar ficou 

Retido na minha retina.

Nossos olhares 

São elos de energias inseparáveis.


Meus olhos 

Abraçam nossas lembranças.

Seu olhar que ficou em mim,

Aquece minha solidão.

Nossos olhares 

Ainda se iluminam em sonhos.


Elise Schiffer

2828 - Fonte borbulhante


Palavras de um amor vivido,

Olham para trás. 

Pés solitários que já foram pares,

Caminham em frente.

Vidas saudosas de amores vividos,

Tornam-se versos sem rimas,

Sussurrados ao coração,

Ludibriando a solidão.


Olhar e caminhar solitários,

Não buscam a mesma chegada.

Pensamentos vão e vem

Como marés da solidão. 

No final de um todo a dois,

Esconde se o templo da dor,

Que recebe súplicas diarias

E finge não ouvi-las.


Palavras de um amor vivido,

Ecoam confirmando sua existência.

Corações apaixonados 

Reconstroem-se a cada manhã.

No milagre do amanhecer

Que destrói o caos da saudade,

Porque o amor vivido é fonte,

Borbulhando esperanças.


Elise Schiffer

sexta-feira, 20 de março de 2026

2826 - Lembranças


Coloquei-me no seu infinito

E assim segui caminho,

Sem visto ou passaporte.


Dentro da sua existência 

Estão meus dias sem fim

E o mundo em que vivo.


Despejada serei deste mundo, 

No derradeiro dia que meus sonhos,

Forem só lembranças e nada mais.


Elise Schiffer

2826 - Estradas de palavras


O dia que puderes 

Receber minhas palavras,

Saberás o quanto

Há de saudades em mim.


O dia que o horizonte 

Unir céu e terra num ato de amor,

Nossos olhares flutuaram

No desatino dos apaixonados.


Nosso mundo sem fim

Tem estradas de palavras,

Céu com nuvens de sonhos

E saudades nas entrelinhas.


Céu e terra num encaixe perfeito,

Ligam vida e morte

Nas mais belas palavras e sonhos.

- Senti saudades de você.


Elise Schiffer

2826 - Estações que ficam


Algumas estações ficam.

Alguns momentos negam o tempo.

O todo apenas se perpetua,

Na memória que reina com amor.


A vida segue sua versão imaginária,

Onde coração e mente

Caminham em união perfeita,

Tal qual almas gêmeas.


O amor, as lembranças e a vida

Sobrevivem preenchendo o silêncio 

Com a insensatez dos que amam 

Além das estações e do tempo.


Elise Schiffer

quinta-feira, 19 de março de 2026

2825 - Luar no olhar


Encantei-me com o seu olhar.

Encantada fiquei,

A tal ponto que plantei-me

No jardim dos seus olhos.


Passei a ser parte do seu mundo.

Vivendo alegrias e sonhos,

Que alimentavam minha alma

E assim flori no seu jardim.


Na troca de olhares e encantos,

Deixei-me amar e amei.

Tendo como único pilar

O luar do seu olhar.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 18 de março de 2026

2824 - Poetas

 

Poetas 

são solitários, por amarem demais,

são loucos agradando a si mesmo.


A alma dos poetas 

é desnuda em seus versos,

ocultando sua nudez nas entrelinhas.


Poetas 

fermentam palavras no coração, 

multiplicam amores invisíveis. 


A alma dos poetas

é livre de preocupações,

as palavras são seus corretivos.


Poetas 

são clandestinos na sua existência,

apenas vivem sua vocação.


Elise Schiffer

terça-feira, 17 de março de 2026

2823 - Hoje eterno


O presente bem vivido

É o hoje eternizado.

A magia da felicidade 

É bálsamo para mente e corpo.


O coração retém pensamentos

Preservando emoções.

Futuro e passado são coadjuvantes

No presente que abraça eternamente.


Presente eterno

É poesia a envolver o tempo.

Amor é barreira invisível 

Impedindo o esquecimento.


O "Hoje" é um mundo harmônico 

Perpetuado por poetas em versos.

Ensinando aos leitores

Que amar nutri a vida.


"Hoje eterno" é história sem fim,

Valorizando o amor.

As leis do presente eterno são 

Amor, solidariedade e respeito.


Elise Schiffer

Chibatadas. - Ano 2017



Cansado da chibatada 

o lombo não sangra mais. 

- MENTIRA. 

O lombo sangra sim, 

principalmente quando o chicote 

rasga o coração e não mata. 

Nascer é receber uma sentença de prisão, 

castigo é cumpri la mesmo sonhando em voar.

Liberdade é o último suspiro.


Elise Schiffer

17/03/2017

segunda-feira, 16 de março de 2026

2822 - Beijos


Beijo revelador

Fica explícita a traição.

Rompendo juras no altar.

Beijos que machucam.


Beijo carinhoso 

Fica explícito o amor.

Sela união sem altar.

Beijos sublimes.


Beijo palavra

Traduz emoção.

Unindo ou separando.

Beijos poéticos.


Beijo inesquecível 

Ofertado com olhar.

Este fica na alma.

Beijos sedutores


Beijo iluminado 

Por amor, desejo e sonhos,

Deixa rastros de magia no ar.

Beijos sublimes.


Elise Schiffer

domingo, 15 de março de 2026

2821 - Escrever e sonhar


Escrever e sonhar,

Sonhar e escrever.

Rotina dos que amam

E se perdem nas entrelinhas 

Sem achar o caminho de volta.


O silêncio convoca as lembranças 

E juntos vagueiam pelas emoções,

Recitando versos doces 

Ao coração solitário 

Que vive perdido no passado.


Perdidas entre saudades e desejos,

As lembranças rumam aos sonhos. 

Momentos em que os versos

Ecoam nas almas solitárias 

Como um sussurro doce.


Palavras e versos sem rimas

São a pura essência da saudade,

Que sonham um dia reunir

Poesia e emoção 

Na união perfeita do existir.


O tempo poderoso e impiedoso,

Não consegue separar

Olhares unidos por emoções,

Que transformam-se em faróis 

Para que um encontre o outro.


Escrever reúne mundos distantes.

Palavras são brisas no deserto da saudade.

Versos declamados 

Tornam-se energia vibratória 

Buscando a parte apartada.


Elise Schiffer

sábado, 14 de março de 2026

2820 - Brilho da sua alma

 

Seus olhos eram grandes janelas,

Permitindo vislumbrar 

O brilho da sua alma,

A doçura do seu caminhar

E os sonhos que guardava no coração 


Olhei e pedi para entrar.

Minhas mãos tinham palavras e versos.

O coração inundado de sonhos

E a alma esperança de morar

No fundo dos seus olhos.


Nossas palavras sussurradas,

Ainda voam pelo vento.

As promessas ainda são cumpridas.

Os dias e as noites são monólogos

Aguardando respostas em sonhos.


Elise Schiffer para Rosemberg 

2820 - Lembrar e caminhar


Lembro me de tantas coisas,

Mas não posso toca-las.

Sou espectador dos fatos vividos.

Restando apenas...

Lembrar.


Lembro me de cada detalhe,

Mas não posso mudar o passado.

Sou espectador solitário.

Restando apenas...

Saudade.


Caminho pelo passado,

Mas não sou visto por amores de outrora.

Meus amores não me enxergam. 

Restando apenas...

Caminhar.


Caminho em direção ao futuro,

Com a algibeira do coração vazia.

Amores apartados não seguem juntos.

Restando apenas...

Solidão.


Elise Schiffer

Coração ajoelhado Ano 2016


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Acalentar os sonhos deixados pelo caminho.

Secar as lágrimas vertidas nas desolações.

Curar as feridas das chibatadas.


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Sorrir com o coração em lágrimas.

Correr com os pés sangrando.

Cantar e sonhar na estrada infinita.


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Elise Schiffer 

14/03/2016

sexta-feira, 13 de março de 2026

2819 - Corações amistosos


Todo coração 

deve ser amistoso 

E revestido por poesia.

O mundo clama 

por olhares ternos,

Capazes de apaziguarem 

dores e lamentos

Em corações desesperançados.


Elise Schiffer

 2819   -   Saco de nuvens


Num saco de nuvens

Guardei todos os meus afetos.

Peguei uma estrela brilhante

E iluminei o saco de nuvens,

Deixando assim meu céu brilhante.


Dentro do saco de nuvens,

Coloquei também palavras amistosas,

Sorrisos, lágrimas e olhares ternos,

Para que no meu derradeiro vôo 

Eu jogue tudo lá do céu.


Minha última esperança 

É que assim, alguns aprendam

A serem felizes com pouco.

Porque para sermos felizes,

Precisamos só do amor.


Elise Schiffer

2819 - Estações da vida


A primavera da vida

Nos permite sonhar e conquistar.


O verão da vida

Nos permite saborear as paixões.


O outono da vida

Nos ensina a desapegar.


O inverno da vida

Nos prepara para a partida.


Em todas as estações 

A beleza está na coragem do viver.


Elise Schiffer

2818 - Sonho


Sentir saudade é pouco.

O corpo interfere tentando ajudar.

O coração liberta o passado.

A mente conta a história.

A dor da saudade delira.

O delírio é um suposto afago.


- Sou eu. Esqueci de telefonar para você. Aqui tudo bem.


O afogo tem começo e fim.

Vazio e saudade unidos 

Apoderam se de tudo.

O contato sem retorno foi sonho.

Mente e coração tentando ajudar,

Só aumentam a saudade.


Elise Schiffer

12/03/26

quinta-feira, 12 de março de 2026

2818 - Dívida aumentada


Gastei sonhos sem reservas.

Hoje restam apenas 

Fumaças disformes,

Desfazendo-se nas lembranças.


Escrevi cartas em vão.

Hoje lembro dos destinatários,

Que não mergulharam 

Nas entrelinhas da amizade.


Pendurei fotos pela casa.

Hoje elas povoam a solidão,

Relembrando os dias alegres

E a mesa rodeada de corações.


Transformei roupas antigas

Em retalhos bordados por orações,

Pois cada flor feita de linha

É uma benção metalizada.


Vivi... Hoje vivo o poente da vida.

Poente sem beleza ou fim.

Porque desejar findar os passos,

Só aumenta a dívida do caminhar.


Elise Schiffer

Bordando e rezando


 

quarta-feira, 11 de março de 2026

2817 - Pra ti e por ti


Pra ti escrevo todos os dias,

Linhas e entrelinhas infinitas,

Que tecem a enorme teia

Da saudade.


Pra ti são todas as palavras,

Que unem-se em versos,

Sem rimas ou métricas

Declamando minha saudade.


Pra ti são meus pensamentos, 

Que viram poemas e prosas,

No capítulo da espera infinita,

Com o título "Saudade".


Pra ti e por ti,

Tornei me escriba de sonhos,

Ocultando nas entrelinhas 

Toda minha saudade.


De Elise Schiffer para Rosemberg

2817 - Lembranças


Lembranças são palavras

Que unidas formam poesias 

Que o tempo escreve com emoções.


Mente e coração vivem

Repletos de versos e histórias

Que reativam os momentos inesquecíveis.

 

Lembranças não são estações.

É tempo vivo em versos,

Na mais simples forma do amor.


Tempo é florada de palavras,

Escritas, faladas ou sussurradas,

Porque o segredo de tudo é o amor.


Lembranças olham para vida

Com o olhar brilhante da poesia,

Valorizando cada memória.


Vida é o codinome das lembranças,

Vividas com paixões, alma e coração, 

Acumulando histórias de amor.


Elise Schiffer

2817 - Palavras e leitura

 

Caminhar lado a lado

Com as palavras e a leitura,

É ter carinho e caridade

Pelos anos de convívio harmônico.

Juntos leitores e escrita viajam

Sem reclamarem dos percalços.


Palavras e leitura

Aconchegam leitores,

Apesar de algumas distâncias culturais.

Entrelinhas aguçam curiosidades,

Conduzindo ao conhecimento 

Sem um ponto final.


Palavras não esperam a felicidade,

Apenas formam versos para leitura.

Sorrisos, esperanças e olhares,

Descobrem nas entrelinhas,

Inquietudes e aconchegos

Para a mente e o coração.


Elise Schiffer

terça-feira, 10 de março de 2026

2816 - Almas envelhecidas


Almas envelhecidas

São carcaças enfraquecidas.

Sonhos e desejos desaparecem 

E a esperança fica distante.


Almas envelhecidas 

Caminham pouco.

Suas vidas não têm horizontes, 

Céu e terra são um conjunto vazio.


Almas envelhecidas 

São subjugadas pelo abandono.

Esperar deixou de ser verbo,

Tornando se adjetivo.


Elise Schiffer

2816 - Seus e nossos olhares


Olhares 

São versos sedutores,

Com o "nós" nas entrelinhas.

Nossos olhares.


Olhares

São melodias de amor,

Com o compasso da harmonia.

Seus olhares 


Olhares 

São primaveras no jardim-coração,

Com aroma de companheirismo.

Nossos olhares. 


Olhares

São bandeiras de conquista,

Unindo sonhos e desejos.

Seus olhares.


Olhares

São templos de esperanças,

Unindo corações feridos.

Nossos olhares.


Olhares 

São diálogos de sabedoria,

Exaltando o "bem" na caminhada.

Seus olhares.


Elise Schiffer

segunda-feira, 9 de março de 2026

2815 - Jardins interiores


O encanto do amor 

Não está em dar flores.

O encanto do amor 

Está em cultivar flores nos corações.


Jardins interiores

Perfumam vida e morte,

O florescer constante 

É renovação para a esperança.


Pétalas ao solo

Transformam-se em lembranças,

Que irrigam os jardins 

Nas longas estiagens do amor


Elise Schiffer

2815 - Revelação


Trabalhar 

Para o tempo passar,

Tendo o futuro

Nas mãos que labutam.

Levantar o olhar

E vislumbrar o passado no futuro.

Um futuro vivo vindo do passado 

Afirmando - o depois aguarda.

Apesar de culpas e pecados

Passado e futuro "estão interligados".

A longa distância

Não rompeu elos unidos com amor.

Observar da penumbra 

É um ato de amor,

Confirmando com a roupa carmim,

Que o querer bem é vivo.


Elise Schiffer

domingo, 8 de março de 2026

2814 - Reciclagem



Sobras de pão 
alimentam famintos 
Ou viram torradas 
A mesa dos abastados.

Sobras de comida 
alimentam vidas sem esperanças 
Ou viram adubo 
Na terra explorada à exaustão.

Sobras de roupas surradas
cobrem corpos desnudos de futuro
Ou viram artesanato 
em mãos sonhadoras.

Sobras de plantas 
viram galhos secos no lixo 
Ou recomeço de
um novo ciclo de vida.

Sobras de uma vida 
viram velhice 
Ou peso morto 
para a sociedade.

Sobras da vida humana é um Bem 
sem reciclagem
Ou é lixo 
ou abandono.

Elise Schiffer

Mulher semente boa. - 08/03/2015


Semente boa

é a semente chamada mulher. 

Semente capaz de adaptar se 

as adversidades com lágrimas  e risos.

e mesmo assim germinar.

Semente da semente 

que dá novas sementes,

fortes e suaves.

A perpetuação da semente

é consequência do amor infinito

unindo elos numa forte corrente

seja qual for o tempo.


Elise Schiffer 


sábado, 7 de março de 2026

2813 - Versos


Versos são passaportes ao prazer,

Eles conduzem as lembranças,

Sejam elas boas ou ruins.

Versadores são sonhadores.


Versos despertam sabedoria,

Para o corpo e a alma,

Com ensinamentos ao equilíbrio.

Versadores são sabios.


Versos transgridem o bom senso,

Porque nas entrelinhas não há tempo,

O presente é a eternidade.

Versadores são loucos apaixonados.


Elise Schiffer

sexta-feira, 6 de março de 2026

2812 - Entrelinhas audaciosas


Para sonhar de olhos abertos,

Escrevo versos desconectados

Com a realidade amarga como fel.


Versos que abrem as portas 

Das entrelinhas audaciosas,

Levando-me até o amor.


Sentimento que dia 

Povoou meus sonhos,

Nos amanheceres e anoiteceres.


Sonhar de braços dados com as palavras

É poetizar no passado vivo,

Trazendo aconchego ao presente.


Palavras são confissões,

Versos o confessionário 

E a poesia a reconciliação.


Elise Schiffer

2812 - Náufrago


Naufragar 

No mar do amor

É afogar-se em incertezas

E depois confiar no porvir.


Naufragar

É confiar no olhar 

Que hipnotiza e seduz

Sendo parte de um todo.


O náufrago confia e vive

Plenamente a religião "Amor".

Porque só os loucos 

Sonham e deliram PAIXÃO.


Na grandeza do mar do amor,

As ondas sustentam 

O frágil coração que entrega se,

Vivendo todo o encantamento.


No mar do amor 

As noites cintilam silenciosas

E o vento faz companhia

Com seus sussurros.


Porque amar 

É olhar e sentir

Sem as promessas 

Das palavras sedutoras.


Elise Schiffer 


📝🤍

2812. - Cansaço feminino


Cansaço...

Do amor não valorizado.

Da dedicação não correspondida.

Esgotamento da mulher.

Cansaço...

Dos sonhos  não realizados.

Da fome de viver.

Estafa da mãe.

Cansaço...

Do dever de amar e

Da espera pelo chamado.

Exaustão do dever cumprido.


Elise Schiffer

2812 - Passado



Passado
Revive lo  não é permitido
Retoma lo causa dor.
Passado
Vazio no presente
Abandono no pretérito.
Passado
É porteira liberada
Aos apartados pela morte.
Passado
Memória particular
Que a dor não destrói.
Passado
Preservação das lembranças
Com esmero dos apaixonados.
Passado
Mar profundo
Que não mata por afogamento.
Passado
Benção dos solitários 
Que sofrem de saudade.

Elise Schiffer

quinta-feira, 5 de março de 2026

2811 - Eu lembro. II


Eu lembro...

Do seu olhar descarado,

Que desabrochava meus sorrisos.

Lembro da sua doce companhia,

Que alegrava meus dias.

Lembrar não basta.


Eu lembro...

Preenchi todos os espaços,

Com você por ser meu amor.

Fiz de nós dois um belo jardim,

Com flores de mãos dadas.

Lembrar não ameniza.


Eu lembro...

A cada amanhecer,

És meu primeiro pensamento.

A cada anoitecer,

És o meu último pensamento.

Lembrar não dá acolhimento.


Eu lembro...

O que posso escrever?

Além do "Eu lembro"!

Se és minha melhor parte,

Apesar da distância.

Lembrar alimenta a saudade.


Elise Schiffer

quarta-feira, 4 de março de 2026

2810 - Jardins e corações


Jardins são poemas vivos

Que abrilhantam 

Vidas.

Flores são versos que abraçam 

Agrupando sentimentos 

Nas pétalas.


O florescer de um jardim

Expande consciências

E amor pela vida.

Assim jardins e corações,

Florescem distribuindo "Amor" 

Pelo mundo.


Elise Schiffer



terça-feira, 3 de março de 2026

2809 - Sem roteiro


Amor 

Não tem roteiro.

Basta 

Trocar olhares 

E o caminhar 

Lado a lado.


Amor

É mãos dadas 

E companheirismo.

Destinos atrelados

Desacelerando

A presa do viver.


Amor

É União e cuidado.

Afastando

Medos e desconfianças,

Sem roteiro, 

Apenas um dia, por vez.


Elise Schiffer

2809 - Zarpar


Navios zarpam

Sem retorno.

O cais do coração 

Fica abandonados.


Períodos silenciosos

Após as partidas,

Até o próprio mar

Emudece as ondas.


Cais vazio 

Aguardando embarcações 

Que nunca voltam.

Navios atracados 

Aguardam para zarpar.


Elise Schiffer

segunda-feira, 2 de março de 2026

2808 - Poetas


Rosas choram.

Olhando para as estrelas,

Que observam do alto,

O vento levando 

A saudade na garupa.


Só os poetas enxergam

O que ninguém mais vê.

Transcrevendo em versos,

O que sente a alma sonhadora

De um coração dilacerado.


Poetas secam lágrimas das rosas,

Acalentam estrelas solitárias,

Ouvem o canto do vento

E sobem até as nuvens 

Para amarem amores impossíveis.


Elise Schiffer

2808. - Eu e você


Eu escrevia, 

Você lia.

Eu declamava,

Você ouvia.

Eu poetizava,

Você minha poesia.


Você olhava,

Eu decifrava.

Você sussurrava,

Eu flutuava.

Você amava,

Eu transbordava.


De Elise Schiffer para Rosemberg

domingo, 1 de março de 2026

2807 - Penso


Penso e escrevo

Palavras que agonizam

Tentando reviver o presente

Preso no casulo do passado

Respirando felicidade.


Penso e escrevo

Caminhos de palavras 

Que levem o transbordo 

Da saudade em sonhos

Até o aconchego dos seus braços.


Penso e escrevo

Palavras que gritam

Em um coração solitário 

Buscando a saida

Do labirinto das ilusões.


Penso e escrevo

Palavras de recomeços

A uma vida presa ao passado

Que tem medo de voar 

O vôo libertador do presente.


Elise Schiffer

Velhice - Ano 2015


É chegado o momento

das lembranças emergirem.

A velhice chega 

sem bater a porta 

e a deixa entreaberta.

As visitas indesejáveis

são as mais frequentes.

A Indiferença, A Solidão, 

O Abandono e a  Sabedoria,

num corpo sem forças.

Depurar as mazelas é preciso 

enquanto os dias se esvaem.

Pronunciar: meu amor,

somente nas lembranças.

Os olhos embasados

não lacrimejam mais.

O coração fraco 

sofre com a indiferença.

A carcaça curvada

suporta o peso do mundo.

A velhice ensina a não fugir.

Caminhar sem medo

é a ordem no palco sem plateia.

Sonhos de criança 

em tempo de morrer.

Assim é a velhice 

nas mãos solitárias 

da sabedoria.

Meu Deus…


Elise Schiffer

01/03/2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

2805 - Fiz


Fiz em você minha morada.

Um cantinho só meu

Perfumado com flores beijos.


Fiz você meu céu.

Com o brilho dos seus olhos 

Cintilando para mim.


Fiz você o meu porto seguro.

Preenchendo cada canto

Com sua doce presença.


Hoje...


A morada não tem perfume,

O céu ficou sem estrelas

E o porto perdeu seu cais.


Elise Schiffer

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

2804 - Lembranças


As lembranças são 

O segundo coração 

Pulsando dentro do peito.


As lembranças são 

Afagos que aquietam 

A vontade de estar junto.


As lembranças ligam 

O longe e o perto

Em instantes de loucura.


As lembranças são flores

Que se abrem na mente

Perfumando dias solitários.


As lembranças são presentes 

Que alegram a alma 

Com a sensibilidade da gratidão.


Elise Schiffer

2804 - Tolos corações


A saudade é a soleira 

Da senilidade. 

Atravancando acessos 

As novas alegrias e sonhos.

Impondo o passado 

Como força atemporal. 

Não há presente ou futuro,

Onde a saudade é ditadura.

Nada novo entra no presente

E nada velho se esvai do passado.

A saudade tortura e mata

Qualquer expectativa de futuro.

O acesso livre a vida 

Fica interrompido pela saudade,

Que alimenta se de lembranças 

E usa as palavras para poetizar,

Embriagando e viciando

Tolos corações. 


Elise Schiffer

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Blusa Azul. (Conto)


Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som da valsa. 

Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.

No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas,   desta vez eram de orgulho.

Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.

Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho. 

Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minha também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor. 

Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.

Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos e acompanho cada conquista ou perda.

Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.


Elise Schiffer

Minha força

Minha forca 

foi forjada na caminhada. 

Não tive escolha, 

era ser forte ou forte.

Quando jovem 

venci obstáculos apesar 

das inúmeras lágrimas. 

Quando madura, 

aprendi a vencer obstáculos 

sem lágrimas. 

Eu era forte.

Hoje velha, minha fortaleza sofre abalos, 

o choro muitas vezes é silencioso, 

mas ser forte é necessário na caminhada.

O meu EU forte envelhecido 

acena para os mais jovem caminharem.

As vezes ajudo no primeiro passo. 

Escondendo de todos meus medos.

Eu estou com muito medo do futuro.


Elise Schiffer 

25/02/24

Mulheres - Ano 2014


Na Dor profunda 

não  gritamos.

No Coração sangrando 

não rolamos lágrimas.

No Medo 

somos mais fortes. 

Confiança 

é nosso código genético.

Trabalho 

é nossa salvação.

Assim somos

mães, avós,

chefes de família

e mulheres. 


Elise Schiffer 

25/02/2014

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

2802 - Lamparina do coração


Uma pequena luz

Brilha na lamparina do coração, 

Mantendo a chama do amor acessa,

A iluminar os passos solitários 

Que vagam pela casa vazia.


A lamparina do coração ilumina 

Os caminhos que levam as lembranças, 

Aquece a dor da saudade

E acalma o turbilhão da solidão,

Enquanto caminhar é preciso.


Elise Schiffer

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

2801 - Ponte da vida


Entre o nascer e morrer

Há uma ponte 

Que todos devemos atravessar.


O percurso pode ser longo ou curto,

Em pares, grupos ou só.

Com o mesmo pedágio - O AMOR.


Durante a travessia convivemos 

Com acertos, erros e decepções, 

Coisas bonitas, alegres e o AMOR.


Escolher bons sentimentos,

Abrandam saudades 

Dos que amamos e nos amaram.


O melhor a fazer é caminhar

E aproveitar cada passo dado,

Na ponte da vida.


Elise Schiffer

domingo, 22 de fevereiro de 2026

2800 - Bem assim...


O amor é um livro

Escrito a dois,

Com momentos e sonhos,

A unirem corações

Que somente amar.


A saudade é uma página 

Escrita só por um,

Com as lembranças de dois,

Pelo autor que as ler e reler 

No silêncio da vida.


O coração é uma biblioteca 

Silenciosa e fria,

Preservando livros de amores,

Que são acessados

Nos momentos de solidão.


A mente é parte acolhedora,,

Unindo livros, páginas e biblioteca,

No aconchego das lembranças 

Dos que escolheram amar

E viverem seus sonhos.


Elise Schiffer

Dor - Ano 2014


Quando o peso da dor 

for maior do que a carcaça pode suportar,

Caminhe, um passo por vez, 

dia após dia, mais caminhe.

Quando a mente fervilhar 

com as saudades do passado 

e as dores do presente,

Cale-se e viva o silêncio do seu deserto 

e o deixe te conquistar.

Caminhe sempre... 

Na certeza de que a dor de hoje 

será apenas a saudade de amanhã.


Elise Schiffer 


22/02/2014

sábado, 21 de fevereiro de 2026

2799 - Silêncio


Acabou tudo.

Acabaram se as cartas,

Sonhos e orações.


Acabou a pouca fé.

Acabaram se as rogativas,

Que nunca foram atendidas.


Acabou até o acabou.

Sobrando apenas

O silêncio imortal.


Acabou o sonho da morte.

Sobrando apenas

Dias a serem vividos.


Elise Schiffer

2798 - Fingir


Habitas em mim.

Por onde eu vá, 

Tu estás em mim.

Apego ou obsessão?

Não!

Apenas solidão,

Preenchida 

Com lembranças 

De um passado

Que finjo 

Ser perfeito.


Elise Schiffer

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

2798 - Solidão


A solidão nos faz fortes.

Aprendemos a viver com o "eu".

Momentos silênciosos 

São ótimos conselheiros.


A solidão vence medos,

Faz sorrir, chorar e amar o "eu".

Por que chegamos só 

E partiremos só.


A solidão no começo assusta,

Depois torna-se companheira.

Com um presente de lembranças 

E um futuro de sonhos.


Elise Schiffer

2798 - Atemporal


Esperar é atemporal.

O amor demora a chegar,

Até quando está adiantado.

É livro inacabado.

O dia demora a amanhecer,

Para que a noite saia de mansinho.

É farol apagado.

As flores perfumam a saudade

E colorem o caminhar solitário. 

São versos sem rimas.

As nuvens são lençóis 

Ocultando desejos entre céu e terra.

São bocas sem beijos.

Assim é o Tempo sem tempo,

Atemporal na espera.

É centelha infinita.


Elise Schiffer

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

2797 - Escolhi e Escolho te amar


Fostes o meu melhor 

"Bom Dia" por anos.

Sorriste para mim com amor

A cada manhã.

Escolhi te amar.


Bebeste meus cafés horríveis 

Sempre com gosto de quero mais.

Deste-me pequenas coisas

Que transformaram se em tesouros.

Escolhi te amar.


Hoje junto tudo que tenho de ti

E carrego nesta carcaça de coração.

Porque escolhi continuar a ama lo

Mesmo ausente dos meus dias.

Escolhi te amar.


Deito me nas lembranças

Dos seus olhares

E embalo me em seus braços 

Sonhando...

Escolho te amar.


Descobri nas palavras 

A força sagrada de reverência- lo.

Sou eterna apaixonada

Pelos seus olhares e sussurros.

Escolho te amar.


Escolhi todos os dias

Falar de ti nas entrelinhas 

E depois mergulhar

O mais fundo que o sonho permita.

Escolho te amar.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

2796 - Sementes de palavras



Palavras quando bem usadas
Transmitem alegrias e esperanças 
Deixando a vida recomeçar 
A cada nova linha escrita.

Palavras transformam 
Vidas vazias em jardins de pensamentos
Semeando sementes de amor e
Distribuindo poesia através do vento.

Palavras - Vida e saudade semeadas juntas
Frutificam o doce das lembranças 
Que transformam se em versos 
E transmutam se em  poesia.

Palavras são forças protetoras
Aos que confiam em suas mensagens
E são transportados 
Ao sábio jardineiro "Conhecimento".

Palavras são sementes
Que desabrocham nos corações 
Dos escritores e leitores
Com ternos abraços nas entrelinhas.

Elise Schiffer

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

2794 - Vôo dos sonhos


Deixo meus sonhos voarem 

No céu azul da saudade 

Deixo meus versos cantarem

Na soleira da janela do seu coração 


Deixo meus lábios sussurrarem

Desejos aprisionados no corpo

Sedentos das tuas mãos 

A envolverem minha carcaça.


A felicidade está nas nuvens 

Que os sonhos buscam sem fé.

O vôo livre com elos de amor

Impedem as partidas repentinas.


Elise Schiffer

2795 - Lembranças


As lembranças 

desbravam caminhos,

Em corações 

cansados e solitários.


O silêncio 

é povoado por palavras,

Que nascem 

e morrem na mente.


A saudade chega 

e desaparece, 

Com a rapidez 

das tormentas.


Lembranças 

tornam se alicerces,

Para corações 

rachados pelo luto.


As palavras

são companhias,

Vivendo lado a lado 

com o silêncio sepulcral.


O bom amor

permanece,

Tatuado no coração 

dos que ainda vivem


Elise Schiffer

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

2794 - Para sempre


Se o amor está feliz,

Quem ama também está.

Mesmo longe.

Se o coração do amor está em paz 

O de quem ama também está.

Isso é gratidão.

Porque amor

É desejar o melhor e amar.

Quem ama aceita 

Que o "para sempre" 

Mora no coração.

O amor pleno respeita

Decisões de outro coração.

É preciso paciência e espaço,

Para o amor florescer e sobreviver.


Elise Schiffer

domingo, 15 de fevereiro de 2026

2793 - Palavras


Com palavras 

te faço carinho.

Com versos 

abraço seu corpo.

Com poesia 

beijo te a boca

E nas entrelinhas 

deito-me ao seu lado.


Nas folhas de papel

escrevo puro prazer.

Nos livros escritos

somos prefácio e epílogo.

Nos capítulos de saudades

nosso amor é dor.

Na venda dos livros 

compartilhamos nosso amor.


Elise Schiffer

2793 - Antes do despertar


Chegarei ao seu coração 

Com palavras e versos sem rimas,

Vou trilhar as entrelinhas 

E quem sabe encontrá-lo.


Conduzirei meu corpo 

Até suas mãos e dançaremos,

A mais linda melodia de amor

No salão da saudade.


Olhando em seus olhos

Deixarei meus sonhos girarem,

Ao som da melodia do amor

No salão iluminado pelo seu sorriso.


Nossas almas sorriram

Entregando se as fantasias,

Enquanto deslizam

Ao som da melodia do amor.


Sussurros secretos 

Desvendaram desejos,

Enquanto nossos corpos levitaram

No mais puro sonho de amor.


A felicidade pulsara

Em nossos semblantes apaixonados,

Antes do despertar

Ao raiar da manhã.


Elise Schiffer

Livro: O Boto Pagodeiro


 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

2792 - Travessia


A distância 

Entre a razão e a paixão

É colossal

quando a solidão domina.


Erramos

Ao atravessarmos com medo

E acabamos por cair num fosso

Sem fundo e sombrio.


Atravessar 

As terras da razão e da paixão

Trás ensinamentos

E controle da boa solidão.


Elise Schiffer

2793 - Olhar


Alma e coração se olham

E transformam se em sentimentos. 

Findando com esperas e vazios.

Alma e coração se apaixonam

Gerando um querer bem

Capaz de vencer o tempo.


As respostas para a saudade

Estão nos olhares guardados

Dentro da alma.

As respostas para o amor

Estão nos olhares guardados

Dentro do coração.


Um amor cheio de saudades

Alimenta qualquer carcaça 

Com lembranças vivas.

O passado tem vida.

Lembranças unem distâncias,

Fazendo o impossível ser possível.


Olhares selam compromissos,

Criando esperanças,

Fortalecendo o "sem fim".

Um único olhar basta, 

Para os que amam

E sente saudades.


Elise Schiffer

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

2791 - Olhares/Viagens


Olhares com faísca de estrelas,

Apagam se na vida de todos,

Deixando só escuridão na alma 


Lembranças aconchegam 

Saudades na linha do horizonte 

Onde mundos distantes se unem.


No mar dos sonhos ao sabor do vento,

O barco do amor navega solitário,

Buscando rotas para o passado.


O encanto das noites,

Perdem se sem a luz do amor,

Nos olhos apaixonados.


Seguir viagem...


Unir as lembranças 

E transforma las em ilha,

Onde o coração pode aquietar se.


Na imensidão do mar atracar o barco,

Na ilha das lembranças 

Ficando sua âncora.


Transformar sonhos em sal,

Renovando o sabor dos dias

E perder se na magia desta ilha.


Ancorado e rangendo sua carcaça,

O barco navega ao luar do coração,

Com a mente delirando de saudades.


Viajar...


Na loucura dos apaixonados. 

Nas entrelinhas dos poetas. 

No mundo dos solitários.


Elise Schiffer

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

2790 - Mundo dos sonhos


A mente é o porta jóias dos sonhos,

Onde vivem lembranças e sorrisos,

Lado a lado com choros e paixões.


Ao dormirmos entramos neste mundo,

Acessando um céu secreto,

Onde só o amor pode viver.


Olhos abertos e corações inquietos, 

Revivem o suficiente,

Para alegrarem os amanheceres.


Acessando sonhos particulares,

Apaixonados encontram,

Forças para seguirem em frente.


Sonhar, amanhecer e lembrar

São suficientes para os sonhadores, 

Que amam mesmo distantes.


Elise Schiffer

2790 - Recomeços e perdas


Diante do espelho da vida,

Nos despimos e analisamos 

Belas e horrendas cicatrizes,

Adquiridas no caminhar.


Um lado do peito tem um jardim 

Com nomes, cheiros e alegrias. 

O outro lado do peito tem um poço 

Com dores, saudades e lágrimas. 


A mão direita doa carinho.

A mão esquerda pede apoio.

Os pés seguem sonhos e dores

E a carcaça luta contra doenças. 


O ventre é a gestação interminável,

Preservando em suas entranhas 

Sementes que são puro amor.

Do seu mais puro sentimento.


Apesar das amputações amorosas.

A carcaça é resistente 

Com recomeços e perdas

De amores preservados na memória.


Elise Schiffer

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

2789 - Agricultor de amor


Agricultor de amor 

Fortalece corações e trás alegrias.

Limpa solos secos do corações 

E ara a terra com esperança.


Agricultor de amor

Substitui a dor do arado da vida,

Por mãos quentes e seguras

Transformando tudo à sua volta.


Vidas abandonadas 

Voltam a acreditar

Nas colheitas do amor 

E chuvas de abraços.


Sementes brotaram com paciência.

A vida voltou a florir.

O agricultor ensinou a amar e 

Partiu para sua montanha de rosas.


Elise Schiffer

2789. - Entrelinhas


O escritor dança com seus versos,

Escondem suas verdades

Nas entrelinhas sem pudor.


Para ler as entrelinhas,

O leitor deve ter fantasias na mente 

E paixão no coração.


As entrelinhas alimentam os sonhos,

Provocam emoções 

E distribuem o mais puro amor.


A paixão é a bússola,

Conduzindo a saudade

Nos percursos após cada vírgula.


O que embala o escritor,

Não é lindo nas palavras.

É sentido nas entrelinhas.


Elise Schiffer

2788 - Sombra


Sombra é a companhia

Constante da saudade.

Lembranças são luz

Dando vida a sombra.


Inseparáveis sombra e saudade

Seguem a carcaça cansada,

Pelos quatro cantos do mundo,

Esperando reencontrar o passado.


Resistente e peregrina é a sombra,

Que vence desertos e mortes.

Carcaça e sombra vivem lado a lado,

Sem medo dos caminhos solitários.


Sobrevida e a imagem da sombra

Completam se num jardim silencioso,

Que choram por tudo que viveram,

E o tempo levou.


A saudade travestida de sombra,

Vive seu horizonte sem cor.

Mãos e corações distantes,

De um futuro cheio de vida.


Idas e vindas confundem a carcaça, 

Que a beira da loucura,

Sussurra somente

Nomes apartados.


Elise Schiffer

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

2788 - Interior

 

O interior de cada coração 

É um mosaico de amores,

Que partiram deixando saudades.


O coração remendado

Por lembranças e medos,

É consolado pelos amores vividos.


Desejar ir sem permissão, 

Desejar vir sem permissão,

Ligam desejos aos mesmos sonhos.


Sonhos não precisam de permissões.

Simplesmente invadem corações,

Com realidades paralelas sem regras.


Elise Schiffer

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

2787 - Libertação


A morte bate à porta,

Avisando sua chegada.

Da janela uma voz baixinha

Diz que a casa está vazia. 


A janela permanece entreaberta 

Convidando a luz do sol

A entrar e aquecer a noite sem fim.

Casa e coração estão aprissionados.


Da fresta da janela 

É possível ver um pedaço do céu 

Que serena o coração teimoso

Preso a casa vazia.


Carinhosamente e sem lamentos

A realidade é aceita

Destrancando a porta e

Libertando alma e casa.


Elise Schiffer

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Vento. Ano 2014


Vento que venta lá, 

Que venta cá. 

Vento que canta 

Em meus ouvidos,

O zumbido dos sonhos. 

Vento que refrigera 

Minha alma e 

Leva as sementes 

Dos meus sonhos

Para cultiva las 

Em solos distantes.


Elise Schiffer 

09/02/2014

2786 - Tesouros da alma


Todo alma tem uma coleção,

Repleta de tesouros.

Denominados "Passado".

Na coleção estão preservadas

Lembranças e saudades

De todo um caminhar.

Bons colecionadores

Visitam, revivem e 

Guardam com carinho

Cada momento vivido.

O "Passado" tem miríades

De amores, encantos e lágrimas,

Que iluminam o caminhar

Escuro da solidão final.

Visitar a coleção "Passado"

Com frequência 

É iluminar o firmamento interior,

Com luzes faiscantes 

Dos dias de felicidades

E aprendizados.

No percurso final do caminhar,

Os olhos cansados

Ainda enxergam as belezas,

De cada lembrança da coleção.


Elise Schiffer

2786 - Implacável


Exigente é a saudade

Que apossa se da vida

Causando padecimento.


Implacável é o caminhar

Que extende se pela vida

Sem permissão.


Perversos são os versos 

Que revivem amores

Apartados sem permissão.


Elise Schiffer

sábado, 7 de fevereiro de 2026

2785 - Rio com lembranças


Ser rio e ter lembranças.

Olhar para o céu saudoso,

Buscando por nuvens

Do seu passado.


O rio que tem lembranças 

Corre e corre sem parar,

Na esperança de chegar ao mar

E encontrar chuvas do amor vivido.


Destino triste

Ter o amor impregnado 

Em sua essência 

Sem poder tocar ou beijar.


No triste percurso da vida

Cabe ao rio distribuir 

Amor e vida

Pelas margens por onde passa.


O rio das lembranças 

Guarda em sua essência 

A esperança de quem sabe um dia 

Ser nuvem novamente.


Elise Schiffer

2785 - Escrevo amor


Escrevo e poetizo

Evadindo-me da carcaça 

Que aprisiona os poetas.


Por trás de cada palavra

Tem a força genuína do amor

Na simplicidade do amar.


A imaginação é cúmplice 

Na fuga de si mesmo

Afastando-se assim da solidão.


Escrevo e poetizo

Preenchendo as lacunas da alma

Para que o amor respire dia e noite.


Por trás de cada verso

Há uma entrelinha gritando "Liberdade"

Sem rima ou medos.


Imaginação e loucura 

Vivem a paixão das palavras 

Na alcova de linhas e entrelinhas.


Elise Schiffer

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

2784 - Certezas


Atenção e lealdade 

Não se perdem pelo mundo,

Ao partirmos deixamos como saudades.

Sentimento que se eternizam.


Um coração atencioso e leal

Deixa sementes vivas,

Que florescem na alma,

Fortalecendo certezas e sonhos.


Atenção e lealdade 

Fecundam o amor próprio,

Delimitando o que somos,

Perante aos próximos.


O mundo próximo 

É formado por gestos irreais,

Que ocultam corações ilhas,

Com atenções e lealdades próprias.


Elise Schiffer

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

2783. - Nos conectamos


Cada olhar foi um sorriso.

Cada Rosa um passo desbravador.

Cada caminho uma boa surpresa.

Foram muitos "cada"


Seus sorrisos desabrocharam em mim.

Suas rosas encheram me de alegrias.

Seus passeios conduziram-me aos sonhos.


Não importa o lado que estamos.

Cultivamos lembranças 

No jardim de nossas almas,

E assim nos conectamos.


Elise Schiffer

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

2781 - Palavras são eternas


Encarcero me nas entrelinhas,

Onde ainda vive nosso amor.


Ouço nosso amor no som das palavras,

Que brincam de ciranda com os versos.


Minha poesia flerta contigo,

Sorrindo com os olhos e o coração.


Imortal é minha saudade,

Que busca por ti na escrita.


Minhas palavras são eternas,

Embora a carcaça esteja no fim.


Elise Schiffer

2781 - Momentos eternos

 

Alguns momentos são eternos.

Momentos unindo corações.

Instantes em que a razão é sufocada

E as emoções voam alto,

Rumo ao infinito.

Momentos eternos 

Exalam aromas da felicidade.

Encantam pela simplicidade 

E transmitem paz,

Agregando alegrias a jornada.

Momentos eternos 

Ficam no poente da alma,

Entre o real e o celestial.

Onde a saudade voa alto,

No poente da alma.

Iluminando a solidão.


Elise Schiffer

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

2780. - Melodia da saudade


Quando a saudade 

Bater a porta.

Receba com um sorriso, 

Pois sua sacola 

Tem boas lembranças.


Reviver lembranças 

É se permitir 

Sentir aconchegos vividos,

Que juntaram cacos 

Com amor e paciência.


Lembranças são melodias,

Sonorizando a alma dos que amam.

Expandindo sensações de

Delicadezas, cuidados 

E declarações de amor.


Elise Schiffer

domingo, 1 de fevereiro de 2026

2779 - A sirene de embarque


A carcaça senil,

Flertar com o navio do óbito,

Que anuncia sua partida

Com a sirene de convocação.


Desejar embarcar não basta,

É preciso desatar nos,

Da corda presa aos pés. 

Amarrada na árvore genealógica.


Obrigações sentimentais

Impedem o embarque.

Vínculos pecuniários

Pesam na senilidade provedora.


Elise Schiffer

2779 - Silêncio


O silêncio é o meu melhor ouvinte.

Meu confessionário.

Onde falo, falo e deságuo

Dores, alegrias e culpas.


O silêncio é professor sereno,

Ensinando calado

A vencer barreiras da vida,

Sem ocupar ouvidos alcoviteiros.


O silêncio na sua ausência de som,

Faz aflorar clarezas e sabedorias,

Criando um equilíbrio genuíno 

Com aprendizado e perdão.


Elise Schiffer

sábado, 31 de janeiro de 2026

2778 - O último sonho


Fechou os olhos 

E sonhou...

Com um dia 

De chuva mansa

E caridosa.

Reviveu lembranças boas

Com a infância pobre

E o coração palpitante.


Ficou parado

No passado saudoso,

Gotejando nos olhos 

Já sem brilho, sua saudade.

Ouviu novamente 

A suave música da chuva,

Harmonizando a velhice 

Com a infância.


De olhos fechados,

Ouvido alerta

E coração palpitante.

O sonhador 

Deu seu último suspiro.

As lembranças o abraçaram 

E os pingos da chuva 

Ressoaram em seu coração.


Elise Schiffer

2778 - Longe


Longe dos olhos.

O silêncio da distância 

É uma tormenta interior.

Longe do toque.

O coração permanece amando,

Por não desistir do amor.

Longe do caminhar.

A saudade é insaciável,

Estar perto é só um sonho.


Amor distante.


Saber como vives 

E o que sentes,

Mesmo longe do meu amor.

Dizer eu te amo e com o olhar

Gritar - Fique por perto!

Meu coração é faminto,

Da sua presença

E do seu olhar.

Longe dos meus olhos.


Elise Schiffer

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

2777 - Filme "Vida"


Assisto ao filme "Vida".

Vejo dias tristes e lágrimas. 

Amores obscuros emergindo da alma.

Neste momento os receios são vencidos. 


O filme expõe dores e lamentos.

Há uma força para o que der e vier.

Assim segue a protagonista sofrida.

Com superação e serenidade.


Do meio ao fim do filme.

A espectadora virá roteirista e diretora.

Do romance "Vida".

Já com o coração blindado.


Em frente e semeando respeito,

Com amor e criticas,

Sendo juíza do seu próprio roteiro.

O fim é "Eu e Eu com amor".


Elise Schiffer

2776 - Pertencimento

 

Coração apaixonado.

Mãos vazias de tudo.

Alianças no dedo e na mente.

Sensação de pertencimento.


Pertencer é estar envolvido.

Preencher dias vazios.

Dar valor à imaginação.

Deixar de ser vento para ser pedra.


Alianças são acordos mútuos,

Onde a troca é imaginária

E a satisfação plena ilusão.

Pertencimento é loucura e prazer.


Pertencimento é perigoso,

Em família, religião ou sociedade.

Por criarem falsos valores e dogmas,

Com desajuste comportamental.


Elise Schiffer

Tempo (Ano 2014)


Tempo, sem inicio e sem fim.

Passa, passa levando a dor.

Correndo passo a passo, 

Buscando por novos amores.


Tempo, sem início e sem fim.

Embala os sonhos asfixiados e

Traz sementes para novos sonhos.

Correndo sereno e sem pena.


Elise Schiffer 

30/01/2014

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

2776 - Ternura


O tempo aquieta a dor,

Ilumina as lembranças 

E num sopro delicado,

Mantêm a ternura do amor.


O horizonte do futuro

Enche-se de calmaria e fé.

Transforma a saudade em brisa, 

Abraçando a ternura do amor.


Lua e sol entregam-se ao tempo,

Atravessando o além,

Hipnotizando o coração solitário,

Para reviver a ternura do amor.


Elise Schiffer

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

2775 - Escritor


Escritores enxergam

Jardins em desertos.

Dão vida as paixões 

Que ninguém enxerga.

Os pensamentos borbulham

Fatos que só a escrita entende.

Seus conflitos interiores

São entre o real e o irreal.

Não conseguindo realizar sonhos,

Os depositam em papéis.

Para que o coração não desista, 

De ver jardins em desertos.

Escritores não se despedem,

Apenas alinhavam fins e começos,

Com fios de amor,

Sem deixar nada para trás.

Porque os ciclos de um escritor

São infinitos e interligados.

Escrever é razão,

Ter direção é insensatez.


Elise Schiffer

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

2774 - Palavra - Força divina


Inspiração.

Pensamentos.

Silêncio.

Palavras.


A mente desperta,

Criando imagens e símbolos,

Que deitam-se na alcova do papel.

Travestidas em palavras.


Um ato divino sem pudor,

Que no silêncio da paixão,

Traduz tudo em versos de prazer.

Ocultos verdades nas entrelinhas.


A inspiração floresce

Buscando realidades na escrita,

Que governa o poder de amar,

Com o dom da escrita.


Elise Schiffer

2774 - O tempo


A mente busca pelo amor.

O coração pulsa ausência.

O tempo debocha,

Da tentativa de reter a felicidade.


O tempo carrega tudo.

Dilui dores e lembranças.

O passado torna-se ventre seco

E o olhar perde a direção.


Elise Schiffer

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

2773 - Saudade


Saudade.

Sentimento melancólico 

E atemporal.

Vazio que se expande 

De dentro para fora,

Construindo um mundo próprio.

Onde o passado reina

Subjulgando o presente

E asfixiando o futuro.

A saudade é soberana 

Disseminando breu no caminhar.

Aprisionando esperanças 

Para que não existam, 

Embora já tenham existido.

A saudade transgride

O próprio existir da vida,

Com sua força opressora.


Elise Schiffer

domingo, 25 de janeiro de 2026

2772 - Sandálias de palavras



Palavras são sandálias,
Conduzindo
Ao mundo dos versos sem rimas.
Quando vencida pelo desgaste,
Repousam seu amor nas entrelinhas.
Cobrindo se com o véu da poesia.
 
Sonhos...

Desnudas dos medos, as palavras
Mergulham fundo no passado,
Esperando afogar a saudade,
E quem sabe...
Renascerem no milagre divino
Do depois.

Sonhos...

Haja um depois...
Com jardins cheios de flores,
Sob um céu estrelado.
Com manhãs refrescantes,
Para os amores trilharem juntos
Com as sandálias de palavras sem rimas.

Sonhando...

Elise Schiffer

2772 - Vôo solitário


Minhas palavras são asas, 

Permitindo que meu coração voe. 

O vôo da saudade.

Sei lá do que.


Minhas palavras planam,

Observando de cima,

O deserto de uma existência,

Que secou, sei lá porque.


Minhas palavras são nuvens,

Poesias de um amor distante,

Que vive o presente solitário.

Germinou, floriu e morreu, sei lá porque.


Elise Schiffer

2772 - Descrença


Seus olhos fecharam

Lacrando meu coração.

Sem suas flores

Meu mundo perdeu a cor.

Sem sua camisa para segurar

Minhas noites são de medos.

Sem esperança no amanhã 

Até a morte perdeu sua coragem.


O sol não aquece mais

E o céu apagou-se.

Caminhos diferentes

Levam ao mesmo abandono.

Naveguei no mar da fé 

Mas meu barco sucumbiu à descrença.

A primavera perdeu sua magia

E tornou-se somente outono.


Elise Schiffer

2772 - Big Bang


Fiz um Big Bang da paixão vivida.

Criando um planeta de palavras,

Que órbita em volta do amor vivo.

As lembranças formaram os oceanos.

As poesias, os continentes.

As estrofes, os países.

Os versos, rios que levam vida.

Entre o planeta de palavras 

E o sol de amor.

Milhares de estrelas reluzem

A saudade que sinto de ti.

No eclipse do amor com as palavras,

A dor fica visível e neste instante,

Afogo-me no oceano das lembranças.


Elise Schiffer

sábado, 24 de janeiro de 2026

2771. - Escolhi libertar


Desejo lhe 

Flores pelo caminho,

Que haja campos semeados

Com mãos de amor,

Florescendo paz e alegrias,

Em seu novo caminho.


Desejo lhe

Um coração pulsando amor,

Que seus sonhos 

Se realizem unindo esperas,

Dos que amam na longa jornada, 

Em seu novo caminho.


Desejo lhe 

que amor te encontre,

Com liberdade e felicidade.

Na plenitude das almas

No estar lado a lado, 

Em seu novo caminho.


Desejo me

Um presente sem lágrimas

Pelo passado vivido sem futuro.

Escolhi te amar

E hoje escolho te libertar,

Do meu novo caminhar.


Elise Schiffer

O medo. Ano 2016


Medo da morte...

Mudar para outro lado da banda, não é nada.

Ficar longe dos que amamos, é tudo.

Medo da morte...

Saber quem é e ter receio do que será

E para os que ficam o que restará?

Medo da Morte...

Ter escolhido como nome -  Mãe.

Incerteza do nome do qual será lembrada.

Medo da Morte...

Os amores continuarão seguindo.

Na nova estrada o amor seguira no peito.

Medo da Morte...

Não estar mais junto nas risadas,

Estar nas lembranças com saudades em ambas as bandas do mundo.

Medo da morte...

Rezar, pensar em todos e amar sempre.

Não haverá tristeza, saudades sim.

Medo da morte...

Longe da vista e perto do coração.

Na certeza de que o elo nunca será cortado.

Medo da Morte...

Estar do outro lado da banda do mundo...

Seguindo em frente e de longe continuar amando.


Para minha mãe Irtes.


Elise Schiffer - 24/01/2016

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

2770 - Loucuras do amor


Faço a colheita das flores 

Do passado imaginário.

Perfumou tudo a minha volta

Com os aromas da paixão.

Pinto o céu de bordô 

E desenho nuvens de flores.

Apago a linha do horizonte 

Unindo para sempre céu e terra.

Montanhas sobem aos céus 

E estrelas descem a terra.

No berço da loucura

Embalo meus sonhos.

Finjo que o passado foi real

E deliro nas entrelinhas mentirosas.

O mundo precisa dos loucos

Que amam sem pudor.

Os que amam sem pudor

Precisam das palavras versadas.


Elise Schiffer

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

2769 - Sabor das palavras


Palavras são extensões da saudade,

Dos sonhos ou desejos ocultos.

Saudades de você.


Lágrimas formam um oceano,

Onde as lembranças navegam.

Saudades de você.


Mãos solitárias plantam jardins, 

Com flores do amor sempre vivo.

Saudades de você.


Entrelinhas tem um céu estrelado,

Reluzindo a luz do seu olhar.

Saudades de você.


O mundo do meu coração, 

É habitado por lembranças.

Saudades de você.


As palavras dão sabor aos meus dias,

Criando um banquete de sonhos.

Saudades de mim.


Elise Schiffer

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

2768 - No amor


No amor...

Um suplementa

A existência do outro.

Permitindo que haja 

Um transbordamento 

De felicidades.

No amor...

Constrói se um caminho

Seguro e forte para dois, 

Por estarem completos 

Em experiências e respeito,

Buscando companheirismo.

No amor...

Mãos e corações vivem unidos,

Olhando na mesma direção,

Com sonhos em conjunto.

Havendo paciência aos defeitos

E admiração as qualidades.


Elise Schiffer

2768 - Senilidade


Senilidade sem futuro,

Relógio sem ponteiros.

Dias silenciosos de amores,

Sonhos e mãos vazias.

Incoerência é amar

Sem reciprocidade.

Amando amores que não amam.

Na esperança que os próximos 

Saibam ver, sentir e retribuir.

A senilidade chora sozinha 

Com sorrisos nos lábios enrugados.

Deixando suas pétalas sem cores

Caírem sem sofrimento.

Suas palavras não ouvidas, 

São néctares de sabedoria

Que perderam a validade.

A senilidade é poesia 

Em terras de analfabetos.


Elise Schiffer

2767 - Escolhi te amar


A saudade 

Agregou-se em mim.


O tempo 

Não é mais medido.


Resignificou se

Infinito.


Meus olhos 

São lembranças.


Brilham

O passado.


Longe das mãos 

No presente.


Hoje sou vida

Sem idade ou extensão,


Com a certeza

Que escolhi "te amar".


Elise Schiffer

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

2767. - Olhar


O brilho de um olhar,

Reluz o que há de melhor,

No coração do apreciado.


Dissipa a escuridão,

Do latifúndio sem vida,

Que secou por falta de amor.


A luz de um olhar com amor,

Refloresta qualquer solo ressecado,

Rola pedras e amacia espinhos.


A luz do amor deixa pegadas,

No solo revivido e florido,

Cheio de sonhos e aromas.


Novos tempos ensinam,

A subir colinas e desviar tribulações.

É a estação do amor com luz e floradas.


Elise Schiffer

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

2766 - Cacos


Juntei o que sobrou "do nós",

Colei os cacos com lembranças.

Emoldurei a felicidade vivida

E pendurei na sala,

Buscando forças no prosseguir.


A morte dói e retira a lucidez,

Abrindo caminho para insensatez.

Da dor nasce flores de versos,

Que sem palco e aplausos

Válida o amor ausente.


Poemas despretensiosos,

Iluminam os dias e tocam o coração. 

Apaixonados apartados são 

Pensamentos em versos e

Saudades nas entrelinhas.


O mundo dos apartados,

Pela morte sem permissão,

É passado vivo

Num presente remendado,

Desprezando o futuro.


Elise Schiffer

2766 - Solidão


Solidão é travessia

E não morada.

Percurso de dúvidas

Recheado de sonhos.

Vez por outra

Pingos de lembranças

Molham o chão seco e

Florescem como campina de sonhos.

Durante a travessia da solidão,

A alma renova se

Fortalecendo a esperança.

É preciso respeitar a solidão,

Nela está a semente do recomeço. 

Ensinando a esvaziar a alma

E vencer as barreiras invisíveis.


Elise Schiffer

domingo, 18 de janeiro de 2026

2765 - Todo o sempre


Como desfazer 

A trama da ausência?

Onde buscar 

A fonte da esperança?


Ausência é desassossego 

E como tal,

Expulsa a esperança 

Prolongando os dias.


Saudade é dor

Que não cabe em versos.

Ela apenas reprisa

Tudo o que foi vivido.


Força e pureza

Fazem da saudade,

Uma trama enraizada

Sugando o que restou da vida.


Ausência 

É abraço sorrateiro,

Envolvendo a sobrevida

Que agoniza e não morre.


O misticismo 

Entorpece o medo,

Do restou apenas pó

Para todo o sempre.


Elise Schiffer

2765 - Dor


A dor orou aos céus 

Pedindo um descanso.

Seus ombros estão pesados,

Com fatos imutáveis ao coração.


A dor cansou se

Dos longos dias sem luz.

Tornou se frágil 

Precisando descansar.


A dor agregou se

Aos delírios da poesia,

Escondendo sua fragilidade

Com máscaras de palavras.


A dor é sentimento 

Manso e profundo,

Como o lago

Da desesperança.


A dor sussurrou

Ao coração sofrido.

- Desate seus nós

E deixe se habitar outra vez.


Elise Schiffer

2765 - Álbum da vida


Ao caminharmos, amarmos,

Chorarmos e sorrirmos,

Vamos montando,

Um álbum de lembranças.


Boas recordações 

Que ao passar dos anos,

Transformam-se em flores,

Perfumando a senilidade.


O álbum nos lembra,

Que tudo passa.

Em tudo há um propósito.

Reafirmando que amar vale a pena.


Elise Schiffer

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2763 - Pavio de palavras


Todos os dias 

Vivo uma vida inteira ao seu lado.

Escrevendo e reacendendo nosso amor,

Com o pavio das palavras.


Embriago-me com versos

E embrenhou-me nas entrelinhas,

Para reencontra lo 

E nelas ocultar-me fazendo morada.


Deixo as lembranças 

Habitarem em mim,

Destruindo a separação,

Dando vida somente a emoção.


Traços linhas de amor,

Enchendo meu peito de vida.

Hoje somos palavras vivas, 

Corações e almas em versos.


Somos sintonia sonora na poesia.

Palavras com duplo sentido,

Versos ocultando a paixão.

Somos poesia libertadora.


Palavras que embriagam,

Entorpecendo a saudade,

Libertando os sonhos

E trazendo alegrias.


Elise Schiffer

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

2762 - Ciclos


Depois de dias abrasadores 

Dos nossos verões,

A chuva fina de outono

Desfolhou a árvore da União. 

Folhas de alegrias, sorrisos e sonhos 

Foram ao solo para decomposição.

 

A árvore da União vive tentando,

Manter-se firme e de pé,

Mas os dias de inverno 

Secam os poucos galhos

Que hibernam e sonham,

Com os dias quentes dos verões.


Dias de céu azul e noites estreladas,

Perderam a magia da esperança.

Folhas secas ao chão 

Formam um tapete de lembranças,

Circundando a árvore seca da União,

Que perdeu o frescor primaveril.


Elise Schiffer

2762 - Pensamentos

 

Pensamentos são beijos celestiais.

Tocando levemente como brisa,

Mentes e corações.


Pensamentos penetram no coração, 

Aglutinam amores e sonhos,

Que vêm ao mundo na forma de palavras.


Pensamentos e palavras,

Decodificam sonhos

E os desnudam nos papéis.


Pensamentos e palavras

No êxtase das paixões,

Geram livros para o mundo.


Livros que abrem caminhos

Sem submissão ou escravidão.

Pensamentos e leitura libertam.


Elise Schiffer

2761 - Lembranças vivas


O amor bem vivido

E sem futuro.

É condenação

Ao tempo que se foi.

É cárcere no passado,

Com sonhos paralisados.

É viver preso ao passado

Alimentando-se de lembranças.

É ferir a alma sem sangrar,

Silenciando dores e esperanças.

São lembranças vivas

Dos dias de amor bem amados.


Elise Schiffer

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

2761 - Sem romper elos


A morte...

Separa sem romper elos.

Há o lado de cá de quem fica

E o lado de lá de quem vai.

Entre os lados...

Há uma janela.

Divisor de caminhadas.

A janela proporciona

Refrigerio em ambos os lados.

O vento das lembranças. 

Vai e vem com palavras,

Conduzindo versos de amor.

Versos que abrandam a saudade,

De quem fica e de quem vai.


Elise Schiffer

2761 - Levastes meu riso

 

Tu levastes

O meu riso.

Deixando o frio 

A abraçar me.

Pergunto me.

O que sentimos?

Depois do longo tempo

De separação.

Minhas entrelinhas 

Choram lamentos 

Que tu não ouves.

Meus pensamentos 

Caminham no passado

Buscando por ti.

Sonhos e saudades

Se fundem 

Num terno abraço, 

Apagando o medo

Do fim sem um "depois".


Elise Schiffer

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

2760 - Espera

 

Guardei os sonhos em silêncio.

Preservei o cheiro dos livros na mente.

Mantive o jardim florido no coração

E o portão da alma entreaberto.


A alma florida aguarda seu retorno,

Os sonhos ficam atrás do portão entreaberto.

Os livros fazem companhia 

E as flores perfumam a "espera".


O amanhecer é iluminado pelo sol da fé,

Dando guarita a palavra "espera".

O anoitecer respira ofegante

No compasso dos sonhos da "espera".


Elise Schiffer

2760 - Guardar palavras


A vida ensinou-me 

A guardar palavras, 

Na alma e no coração,

Preservando suas memórias.

Palavras são roldanas 

Conduzindo o tempo.

Passaportes com livre acesso,

Ao passado pulsante 

E aos sonhos futuros.

Ambos abraçam 

E amenizam cicatrizes.

Palavras não reconhecem 

O tempo cronológico,

Porque paralisam relógios.

Palavras são pontes

Por onde transitamos 

Para abraçar e reviver

Lembranças e sonhos 

Cheios de esperanças.


Elise Schiffer

domingo, 11 de janeiro de 2026

2758 - Somos montanha de rosas


Deixaste 

um rastro de flores,

Por onde 

caminhamos,

Florindo 

a saudade dos dois.

Seu perfume 

exala em mim,

Confirmando 

sua continuidade.

Neste caminho 

solitário de um,

Que o hoje e o amanhã 

serão só meus.

Não tento 

escapar da solidão, 

Apenas reafirmo 

o meu afeto por ti.

Somos romance 

vivo sem morte,

Onde descansamos 

nossos sonhos.

Somos 

Elise e Rosemberg.

Somos 

uma montanha de rosas.


Elise Schiffer