Saudade
Ciclo contínuo sem fim.
Laço duplo unindo
Extremos como vida e morte,
Equilibrando o real e o irreal.
Saudade
Dor e conformismo,
Dividindo a mesma elipse.
Aprendizado continuo
Entre o vazio e as lembranças.
Elise Schiffer
Saudade
Ciclo contínuo sem fim.
Laço duplo unindo
Extremos como vida e morte,
Equilibrando o real e o irreal.
Saudade
Dor e conformismo,
Dividindo a mesma elipse.
Aprendizado continuo
Entre o vazio e as lembranças.
Elise Schiffer
Cruzar olhares.
O amor entra em erupção.
A paixão interior explode.
A força do amor é justificada
Por vidas passadas.
Assim o presente faz sentido.
Múltiplas mentiras reforçam,
O amor não correspondido
De um sonho juvenil.
O reflexo na consciência
É a imagem de um amor vazio,
Interpretando uniões passadas.
Elise Schiffer
Mediocridade e Vaidade
Tornam-se amantes,
Procriando sem restrições
Em uma união perfeita.
Mediocridade e Vaidade
Trazem ao mundo palavras
E textos sem valores ou leitores.
Assim nascem os autores medíocres,
Delirando paixões
E sentimentos incansavelmente.
Autores são alienados,
Suspirando como escritores,
Em casas sem portas ou janelas.
Onde sonhos e devaneios
Tem pousada garantida
Na alcova das palavras.
Elise Schiffer
Nascer escrita
E ser palavras
Com sonhos grandiosos.
Evoluir com o tempo
E transformar se
Em livro.
Ser versos e poesias.
Conhecer falsos leitores,
Buscando capa
E título chamativos
Que só folheavam
Páginas e páginas.
Um único leitor,
Leu-me com carinho,
Mergulhando nos textos,
Que falavam de amor.
Um único leitor,
Interpretou as entrelinhas,
Leu, releu, leu, leu
E guardou-me na estante
Do seu coração.
Elise Schiffer
Meu futuro foi enterrado,
Com a terra do seu sepulcro.
A esperança ficou asfixiada
E a alma chorou sem parar.
A terra acolheu e modificou a dor,
Assim as lembranças floriram palavras.
Meu presente tornou se um livro,
Com páginas cheias de versos.
O sepulcro que antes era árido
Tornou-se um jardim poético.
Hoje o amor é um presente sem dor
E a morte um futuro longínquo.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Uma mesma vida pode existir em tempos distintos, dentro de um mesmo instante para o todo.
A natureza afirma para todos nós. Passado, presente e futuro, coabitam o mesmo espaço e são indivisíveis.
O tempo não vive nas etapas das flores ou na cronologia humana.
A vida pertence à mãe Gaia que nutri tudo com amor e por amor.
Elise Schiffer
08/09/26
Um bom coração
Devolve vida a outro coração.
Doando confiança e apoio
No caminhar sem esperança.
Um bom coração apaixonado
Estende a mão ao outro,
Doando paciência e respeito
Ao desiludido com a vida.
Um único bom coração
Floresce alegrias pelo caminho.
Doando calor e sonhos
Para o tempo presente e futuro.
Elise Schiffer
Dois já formaram
Uma vida inteira.
Um mundo sem palavras
Onde olhares se bastavam.
Dois com amor no olhar
E o mundo inteiro apartado.
Juventude nos sonhos
Reinando até o fim dos tempos.
O passado torna-se imortal
Nas lembranças revividas.
Saudade e amor pulsando
Como no início de tudo.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Partistes...
Guardo-te em mim,
Onde ninguém mais pode subtrair,
Nem mesmo o tempo.
Fiquei...
Dialogando contigo,
Mesmo sem obter respostas,
Porque sei que tu me ouves.
Partistes...
Levo seu olhar em meus olhos,
Para que juntos iluminem,
O caminho de um só pelo mundo.
Fiquei...
Chorei e guardei nosso amor
Para suportar a colheita da saudade,
Que apoderou-se de tudo.
Partistes...
Sonorizei os dias declamando versos,
Decorei a casa com fotografias
E a mesa com nossos sabores.
Fiquei...
O amor de uma vida,
Não finda se com a morte,
Apenas sobrevive num coração só.
Partistes...
De Elise Schiffer para Rosemberg
Quando não puder escrever,
eu declamar para ti.
Quando não puder falar
apenas pensarei em ti.
Quando eu não puder pensar,
Apenas aguardarei por ti.
Elise para Rosemberg
2996 - Carta - Feliz dia!
(Atualizado)
Hoje 06/09 é dia de abrir a mala da memória e reviver todos os nossos momentos de amor.
Nós dois conversaremos em silêncio e as respostas virão nos sonhos.
A barca da saudade está ancorada nas nuvens, tentando navegar nas águas que unem o mundo terreno ao celestial.
Nosso leme são os corações solitários que navegam nas mares das lembranças.
Hoje nossa barca navega no "Feliz Aniversário", porque você completaria 74 anos.
Estamos separados há 2996 dias, ou seja 8 anos 2 meses e 14 dias. É muito tempo!
Estivemos juntos por 24 anos. de 1994 a 2018.
Dedico a você diariamente Poesias, Cartas de amor e Bordados.
Misturando tudo, temos nosso próprio mundo de saudades.
Resta viver o dia de hoje com Resignação.
Palavra criada para definir o sofrimento em silêncio.
De Elise para Rosemberg
.
Inventei inventar
Vida após a morte,
Só para te encontrar.
Inventei você
Sussurrando saudades
E alegrando minh'alma.
Inventei você
Olhando para mim
E iluminando meu caminho.
Inventei prazer nas palavras
Que me ligam a você
Com versos de pura loucura.
Elise Schiffer
Palavras. Quis o destino,
Que a escrita
Seja os pulmões,
Os versos o coração
E poesias a mente.
Palavras. Quis o destino,
Que a escrita
Seja nossa união,
As cartas elos de amor,
Apascentando a saudade.
Elise Schiffer
Saborear uma tâmara,
Uma única tâmara,
É ter a felicidade bailando
Com o prazer.
Um pequeno fruto
Com sabor de vida.
Atestando que a fertilidade
Sobrevive na aridez do solo,
Dos sonhos e da alma.
Saborear uma tâmara,
Uma única tâmara,
É ter gratidão
Por quem plantou
E não colheu.
Elise Schiffer
Aproprio-me dos prazeres
Da saudade infinita.
Torno-me amante sem pudor
Dos sonhos desta mal-agradecida.
Escrevo e declamo sua força
Nos versos da poesia sem fim.
Oculto a convivência amistosa
Nas entrelinhas dos poemas.
Mil formas tenho em palavras
Para descrever seu poder.
Caminho nas lembranças da alma
Embriagando me na vida passada.
Mil nomes e títulos ela têm
Nas formas de se apresentar.
Saudade é morte pulsante
Sem um corpo para abraçar.
Elise Schiffer
Parei todos os relógios
Da casa e da vida.
Parei o tempo!
Não permitindo que ele,
Devore minhas lembranças.
Parei todos os relógios
Do coração e da mente.
Parei de amar!
Não permitindo que velhos amores,
Desapareçam dos meus sonhos.
Parei todos os relógios
Dos meus céus.
Parei de esperar!
Noite e dia são iluminados,
Pela vela branca da saudade.
Elise Schiffer
A mente saudosa
Vaga no mundo dos sonhos.
Buscando por amores vividos
Que viraram pó em túmulos rasos.
A mente teima e teima
Com a rebeldia dos apaixonados,
Modelando o pó do passado,
Brincando de imortalidade.
A mente visita os mortos
Flagelando a carcaça com sonhos,
Fermentando esperanças
Com dores dilacerantes.
A mente sabe que tudo acabou,
O coração nega o fim de tudo,
A falta de fé chicoteia o tempo
Onde o futuro também virou pó.
Elise Schiffer
Esquecer...
Impossível quando o amor vive,
E o passado não morreu.
Palavras tornam-se pontes,
Quem partiu sussurra saudades,
E quem ficou ouve os sussurros.
O tempo...
Envio versos declamados.
Envio beijos através da lua.
Envio o amor que não adormeceu,
E a agonia do epílogo
Em receber seu ponto final.
Quantas manhãs ainda?
Elise Schiffer
Palavra alicerce
Da geração envelhecida.
Laços sem nós
Trazem segurança,
Impulsionando o Ser.
Viver segurança envolve,
Trás confiança aos dias.
O desejo de Pertencimento
Provoca fragilidade e mudanças.
A solidão transforma
Um coração clandestino
Em sombra de corações dissimulados.
Pertencimento é viver vazio.
Elise Schiffer
Você protegeu
Meu coração e minh'alma,
Aquecendo-me
Do frio da solidão,
Cobrindo me
Das chuvas inesperadas
E dançando comigo
Nas chuvas desejadas.
Fostes meu
Abrigo.
Elise Schiffer
Transformei me em palavras,
Assim sou versos só para ti.
Nunca desejei ser poeta
Ou mesmo quis poetizar.
Minhas palavras descrevem
Saudade e dor em versos.
Assim no mundo das entrelinhas
Nós podemos nos encontrar.
Transformei me em escritora
De sonhos e lembranças de nós dois.
Pequenos momentos vividos
Viram contos e romances.
As lembranças faladas ou escritas
São companhias permanentes.
Assim nossa união é prolongada
No mundo imortal das palavras.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Saudade é uma caixa
Abarrotada de peças
Do quebra cabeça das lembranças.
O coração monta e desmonta,
Lentamente no dia a dia,
O grande mosaico do amor.
O jogada é unir memórias,
Negar o tempo e as despedidas,
Mantendo viva a metade do "Nós".
Elise Schiffer
O tempo
Intervém entre duas pessoas,
Criando distâncias físicas
Mas nunca nos sentimentos.
O amor
Viola as leis do tempo,
Permanecendo vivo e forte,
Alimentando-se das lembranças.
A ausência
É amenizada com frações do passado,
Com passe livre no presente,
Independente da pressão do tempo.
Elise Schiffer
O olhar apaixonado é protetor.
Guardião do coração e da alma.
Aquece o solo frio da solidão
E cultiva sementes de sonhos.
O olhar apaixonado é fartura.
Chuva desejada pelo solo,
Onde sementes aguardam germinação,
Com a dançar frenética da natureza.
O olhar apaixonado vence o tempo.
Em estações de estiagem,
Iberna no coração solitário
Até a próxima estação.
Elise Schiffer
Sonho uma ilusão não real,
Afagando a dor com algo bom,
Num coração cheio de saudades.
Mente caprichosa
Organizando lembranças,
Unindo o presente vazio
Com a vida do passado
E assim os sonhos envolvem.
Desejos ocultos são liberados,
Quando a mente percebe
O deserto que a carcaça caminha.
Elise Schiffer
Perdi-me no seu olhar
E nunca mais
Encontrei rumo sem você.
A mesa ficou vazia.
A casa é só fotografias.
A saudade habita sem o "Nós".
Perdi-me em suas palavras
E nunca mais
Encontrei diálogos sem você.
Tudo leva-me a Nós.
Tudo tem seu olhar amoroso.
Tudo pergunta onde tu estás.
Perdi-me em seus carinhos
E nunca mais
Encontrei solidão.
Sua voz ainda sonoriza a casa.
Seu perfume vive nas gavetas.
Seu mundo partiu e eu fiquei.
Elise Schiffer
Todas as respostas
Que tu não podes dar,
Estão nos versos
Da Poesia.
Todas as vezes
Que meu coração acelera,
As lembranças estão
Na Saudade.
Todas as perguntas
Que vagam sem te encontrar,
Levam meu amor vivo
Na Escrita.
Escrita, saudade e poesia
Formam a liga da união eterna,
Onde nós dois vivemos
Nas Entrelinhas.
Elise Schiffer
A leitura atravessa
Os portais dos olhos e da mente.
Ultrapassando barreiras invisíveis,
Que unem vidas.
A leitura conduz o saber
Carinhosamente e sem pressa,
Ao mundo encantado
Do aprendizado.
A leitura desbrava caminhos,
Ampliando e aprofundando
O significado de cada palavras
Com respeito e compaixão.
Elise Schiffer
Mergulho no mar dos sonhos
Buscando por nossas lembranças
Que o tempo não conseguiu apagar.
Guardo cada lembrança
Com palavras de amor
Que venceram a própria morte.
Nado rumo ao horizonte
Onde mundos opostos se tocam
E corações separados se unem.
Escrevo versos de amor
Que boiam no mar dos sonhos
Para que tu possas ler do alto.
Mergulho no mar dos sonhos
Conduzindo meu coração solitário,
Até os momentos que venceram o tempo.
Elise Schiffer
Com palavras, fiz me céu.
Criei dias ensolarados e nublados.
Deixei me cair como chuvas de lágrimas
E salpiquei estrelas sorrisos na alma.
Com palavras, fiz me água.
Corri nos rios da sua vida
E desaguamos no mar da paixão,
Vivendo mares mansas e turbulentas.
Com palavras, fiz me poesia.
Fui lida e relida pelo seu amor.
Os versos que sussurramos,
Uniram nossos corações.
Com palavras, fiz me amor.
Desbravei medos e sonhos.
Voamos juntos o voo dos apaixonados
E assim permanecemos unidos.
Elise Schiffer
Guardo e exponho
Lembranças com palavras.
Não desejo oculta-las.
Guardo e exponho
Saudades com reverência,
No voo livre da poesia.
Guardo e exponho
Palavras, versos e poesias,
Para que os leitores as repassem.
Elise Schiffer
Todas as noites,
Digo adeus
Ao meu EU do passado.
Todas as manhãs,
Nego o bem vindo
Ao meu EU do passado.
Os dias vividos
Deixaram raízes profundas.
No meu EU do presente.
O meu EU vazio
No presente sem rumo.
Provoca o aborto do futuro.
Elise Schiffer
Momentos de felicidade
Têm horas extras
Nas lembranças revividas.
Recordar o bom
Prolonga o prazer vivido
Em dias de solidão.
Elise Schiffer
Saudade
Algo sem fim.
O escritor lembra e revive.
Tal qual
Esvaziar água com peneira.
Escritor
De saudades.
O passado é infinito.
Vivendo
Num mundo paralelo.
Definições
Escritor e mantenedor.
Palavras intermináveis.
Preenchendo
O vazio da ausência.
Elise Schiffer
Sem lhe esquecer
Sigo escrevendo palavras,
Para que as recebas e sussurre
Tocando assim meu coração.
Sem lhe esquecer
Planto saudades,
Para que floresçam e perfumem
Nossos corações.
Sem lhe esquecer
Junto palavras e saudades,
Em versos sem rimas
Interligando nossas vidas.
Elise Schiffer
O tempo não leva o amor.
O transforma em farol,
Para que a saudade encontre
Seu existir nas lembranças.
O tempo e o amor,
Antagônicos poderosos.
O tempo não leva o amor.
O transforma em palavras,
Para que a saudade encontre
Vida a dois nas entrelinhas.
O tempo e o amor,
Bem e mal na mesma estrada.
O tempo não leva o amor.
Porque lembranças e palavras,
Vencem as barreiras
Impostas por seu algoz.
Elise Schiffer
Devagar
Foi nossa caminhada.
Não havia pressa.
O olhar
Demorado e fixo,
Tinha legendas de amor.
As mãos dadas
Com firmeza,
Atestavam a união.
Poucas palavras
Faladas ou sussurradas,
Versavam nosso romance.
Longos abraços
Desembrulhavam sonhos,
Envoltos em desejos.
Hoje as lembranças
Dão um forte significado,
A minha semântica.
Elise Schiffer
Há amores
Que tornam-se pele.
Nos vestem a alma,
Aquecem e vencem o tempo.
Nunca mais ficamos nus.
Há amores
Que mudam o sentido amplo
Da palavra saudade,
Por fazerem morada
E companhia dentro da alma.
Há amores
Que desembrulham
Nossos sentidos e nos ensinam
O valor das pequenas emoções,
Com instantes que ficam eternos.
Elise Schiffer
O olhar do amor,
Não pode ser
Um molde pré moldado.
Precisa ser oleiro,
Moldando desejos e sonhos,
Dando forma aos sentimentos
Elise Schiffer229
Algumas pessoas
Choram de saudade,
Reclamam e se revoltam,
Não aproveitam as lembranças.
Sofrem tanto,
Que não visitam
O templo das lembranças,
Onde o coração se refaz.
Algumas pessoas
Transformam a saudade,
Em palavras flutuantes
No vento do tempo.
Palavras flutuantes
Versam nos céus,
A alegria de ter amado
E ter sido amado.
Elise Schiffer
Depois de você,
Nada mais foi precioso.
Porque você
Foi valoroso em meus dias.
Deixou lembranças preciosas,
Que valem cada saudade.
"Único" é o adjetivo
Que o define por completo.
Saudades de você,
Tesouro valioso dos meus dias.
Porque tive o privilégio
De caminhar junto a ti.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Tento reflorestar
O deserto da saudade,
Com a força vital
Das palavras escritas e faladas.
Sem regras ou ajuda,
Semeio milhares de palavras
E as rego com lágrimas,
Represadas na alma.
Depois do plantio,
Acomodo-me e fico a observar,
Aguardando que as palavras
Floresçam versos e poesias.
Flores de palavras
Olhando para o céu
E o céu as admirando.
Criando um elo entre céu e terra.
Desafios e reflexões
Vencendo o deserto da saudade,
Com a força das palavras
Que são imortais.
Elise Schiffer
Se for verdade
A existência de Deus.
Ele é um carcereiro
muito irônico.
Aprisionando almas livres
Em carcaças cansadas,
Apesar dos sonhos
De liberdade.
Elise
02/08/2016
Grandes e pequenas decepções,
Aglomeram-se criando muralhas.
Travando o caminhar sereno
Do amor incondicional.
Assim surgem as barreiras,
Que o coração escalar dia a dia.
Decepções secam árvores
E adormecidas raízes.
Decepções não visíveis
Pulsam dor em suas raízes,
Permitindo que o amor
Sobreviva mesmo sem folhagem.
Elise Schiffer
Força aniquiladora
É o silêncio interior.
Instalado na vida,
Não há como romper
Com o fenômeno.
Faminto por destruir
O pretérito vivido.
Tudo torna-se silêncio.
O silêncio interior
Apossa-se do coração,
Escurece a alma
E destrói a carcaça,
Em perfeita usurpação.
Matando sonhos
E sentimentos.
Tornando-se cárcere.
Elise Schiffer
Após o sepultamento
Dos amores de uma vida,
A saudade transmuta-se em palavras,
Que agrupadas formam versos.
Abundantes são as saudades,
Que me tornaram escriba.
Carinhosamente deito cada palavra,
Em folhas de papel e as guardo.
Palavras que formam versos,
Que formam estrofes,
Que unidas geram poesias,
Onde meus amores renascem.
Dentro de cada entrelinha,
Amores são revividos,
Amaciados com as lembranças,
Formando elos indestrutíveis.
Elise Schiffer
Libertação
Não aceita retrocessos.
Em frente.
Superação
Independente da idade física.
Ser forte.
Na senilidade algumas conquistas,
Tem sabor de vitórias épicas.
Satisfação.
Ir só ao cinema após o cárcere da união,
Grande façanha.
Vitória.
Afeto e o domínio próprio,
Vencem anos de regras impostas.
Derrubar barreiras.
A geração das mulheres submissas,
Vai se extinguir.
Renovação.
Glória as conquistas
Das mulheres atuais.
Faróis.
Libertação
Não aceita retrocessos.
Elise Schiffer
Com o tempo
O coração saudoso entende,
Que palavras formam caminhos
Silenciosos.
Caminhos onde o outro não está,
Nem mesmo o eco da voz.
O silêncio por vezes é julgado
Como ausência.
Quando na verdade
É o amor morando dentro de nós.
Serenidade não é o fim
Da saudade,
É não prolongar a dor.
O fim de um amor
Precisa de esperança e silêncio,
Pois só assim o adeus fará sentido.
Elise Schiffer
A invisibilidade
Começa no núcleo familiar,
Antes mesmo da decreptude.
Estendendo se aos espaços
Sociais, públicos e grupos,
Tudo passa a ser indiferença.
Cultura, conhecimento ou sabedoria,
Nada mais faz sentido,
A pressa ensurdeceu a todos.
Transeuntes, amigos e familiares,
Fecharam o coração e olhos,
Por medo da responsabilidade.
Esse vazio imposto pelo mundo
E pelos corações próximos,
É a diplomação da senilidade.
Elise Schiffer
Palavras não seguram
O tempo nem as pessoas.
Quase uma prisão.
Tentar criar vínculos pós morte,
É loucura de escritor.
Quase uma libertação.
Escrever por dias e anos,
Deitando a saudade em resmas.
Quase uma loucura.
Versar tentando ser ouvida,
Expondo a dor de uma vida.
Quase um sonho.
Acreditar na sobrevida do amor,
Mantendo o luto vivo.
Quase um prazer.
O tempo passar,
Estações passarem e o amor ficar.
Quase uma persistência.
Não parar de escrever por crença,
Atrelada nas entrelinhas.
Quase uma religião.
Abandonar a escrita diária,
Deixando o amor morrer novamente.
Quase uma desolação.
Palavras no agora,
Revivendo lembranças.
Quase uma felicidade.
Palavras ensinando,
Deixar partir é um ato de amor.
Quase uma poesia.
Elise Schiffer
.
Amores.
Chegam e partem,
Com a simplicidade de um olhar.
Transformando partilhas de vidas
Em tatuagens na alma.
Restando - Amo-te.
Amores.
Partem levando pedaços do nós.
Ausências, silêncio e distâncias,
Transformam se em lembranças
Do bem e do bom vividos.
Restando o desejo - Sejas feliz.
Amores.
Lembranças com sentimentos,
Carregadas de saudades e sonhos,
Do zelo que existiu entre corações.
Corações que hoje são solidão.
Restando sussurrar - Para sempre.
Amores.
Encontros e experiências,
Escrevendo um caminhar,
Que ao chegar ao fim da estrada,
Deixam marcas eternas.
Restando - Vives em mim.
Elise Schiffer
Nascer no interior,
Onde a pobreza era a maior riqueza
E caminhar sempre com pés no chão.
Chorar com cuidado
Para não molhar os trapos remendados.
Lanchar escondida
Para que o pão duro não fosse piada.
Mesmo assim caminhar e ler,
Ler...
Livros velhos e jornais velhos do lixo,
Mas ler e chegar.
Chegar!
Chegar longe
E do topo onde não há fome nem frio,
Chorar mesmo assim,
Com saudades da simplicidade
Que cercava a pobreza com sonhos.
Nadar não no rio que corre no chão,
Mas nos rios flutuantes do céu
E chegar ao Mar.
Elise Schiffer
20/07/2014
Renascemos
A cada recomeço na vida.
Sendo várias versões
Da mesma essência.
Sempre acreditando no amor.
Renascemos
Ao estarmos nos olhos do outro,
Após momentos de amor,
Nas lágrimas derramadas
E ao perdermos para morte.
Morremos
A cada lembrança revivida,
Nas entrelinhas escritas sem leitor,
Nas laçadas que bordam a saudade,
No café sem bate papo.
Morremos
Diariamente por falta de fé,
Por escrever sem o leitor amado,
Ao apagarmos a esperança no depois
E seguirmos o caminhar.
Elise Schiffer
Há um submundo
Frio e silencioso
Dentro de cada escritor.
Um submundo poético
Cheio de sussurros
De amor, revolta e palavras.
Para permanecerem vivos
Os escritores queimam se
Em sonhos e paixões ilusórias.
Sentimentos dentro de um abismo,
Onde a poesia triste e frágil,
Fortalece a carcaça sonhadora.
Suas dores gemem baixinho,
Para não despertarem paixões antigas,
Adormecidas nas entrelinhas.
Dias de espera e devaneios
Aquecem o frio da solidão
Com palavras e versos de amor.
Escritores guardam
Memórias congeladas,
No submundo das paixões.
Elise Schiffer
Muito mais que fenômeno.
Luzes mágicas no céu,
Brincam com sentimentos,
Descortinando sonhos,
De almas que crêem.
Assim são as Auroras Boreais.
Anjos trazendo esperanças
Chegam à terra bailando,
Através do magnetismo
Do planeta que clama
Pelo celestial.
Assim são as Auroras Boreais.
Explicações científicas
Não encobrem a magia,
Que embalam os loucos.
Sentimentos e sonhos
Estão no DNA da loucura.
Elise Schiffer
Carrasco implacável
O Tempo!
Sua desumanidade,
Passa levando tudo.
Leva o vigor juvenil,
Familiares, amigos,
Amores, sonhos
E os dias alegres.
Sua passagem
Descolore a vida,
Trás vazio, silêncio
E cansaço de acordar.
Elise Schiffer
Houve, há e haverá
Coração e mente atrelados,
Que ao amanhecer
Jogam beijos para as estrelas.
Nas noites de luar
Jogam beijos para lua,
Ao passarem por um jardim,
Beijam plantas e árvores.
Nos dias de céu limpo
Jogam beijos para o sol.
Porque todos merecem beijos.
Das nuvens aos seres vivos,
Estejam pertos ou distantes.
A força do beijo vem
Do coração que ama com respeito,
Da mente que crê na vida,
Do caminhar confiante
E na certeza que em tudo há vida.
Houve, há e haverá
Corações e mentes atrelados,
Aguardando por beijos.
Elise Schiffer
Carcaça cansada
Caminha sem parar
Na certeza da chegada
Que se faz anunciar.
Elise
18/07/2016
Somos luz
a iluminar a imensidão,
Somos estrelas
a cintilar nos corações,
Somos amor
A acreditar nos sonhos.
Elise Schiffer
15/07/2012
Tristeza...
Bem sei tu vais passar,
deixando apenas uma cicatriz,
tatuada em minha alma.
Tristeza...
As lágrimas de hoje
irrigaram o solo seco
e rachado da esperança.
Tristeza...
Viver em carcere,
desejando dia após dia
libertar se da carcaça.
Tristeza...
Morrer já não basta,
viver desejando morrer
é pouco para a dor.
Tristeza...
Sua punição é viver
abandonado na multidão
e vivendo no deserto da maternidade.
Tristeza...
Elise Schiffer
15/07/2014
Almas secas,
Corações despedaçados,
Sonhos vazios,
Mentes digitais,
Assim é viver sem sonhar.
Alma feliz sonha.
Alma feliz vive o acaso.
Alma feliz transforma o pesadelo.
Alma feliz faz do sonho realidade.
Asas para que?
O caminho dos sonhos,
Vive nos corações
Dos fiéis aventureiros,
Que sonham.
Elise Schiffer
15/07/2015
Negar a saudade
Afastando as lembranças.
Negar a solidão
Ocupando a vida com novos afazeres.
Negar...
Saudade é erva daninha
Florescendo mesmo arrancada.
Solidão é invasão
Grilando os dias vindouros.
Negar...
Os sonhos noturnos
Que teimam em reviver o passado.
As entrelinhas
Que os versos escondem.
Negar...
O amor que vive em mim
Por não haver mais o "nós".
Os dias subjugados pelo luto
Onde a carcaça sobrevive.
Elise Schiffer
O andarilho caminha com os pés sangrando
até que descobre a hora certa de parar.
O sonhador vive seus sonhos
até que um parto sofrido o joga na realidade.
O escritor relata sobre ele mesmo
em cada romance, poesia ou conto,
até o momento em que deixa de escrever
e apenas declama para si mesmo seus delírios.
E assim
Caminham os andarilhos...
Sonham os devaneios...
Acordam os escritores...
Relatos antes em papel
Hoje são sussurros ao vento.
Dor e quimera são as sobras...
Que o poeta transforma em banquete.
Elise Schiffer
14/07/2015
14/07/2020
Escrever o passado não cansa,
Dá sobrevida ao que existiu.
Resgatando alegrias da solidão.
Mesmo sem leitores,
Versos invadem a alma do escritor,
Relembrando o que foi felicidade.
A escrita não sufoca,
Por ser um laço sem nó,
Unindo amores e sonhos.
Escritor e amores
Não morrem nunca,
Mesmo quando chegam ao fim.
Como um barco sem cais,
Escritores vagam em seus sonhos,
Por não atracarem na realidade.
Escritor e escrita não se soltam,
Navegam juntos nos versos,
Distorcendo realidades em sonhos.
Elise Schiffer
Flertei com as letras e sílabas,
Quando menina.
Namorei palavras e definições,
Quando pré-adolescente.
Apaixonei-me pelos versos,
Quando adolescente.
Casei me com a poesia,
Quando adulta.
Divorciei-me de pessoas, mas nunca da escrita.
Hoje somos poesia e poeta num só.
Sou escritora,
No olhar, respirar e caminhar.
Meus personagens são meus amores
E meus livros as melhores companhias.
Elise Schiffer
Beijo-te com palavras.
Abraço-te com versos.
Envolvo-te com poesia.
Nas entrelinhas digo "amo-te".
A saudade adormece de braços vazios,
Cansada de chorar a ausência.
A morte é dor que dilacera,
Deixando a vida sem esperança.
Elise Schiffer
A finitude dos amores
São a matéria prima
Das lembranças.
Mãos dadas.
A sobrevida dos amores
Está em lembranças vivas
Preenchendo o dia a dia.
Interligando corações.
Os sonhos são pontes
Entre o Real e o imaginário
Onde transitam às saudades.
Reino da loucura.
Elise Schiffer
O amor
é um sentimento egoísta
Ele liberta,
deixando resquícios de saudade.
A saudade
é um sentimento que aprisiona,
Amores e amigos
nas lembranças do coração.
As lembranças
são fagulhas que incendeiam,
As cinzas quentes
do presente vazio.
O presente vazio
alimenta se do passado
Que retém
Amores e amigos.
Amores e amigos
Formam as estações da vida,
No ciclo infinito
Dos que chegam ou partem.
De Elise Schiffer para Claudinho.
Solidão...
Solidão é beijar
E não encontrar reciprocidade.
Solidão é cuidar
E não ser cuidado.
Solidão é ouvir
E nunca ser ouvido.
Solidão...
Solidão é falar com o passado,
Andando e amando.
Solidão é amar silenciosamente,
Por escolha, cuidado e dedicação.
Solidão é ser abandonado,
Por falta de serventia.
Solidão...
Elise Schiffer
Pescadores de peixes
Saciam a fome física.
Pescadores de estrelas
Saciam a fome de sonhos.
Elise Schiffer
Tristeza...
Bem sei tu vais passar um dia,
deixando apenas uma cicatriz,
tatuada em minha alma.
Tristeza...
As lágrimas de hoje
irrigam o solo seco
e rachado da esperança.
Tristeza...
Viver em cárcere,
desejando dia após dia
libertar se da carcaça.
Tristeza...
Morrer já não basta,
viver desejando morrer
é pouco para a dor.
Tristeza...
Sua punição é viver junto a mim,
abandonada na multidão
e vivendo no deserto da maternidade.
Tristeza...
Elise Schiffer
08/07/2014
Se a morte
acaba com tudo,
Perdermos amores
para sempre.
Se a morte
tem um depois,
Somos abandonados
para sempre.
Não importa
o que é a morte,
Perda ou abandono
é inevitável.
Novos aprendizados
são obrigatórios,
Saudade, solidão e silêncio
São matérias da senilidade.
Elise Schiffer
Fiquei ao meu lado
A cada perda pelo caminho.
Abracei meu coração
A cada dor vivida.
Sequei minhas lágrimas
A cada pranto de saudade.
Segurei minha mão
A cada novo percurso.
No fim da jornada
Agradeço-me pela companhia.
Nunca fraquejei
Por ser meu próprio apoio.
Coragem ou coragem
Foi minha religião na vida.
Fui, sou e serei apaixonada
Pela guerreira que me forjei.
De Elise Schiffer para Elise
Fomos o norte e o sul
Porque nossa bússola
Sempre foi o companheirismo.
Sou bússola sem norte.
Fomos estações sem tempo,
Porque nunca usamos datas,
Viver era o mais importante.
Sou datas vazias.
Fomos poesia,
Porque versos existem sem rimas,
Se o amor reside nas entrelinhas.
Sou palavras sem ouvinte.
Fomos jardim,
Porque semeavámos flores e sonhos,
E colhíamos alegrias na alma.
Sou estiagem de sonhos.
Elise Schiffer
Caso não entendas a topografia
Dos caminhos da vida,
Siga em frente caminhando
E observe o mundo a sua volta.
Pessoas chegam e partem.
Ame, analise
Sem buscar respostas.
Serene o coração
E siga cada nova trilha.
Pessoas partem e chegam.
Caminhos serenos
Ou tortuosos,
Conduzem ao mesmo ponto
De chegada e partida.
Elise Schiffer
Onde tu estais?
Não estais na casa
Que foi nossa..
Não estais no apartamento
Nem na dor da ausência.
Até a dor
Mudou seu endereço.
Onde tu estais?
Não estais
Junto a mim.
Não estais nas cartas
Ou versos escritos.
Até as entrelinhas
Ficaram vazias!
Onde tu estais?
Elise Schiffer
05/07/24
A mente vacila
E o coração palpita,
Fortemente.
Pés cansados conduzem
A lugares desconhecidos,
Desbravadamente.
No percurso...
A mente acredita,
O coração confia
E os pés conduzem.
Segue a carcaça senil,
Temerosa em viver,
Alçando novos horizontes.
Elise Schiffer
* Escrito para uma senhora sozinha, indo de metrô a um lugar desconhecido.
A saudade acomoda-se,
A dor adapta-se
E a solidão vira rotina
Na trilha do desamparo.
Tudo perde sua força.
O passado torna-se refém
E o coração é domesticado
Pela força do luto.
Lembranças e vozes
São relíquias do amor,
Guardadas com ismero,
Para não perderem o elo.
Elise Schiffer
Lágrimas e mãos,
Unidas pela saudade,
Escrevem ternos poemas.
Lembranças e versos,
Unidos pela saudade,
Iluminam a solidão.
Lágrimas, lembranças,
Mãos e versos,
Reescrevem o amar.
Elise Schiffer
Publicar fotos de canetas usadas, é uma forma de expor minha gratidão, a todas que cumpriram seus deveres.
Companheiras sem falha ou cansaço, escrevendo textos sem profundidade ou sabedoria, apenas estando lado a lado na jornada da saudade. Oi
Elise Schiffer 02/07/26
Te encontrei muito antes
Do primeiro olhar.
O amor puxou me
Para onde tu estavas.
A distância foi vencida
E o destino foi cumprido.
Sem palavras ou gestos
O primeiro olhar selou destinos.
Nasceu a promessa silenciosa
Do querer bem.
Hoje...
Não há tempo que nos separe.
Permaneço unida na união separada.
Tenho a certeza de que vives
Nas palavras que escrevo.
Palavras que nos abraçam
Amenizando a saudade.
Olhares separados não rompem
Laços sentimentais.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Minhas palavras
Estão atadas a você,
Fingindo felicidade
Ao romantizar a dor.
Meus versos
Tem você nas entrelinhas,
Sorrindo para mim
Em cada momento de solidão.
Seu perfume baila
Com as memórias que ficaram,
Ao som da sua voz
Que ficou nos cantos da casa.
Seu nome ainda é escrito
Com palavras de saudades,
Unindo sentimentos e prosa
Na pergunta - Onde estais?
Elise Schiffer
A casa calou se
E a luz apagou se.
A saudade fez se visita
E virou hóspede.
A imagem do amor vive na alma
E a voz no coração.
Seguir em frente é o caminho
Dos sonhos com o "Nós".
Andar devagar,
Com o amor no coração.
Conversar com o passado
Mesmo sem obter resposta.
Os retratos seguem na parede,
As roupas no armário.
Preservando o "Nós",
Na casa que se calou.
Seguir reaprendendo a sorrir,
Secando as lágrimas.
Sempre em frente
E com o amor no pensamento.
Elise Schiffer
Oito anos.
Período de vivência
Para entender e aprender,
Que vivemos distantes um no outro.
Nossas lembranças são como chuva
No deserto da saudade.
Oito anos.
Período ininterrupto.
Na busca pela administração
Da saudade no mundo
Físico e espiritual,
Enquanto navegamos nos sonhos.
Elise Schiffer
Lembranças
Acolhem, aliviando a saudade.
Adormecem a dor cansada
De tanto buscar abrigo no passado.
Lembranças
Imagens que sussurram baixinho
O que a alma deseja ouvir
Para seguir o caminho.
Lembranças
Estrelas que atravessam a noite
Tentando reencontrar seu Céu
Para fixarem morada.
Elise Schiffer
Viva...
Metade viva.
Viva, ainda estou.
Levando a saudade
Sobre a carcaça cansada.
Viva...
Metade viva.
Viva, ainda estou.
Com seu nome
Na mente e no coração.
Viva...
Metade viva.
Viva, ainda estou.
Presa as lembranças
E ao silêncio dos amores.
Elise Schiffer
Mães viram monumentos,
E seus lares viram praças.
Amores são apenas visitantes.
Visitas turísticas com poucos diálogos
E nenhum contato afetuoso.
Mães envelhecidas são monumentos
Em destaque em praças abandonadas.
Muitos passeiam, visitam,
Por falta de divertimento melhor.
O lar virá praça
Onde amores viram estranhos,
Com visitas cronometradas
E tempo obrigatório reduzido.
Conversam pouco e
Voltam rapidamente a suas atividades.
Ninguém observa a corrosão do monumento,
Se olham não enxergam,
Por saberem simplesmente que está ali.
Ninguém lê as informações
Contidas nos olhares de dor,
Por acharem que tudo está bem.
Não enxergando a corrosão da solidão.
Dia e noite o monumento está ali,
Preservando a memória do passado,
Da família e dos amores.
O monumento aguarda um olhar,
Uma leitura com carinho,
Atenção pelo elo do coletivo.
Quem sabe...
Abraços e mãos amigas
No seu vazio do dia a dia.
A praça perdeu sua graça,
Sendo consumida pelo tempo
E mesmo assim tornou-se obrigação,
Com visitas frias e distantes,
Dando leveza à culpa do abandono.
Elise Schiffer
O Farol solitário sonha em servir.
No caminho há apenas o vento e o mar.
O vento pastoreia as nuvens de mansinho.
O mar vai e vem devagarinho,
Enamorado pelo brilho do Farol.
O Farol solitário pisca iluminando suas noites,
Sem saber que as ondas do mar o observam.
O vento conduz as nuvens ao sabor de sua direção,
Levam refrigério a terra do Farol.
Perdido e solitário sem ter para onde ir,
O Farol solitário namora as nuvens,
Formando imagem de amor no céu.
As nuvens apaixonadas pelo mar
Gotejam sentimentos em forma de carícias.
O mar apaixonado pelo brilho do Farol
O vigia todas as noites refletindo seu coração.
O Farol, as nuvens e o vento….
Um impulso, apenas um impulso….
Que une a todos.
Elise Schiffer
06/2016
Lembranças são imortais.
A dor da perda acaba,
As lágrimas secam,
O vazio torna se companheiro,
O tempo corre dia após dia.
As lembranças ficam.
Lembranças são imortais.
Suas presenças preenchem a vida,
Irrigam sonhos que florescem,
Iluminam dias e noites,
Embelezam carcaças antes do fim.
As lembranças permanecem.
Lembranças são imortais.
Independentes de credo,
São apenas boas visitas,
Alegrando corações,
Dissipando a solidão.
As lembranças continuam.
Lembranças são imortais.
Tesouros protegidos a sete chaves,
Só os donos sabem a localização
Dentro da alma e do coração,
Florindo uma primavera a cada dia.
As lembranças persistem.
Lembranças são imortais.
Pedaços celestiais que abraçam,
Sussurrando cantigas angelicais,
Dando conselhos a quem buscam
E adormecendo a saudade.
As lembranças sobrevivem.
Elise Schiffer
Oito anos apartados.
O silêncio subjulgou
Nosso pequeno mundo.
Oito anos de ausência.
As lágrimas secaram
Na estiagem de esperança.
Oito anos de desligamento.
A dor evaporou
Por total falta de ferrolho.
Oito anos de separação.
Sobreviveu a saudade
Resistente como Mandacaru.
Oito anos afastados.
As lembranças alimentam
A carcaça na prisão do corpo.
Oito anos.
O caminhar solitário
Cruzou a marca de 2921 dias sem você.
Elise Schiffer
Sem originalidade,
Sem profundidade,
Sem realidade,
Apenas um amor inventado,
Preenchendo
A loucura original,
Profunda na alma ateia,
Sonhando dentro dos sonhos.
Sem credibilidade,
Sem cumplicidade,
Sem fidelidade,
Apenas um amor inventado,
Preenchendo
O abandono genuíno,
Profundo na alma ateia,
No desterro da esperança.
Sem expectativas,
Sem mão estendida,
Sem medo do próprio medo.
Apenas um amor inventado,
Preenchendo
Sonhos sem originalidade,
Desejos sem profundidades,
Rompendo com a realidade.
Elise Schiffer
Lembranças
Forças renovadoras,
Para quem vive
No mundo paralelo
Onde a saudade governa.
Lembranças
Forças transformadoras
Onde segundos
Viram séculos,
No portal dos apaixonados.
Lembranças
Forças infinitas,
Viajando no túnel do êxtase,
Com olhos fechados
E coração nas mãos.
Lembranças
Repetidamente todos os dias,
Ressuscitando juras e confissões,
Num filme que atordoa
A dor da saudade.
Lembranças
Do perfume impregnado na alma,
Reafirmando que a vida é um jardim
Em simplicidade e rotina
Tal qual a esperança.
Lembranças
Das estrelas no nosso céu,
Caminhos, jardins e descendências,
Sob a força dor amor,
Na denominação simples de família.
Elise Schiffer
No silêncio ouço
A música do vento
Enquanto afaga meu rosto.
No silêncio encontro
A felicidade submissa
No ciclo dia e noite.
No silêncio faço reverência
Ao tempo, carcereiro da vida,
Que nos aprisiona em corações.
Elise Schiffer
Quando feliz
Busque os olhares dos amores
E o dia ficará radiante.
Quando triste
Busque os olhares dos amores
E ficarás forte.
Apenas busque...
Quando sozinho
Relembre os olhares dos amores
Para iluminar o dia.
Quando solitário
Relembre balbúrdias e carinhos
Para iluminar a escuridão da solidão.
Amores são girassóis
E iluminam o caminhar.
Elise Schiffer
* Na escuridão da noite, os girassóis cuidam um dos outros.
O coração do poeta é cofre
Que abarrotado de amores,
Transborda poesia por não fechar.
Lembranças e versos
Reluzem a riqueza
Do tesouro que guarda.
Lugares, paisagens e árvores.
Pessoas, bichos e pedras.
São os amores do caminho.
O poeta ama, chora e gargalha.
Sonha, espera e delira.
Amando simplesmente por amar.
A vida é amar o próximo,
O mais próximo do caminhar e
Escrever apenas as boas lembranças.
Elise Schiffer
ar
Pronuncio seu nome
E nestes instantes
A saudade sobe aos céus.
Fecho os olhos
E o vejo com a alma
Saciando minha saudade.
Escrevo palavras para ti
Remendando a saudade
Que virou retalhos.
Sonho no paraíso da mente
Mantendo-o vivo
Nas minhas lembranças.
Sem idas ou vindas
Após o sepulcro,
Só o amor permaneceu.
Sem tempo para o "Nós"
Sobreviveu a certeza de que
O levarei após o fim.
Elise Schiffer
Sonhos pequenos
Não enxergam o horizonte
Nem alcançam as nuvens.
Sonhos pequenos
Alimentam a mente tola
Que não ambiciona.
Sonhos pequenos
São frágeis balões
Que não atingem os céus.
Sonhos pequenos
São frágeis e desnutridos
Dá vitamina esperança.
Elise Schiffer
Passado morno
Recheado de lembranças.
Minúcias guardadas
Com desvelo no coração,
E um chão solitário
Onde só brota solidão.
Pés calejados
Caminhando sobre a solidão.
Mente borbulhante
Declamando saudades.
Mãos semeando
Sonhos que não germinam.
Estrada longa
Sem horizonte ou chegada.
Carcaça cansada
Suplicando pelo fim.
Elise Schiffer
Reviravoltas no percurso
Fortalecem a jornada infinita
De almas que se reencontram.
Nada apagará sua existência em mim.
Reconhecimento de jornada
É raiz profunda sustentando
A enorme copa de sonhos.
Nada apagará seu canto nos meus versos.
A distância e o silêncio
Não são suficientemente fortes
Para nocautear lembranças.
Nada apagará o nós em mim.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Um terço que venceu o tempo
Com fases emocionais.
Amor que tocou o céu.
Amor que embalou lembranças.
Amor que cuidou delicadamente.
Amor com amores recíprocos.
Amor revolucionário.
Um terço de saudades
Sem pressa com rumo certo.
Amor vencendo o tempo
Com "Eu te amo" poético.
Saudades com asas
Voando até os céus.
Momentos delicados
Inundando a alma.
Caminhos de mão dupla
Interligando corações recíprocos.
Um terço de ausência
Vencendo a demora do reencontro.
A saudade abriu trilhas
Na floresta da solidão.
Porque somos corações pacientes,
Corações cuidadosos,
Revolucionando "O amar"
Elise Schiffer
Insensatez e imaginação
são as palavras que definem
o inconsciente de um poeta.
Ser incapaz de caminhar
junto a sociedade repressora.
Os olhos do poeta
enxergam o interior da alma,
o pulsar do amor
e a dor que evapora
pelo poros dos apaixonados.
Os poetas voam
com as asas da imaginação.
Gemem pela insensatez,
pulsando o amor
que a sociedade não enxerga.
Os poetas poetizam
insensatez e imaginação.
Elise Schiffer
06/2017
Somos
Cópia sim.
Declaração de amor sim.
A vida une corações
que ao longo da estrada
se tornam apenas um.
Assim somos
casal,
amigos,
companheiros,
país,
célula familiar
é um só coração.
Elise para Rosemberg.
16/06/2014
Fases diferentes da vida
Coabitam na mesma raiz,
Revelando belezas diferentes,
No existir do agora
Com certezas e medos,
Do definhar e florescer da vida.
Fases diferentes do estar,
São aprimoramentos
Evolutivos do crescimento,
Aparando espinhos do pretérito.
Elise Schiffer
Há momentos
Que a saudade
É tão forte
Que podemos toca-la.
Há momentos
Que as lembranças
São tão vivas
Que podemos revive-las.
Há momentos
Que saudade e lembranças
Eliminam a lucidez
Abrindo espaço à loucura.
Há momentos
Que loucura e morte
Ficam amasiadas
E enganam o tempo.
Elise Schiffer
Estar em amor.
Algumas pessoas
Não partem...
Não desaparecem...
Apenas permanecem.
Estar em amor.
O corpo finda-se,
A alma parte,
Mas o olhar fica,
Na alma dos que ficaram.
Estar em amor.
É deixar no outro
Um pedaço da dedicação,
Da vontade de seguir em frente
E o melhor do coração.
Estar em amor.
É vencer a tristeza e seguir.
Viver dias felizes e seguir.
Ter paciência com o tempo e seguir,
Porque amores não desaparecem.
Elise Schiffer
Juntei cacos de lembranças
E os transformei em sonhos.
Juntei cacos de palavras
E os transformei em versos.
Juntei sonhos e versos
E os enviei para ti pelo vento.
Juntei cacos do meu amor
E criei um mosaico de recordações.
Juntei cacos de decepções
E os transformei em jardins.
Juntei recordações e jardins
E flori minha infinita saudade.
Elise Schiffer
Dos dias bem vividos
E dos amores bem amados,
Que deixaram saudades.
Saudades que cabem
Nos muitos amores e
Nas infinitas lembranças.
Saudades das limitações humanas,
Da leveza dos tropeços no caminhar
E das simplicidades nos olhares.
Saudades dos risos sem motivo,
Do dançar no silêncio
E dos sussurros sem pudor.
Saudades das lutas com respeito,
Das floradas nas estiagens
E das lágrimas que rolaram juntas.
Saudades infinitas
Dos amores bem vividos
E dos dias de súplicas.
Saudades das mãos que sangraram,
Das dores que passaram
E da saudade que ainda é saudade.
Elise Schiffer
Escrever é saudade?
Ou escrever é sonhar
No tempo livre com loucura?
Escrever é eternizar o simples.
Escrever para quem?
Para os cachorros que dormem,
O passado desperto,
O futuro que cochila
E o presente que choraminga.
Escrever com platéia.
Plantas buscando o sol frio
Do outono da vida e do tempo,
Um avião que interrompe o silêncio
Transportando expectativas.
Platéia ou leitores?
Somente palavras que brincam
Com a voz da mente,
Flertam com o coração vazio
E sapateiam nas mãos.
Onde estão os leitores?
Na loucura do próprio escritor,
No avião que passa longe,
Nós cachorros quando despertos
E nas plantas silenciosas.
Quem ouve?
As próprias palavras que falam
E ouvem sobre tudo,
Além de abraçarem o escritor,
Que sente o frio do vazio.
O que fica no literário?
Personagens que amam,
Versam e seguem
A carcaça fétida do escritor
Que já abalou autrora.
Elise Schiffer
A alma de porcelana
Vive a estação
De ser "sobra".
Louça que existiu
Para servir diariamente
E trincou pelo abandono.
O abandono que dilacerou
A pintura já senil
Cheia de aconchego.
A senilidade da porcelana
Rachou o esmalte já sem brilho
Com marcas sem conserto.
Elise Schiffer
O fim da vida é um espetáculo
Silencioso para o protagonista.
A minguada plateia saboreia,
Pequenos ecos que rasgam
O silêncio sepulcral do palco.
No cenário do palco
Palavras e recordações
Bailam formando imagens
Classificadas como
"Obras de arte do amor".
Silêncio é condição ocupada
Por lembranças em preto e branco,
Que fortalecem cenas difíceis,
Cumprindo o tempo do espetáculo
Sem mudar a essência da peça.
Elise Schiffer
Minhas palavras
São um céu turbulento
Onde a saudade
Se faz tempestade.
Minhas entrelinhas
São sonhos e lembranças
Dando formas
Ao imaginário apaixonado.
Minha poesia
É ponte unindo
Céu e terra no mundo
Onde só os loucos vivem.
Versos sem rimas
Com duplo sentido
Expressão o turbilhão
Da saudade.
Elise Schiffer
Poetas são paleontólogos
Do mais nobre sentimento
Preservado pela humanidade.
- O amor.
Suas ferramentas
São palavras e versos
Esmiuçando vestígios
Dos amores vividos.
Amores preservados
No passado do coração
Sinalizam vestígios vivos
Da caminhada amorosa.
A poesia permite
Uma compreensão
Ampla do amor
Em todas as suas ramificações.
Elise Schiffer
A senilidade
É sufocada aos poucos,
Em prol do bom convívio.
É a estação dos disfarces
Onde fingir é não perceber,
Humilhações sociais.
A senilidade
É sufocada aos poucos,
Por olhos que não vêem a carcaça.
É alma que ama em silêncio
Nas orações sem apego,
Não incomodando o vazio juvenil.
Elise Schiffer
Pequeninos laços de fita
Uniam palavras e versos,
Tentando encobrir a nudez
Da alma carente de amor.
Alma desnuda pelo desamor
Fingiu acreditar no amor,
Surfando nas ondas dos sonhos
Que povoavam seu coração vazio.
Pequeninos laços de fita
Encobriam a realidade sem amor,
Enfeitando sonhos e fantasias
De um talvez eterno amor.
Alma desnuda de amor
Mudou "uso" para "sonho de amor"
E cavalgou nas palavras e nos versos,
Vivendo um amor inventado.
Os pequeninos laços de fita
Cresceram em tamanho e quantidade,
Porque palavras e sonhos
Não encobriam mais a nudez do desamor.
Alma desnuda cobriu-se de contos,
Escreveu romances e os vestil,
Para que o calor das paixões
Aquecesse o seu desamor.
Elise Schiffer
Cansaço...
Carcaça pesada.
Morrer ja não basta.
Trabalhar...
Carcaça pesada.
Responsabilidade é trabalho.
Cansaço...
Carcaça pesada.
Caminhar é trabalhar.
Persistir...
Carcaça pesada.
Cuidar do amor é trabalhar.
É o gens da sobrevivência.
Cansaço...
Carcaça pesada.
Prosseguir sempre e
não parar nem para morrer...
Elise Schiffer
31/05/2014
Dou lhes versos de amor,
Lambuzados com saudades,
Que caminham de mãos dadas
Com nossos corações.
Enfeito a vida com lembranças,
Unindo passado e presente,
Colorindo nosso lar com imagens
Ligando nós dois.
Coloco seus sussurros
Sonorizando nosso lar
E danço alegrando minh' alma,
Com sua voz melodiosa.
Deito-me nas entrelinhas
Descansando a carcaça fétida
E deixo-me adormecer.
Indo aos sonhos...
Elise Schiffer
Cada verso escrito
É uma dor arrancada do peito.
Cada poesia compartilha
É uma esperança repartida.
Escrevendo assopramos
Amor pelo mundo
E a vida é surpreendida
A cada poesia que nasce.
Elise Schiffer
Estrada florida com palavras.
Perfumando sonhos de escritores.
Acariciando mãos calejadas
Pela força da escrita.
Quando a inspiração mingua,
A estrada é regada com novos sonhos,
Que florescem e vão longe
Até os corações dos leitores.
Estrada florida com palavras.
Perfumando versos de amor e
Absorvendo o sal das tristezas
Que borbulham no coração dos escritores.
Escritas que fortalecem sonhos,
Com palavras solitárias
Em folhas de saudades sobre a mesa,
Expondo seu amor a todos.
Elise Schiffer
25/05/2014
Encontre vida nas palavras
E sobreviva nas entrelinhas,
Aprendendo com os versos
O verdadeiro significado
Da expressão "para sempre".
Palavras dão asas à imaginação
E coração as poesias.
Assim a porta do cotidiano
É aberta para observar a vida
Na plenitude do "para sempre".
Elise Schiffer
Uma consoante e toda sua força.
08/08/2012 (Poços de Caldas/MG)
Somos assim...
Somos simplesmente
Um único coração.
23/06/2018 (Rio de Janeiro)
Fomos assim...
Fomos simplesmente
Um unico coração.
O tempo trocou o S pelo F.
Elise Schiffer
Saudade é frio de alguém
Ou até mesmo de lugar.
Um frio que anoitece
O coração e o céu.
Tudo adormece.
Saudade não consola
Ausências dos bons dias,
Só germinando boas lembranças
Que fazem companhia.
Os dias viram fotografia antigas.
Saudade é um caminhar
Num jardim sem flores.
Ciente de que há vida
Sem aroma ou cor.
Raizes e alma forçam a sobrevida.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Carcaça senil
Com resquícios infantis,
Olhando o céu com esperança,
Buscando estrelas madrinhas
Para pedidos secretos
E acalento da saudade.
Carcaça senil
Com sonhos secretos
Observando a magia das estrelas,
Suplicando por um retorno.
A volta de quem foi ou
A ida de quem ficou.
Elise Schiffer
Tentando fugir da realidade,
Navegamos pelo mar
Dos sonhos esquecidos.
Tantos são os sonhos
Pequeninos e grandiosos
Que o mar virá um oceano.
Cansado dos desamores,
Desejando apenas acolhimento,
Mergulhamos no oceano dos sonhos
E nos deixamos acolher pelas águas
Indo até às profundezas "do nós"
Onde sonhos e poesia se fundem.
As palavras são âncoras "do nós",
Impedindo a emersão
Do oceano dos sonhos,
Onde viver a fantasia trás vida,
Contrastando com a realidade cruel
Do abandono no presente.
Elise Schiffer
Cavalheiro andante do norte
Com um livro na mão
Buscando por novos caminhos
Em terras pretéritas.
Cavalheiro moreno do norte
Levando livro e coração
Como parte de um amor
Com linhas sublinhadas.
Cavalheiro andante do norte
Sangue forte desbravador
Não venceu preconceitos e partiu
Levando um coração dentro do livro.
Elise Schiffer
Doídos corações juvenis,
Que sem conhecer nomes,
Amam muito, muito em sonhos.
Doidas paixões
Que crescem em fervor
Deixando os dias inquietantes.
Poucas palavras,
Poucos encontros
E uma paixão viva.
A fantasia era cúmplice,
No arder da juventude.
Amando sem conhecer nomes.
Sensatos corações maduros.
Que sem conhecer nomes,
Recordam amores juvenis.
Risos vagam no presente,
Desnudando fantasias do passado,
Que se esvaem com a maturidade.
Boas lembranças
Perfumam a maturidade,
Com recordações juvenis.
Ficam lembranças sem nome,
Ficam diálogos vagando e
Um livro a ligar corações juvenis.
De Elise para Renê
No final das tardes,
Espero por uma palavra,
Uma única palavra,
Que lembre seu nome e
Perfume o entardecer dos dias.
No final de cada dia,
Espero por uma visão,
Uma única visão,
Que acolha meu coração e
Aqueça a saudade.
No final de cada amanhecer,
Espero por uma declaração,
Uma declaração de amor,
Que em forma de oração
Sussurre "eu te amo".
No final dos meus dias,
Espero por uma chuva,
Uma chuva de pétalas,
Que tragam seu perfume
Ao meu entardecer.
Elise Schiffer
A saudade pariu
palavras com asas.
Formando bandos
de versos nos céus,
Voando rumo aos sonhos
dos amores apartados.
Asas fortes vencendo
horizontes distantes,
Delimitando o amar
e o esquecimento.
Elise Schiffer
Transformei os dias
Em belas caminhadas.
Transformei a vida
Em casa para a alma.
Transformei as caminhadas
E casa para a alma,
Em versos de amor
Eternizando os momentos.
Custumizei o dia a dia
Com flores de todos os tipos,
Dando nova roupagem
Ao cotidiano e aos amores.
Versos sem rimas
Abotuaram sonhos com realidades.
Assim caminhos de cascalhos
Viraram calçadas poéticas.
Elise Schiffer
Senilidade.
Decrepitude distanciando amores.
Ser...
Apenas ponto de visitação,
Elo pelo ZAP - tudo bem?
Relés cuidadora dos distantes.
Provedora invisível aos corações.
Senilidade.
Decrepitude que incomoda amores.
Ser...
Apenas ponto de obrigação,
Livramento de remorsos.
Carcaça em dias de comemorações.
Erário familiar.
De Elise Schiffer para Márcia.
O tempo é uma roda,
Repetindo vivências
Em solos diferentes.
Momentos distintos
Renascem dores antigas
Trazendo ensinamentos.
Arrependimentos e aprendizados
São ensinamentos
Da roda do tempo.
Momentos cruéis vividos
Com novas roupagens no hoje
Purificam corações pesados.
Elise Schiffer
Com palavras
Aprendi a ler e foi meu big bang.
Com palavras e amor
Fiz bilhetes e cartões na infância.
Com palavras e versos
Transformei a maturidade em poesia.
Com palavras e sonhos
Ergui meu paraíso.
Com palavras e companheirismo
Edifiquei meu lar.
Com palavras, amor e filhos
Construí uma família.
Com palavras e saudades
Traduzi dores e lembranças.
Com palavras e determinação
Gerei meu próprio mundo.
Elise Schiffer
O passado é um lugar
Habitado por pessoas amadas,
Que vivem, riem e choram
Por não haver mais futuro.
No passado vivem amores
Que visitam os sonhos noturnos
E deixam um rastro de alegrias
Brincando com a saudade.
O passado é um lugar
Que preserva a felicidade vivida,
Acalma a saudade infinita
E ilumina o caminho para o futuro.
Elise Schiffer
O verdadeiro gostar permanece,
Mesmo longe dos olhos.
Guardado dentro da alma.
O verdadeiro gostar é raiz profunda,
Nutrindo-se dos dias vividos.
O gostar precisa ser sereno,
Apoiado-se na confiança mútua.
O verdadeiro gostar permanece,
Como semente adormecida.
Preservando o amor.
O verdadeiro gostar floresce
Em todas as estações da vida.
O gostar precisa ser de alma
E não da carcaça temporária.
Elise Schiffer
Sem promessas caminhamos.
Olhares traduziram as promessas.
O sentimento chegou e foi ficando.
Tornando se proprietário do coração.
O amor do agora limpou o passado.
Floriu os dias e cantarolou...
O coração tornou se casa iluminada,
Acolhendo a todos que estavam só.
Sem promessas, só olhares,
O amor edificou uma família.
Novos dias fortaleceram o núcleo
E tudo ao redor floriu união.
Elise Schiffer
Sou rio represado
Encarcerado pelo tempo.
Minhas margens não tem vida,
Minhas águas são insalubres.
Nas profundezas guardo sonhos
De um dia chegar ao mar.
Sou rio represado
No lago profundo do passado.
Fui nuvem com águas flutuantes.
Serei mar aconchegante e silencioso.
Sei o que fui e o que desejo ser,
Apenas o tempo não dá alforria.
Sou rio represado
Sem beleza e muitos sonhos.
Minhas correntezas represadas
São vida a observar em silêncio,
Corações que me olham
E não me enxergam.
Elise Schiffer
Juras perdidas pelo caminho
Deixam sonhos e palavras soltas,
Que entrelaçam se com o tempo
Formando poesias que adornam
Corpos cansados e cabelos brancos.
Juras perdidas pelo caminho
Deixam a dor da ausência
Transformada em lembranças,
Que refrescam como brisa
A saudade que desidratou.
Elise Schiffer
Duas vidas.
Uma recebendo vida,
Outra chegando pra vida.
Unidas pelo umbigo afetivo.
Vida são dias vividos
Com amanheceres nas almas,
A qual denominamos "Lar"
Onde viveremos por longo período.
Antes do retorno
Imploramos uma porta aberta
No coração sagrado
Na qual chamaremos "Mãe".
Elise Schiffer
Há amanheceres especiais
Tal qual os sonhos
Onde lua e sol se encontram
E ambos podem se tocar.
Há sonhos especiais
Tal qual um presente vivo
Onde passado e presente
Podem se encontrar.
Há noites especiais
Tal qual o despertar num paraíso
Onde o beijo permanece nos lábios
Após o despertar.
Há momentos especiais
Não vividos no passados
Que colorem os sonhos
Com o sabor de vida.
Elise Schiffer
Tosquiei o luto
Arrejando a alma,
Que já não respirava.
Com os fios da lã
Do passado vivo
Teci milhares de palavras.
Escrevendo versos
De amor e lembranças
Que virassem companhia.
No tear do tempo
Uni bem forte
A trama da tecelagem.
Criando poesias
Resistentes e fortes ao tempo
Capaz de aquecer a saudade.
Elise Schiffer
Sou árvore, rocha e mulher
Buscando evolução.
Sem amor
Aprendi a fazer me companhia.
Sem leitor
Comecei a declamar meus versos.
Sem fã
Permiti-me admirar minha arte.
A solidão ensinou me
Unir raízes com flores.
Descobrindo o valor
Que carrego dentro de mim.
Sou a melhor companhia
De mim mesma.
Sou uma escritora pulsante
Com versos que borbulham.
Sou minha maior fã
Pelas lutas e conquistas na vida.
Sou guerreira incansável
Vivendo um dia por vez.
Sou árvore mãe, avó e amiga
Que enverga mas não quebra.
Elise Schiffer
Não podendo te tocar
Toco minh'alma com versos
Desenterrando você
Nas entrelinhas
Não podendo te ouvir
Declamo estrofes ao vento
Na esperança que "Nós"
Estejamos vivos nas entrelinhas.
Não podendo esquecê-lo
Briguei com o tempo
E o transformei em lembranças
Mantendo assim nossa união.
Não podendo caminhar
sem você
Rompi dez vez com o tempo
Voltando a viver no passado
Sem direito a presente ou futuro.
Elise Schiffer
Ao sepultamos a dor
Permitimos que a saudade
Floresça mansamente
Com rosas de lembranças
Perfumando dias vazios.
No jardim das lembranças
Sentamos no banco vazio e
Repousamos a carcaça cansada
Usufruindo do refrigério
Dos momentos vividos.
Elise Schiffer
Muitas palavras
Nenhum papel e meia caneta.
Pensamentos...
Muito a dizer.
Gestação de versos
Para um único destinatário.
Mente livre viajando
Onde a carcaça não pisa.
Muitas palavras
Um mar de sonhos novos e velhos.
Miragens...
Instantes de amor.
Conduzindo a carcaça fétida
Por cardumes de rosas.
Passado e presente se fundem
Em ondas dos dias vividos.
Muitas palavras
Nenhum papel e meia caneta.
Elise Schiffer
* estou sem folha para escrever kkk
Saudade é sentimento
Escrito e vivido em poesias.
Saudade é sentimento
Silencioso em versos.
O silêncio da saudade
É gestacional para poesia.
Versos de paixão
Dão sobrevida às lembranças.
Saudade é sentimento
Que contempla o passado.
Saudade é sentimento
Que arde em palavras.
O silêncio da saudade
Estremece o fenecer.
As entrelinhas da poesia
São parideiras de sonhos.
Elise Schiffer
Como desocupar o coração,
Quando a presença é corpulenta,
Espaçosa e sem limite.
Como viver o luto persistente
Quando a presença das lágrimas
Chegam à estação da estiagem.
Como alterar a cor da saudade
Quando a presença é marcada
Pela força, cor e aroma do ébano.
Como conviver com o vazio,
Quando o passado povoa a mente
A cada instante do dia e da noite.
"Como" advérbio sem resposta
Quando o protagonista morre
Virando apenas lembranças.
Elise Schiffer
Naveguei num rio de canetas.
Semeei palavras pelas margens
Secas de vida e liberdade.
Palavras semeadas
Viram árvores de palavras
Com sementes de cultura,
Que são levadas pelos ventos.
As folhas de palavras chegaram longe
E as sementes da escrita
Fecundaram corações incultos.
Elise Schiffer
Escrever é pura religião,
Onde o respeito e a reverência
Habitam na casa do amor.
Palavras que formam versos
Conduzem ao Éden da saudade
Irradiando poesias de amor.
Canetas formam rios de palavras,
Navegando rumo ao mar dos sonhos,
Onde é possível reviver o passado.
Assim não podendo estar contigo,
Enrolo-me nos versos
E adormeço orando nas entrelinhas.
Elise Schiffer