Elise Schiffer
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Estais em mim,
A tal ponto,
Que não me encontro.
Ocupastes
Todo o meu espaço,
Assim sou puro silêncio.
Nossas vidas juntas,
Nossas mãos separadas
E tu vivo nas saudades.
Restou um só caminho
Sem nada a dizer.
Só silêncio e sentimento.
As lembranças
Desenham versos
Que traduzem sentimentos.
Não há mais encontros
Como antes,
Porque o sonho acabou.
Estais em mim
A tal ponto
Que não sei onde estou.
Não há encontros
Para dois em um
Nem caminho de volta
Elise Schiffer
Rotina vazia
São sonhos sem amor.
Um longe eterno que cansa,
Exaurindo corpo e alma.
O futuro com meia vida
É hospitalização certa dos sonhos,
Com morte súbita
Por negligência da esperança.
A ausência empobrece
Lembranças e aprofunda saudades,
Substituindo a compreensão por revolta,
Com o Tempo sem consciência.
Pensamentos e lembranças,
Precisam de reflexões sadias,
Num futuro deteriorado,
Por total falta de sonhos.
Elise Schiffer
Asas tardias
Apesar da demora, mudam o viver.
O vôo tardio
Desbrava sonhos hospedados nas nuvens.
Buscando a existência de um depois,
Na união do corpo com os sonhos.
Asas tardias
Voam além do céu e da terra,
Porque asas tardias
São fortes, confiantes e sem medos.
Vento e asas são poemas
Com versos de resistência a servidão.
Asas tardias voam
Sobre rios de flores,
Levando sementes
Que abrandam mágoas,
Dissipam espinhos
E florindo o chão da desilusão.
Elise Schiffer
Palavras sem sentido
Para muitos não leitores,
Alcançam corações especiais
Que crêem no oculto das palavras.
Um breve instante nas entrelinhas
Para o reencontro de amores e desamores.
Poesias não são para lúcidos,
Elas destinam se aos loucos,
Que sem lucidez brindam os sonhos
Com entusiasmos contagiantes.
Versos aquecem os sonhos
E alegram corações.
A escrita beija o papel
Edificando castelos de histórias.
Amar, esquecer e recomeçar
São trajetórias dos sonhadores,
Que renovam se a cada dia
Com um novo sol ao amanhecer.
Palavras, versos e poesias
Trocam carícias silenciosas.
Livros e leitores unidos são
Imortais ao tempo real.
Assim evoluem juntos
Palavras, livros, leitores e a paixão.
Elise Schifffer
Só os loucos
Atravessam portais.
Sem religião ou ciência
Chegam ao impossível,
Atravessando mundos,
Vidas e mortes,
Encurtando distâncias e
Dissipando saudades,
Com escritas, divagações
E transitando pelos tempos.
Há portais na loucura
Que só os apaixonados
Conhecem e transitam.
São os passageiros do amor,
Por amor e pelo amor.
Transitando entre mundos,
Sem credos ou pesquisas,
Buscando apenas o retorno.
Porque chegar é preciso
Para dissipar saudades,
Sabe se lá do que.
Elise Schiffer
Escrevendo, posso tocá-lo.
Trançando lembranças e sonhos,
No tear da vida,
E cobrir-me com a manta da saudade.
Escrevendo, posso ouvi-lo.
Na melodia pulsante do coração.
Sonorizando os dias vazios
E fazendo o corpo pular de alegria.
Escrevendo, posso estar contigo,
Na loucura de escritor e leitor.
Minhas palavras são flores para ti,
E o perfume das flores meu acalento
Elise Schiffer
Todo verso
Rima como desejar,
No mundo das entrelinhas.
O amor
Conjuga seu gostar
No tempo da felicidade.
A saudade
Declama lembranças
Sem hora marcada.
Para versar a vida
Basta a gramática
Do coração e da alma.
Amor é liberdade.
Saudade é imensidão.
Escrever é satisfação.
Elise Schiffer
Amor inventado com versos,
Cabe nos moldes da paixão.
Enaltecendo a ilusão da felicidade
E o prazer moderado vivido.
Dois. Um ama o imaginário
E o outro usufrui da mentira.
É a união da conveniência.
Dois gozando prazeres diferentes.
A farsa do luto apaixonado,
Encobre a união do desamor.
Exaltando um amor inexistente,
Onde brincar de família foi e é a lei.
Elise Schiffer
Fiz do amor distante,
Poesia viva em meus dias.
Assim, permanecemos unidos,
Respirando traços de palavras.
Nosso amor vivo
Mantém encontros diários,
Nas entrelinhas dos versos
No horário da saudade.
Escrevendo eu penso,
Pensando nos unimos,
Num renascer diário
No florescer de palavras.
O corpo termina.
Memórias e palavras
Sobrevivem ao tempo,
Mantendo a comunicação.
Palavras, versos e histórias,
São a continuidade da vida.
"Não esquecer" é força ativada
Pela escrita com amor.
Elise Schiffer
Sonhar nos faz esquecer
A tristeza da ausência.
Viajamos no trem das lembranças
E cruzamos olhares nas estações.
Ligeira é a passagem dos trens,
Mas olhares se cruzam
Antes do desvio no percurso
E o céu ilumina se nas almas.
Poucos segundos unem corações,
Libertando-os da saudade.
Não importa a liberdade passageira,
importa corpo e alma felizes.
O vôo suave dos sonhos,
Transforma a carcaça em ave
Com o poderes para transitar
Em mundos separados.
Elise Schiffer
Transformar o vazio
Em palavras de saudades
E o silêncio sepulcral
Em versos sem rimas.
É questão de sobrevivência.
Palavras e versos
São asas com vôo certo
Ao passado de uma vida
Onde a ilusão abraça.
É questão de acolhimento.
Escrever lembranças
Dá sabor de festa aos dias,
Com uma pitada
Do amargor da saudade.
É questão de sabedoria.
O vazio da vida senil
Aprisiona a alma num limbo,
Onde a felicidade agoniza
Sem regresso ao passado.
É questão de submissão.
Elise Schiffer
Passado querido.
A saudade que tu deixastes
Descansa em mim.
Abençoado sejas.
Amo e respeito tudo que vivemos.
Tu és a direção inspiradora
Do meu escrever.
Recebas as graças que tenho por ti.
O presente ainda ouve
O teu coração pulsando
Nas risadas, choros e suspiros.
Porque a felicidade é eterna.
As lembranças que tu me ofertas,
Libertam minh'alma
Do labirinto da solidão.
Recebas meus agradecimentos.
Passado querido,
Tu ainda tens perfume, cor e sabor.
A memória é o segredo que abre
A passagem além do sepulcro.
Eu vós agradeço
Por cada amanhecer
Com o retorno dos sonhos.
Tu revitaliza minhas esperanças.
Ao amanhecer o amor fica ancorado,
No porto da Montanha de rosas.
Caminho conhecido
Através do mapa das palavras.
Retorno e guardo o amor vivo,
Agradecendo e desejando
Que as lembranças vivam
Para todo o sempre. Amém.
Elise Schiffer
Escrevo e descrevo para o mundo,
Os benefícios das paixões,
Alegrias e dores do caminho.
Adiciono rimas aos sonhos
Para que a esperança
Baile a cada amanhecer.
Caminho nas linhas da ilusão
E perco-me na devassidão
Das entrelinhas do nós.
Cérebro e coração entrelaçados
Unem lembranças e amores
Em estrofes de pura ilusão.
Escrevo e descrevo o amor,
Guiando-me pela espera
De quê suas sementes
Floresçam em versos
Dando ao mundo poesias vivas,
Do mais puro sentimento.
Escrevendo a solidão é diluída,
A cidadela da saudade fica iluminada,
Temores do porvir são dizimados,
Vencendo a guerra interior
Das incertezas do futuro
E das hipocrisias do agora.
Elise Schiffer
Na festa da vida as mães são maçãs do amor.
Doces e nutrientes em seu amor,
devido a responsabilidade de criar
e preparar seus filhos para o mundo.
Na festa da vida as avós são algodão doce.
Doces e macias como nuvens,
porque sem pressa de viver
sonham juntos com os netos.
Elise Schiffer
04/04/24
O Amor precisa de reflexo,
Para preencher e aquecer,
Iluminando a caminhada de dois.
A Saudade é semente estéril,
Seu reflexo está no passado,
Apontando um caminho sem rumo.
As lembranças do amor vivido,
Abrandam a saudade e a dor,
Para a carcaça seguir em frente.
Elise Schiffer
Semeamos pão para pratos vazios…
O passado que teima em ser presente,
usa perseguir ou extinguir com adjetivos.
Semeamos pão para pratos vazios…
O presente é dos filhos desafiadores,
que de peitos nus escolhem seu caminho.
Semeamos pão para pratos vazios…
Esvaziamos os copos dos ricos,
acostumados com a fartura e a soberba.
Semeamos pão para pratos vazios…
Gritamos até ferir a garganta,
não aos acostumados com roubos sociais.
Semeamos pão para pratos vazios…
Somos filhos de uma geração acostumada com curral eleitoral,
hoje gritamos e lutamos por transformação.
Semeando pão para pratos vazios...
Salve o povo brasileiro.
ELISE SCHIFFER
No azul do seu mundo
Firmei meu céu de palavras.
Do brilho dos seus olhos
Fiz uma estrela de versos.
Nos sorrisos apaixonados
Semeei meus sonhos.
Juntei céu, olhar e sorrisos
Para enfeitar nossas bodas.
Com um buquê de poesias
Perfumei nossa união
E no navio dos seus abraços
Deixei-me ir ao mar do amor.
Elise Schiffer
Você não foi rosa.
Verdadeiramente,
Foste um jardim,
Perfumando a desolação
Viva em meu coração.
Sonho e escrevo
Tudo o que sinto vivo,
Em meu coração roseiral,
Volitando seu perfume
No que sobreviveu do nós.
Elise Schiffer
Subirei aos céus
E abraçarei a lua.
Observarei as estrelas
E quando a exaustão chegar,
Deitarei em uma cratera e sonharei...
Uma noite inteira de sonhos.
Acordarei e aterrizarei feliz na Lua,
Por ter estado no segundo céu,
Abrandando saudades.
De braços erguidos dançarei,
Agradecendo os sonhos vividos
E a esperança do sol no coração.
Elise Schiffer
A Saudade cansou
De sofrer por saudade.
Durante anos a Saudade
Visitou o passado,
Buscando a felicidade vivida.
A Saudade não olhava para frente,
Seus olhos foram para a nuca.
O caminhar era em frente,
Enquanto seu olhar saudoso
Só enxergava o passado.
A Saudade cansada
De sofrer em vão,
Dá meia volta e
Caminha rumo ao passado,
Com olhos voltados para o futuro.
A Saudade chegou
Ao passado feliz. Já morto!
O olhar direcionado ao futuro
Enxergou apenas solidão,
Aumentando assim sua desolação.
A Saudade desalentada,
Fechou seus olhos,
Sentou-se, cessando seu caminhar
E ficou no presente de sonhos.
Aguardando o findar da saudade.
Elise Schiffer
A Sobra de uma família
É sempre o que mais cuidou
E ficou só no caminhar
Assistindo amores partirem.
A Sobra de um trabalhador
É a chegada da aposentadoria
E a perda de sua utilidade
Tornando-se um estranho ao grupo.
A Sobra de uma sociedade
É a velhice no caminho dos jovens
Com histórias repetitivas e
Limitações no acompanhar.
A Sobra de um sonho
É o resquício da imaginação
Ao pensar em como teria sido
Sua realização e alcance.
Juntando todas as Sobras
Não se obtem um monte
Apenas a certeza de um nada
Que o mundo não sentirá falta.
Elise Schiffer
A blusa azul.
Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som de uma valsa.
Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.
No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas, desta vez eram de orgulho.
Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.
Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho.
Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minhas também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor.
Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além de ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.
Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos, acompanhando cada conquista ou perda.
Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.
Elise Schiffer
Adento literário
Texto - A blusa azul.
Continuidade de uma parceria entre a blusa azul e sua dona.
...
Eu sou a blusa azul.
Mais uma vez, fui honrada em estar lado a lado com minha dona. União harmônica em imagem social e no conforto corpo versos vestimenta.
Nossa caminhada de vinte e dois anos juntas, não nos envelheceu, apenas aprimorou nossa beleza. Assim fui premiada com participação em mais um novo evento, de alegrias e orgulho. Evento que fez me ser lembrada, colocada ao sol e vestida com amor. A colação de grau do caçula de minha dona. Novamente absorvi lágrimas de orgulho e felicidade.
Meu corpo feito de tecido azul, guarda a energia de cada lágrima, que minha dona derramou sobre mim e eu orgulhosa, a visto com todo primor.
Nossa união, cuidados e respeito, nos tornam companheiras para todos os momentos especiais, sejam alegres ou não.
Eu a blusa azul estou honrada com nossa caminhada e se me for permitido, acompanharei minha dona com muito orgulho, no seu momento derradeiro.
Elise Schiffer
Rio de Janeiro, 29 de março de 2026.
Saudações,
Amigas de todas as horas.
Queridas palavras e amigas de todas as horas, que acompanham-me por todo um calvário de saudades.
A vocês dou lhes asas, sonhos e versos, para que possam, quem sabe, chegarem no âmago da saudade e assim alegrarem sua existência.
Desejo que sejam desbravadoras e atravessem todas as tempestades preconceituosas que encontrarem pelo caminho, que possam descansar em leitores de olhos atentos e mentes férteis, conseguindo assim, dissiparem a ignorância dos corações vaidosos.
Queridas palavras, sigam por caminhos silenciosos, façam muitos leitores e recebam minha gratidão, pela companhia que fazemos umas às outras.
Respeitosamente,
Elise Schiffer
A diplomação pelo tempo,
Ocorre após anos de aprendizado.
No final do curso
O que nos foi ensinado?
Conviver com as flores
Das saudades.
Enfeitar com ramos secos
A solidão.
Admirar o orvalho que se perdeu
Das nuvens.
Semear no coração de servidão
O amor.
Impedir que alegrias se percam
Ao vento.
Ser acompanhante em muitos
Funerais,
E seguirmos em frente
Mesmo após a diplomação.
Porque escolher amar,
Não liberta do julgo reencarnatório.
Elise Schiffer
Sou escritora...
Escrevo...
Dia após dia, incansávelmente.
Meus sonhos e amores,
Vivem ocultos nas entrelinhas.
Os verdadeiros versos,
Do mais puro sentimento,
Residem nas sombras
Das palavras repousadas
Nas folhas impuras de papel.
Somente os loucos que amam,
Conseguem adentrar
No mundo poético sem rimas
E cheios de ilusões e saudades.
A verdadeira poesia
Não está nas palavras,
Vivem no corpo ardente
Da escrita borbulhante
Dos loucos que amam,
No brilho dos olhos da alma
E nas mãos que escrevem
Palavras indecifráveis em versos.
Elise Schiffer
Escrever é o passaporte
Que permite ao escritor
Viajar no tempo.
A escrita dá livre acesso
Ao passado e ao futuro,
Além de colorir o presente.
Respirar versos
Fortalece a alma e
Liberta o tempo cronológico.
Dançar com as palavras
Alegra o bailar da vida,
Seja ele árduo ou simples.
Por vezes o tempo congela,
Pequenos momentos
Em lembranças eternas.
Basta o beijo de um olhar,
Para viajarmos nas palavras
Roteiristas dos sonhos.
Elise Schiffer
Pudesse
Sopraria versos
Para os céus
Até seu coração.
Pudesse
Decifraria as entrelinhas
Onde oculto o amor
Que vive por ti.
Pudesse
Sopraria balões poemas
No dia de São João
Para o seu coração.
Elise Schiffer
O caminhar de uma vida,
É recheado de emoções,
Que venceram asperezas e sonhos,
Na perseverança do amar.
No fim da estrada
Olhando pela janela da alma,
O andante vislumbra seu percurso,
Com flores e espinhos.
No peito já senil reside
A nostalgia dos dias vividos,
Dos cansaços e medos
Contidos nas orações sem fé.
O mundo permanece inalterado,
Apenas a idade justifica
O silêncio, o vazio e as saudades
No coração andante que ama.
Sonhos vazios no amanhã,
Viram vestimentas para o andante,
Que cobre se com o passado em versos,
Alinhavado por palavras.
Elise Schiffer para Rosemberg
Poetas amam a vida.
Enxergando além da luz
E combatendo a segregação,
Por acreditarem no amor.
A vida ama os poetas,
Que correm riscos por amarem
E enxergarem além da escuridão,
Reverenciando todo tipo de amor.
Poetas e a vida são pura união.
Com humildade sem desânimo.
A fé que os movem são as palavras
E o refúgio a beleza dos versos.
Elise Schiffer
Quando me calo
e fico a ouvir meus pensamentos,
meus sonhos voam alto tocando o céu.
Meus olhos não enxergam mais seu rosto,
mas minha boca
mesmo fechada beija seus lábios.
Sua ausência cala minha voz
e liberta meus pensamentos.
ouço te enquanto meus pensamentos gritam.
Nossos olhares voaram em lados opostos,
enquanto nossas bocas
voavam na mesma direção.
Minha alma
está cheia do seu passado,
que emergem em lembranças melancólicas.
Sonhos borbulham
para o futuro incerto,
ciente que minha alma os negara.
Quando me calo o silêncio fica distante,
meus pensamentos
gritam por ti que está tão longe.
Queixas, resmungue e arrulhos
não te alcançam,
Tu ouves apenas meus sonhos silênciosos.
Deixo meus pensamentos
murmurar no teu silêncio,
e os sonhos iluminarem o futuro.
As estrelas são a luz
do meu presente silencioso,
e a noite o anel de compromisso a nos unir.
Meu silêncio é o teu silêncio
porque estamos ausentes,
mortos pelas lembranças que emergem.
Alegria na melancolia,
onde um falso sorriso basta.
na verdade não desejei viver nosso amor.
Elise Schiffer para Rosemberg.
24/03/2016
Dou te palavras.
Dou te lembranças.
E entrelinhas do coração.
Palavras
Que ficam cara a cara com a saudade.
Lembranças
Que colocam olhos nos olhos
E Entrelinhas
Abrindo as portas do amor.
Palavras
São a chave do paraiso entre céu e terra.
Lembranças
São momentos ocupando o vazio.
Entrelinhas
São desejos ocultos nas palavras.
Elise Schiffer para Rosemberg
A Alma é uma vasta fonte de luz,
Protegida pelo Tempo,
Presa num corpo chamado Lar,
Onde vivem muitos amores.
Entradas e saídas
Deste lar que é fonte de amor,
Respeitam a evolução e o tempo
De cada coração abrigado.
Os que adentram por amor
Ou dor no percurso,
São acolhidos pela luz do amor
Aprofundando-se em sabedoria.
Seja qual for o sentimento,
A luz divina do amor,
Aumenta a capacidade de amar,
Porque Alma é olhar poético.
A Alma é parceira do corpo,
Ensinando que a força,
Está no conhecimento
Que cada um trás dentro de si.
O Tempo é o professor divino,
Ensinando ou ditando regras
Para o ajuste de todos,
Com paciência e olhar poético.
Elise Schiffer
Há em mim
Uma biblioteca de memórias.
Tantas que nem sei
Por qual sentir mais saudade,
Ou predileção.
Minha mente
É iluminada pelas memórias,
Que sobreviveram
Ao holocausto forçado
Da separação.
Quando a tristeza chega
E se instala na vida,
Descodifico a solidão
E trago a magia do amor
Para junto do coração.
Memórias são autenticidades
Do aconchego sereno do amor,
Vivido no passado,
Vivo no presente
E guardado na biblioteca da memória.
Elise Schiffer
Meus olhos ficaram
Aprisionados em você.
Seu olhar ficou
Retido na minha retina.
Nossos olhares
São elos de energias inseparáveis.
Meus olhos
Abraçam nossas lembranças.
Seu olhar que ficou em mim,
Aquece minha solidão.
Nossos olhares
Ainda se iluminam em sonhos.
Elise Schiffer
Palavras de um amor vivido,
Olham para trás.
Pés solitários que já foram pares,
Caminham em frente.
Vidas saudosas de amores vividos,
Tornam-se versos sem rimas,
Sussurrados ao coração,
Ludibriando a solidão.
Olhar e caminhar solitários,
Não buscam a mesma chegada.
Pensamentos vão e vem
Como marés da solidão.
No final de um todo a dois,
Esconde se o templo da dor,
Que recebe súplicas diarias
E finge não ouvi-las.
Palavras de um amor vivido,
Ecoam confirmando sua existência.
Corações apaixonados
Reconstroem-se a cada manhã.
No milagre do amanhecer
Que destrói o caos da saudade,
Porque o amor vivido é fonte,
Borbulhando esperanças.
Elise Schiffer
Coloquei-me no seu infinito
E assim segui caminho,
Sem visto ou passaporte.
Dentro da sua existência
Estão meus dias sem fim
E o mundo em que vivo.
Despejada serei deste mundo,
No derradeiro dia que meus sonhos,
Forem só lembranças e nada mais.
Elise Schiffer
O dia que puderes
Receber minhas palavras,
Saberás o quanto
Há de saudades em mim.
O dia que o horizonte
Unir céu e terra num ato de amor,
Nossos olhares flutuaram
No desatino dos apaixonados.
Nosso mundo sem fim
Tem estradas de palavras,
Céu com nuvens de sonhos
E saudades nas entrelinhas.
Céu e terra num encaixe perfeito,
Ligam vida e morte
Nas mais belas palavras e sonhos.
- Senti saudades de você.
Elise Schiffer
Algumas estações ficam.
Alguns momentos negam o tempo.
O todo apenas se perpetua,
Na memória que reina com amor.
A vida segue sua versão imaginária,
Onde coração e mente
Caminham em união perfeita,
Tal qual almas gêmeas.
O amor, as lembranças e a vida
Sobrevivem preenchendo o silêncio
Com a insensatez dos que amam
Além das estações e do tempo.
Elise Schiffer
Encantei-me com o seu olhar.
Encantada fiquei,
A tal ponto que plantei-me
No jardim dos seus olhos.
Passei a ser parte do seu mundo.
Vivendo alegrias e sonhos,
Que alimentavam minha alma
E assim flori no seu jardim.
Na troca de olhares e encantos,
Deixei-me amar e amei.
Tendo como único pilar
O luar do seu olhar.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Poetas
são solitários, por amarem demais,
são loucos agradando a si mesmo.
A alma dos poetas
é desnuda em seus versos,
ocultando sua nudez nas entrelinhas.
Poetas
fermentam palavras no coração,
multiplicam amores invisíveis.
A alma dos poetas
é livre de preocupações,
as palavras são seus corretivos.
Poetas
são clandestinos na sua existência,
apenas vivem sua vocação.
Elise Schiffer
O presente bem vivido
É o hoje eternizado.
A magia da felicidade
É bálsamo para mente e corpo.
O coração retém pensamentos
Preservando emoções.
Futuro e passado são coadjuvantes
No presente que abraça eternamente.
Presente eterno
É poesia a envolver o tempo.
Amor é barreira invisível
Impedindo o esquecimento.
O "Hoje" é um mundo harmônico
Perpetuado por poetas em versos.
Ensinando aos leitores
Que amar nutri a vida.
"Hoje eterno" é história sem fim,
Valorizando o amor.
As leis do presente eterno são
Amor, solidariedade e respeito.
Elise Schiffer
Cansado da chibatada
o lombo não sangra mais.
- MENTIRA.
O lombo sangra sim,
principalmente quando o chicote
rasga o coração e não mata.
Nascer é receber uma sentença de prisão,
castigo é cumpri la mesmo sonhando em voar.
Liberdade é o último suspiro.
Elise Schiffer
17/03/2017
Beijo revelador
Fica explícita a traição.
Rompendo juras no altar.
Beijos que machucam.
Beijo carinhoso
Fica explícito o amor.
Sela união sem altar.
Beijos sublimes.
Beijo palavra
Traduz emoção.
Unindo ou separando.
Beijos poéticos.
Beijo inesquecível
Ofertado com olhar.
Este fica na alma.
Beijos sedutores
Beijo iluminado
Por amor, desejo e sonhos,
Deixa rastros de magia no ar.
Beijos sublimes.
Elise Schiffer
Escrever e sonhar,
Sonhar e escrever.
Rotina dos que amam
E se perdem nas entrelinhas
Sem achar o caminho de volta.
O silêncio convoca as lembranças
E juntos vagueiam pelas emoções,
Recitando versos doces
Ao coração solitário
Que vive perdido no passado.
Perdidas entre saudades e desejos,
As lembranças rumam aos sonhos.
Momentos em que os versos
Ecoam nas almas solitárias
Como um sussurro doce.
Palavras e versos sem rimas
São a pura essência da saudade,
Que sonham um dia reunir
Poesia e emoção
Na união perfeita do existir.
O tempo poderoso e impiedoso,
Não consegue separar
Olhares unidos por emoções,
Que transformam-se em faróis
Para que um encontre o outro.
Escrever reúne mundos distantes.
Palavras são brisas no deserto da saudade.
Versos declamados
Tornam-se energia vibratória
Buscando a parte apartada.
Elise Schiffer
Seus olhos eram grandes janelas,
Permitindo vislumbrar
O brilho da sua alma,
A doçura do seu caminhar
E os sonhos que guardava no coração
Olhei e pedi para entrar.
Minhas mãos tinham palavras e versos.
O coração inundado de sonhos
E a alma esperança de morar
No fundo dos seus olhos.
Nossas palavras sussurradas,
Ainda voam pelo vento.
As promessas ainda são cumpridas.
Os dias e as noites são monólogos
Aguardando respostas em sonhos.
Elise Schiffer para Rosemberg
Lembro me de tantas coisas,
Mas não posso toca-las.
Sou espectador dos fatos vividos.
Restando apenas...
Lembrar.
Lembro me de cada detalhe,
Mas não posso mudar o passado.
Sou espectador solitário.
Restando apenas...
Saudade.
Caminho pelo passado,
Mas não sou visto por amores de outrora.
Meus amores não me enxergam.
Restando apenas...
Caminhar.
Caminho em direção ao futuro,
Com a algibeira do coração vazia.
Amores apartados não seguem juntos.
Restando apenas...
Solidão.
Elise Schiffer
Coração ajoelhado...
Levantar é a condição.
Acalentar os sonhos deixados pelo caminho.
Secar as lágrimas vertidas nas desolações.
Curar as feridas das chibatadas.
Coração ajoelhado...
Levantar é a condição.
Sorrir com o coração em lágrimas.
Correr com os pés sangrando.
Cantar e sonhar na estrada infinita.
Coração ajoelhado...
Levantar é a condição.
Elise Schiffer
14/03/2016
Todo coração
deve ser amistoso
E revestido por poesia.
O mundo clama
por olhares ternos,
Capazes de apaziguarem
dores e lamentos
Em corações desesperançados.
Elise Schiffer
2819 - Saco de nuvens
Num saco de nuvens
Guardei todos os meus afetos.
Peguei uma estrela brilhante
E iluminei o saco de nuvens,
Deixando assim meu céu brilhante.
Dentro do saco de nuvens,
Coloquei também palavras amistosas,
Sorrisos, lágrimas e olhares ternos,
Para que no meu derradeiro vôo
Eu jogue tudo lá do céu.
Minha última esperança
É que assim, alguns aprendam
A serem felizes com pouco.
Porque para sermos felizes,
Precisamos só do amor.
Elise Schiffer
A primavera da vida
Nos permite sonhar e conquistar.
O verão da vida
Nos permite saborear as paixões.
O outono da vida
Nos ensina a desapegar.
O inverno da vida
Nos prepara para a partida.
Em todas as estações
A beleza está na coragem do viver.
Elise Schiffer
Sentir saudade é pouco.
O corpo interfere tentando ajudar.
O coração liberta o passado.
A mente conta a história.
A dor da saudade delira.
O delírio é um suposto afago.
- Sou eu. Esqueci de telefonar para você. Aqui tudo bem.
O afogo tem começo e fim.
Vazio e saudade unidos
Apoderam se de tudo.
O contato sem retorno foi sonho.
Mente e coração tentando ajudar,
Só aumentam a saudade.
Elise Schiffer
12/03/26
Gastei sonhos sem reservas.
Hoje restam apenas
Fumaças disformes,
Desfazendo-se nas lembranças.
Escrevi cartas em vão.
Hoje lembro dos destinatários,
Que não mergulharam
Nas entrelinhas da amizade.
Pendurei fotos pela casa.
Hoje elas povoam a solidão,
Relembrando os dias alegres
E a mesa rodeada de corações.
Transformei roupas antigas
Em retalhos bordados por orações,
Pois cada flor feita de linha
É uma benção metalizada.
Vivi... Hoje vivo o poente da vida.
Poente sem beleza ou fim.
Porque desejar findar os passos,
Só aumenta a dívida do caminhar.
Elise Schiffer
Pra ti escrevo todos os dias,
Linhas e entrelinhas infinitas,
Que tecem a enorme teia
Da saudade.
Pra ti são todas as palavras,
Que unem-se em versos,
Sem rimas ou métricas
Declamando minha saudade.
Pra ti são meus pensamentos,
Que viram poemas e prosas,
No capítulo da espera infinita,
Com o título "Saudade".
Pra ti e por ti,
Tornei me escriba de sonhos,
Ocultando nas entrelinhas
Toda minha saudade.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Lembranças são palavras
Que unidas formam poesias
Que o tempo escreve com emoções.
Mente e coração vivem
Repletos de versos e histórias
Que reativam os momentos inesquecíveis.
Lembranças não são estações.
É tempo vivo em versos,
Na mais simples forma do amor.
Tempo é florada de palavras,
Escritas, faladas ou sussurradas,
Porque o segredo de tudo é o amor.
Lembranças olham para vida
Com o olhar brilhante da poesia,
Valorizando cada memória.
Vida é o codinome das lembranças,
Vividas com paixões, alma e coração,
Acumulando histórias de amor.
Elise Schiffer
Caminhar lado a lado
Com as palavras e a leitura,
É ter carinho e caridade
Pelos anos de convívio harmônico.
Juntos leitores e escrita viajam
Sem reclamarem dos percalços.
Palavras e leitura
Aconchegam leitores,
Apesar de algumas distâncias culturais.
Entrelinhas aguçam curiosidades,
Conduzindo ao conhecimento
Sem um ponto final.
Palavras não esperam a felicidade,
Apenas formam versos para leitura.
Sorrisos, esperanças e olhares,
Descobrem nas entrelinhas,
Inquietudes e aconchegos
Para a mente e o coração.
Elise Schiffer
Almas envelhecidas
São carcaças enfraquecidas.
Sonhos e desejos desaparecem
E a esperança fica distante.
Almas envelhecidas
Caminham pouco.
Suas vidas não têm horizontes,
Céu e terra são um conjunto vazio.
Almas envelhecidas
São subjugadas pelo abandono.
Esperar deixou de ser verbo,
Tornando se adjetivo.
Elise Schiffer
Olhares
São versos sedutores,
Com o "nós" nas entrelinhas.
Nossos olhares.
Olhares
São melodias de amor,
Com o compasso da harmonia.
Seus olhares
Olhares
São primaveras no jardim-coração,
Com aroma de companheirismo.
Nossos olhares.
Olhares
São bandeiras de conquista,
Unindo sonhos e desejos.
Seus olhares.
Olhares
São templos de esperanças,
Unindo corações feridos.
Nossos olhares.
Olhares
São diálogos de sabedoria,
Exaltando o "bem" na caminhada.
Seus olhares.
Elise Schiffer
O encanto do amor
Não está em dar flores.
O encanto do amor
Está em cultivar flores nos corações.
Jardins interiores
Perfumam vida e morte,
O florescer constante
É renovação para a esperança.
Pétalas ao solo
Transformam-se em lembranças,
Que irrigam os jardins
Nas longas estiagens do amor
Elise Schiffer
Trabalhar
Para o tempo passar,
Tendo o futuro
Nas mãos que labutam.
Levantar o olhar
E vislumbrar o passado no futuro.
Um futuro vivo vindo do passado
Afirmando - o depois aguarda.
Apesar de culpas e pecados
Passado e futuro "estão interligados".
A longa distância
Não rompeu elos unidos com amor.
Observar da penumbra
É um ato de amor,
Confirmando com a roupa carmim,
Que o querer bem é vivo.
Elise Schiffer
Semente boa
é a semente chamada mulher.
Semente capaz de adaptar se
as adversidades com lágrimas e risos.
e mesmo assim germinar.
Semente da semente
que dá novas sementes,
fortes e suaves.
A perpetuação da semente
é consequência do amor infinito
unindo elos numa forte corrente
seja qual for o tempo.
Elise Schiffer
Versos são passaportes ao prazer,
Eles conduzem as lembranças,
Sejam elas boas ou ruins.
Versadores são sonhadores.
Versos despertam sabedoria,
Para o corpo e a alma,
Com ensinamentos ao equilíbrio.
Versadores são sabios.
Versos transgridem o bom senso,
Porque nas entrelinhas não há tempo,
O presente é a eternidade.
Versadores são loucos apaixonados.
Elise Schiffer
Para sonhar de olhos abertos,
Escrevo versos desconectados
Com a realidade amarga como fel.
Versos que abrem as portas
Das entrelinhas audaciosas,
Levando-me até o amor.
Sentimento que dia
Povoou meus sonhos,
Nos amanheceres e anoiteceres.
Sonhar de braços dados com as palavras
É poetizar no passado vivo,
Trazendo aconchego ao presente.
Palavras são confissões,
Versos o confessionário
E a poesia a reconciliação.
Elise Schiffer
Naufragar
No mar do amor
É afogar-se em incertezas
E depois confiar no porvir.
Naufragar
É confiar no olhar
Que hipnotiza e seduz
Sendo parte de um todo.
O náufrago confia e vive
Plenamente a religião "Amor".
Porque só os loucos
Sonham e deliram PAIXÃO.
Na grandeza do mar do amor,
As ondas sustentam
O frágil coração que entrega se,
Vivendo todo o encantamento.
No mar do amor
As noites cintilam silenciosas
E o vento faz companhia
Com seus sussurros.
Porque amar
É olhar e sentir
Sem as promessas
Das palavras sedutoras.
Elise Schiffer
📝🤍
Cansaço...
Do amor não valorizado.
Da dedicação não correspondida.
Esgotamento da mulher.
Cansaço...
Dos sonhos não realizados.
Da fome de viver.
Estafa da mãe.
Cansaço...
Do dever de amar e
Da espera pelo chamado.
Exaustão do dever cumprido.
Elise Schiffer
Eu lembro...
Do seu olhar descarado,
Que desabrochava meus sorrisos.
Lembro da sua doce companhia,
Que alegrava meus dias.
Lembrar não basta.
Eu lembro...
Preenchi todos os espaços,
Com você por ser meu amor.
Fiz de nós dois um belo jardim,
Com flores de mãos dadas.
Lembrar não ameniza.
Eu lembro...
A cada amanhecer,
És meu primeiro pensamento.
A cada anoitecer,
És o meu último pensamento.
Lembrar não dá acolhimento.
Eu lembro...
O que posso escrever?
Além do "Eu lembro"!
Se és minha melhor parte,
Apesar da distância.
Lembrar alimenta a saudade.
Elise Schiffer
Jardins são poemas vivos
Que abrilhantam
Vidas.
Flores são versos que abraçam
Agrupando sentimentos
Nas pétalas.
O florescer de um jardim
Expande consciências
E amor pela vida.
Assim jardins e corações,
Florescem distribuindo "Amor"
Pelo mundo.
Elise Schiffer
Amor
Não tem roteiro.
Basta
Trocar olhares
E o caminhar
Lado a lado.
Amor
É mãos dadas
E companheirismo.
Destinos atrelados
Desacelerando
A presa do viver.
Amor
É União e cuidado.
Afastando
Medos e desconfianças,
Sem roteiro,
Apenas um dia, por vez.
Elise Schiffer
Navios zarpam
Sem retorno.
O cais do coração
Fica abandonados.
Períodos silenciosos
Após as partidas,
Até o próprio mar
Emudece as ondas.
Cais vazio
Aguardando embarcações
Que nunca voltam.
Navios atracados
Aguardam para zarpar.
Elise Schiffer
Rosas choram.
Olhando para as estrelas,
Que observam do alto,
O vento levando
A saudade na garupa.
Só os poetas enxergam
O que ninguém mais vê.
Transcrevendo em versos,
O que sente a alma sonhadora
De um coração dilacerado.
Poetas secam lágrimas das rosas,
Acalentam estrelas solitárias,
Ouvem o canto do vento
E sobem até as nuvens
Para amarem amores impossíveis.
Elise Schiffer
Eu escrevia,
Você lia.
Eu declamava,
Você ouvia.
Eu poetizava,
Você minha poesia.
Você olhava,
Eu decifrava.
Você sussurrava,
Eu flutuava.
Você amava,
Eu transbordava.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Penso e escrevo
Palavras que agonizam
Tentando reviver o presente
Preso no casulo do passado
Respirando felicidade.
Penso e escrevo
Caminhos de palavras
Que levem o transbordo
Da saudade em sonhos
Até o aconchego dos seus braços.
Penso e escrevo
Palavras que gritam
Em um coração solitário
Buscando a saida
Do labirinto das ilusões.
Penso e escrevo
Palavras de recomeços
A uma vida presa ao passado
Que tem medo de voar
O vôo libertador do presente.
Elise Schiffer
É chegado o momento
das lembranças emergirem.
A velhice chega
sem bater a porta
e a deixa entreaberta.
As visitas indesejáveis
são as mais frequentes.
A Indiferença, A Solidão,
O Abandono e a Sabedoria,
num corpo sem forças.
Depurar as mazelas é preciso
enquanto os dias se esvaem.
Pronunciar: meu amor,
somente nas lembranças.
Os olhos embasados
não lacrimejam mais.
O coração fraco
sofre com a indiferença.
A carcaça curvada
suporta o peso do mundo.
A velhice ensina a não fugir.
Caminhar sem medo
é a ordem no palco sem plateia.
Sonhos de criança
em tempo de morrer.
Assim é a velhice
nas mãos solitárias
da sabedoria.
Meu Deus…
Elise Schiffer
01/03/2015
Fiz em você minha morada.
Um cantinho só meu
Perfumado com flores beijos.
Fiz você meu céu.
Com o brilho dos seus olhos
Cintilando para mim.
Fiz você o meu porto seguro.
Preenchendo cada canto
Com sua doce presença.
Hoje...
A morada não tem perfume,
O céu ficou sem estrelas
E o porto perdeu seu cais.
Elise Schiffer
As lembranças são
O segundo coração
Pulsando dentro do peito.
As lembranças são
Afagos que aquietam
A vontade de estar junto.
As lembranças ligam
O longe e o perto
Em instantes de loucura.
As lembranças são flores
Que se abrem na mente
Perfumando dias solitários.
As lembranças são presentes
Que alegram a alma
Com a sensibilidade da gratidão.
Elise Schiffer
A saudade é a soleira
Da senilidade.
Atravancando acessos
As novas alegrias e sonhos.
Impondo o passado
Como força atemporal.
Não há presente ou futuro,
Onde a saudade é ditadura.
Nada novo entra no presente
E nada velho se esvai do passado.
A saudade tortura e mata
Qualquer expectativa de futuro.
O acesso livre a vida
Fica interrompido pela saudade,
Que alimenta se de lembranças
E usa as palavras para poetizar,
Embriagando e viciando
Tolos corações.
Elise Schiffer
Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som da valsa.
Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.
No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas, desta vez eram de orgulho.
Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.
Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho.
Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minha também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor.
Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.
Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos e acompanho cada conquista ou perda.
Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.
Elise Schiffer
Minha forca
foi forjada na caminhada.
Não tive escolha,
era ser forte ou forte.
Quando jovem
venci obstáculos apesar
das inúmeras lágrimas.
Quando madura,
aprendi a vencer obstáculos
sem lágrimas.
Eu era forte.
Hoje velha, minha fortaleza sofre abalos,
o choro muitas vezes é silencioso,
mas ser forte é necessário na caminhada.
O meu EU forte envelhecido
acena para os mais jovem caminharem.
As vezes ajudo no primeiro passo.
Escondendo de todos meus medos.
Eu estou com muito medo do futuro.
Elise Schiffer
25/02/24
Na Dor profunda
não gritamos.
No Coração sangrando
não rolamos lágrimas.
No Medo
somos mais fortes.
Confiança
é nosso código genético.
Trabalho
é nossa salvação.
Assim somos
mães, avós,
chefes de família
e mulheres.
Elise Schiffer
25/02/2014
Uma pequena luz
Brilha na lamparina do coração,
Mantendo a chama do amor acessa,
A iluminar os passos solitários
Que vagam pela casa vazia.
A lamparina do coração ilumina
Os caminhos que levam as lembranças,
Aquece a dor da saudade
E acalma o turbilhão da solidão,
Enquanto caminhar é preciso.
Elise Schiffer
Entre o nascer e morrer
Há uma ponte
Que todos devemos atravessar.
O percurso pode ser longo ou curto,
Em pares, grupos ou só.
Com o mesmo pedágio - O AMOR.
Durante a travessia convivemos
Com acertos, erros e decepções,
Coisas bonitas, alegres e o AMOR.
Escolher bons sentimentos,
Abrandam saudades
Dos que amamos e nos amaram.
O melhor a fazer é caminhar
E aproveitar cada passo dado,
Na ponte da vida.
Elise Schiffer
O amor é um livro
Escrito a dois,
Com momentos e sonhos,
A unirem corações
Que somente amar.
A saudade é uma página
Escrita só por um,
Com as lembranças de dois,
Pelo autor que as ler e reler
No silêncio da vida.
O coração é uma biblioteca
Silenciosa e fria,
Preservando livros de amores,
Que são acessados
Nos momentos de solidão.
A mente é parte acolhedora,,
Unindo livros, páginas e biblioteca,
No aconchego das lembranças
Dos que escolheram amar
E viverem seus sonhos.
Elise Schiffer
Quando o peso da dor
for maior do que a carcaça pode suportar,
Caminhe, um passo por vez,
dia após dia, mais caminhe.
Quando a mente fervilhar
com as saudades do passado
e as dores do presente,
Cale-se e viva o silêncio do seu deserto
e o deixe te conquistar.
Caminhe sempre...
Na certeza de que a dor de hoje
será apenas a saudade de amanhã.
Elise Schiffer
22/02/2014
Acabou tudo.
Acabaram se as cartas,
Sonhos e orações.
Acabou a pouca fé.
Acabaram se as rogativas,
Que nunca foram atendidas.
Acabou até o acabou.
Sobrando apenas
O silêncio imortal.
Acabou o sonho da morte.
Sobrando apenas
Dias a serem vividos.
Elise Schiffer
Habitas em mim.
Por onde eu vá,
Tu estás em mim.
Apego ou obsessão?
Não!
Apenas solidão,
Preenchida
Com lembranças
De um passado
Que finjo
Ser perfeito.
Elise Schiffer
A solidão nos faz fortes.
Aprendemos a viver com o "eu".
Momentos silênciosos
São ótimos conselheiros.
A solidão vence medos,
Faz sorrir, chorar e amar o "eu".
Por que chegamos só
E partiremos só.
A solidão no começo assusta,
Depois torna-se companheira.
Com um presente de lembranças
E um futuro de sonhos.
Elise Schiffer
Esperar é atemporal.
O amor demora a chegar,
Até quando está adiantado.
É livro inacabado.
O dia demora a amanhecer,
Para que a noite saia de mansinho.
É farol apagado.
As flores perfumam a saudade
E colorem o caminhar solitário.
São versos sem rimas.
As nuvens são lençóis
Ocultando desejos entre céu e terra.
São bocas sem beijos.
Assim é o Tempo sem tempo,
Atemporal na espera.
É centelha infinita.
Elise Schiffer
Fostes o meu melhor
"Bom Dia" por anos.
Sorriste para mim com amor
A cada manhã.
Escolhi te amar.
Bebeste meus cafés horríveis
Sempre com gosto de quero mais.
Deste-me pequenas coisas
Que transformaram se em tesouros.
Escolhi te amar.
Hoje junto tudo que tenho de ti
E carrego nesta carcaça de coração.
Porque escolhi continuar a ama lo
Mesmo ausente dos meus dias.
Escolhi te amar.
Deito me nas lembranças
Dos seus olhares
E embalo me em seus braços
Sonhando...
Escolho te amar.
Descobri nas palavras
A força sagrada de reverência- lo.
Sou eterna apaixonada
Pelos seus olhares e sussurros.
Escolho te amar.
Escolhi todos os dias
Falar de ti nas entrelinhas
E depois mergulhar
O mais fundo que o sonho permita.
Escolho te amar.
De Elise Schiffer para Rosemberg
Deixo meus sonhos voarem
No céu azul da saudade
Deixo meus versos cantarem
Na soleira da janela do seu coração
Deixo meus lábios sussurrarem
Desejos aprisionados no corpo
Sedentos das tuas mãos
A envolverem minha carcaça.
A felicidade está nas nuvens
Que os sonhos buscam sem fé.
O vôo livre com elos de amor
Impedem as partidas repentinas.
Elise Schiffer
As lembranças
desbravam caminhos,
Em corações
cansados e solitários.
O silêncio
é povoado por palavras,
Que nascem
e morrem na mente.
A saudade chega
e desaparece,
Com a rapidez
das tormentas.
Lembranças
tornam se alicerces,
Para corações
rachados pelo luto.
As palavras
são companhias,
Vivendo lado a lado
com o silêncio sepulcral.
O bom amor
permanece,
Tatuado no coração
dos que ainda vivem
Elise Schiffer
Se o amor está feliz,
Quem ama também está.
Mesmo longe.
Se o coração do amor está em paz
O de quem ama também está.
Isso é gratidão.
Porque amor
É desejar o melhor e amar.
Quem ama aceita
Que o "para sempre"
Mora no coração.
O amor pleno respeita
Decisões de outro coração.
É preciso paciência e espaço,
Para o amor florescer e sobreviver.
Elise Schiffer
Com palavras
te faço carinho.
Com versos
abraço seu corpo.
Com poesia
beijo te a boca
E nas entrelinhas
deito-me ao seu lado.
Nas folhas de papel
escrevo puro prazer.
Nos livros escritos
somos prefácio e epílogo.
Nos capítulos de saudades
nosso amor é dor.
Na venda dos livros
compartilhamos nosso amor.
Elise Schiffer
Chegarei ao seu coração
Com palavras e versos sem rimas,
Vou trilhar as entrelinhas
E quem sabe encontrá-lo.
Conduzirei meu corpo
Até suas mãos e dançaremos,
A mais linda melodia de amor
No salão da saudade.
Olhando em seus olhos
Deixarei meus sonhos girarem,
Ao som da melodia do amor
No salão iluminado pelo seu sorriso.
Nossas almas sorriram
Entregando se as fantasias,
Enquanto deslizam
Ao som da melodia do amor.
Sussurros secretos
Desvendaram desejos,
Enquanto nossos corpos levitaram
No mais puro sonho de amor.
A felicidade pulsara
Em nossos semblantes apaixonados,
Antes do despertar
Ao raiar da manhã.
Elise Schiffer
A distância
Entre a razão e a paixão
É colossal
quando a solidão domina.
Erramos
Ao atravessarmos com medo
E acabamos por cair num fosso
Sem fundo e sombrio.
Atravessar
As terras da razão e da paixão
Trás ensinamentos
E controle da boa solidão.
Elise Schiffer
Alma e coração se olham
E transformam se em sentimentos.
Findando com esperas e vazios.
Alma e coração se apaixonam
Gerando um querer bem
Capaz de vencer o tempo.
As respostas para a saudade
Estão nos olhares guardados
Dentro da alma.
As respostas para o amor
Estão nos olhares guardados
Dentro do coração.
Um amor cheio de saudades
Alimenta qualquer carcaça
Com lembranças vivas.
O passado tem vida.
Lembranças unem distâncias,
Fazendo o impossível ser possível.
Olhares selam compromissos,
Criando esperanças,
Fortalecendo o "sem fim".
Um único olhar basta,
Para os que amam
E sente saudades.
Elise Schiffer
Olhares com faísca de estrelas,
Apagam se na vida de todos,
Deixando só escuridão na alma
Lembranças aconchegam
Saudades na linha do horizonte
Onde mundos distantes se unem.
No mar dos sonhos ao sabor do vento,
O barco do amor navega solitário,
Buscando rotas para o passado.
O encanto das noites,
Perdem se sem a luz do amor,
Nos olhos apaixonados.
Seguir viagem...
Unir as lembranças
E transforma las em ilha,
Onde o coração pode aquietar se.
Na imensidão do mar atracar o barco,
Na ilha das lembranças
Ficando sua âncora.
Transformar sonhos em sal,
Renovando o sabor dos dias
E perder se na magia desta ilha.
Ancorado e rangendo sua carcaça,
O barco navega ao luar do coração,
Com a mente delirando de saudades.
Viajar...
Na loucura dos apaixonados.
Nas entrelinhas dos poetas.
No mundo dos solitários.
Elise Schiffer
A mente é o porta jóias dos sonhos,
Onde vivem lembranças e sorrisos,
Lado a lado com choros e paixões.
Ao dormirmos entramos neste mundo,
Acessando um céu secreto,
Onde só o amor pode viver.
Olhos abertos e corações inquietos,
Revivem o suficiente,
Para alegrarem os amanheceres.
Acessando sonhos particulares,
Apaixonados encontram,
Forças para seguirem em frente.
Sonhar, amanhecer e lembrar
São suficientes para os sonhadores,
Que amam mesmo distantes.
Elise Schiffer
Diante do espelho da vida,
Nos despimos e analisamos
Belas e horrendas cicatrizes,
Adquiridas no caminhar.
Um lado do peito tem um jardim
Com nomes, cheiros e alegrias.
O outro lado do peito tem um poço
Com dores, saudades e lágrimas.
A mão direita doa carinho.
A mão esquerda pede apoio.
Os pés seguem sonhos e dores
E a carcaça luta contra doenças.
O ventre é a gestação interminável,
Preservando em suas entranhas
Sementes que são puro amor.
Do seu mais puro sentimento.
Apesar das amputações amorosas.
A carcaça é resistente
Com recomeços e perdas
De amores preservados na memória.
Elise Schiffer
Agricultor de amor
Fortalece corações e trás alegrias.
Limpa solos secos do corações
E ara a terra com esperança.
Agricultor de amor
Substitui a dor do arado da vida,
Por mãos quentes e seguras
Transformando tudo à sua volta.
Vidas abandonadas
Voltam a acreditar
Nas colheitas do amor
E chuvas de abraços.
Sementes brotaram com paciência.
A vida voltou a florir.
O agricultor ensinou a amar e
Partiu para sua montanha de rosas.
Elise Schiffer
O escritor dança com seus versos,
Escondem suas verdades
Nas entrelinhas sem pudor.
Para ler as entrelinhas,
O leitor deve ter fantasias na mente
E paixão no coração.
As entrelinhas alimentam os sonhos,
Provocam emoções
E distribuem o mais puro amor.
A paixão é a bússola,
Conduzindo a saudade
Nos percursos após cada vírgula.
O que embala o escritor,
Não é lindo nas palavras.
É sentido nas entrelinhas.
Elise Schiffer
Sombra é a companhia
Constante da saudade.
Lembranças são luz
Dando vida a sombra.
Inseparáveis sombra e saudade
Seguem a carcaça cansada,
Pelos quatro cantos do mundo,
Esperando reencontrar o passado.
Resistente e peregrina é a sombra,
Que vence desertos e mortes.
Carcaça e sombra vivem lado a lado,
Sem medo dos caminhos solitários.
Sobrevida e a imagem da sombra
Completam se num jardim silencioso,
Que choram por tudo que viveram,
E o tempo levou.
A saudade travestida de sombra,
Vive seu horizonte sem cor.
Mãos e corações distantes,
De um futuro cheio de vida.
Idas e vindas confundem a carcaça,
Que a beira da loucura,
Sussurra somente
Nomes apartados.
Elise Schiffer
O interior de cada coração
É um mosaico de amores,
Que partiram deixando saudades.
O coração remendado
Por lembranças e medos,
É consolado pelos amores vividos.
Desejar ir sem permissão,
Desejar vir sem permissão,
Ligam desejos aos mesmos sonhos.
Sonhos não precisam de permissões.
Simplesmente invadem corações,
Com realidades paralelas sem regras.
Elise Schiffer
A morte bate à porta,
Avisando sua chegada.
Da janela uma voz baixinha
Diz que a casa está vazia.
A janela permanece entreaberta
Convidando a luz do sol
A entrar e aquecer a noite sem fim.
Casa e coração estão aprissionados.
Da fresta da janela
É possível ver um pedaço do céu
Que serena o coração teimoso
Preso a casa vazia.
Carinhosamente e sem lamentos
A realidade é aceita
Destrancando a porta e
Libertando alma e casa.
Elise Schiffer
Vento que venta lá,
Que venta cá.
Vento que canta
Em meus ouvidos,
O zumbido dos sonhos.
Vento que refrigera
Minha alma e
Leva as sementes
Dos meus sonhos
Para cultiva las
Em solos distantes.
Elise Schiffer
09/02/2014
Todo alma tem uma coleção,
Repleta de tesouros.
Denominados "Passado".
Na coleção estão preservadas
Lembranças e saudades
De todo um caminhar.
Bons colecionadores
Visitam, revivem e
Guardam com carinho
Cada momento vivido.
O "Passado" tem miríades
De amores, encantos e lágrimas,
Que iluminam o caminhar
Escuro da solidão final.
Visitar a coleção "Passado"
Com frequência
É iluminar o firmamento interior,
Com luzes faiscantes
Dos dias de felicidades
E aprendizados.
No percurso final do caminhar,
Os olhos cansados
Ainda enxergam as belezas,
De cada lembrança da coleção.
Elise Schiffer
Exigente é a saudade
Que apossa se da vida
Causando padecimento.
Implacável é o caminhar
Que extende se pela vida
Sem permissão.
Perversos são os versos
Que revivem amores
Apartados sem permissão.
Elise Schiffer
Ser rio e ter lembranças.
Olhar para o céu saudoso,
Buscando por nuvens
Do seu passado.
O rio que tem lembranças
Corre e corre sem parar,
Na esperança de chegar ao mar
E encontrar chuvas do amor vivido.
Destino triste
Ter o amor impregnado
Em sua essência
Sem poder tocar ou beijar.
No triste percurso da vida
Cabe ao rio distribuir
Amor e vida
Pelas margens por onde passa.
O rio das lembranças
Guarda em sua essência
A esperança de quem sabe um dia
Ser nuvem novamente.
Elise Schiffer
Escrevo e poetizo
Evadindo-me da carcaça
Que aprisiona os poetas.
Por trás de cada palavra
Tem a força genuína do amor
Na simplicidade do amar.
A imaginação é cúmplice
Na fuga de si mesmo
Afastando-se assim da solidão.
Escrevo e poetizo
Preenchendo as lacunas da alma
Para que o amor respire dia e noite.
Por trás de cada verso
Há uma entrelinha gritando "Liberdade"
Sem rima ou medos.
Imaginação e loucura
Vivem a paixão das palavras
Na alcova de linhas e entrelinhas.
Elise Schiffer
Atenção e lealdade
Não se perdem pelo mundo,
Ao partirmos deixamos como saudades.
Sentimento que se eternizam.
Um coração atencioso e leal
Deixa sementes vivas,
Que florescem na alma,
Fortalecendo certezas e sonhos.
Atenção e lealdade
Fecundam o amor próprio,
Delimitando o que somos,
Perante aos próximos.
O mundo próximo
É formado por gestos irreais,
Que ocultam corações ilhas,
Com atenções e lealdades próprias.
Elise Schiffer
Cada olhar foi um sorriso.
Cada Rosa um passo desbravador.
Cada caminho uma boa surpresa.
Foram muitos "cada"
Seus sorrisos desabrocharam em mim.
Suas rosas encheram me de alegrias.
Seus passeios conduziram-me aos sonhos.
Não importa o lado que estamos.
Cultivamos lembranças
No jardim de nossas almas,
E assim nos conectamos.
Elise Schiffer
Encarcero me nas entrelinhas,
Onde ainda vive nosso amor.
Ouço nosso amor no som das palavras,
Que brincam de ciranda com os versos.
Minha poesia flerta contigo,
Sorrindo com os olhos e o coração.
Imortal é minha saudade,
Que busca por ti na escrita.
Minhas palavras são eternas,
Embora a carcaça esteja no fim.
Elise Schiffer
Alguns momentos são eternos.
Momentos unindo corações.
Instantes em que a razão é sufocada
E as emoções voam alto,
Rumo ao infinito.
Momentos eternos
Exalam aromas da felicidade.
Encantam pela simplicidade
E transmitem paz,
Agregando alegrias a jornada.
Momentos eternos
Ficam no poente da alma,
Entre o real e o celestial.
Onde a saudade voa alto,
No poente da alma.
Iluminando a solidão.
Elise Schiffer
Quando a saudade
Bater a porta.
Receba com um sorriso,
Pois sua sacola
Tem boas lembranças.
Reviver lembranças
É se permitir
Sentir aconchegos vividos,
Que juntaram cacos
Com amor e paciência.
Lembranças são melodias,
Sonorizando a alma dos que amam.
Expandindo sensações de
Delicadezas, cuidados
E declarações de amor.
Elise Schiffer
A carcaça senil,
Flertar com o navio do óbito,
Que anuncia sua partida
Com a sirene de convocação.
Desejar embarcar não basta,
É preciso desatar nos,
Da corda presa aos pés.
Amarrada na árvore genealógica.
Obrigações sentimentais
Impedem o embarque.
Vínculos pecuniários
Pesam na senilidade provedora.
Elise Schiffer
O silêncio é o meu melhor ouvinte.
Meu confessionário.
Onde falo, falo e deságuo
Dores, alegrias e culpas.
O silêncio é professor sereno,
Ensinando calado
A vencer barreiras da vida,
Sem ocupar ouvidos alcoviteiros.
O silêncio na sua ausência de som,
Faz aflorar clarezas e sabedorias,
Criando um equilíbrio genuíno
Com aprendizado e perdão.
Elise Schiffer
Fechou os olhos
E sonhou...
Com um dia
De chuva mansa
E caridosa.
Reviveu lembranças boas
Com a infância pobre
E o coração palpitante.
Ficou parado
No passado saudoso,
Gotejando nos olhos
Já sem brilho, sua saudade.
Ouviu novamente
A suave música da chuva,
Harmonizando a velhice
Com a infância.
De olhos fechados,
Ouvido alerta
E coração palpitante.
O sonhador
Deu seu último suspiro.
As lembranças o abraçaram
E os pingos da chuva
Ressoaram em seu coração.
Elise Schiffer
Longe dos olhos.
O silêncio da distância
É uma tormenta interior.
Longe do toque.
O coração permanece amando,
Por não desistir do amor.
Longe do caminhar.
A saudade é insaciável,
Estar perto é só um sonho.
Amor distante.
Saber como vives
E o que sentes,
Mesmo longe do meu amor.
Dizer eu te amo e com o olhar
Gritar - Fique por perto!
Meu coração é faminto,
Da sua presença
E do seu olhar.
Longe dos meus olhos.
Elise Schiffer
Assisto ao filme "Vida".
Vejo dias tristes e lágrimas.
Amores obscuros emergindo da alma.
Neste momento os receios são vencidos.
O filme expõe dores e lamentos.
Há uma força para o que der e vier.
Assim segue a protagonista sofrida.
Com superação e serenidade.
Do meio ao fim do filme.
A espectadora virá roteirista e diretora.
Do romance "Vida".
Já com o coração blindado.
Em frente e semeando respeito,
Com amor e criticas,
Sendo juíza do seu próprio roteiro.
O fim é "Eu e Eu com amor".
Elise Schiffer
Coração apaixonado.
Mãos vazias de tudo.
Alianças no dedo e na mente.
Sensação de pertencimento.
Pertencer é estar envolvido.
Preencher dias vazios.
Dar valor à imaginação.
Deixar de ser vento para ser pedra.
Alianças são acordos mútuos,
Onde a troca é imaginária
E a satisfação plena ilusão.
Pertencimento é loucura e prazer.
Pertencimento é perigoso,
Em família, religião ou sociedade.
Por criarem falsos valores e dogmas,
Com desajuste comportamental.
Elise Schiffer
Tempo, sem inicio e sem fim.
Passa, passa levando a dor.
Correndo passo a passo,
Buscando por novos amores.
Tempo, sem início e sem fim.
Embala os sonhos asfixiados e
Traz sementes para novos sonhos.
Correndo sereno e sem pena.
Elise Schiffer
30/01/2014
O tempo aquieta a dor,
Ilumina as lembranças
E num sopro delicado,
Mantêm a ternura do amor.
O horizonte do futuro
Enche-se de calmaria e fé.
Transforma a saudade em brisa,
Abraçando a ternura do amor.
Lua e sol entregam-se ao tempo,
Atravessando o além,
Hipnotizando o coração solitário,
Para reviver a ternura do amor.
Elise Schiffer
Escritores enxergam
Jardins em desertos.
Dão vida as paixões
Que ninguém enxerga.
Os pensamentos borbulham
Fatos que só a escrita entende.
Seus conflitos interiores
São entre o real e o irreal.
Não conseguindo realizar sonhos,
Os depositam em papéis.
Para que o coração não desista,
De ver jardins em desertos.
Escritores não se despedem,
Apenas alinhavam fins e começos,
Com fios de amor,
Sem deixar nada para trás.
Porque os ciclos de um escritor
São infinitos e interligados.
Escrever é razão,
Ter direção é insensatez.
Elise Schiffer
Inspiração.
Pensamentos.
Silêncio.
Palavras.
A mente desperta,
Criando imagens e símbolos,
Que deitam-se na alcova do papel.
Travestidas em palavras.
Um ato divino sem pudor,
Que no silêncio da paixão,
Traduz tudo em versos de prazer.
Ocultos verdades nas entrelinhas.
A inspiração floresce
Buscando realidades na escrita,
Que governa o poder de amar,
Com o dom da escrita.
Elise Schiffer
A mente busca pelo amor.
O coração pulsa ausência.
O tempo debocha,
Da tentativa de reter a felicidade.
O tempo carrega tudo.
Dilui dores e lembranças.
O passado torna-se ventre seco
E o olhar perde a direção.
Elise Schiffer
Saudade.
Sentimento melancólico
E atemporal.
Vazio que se expande
De dentro para fora,
Construindo um mundo próprio.
Onde o passado reina
Subjulgando o presente
E asfixiando o futuro.
A saudade é soberana
Disseminando breu no caminhar.
Aprisionando esperanças
Para que não existam,
Embora já tenham existido.
A saudade transgride
O próprio existir da vida,
Com sua força opressora.
Elise Schiffer
Minhas palavras são asas,
Permitindo que meu coração voe.
O vôo da saudade.
Sei lá do que.
Minhas palavras planam,
Observando de cima,
O deserto de uma existência,
Que secou, sei lá porque.
Minhas palavras são nuvens,
Poesias de um amor distante,
Que vive o presente solitário.
Germinou, floriu e morreu, sei lá porque.
Elise Schiffer
Seus olhos fecharam
Lacrando meu coração.
Sem suas flores
Meu mundo perdeu a cor.
Sem sua camisa para segurar
Minhas noites são de medos.
Sem esperança no amanhã
Até a morte perdeu sua coragem.
O sol não aquece mais
E o céu apagou-se.
Caminhos diferentes
Levam ao mesmo abandono.
Naveguei no mar da fé
Mas meu barco sucumbiu à descrença.
A primavera perdeu sua magia
E tornou-se somente outono.
Elise Schiffer
Fiz um Big Bang da paixão vivida.
Criando um planeta de palavras,
Que órbita em volta do amor vivo.
As lembranças formaram os oceanos.
As poesias, os continentes.
As estrofes, os países.
Os versos, rios que levam vida.
Entre o planeta de palavras
E o sol de amor.
Milhares de estrelas reluzem
A saudade que sinto de ti.
No eclipse do amor com as palavras,
A dor fica visível e neste instante,
Afogo-me no oceano das lembranças.
Elise Schiffer
Desejo lhe
Flores pelo caminho,
Que haja campos semeados
Com mãos de amor,
Florescendo paz e alegrias,
Em seu novo caminho.
Desejo lhe
Um coração pulsando amor,
Que seus sonhos
Se realizem unindo esperas,
Dos que amam na longa jornada,
Em seu novo caminho.
Desejo lhe
que amor te encontre,
Com liberdade e felicidade.
Na plenitude das almas
No estar lado a lado,
Em seu novo caminho.
Desejo me
Um presente sem lágrimas
Pelo passado vivido sem futuro.
Escolhi te amar
E hoje escolho te libertar,
Do meu novo caminhar.
Elise Schiffer
Medo da morte...
Mudar para outro lado da banda, não é nada.
Ficar longe dos que amamos, é tudo.
Medo da morte...
Saber quem é e ter receio do que será
E para os que ficam o que restará?
Medo da Morte...
Ter escolhido como nome - Mãe.
Incerteza do nome do qual será lembrada.
Medo da Morte...
Os amores continuarão seguindo.
Na nova estrada o amor seguira no peito.
Medo da Morte...
Não estar mais junto nas risadas,
Estar nas lembranças com saudades em ambas as bandas do mundo.
Medo da morte...
Rezar, pensar em todos e amar sempre.
Não haverá tristeza, saudades sim.
Medo da morte...
Longe da vista e perto do coração.
Na certeza de que o elo nunca será cortado.
Medo da Morte...
Estar do outro lado da banda do mundo...
Seguindo em frente e de longe continuar amando.
Para minha mãe Irtes.
Elise Schiffer - 24/01/2016
Faço a colheita das flores
Do passado imaginário.
Perfumou tudo a minha volta
Com os aromas da paixão.
Pinto o céu de bordô
E desenho nuvens de flores.
Apago a linha do horizonte
Unindo para sempre céu e terra.
Montanhas sobem aos céus
E estrelas descem a terra.
No berço da loucura
Embalo meus sonhos.
Finjo que o passado foi real
E deliro nas entrelinhas mentirosas.
O mundo precisa dos loucos
Que amam sem pudor.
Os que amam sem pudor
Precisam das palavras versadas.
Elise Schiffer
Palavras são extensões da saudade,
Dos sonhos ou desejos ocultos.
Saudades de você.
Lágrimas formam um oceano,
Onde as lembranças navegam.
Saudades de você.
Mãos solitárias plantam jardins,
Com flores do amor sempre vivo.
Saudades de você.
Entrelinhas tem um céu estrelado,
Reluzindo a luz do seu olhar.
Saudades de você.
O mundo do meu coração,
É habitado por lembranças.
Saudades de você.
As palavras dão sabor aos meus dias,
Criando um banquete de sonhos.
Saudades de mim.
Elise Schiffer
No amor...
Um suplementa
A existência do outro.
Permitindo que haja
Um transbordamento
De felicidades.
No amor...
Constrói se um caminho
Seguro e forte para dois,
Por estarem completos
Em experiências e respeito,
Buscando companheirismo.
No amor...
Mãos e corações vivem unidos,
Olhando na mesma direção,
Com sonhos em conjunto.
Havendo paciência aos defeitos
E admiração as qualidades.
Elise Schiffer
Senilidade sem futuro,
Relógio sem ponteiros.
Dias silenciosos de amores,
Sonhos e mãos vazias.
Incoerência é amar
Sem reciprocidade.
Amando amores que não amam.
Na esperança que os próximos
Saibam ver, sentir e retribuir.
A senilidade chora sozinha
Com sorrisos nos lábios enrugados.
Deixando suas pétalas sem cores
Caírem sem sofrimento.
Suas palavras não ouvidas,
São néctares de sabedoria
Que perderam a validade.
A senilidade é poesia
Em terras de analfabetos.
Elise Schiffer
A saudade
Agregou-se em mim.
O tempo
Não é mais medido.
Resignificou se
Infinito.
Meus olhos
São lembranças.
Brilham
O passado.
Longe das mãos
No presente.
Hoje sou vida
Sem idade ou extensão,
Com a certeza
Que escolhi "te amar".
Elise Schiffer
O brilho de um olhar,
Reluz o que há de melhor,
No coração do apreciado.
Dissipa a escuridão,
Do latifúndio sem vida,
Que secou por falta de amor.
A luz de um olhar com amor,
Refloresta qualquer solo ressecado,
Rola pedras e amacia espinhos.
A luz do amor deixa pegadas,
No solo revivido e florido,
Cheio de sonhos e aromas.
Novos tempos ensinam,
A subir colinas e desviar tribulações.
É a estação do amor com luz e floradas.
Elise Schiffer
Juntei o que sobrou "do nós",
Colei os cacos com lembranças.
Emoldurei a felicidade vivida
E pendurei na sala,
Buscando forças no prosseguir.
A morte dói e retira a lucidez,
Abrindo caminho para insensatez.
Da dor nasce flores de versos,
Que sem palco e aplausos
Válida o amor ausente.
Poemas despretensiosos,
Iluminam os dias e tocam o coração.
Apaixonados apartados são
Pensamentos em versos e
Saudades nas entrelinhas.
O mundo dos apartados,
Pela morte sem permissão,
É passado vivo
Num presente remendado,
Desprezando o futuro.
Elise Schiffer
Solidão é travessia
E não morada.
Percurso de dúvidas
Recheado de sonhos.
Vez por outra
Pingos de lembranças
Molham o chão seco e
Florescem como campina de sonhos.
Durante a travessia da solidão,
A alma renova se
Fortalecendo a esperança.
É preciso respeitar a solidão,
Nela está a semente do recomeço.
Ensinando a esvaziar a alma
E vencer as barreiras invisíveis.
Elise Schiffer
Como desfazer
A trama da ausência?
Onde buscar
A fonte da esperança?
Ausência é desassossego
E como tal,
Expulsa a esperança
Prolongando os dias.
Saudade é dor
Que não cabe em versos.
Ela apenas reprisa
Tudo o que foi vivido.
Força e pureza
Fazem da saudade,
Uma trama enraizada
Sugando o que restou da vida.
Ausência
É abraço sorrateiro,
Envolvendo a sobrevida
Que agoniza e não morre.
O misticismo
Entorpece o medo,
Do restou apenas pó
Para todo o sempre.
Elise Schiffer
A dor orou aos céus
Pedindo um descanso.
Seus ombros estão pesados,
Com fatos imutáveis ao coração.
A dor cansou se
Dos longos dias sem luz.
Tornou se frágil
Precisando descansar.
A dor agregou se
Aos delírios da poesia,
Escondendo sua fragilidade
Com máscaras de palavras.
A dor é sentimento
Manso e profundo,
Como o lago
Da desesperança.
A dor sussurrou
Ao coração sofrido.
- Desate seus nós
E deixe se habitar outra vez.
Elise Schiffer
Ao caminharmos, amarmos,
Chorarmos e sorrirmos,
Vamos montando,
Um álbum de lembranças.
Boas recordações
Que ao passar dos anos,
Transformam-se em flores,
Perfumando a senilidade.
O álbum nos lembra,
Que tudo passa.
Em tudo há um propósito.
Reafirmando que amar vale a pena.
Elise Schiffer
Todos os dias
Vivo uma vida inteira ao seu lado.
Escrevendo e reacendendo nosso amor,
Com o pavio das palavras.
Embriago-me com versos
E embrenhou-me nas entrelinhas,
Para reencontra lo
E nelas ocultar-me fazendo morada.
Deixo as lembranças
Habitarem em mim,
Destruindo a separação,
Dando vida somente a emoção.
Traços linhas de amor,
Enchendo meu peito de vida.
Hoje somos palavras vivas,
Corações e almas em versos.
Somos sintonia sonora na poesia.
Palavras com duplo sentido,
Versos ocultando a paixão.
Somos poesia libertadora.
Palavras que embriagam,
Entorpecendo a saudade,
Libertando os sonhos
E trazendo alegrias.
Elise Schiffer
Depois de dias abrasadores
Dos nossos verões,
A chuva fina de outono
Desfolhou a árvore da União.
Folhas de alegrias, sorrisos e sonhos
Foram ao solo para decomposição.
A árvore da União vive tentando,
Manter-se firme e de pé,
Mas os dias de inverno
Secam os poucos galhos
Que hibernam e sonham,
Com os dias quentes dos verões.
Dias de céu azul e noites estreladas,
Perderam a magia da esperança.
Folhas secas ao chão
Formam um tapete de lembranças,
Circundando a árvore seca da União,
Que perdeu o frescor primaveril.
Elise Schiffer
Pensamentos são beijos celestiais.
Tocando levemente como brisa,
Mentes e corações.
Pensamentos penetram no coração,
Aglutinam amores e sonhos,
Que vêm ao mundo na forma de palavras.
Pensamentos e palavras,
Decodificam sonhos
E os desnudam nos papéis.
Pensamentos e palavras
No êxtase das paixões,
Geram livros para o mundo.
Livros que abrem caminhos
Sem submissão ou escravidão.
Pensamentos e leitura libertam.
Elise Schiffer
O amor bem vivido
E sem futuro.
É condenação
Ao tempo que se foi.
É cárcere no passado,
Com sonhos paralisados.
É viver preso ao passado
Alimentando-se de lembranças.
É ferir a alma sem sangrar,
Silenciando dores e esperanças.
São lembranças vivas
Dos dias de amor bem amados.
Elise Schiffer
A morte...
Separa sem romper elos.
Há o lado de cá de quem fica
E o lado de lá de quem vai.
Entre os lados...
Há uma janela.
Divisor de caminhadas.
A janela proporciona
Refrigerio em ambos os lados.
O vento das lembranças.
Vai e vem com palavras,
Conduzindo versos de amor.
Versos que abrandam a saudade,
De quem fica e de quem vai.
Elise Schiffer
Tu levastes
O meu riso.
Deixando o frio
A abraçar me.
Pergunto me.
O que sentimos?
Depois do longo tempo
De separação.
Minhas entrelinhas
Choram lamentos
Que tu não ouves.
Meus pensamentos
Caminham no passado
Buscando por ti.
Sonhos e saudades
Se fundem
Num terno abraço,
Apagando o medo
Do fim sem um "depois".
Elise Schiffer
Guardei os sonhos em silêncio.
Preservei o cheiro dos livros na mente.
Mantive o jardim florido no coração
E o portão da alma entreaberto.
A alma florida aguarda seu retorno,
Os sonhos ficam atrás do portão entreaberto.
Os livros fazem companhia
E as flores perfumam a "espera".
O amanhecer é iluminado pelo sol da fé,
Dando guarita a palavra "espera".
O anoitecer respira ofegante
No compasso dos sonhos da "espera".
Elise Schiffer
A vida ensinou-me
A guardar palavras,
Na alma e no coração,
Preservando suas memórias.
Palavras são roldanas
Conduzindo o tempo.
Passaportes com livre acesso,
Ao passado pulsante
E aos sonhos futuros.
Ambos abraçam
E amenizam cicatrizes.
Palavras não reconhecem
O tempo cronológico,
Porque paralisam relógios.
Palavras são pontes
Por onde transitamos
Para abraçar e reviver
Lembranças e sonhos
Cheios de esperanças.
Elise Schiffer
Deixaste
um rastro de flores,
Por onde
caminhamos,
Florindo
a saudade dos dois.
Seu perfume
exala em mim,
Confirmando
sua continuidade.
Neste caminho
solitário de um,
Que o hoje e o amanhã
serão só meus.
Não tento
escapar da solidão,
Apenas reafirmo
o meu afeto por ti.
Somos romance
vivo sem morte,
Onde descansamos
nossos sonhos.
Somos
Elise e Rosemberg.
Somos
uma montanha de rosas.
Elise Schiffer