quarta-feira, 3 de junho de 2026

2901 - Teatro da vida


O fim da vida é um espetáculo

Silencioso para o protagonista.

A minguada plateia saboreia,

Pequenos ecos que rasgam

O silêncio sepulcral do palco.


No cenário do palco

Palavras e recordações 

Bailam formando imagens

Classificadas como

"Obras de arte do amor".


Silêncio é condição ocupada

Por lembranças em preto e branco,

Que fortalecem cenas difíceis,

Cumprindo o tempo do espetáculo 

Sem mudar a essência da peça.


Elise Schiffer

2901 - Turbilhão da saudade


Minhas palavras 

São um céu turbulento 

Onde a saudade 

Se faz tempestade.


Minhas entrelinhas 

São sonhos e lembranças 

Dando formas

Ao imaginário apaixonado.


Minha poesia 

É ponte unindo

Céu e terra no mundo

Onde só os loucos vivem.


Versos sem rimas 

Com duplo sentido 

Expressão o turbilhão 

Da saudade.


Elise Schiffer

2901 - Paleontólogos do amor


Poetas são paleontólogos 

Do mais nobre sentimento 

Preservado pela humanidade.

-  O amor.


Suas ferramentas 

São palavras e versos

Esmiuçando vestígios 

Dos amores vividos.


Amores preservados 

No passado do coração 

Sinalizam vestígios vivos

Da caminhada amorosa.


A poesia permite 

Uma compreensão

Ampla do amor 

Em todas as suas ramificações.


Elise Schiffer

terça-feira, 2 de junho de 2026

2900 - Senilidade


A senilidade 

É sufocada aos poucos,

Em prol do bom convívio.


É a estação dos disfarces 

Onde fingir é não perceber,

Humilhações sociais.


A senilidade 

É  sufocada aos poucos,

Por olhos que não vêem a carcaça.


É alma que ama em silêncio 

Nas orações sem apego,

Não incomodando o vazio juvenil.


Elise Schiffer

segunda-feira, 1 de junho de 2026

2898 - Nudez do desamor


Pequeninos laços de fita 

Uniam palavras e versos,

Tentando encobrir a nudez

Da alma carente de amor.


Alma desnuda pelo desamor 

Fingiu acreditar no amor,

Surfando nas ondas dos sonhos 

Que povoavam seu coração vazio.


Pequeninos laços de fita 

Encobriam a realidade sem amor,

Enfeitando sonhos e fantasias 

De um talvez eterno amor.


Alma desnuda de amor 

Mudou "uso" para "sonho de amor"

E cavalgou nas palavras e nos versos,

Vivendo um amor inventado.


Os pequeninos laços de fita 

Cresceram em tamanho e quantidade,

Porque palavras e sonhos 

Não encobriam mais a nudez do desamor.


Alma desnuda cobriu-se de contos, 

Escreveu romances e os vestil,

Para que o calor das paixões 

Aquecesse o seu desamor.


Elise Schiffer

domingo, 31 de maio de 2026

Cansaço II ano 2014


Cansaço... 

Carcaça pesada.

Morrer ja não basta.

Trabalhar...

Carcaça pesada.

Responsabilidade é trabalho.

Cansaço... 

Carcaça pesada.

Caminhar é trabalhar.

Persistir...

Carcaça pesada.

Cuidar do amor é trabalhar.

É o gens da sobrevivência.

Cansaço...

Carcaça pesada.

Prosseguir sempre e

não parar nem para morrer...


Elise Schiffer

31/05/2014

quinta-feira, 28 de maio de 2026

2895 - Indo aos sonhos...


Dou lhes versos de amor,

Lambuzados com saudades,

Que caminham de mãos dadas

Com nossos corações.


Enfeito a vida com lembranças, 

Unindo passado e presente,

Colorindo nosso lar com imagens

Ligando nós dois.


Coloco seus sussurros 

Sonorizando nosso lar 

E danço alegrando minh' alma,

Com sua voz melodiosa.


Deito-me nas entrelinhas 

Descansando a carcaça fétida 

E deixo-me adormecer.

Indo aos sonhos...


Elise Schiffer

segunda-feira, 25 de maio de 2026

2892 - Esperança repartida


Cada verso escrito

É uma dor arrancada do peito.

Cada poesia compartilha

É uma esperança repartida.

Escrevendo assopramos

Amor pelo mundo

E a vida é surpreendida 

A cada poesia que nasce.


Elise Schiffer

2892 - Estrada e palavras


Estrada florida com palavras.

Perfumando sonhos de escritores.

Acariciando mãos calejadas

Pela força da escrita.


Quando a inspiração mingua,

A estrada é regada com novos sonhos,

Que florescem e vão longe 

Até os corações dos leitores.


Estrada florida com palavras.

Perfumando versos de amor e

Absorvendo o sal das tristezas 

Que borbulham no coração dos escritores.


Escritas que fortalecem sonhos,

Com palavras solitárias

Em folhas de saudades sobre a mesa,

Expondo seu amor a todos.


Elise Schiffer

25/05/2014

domingo, 24 de maio de 2026

2891 - Para sempre


Encontre vida nas palavras

E sobreviva nas entrelinhas,

Aprendendo com os versos 

O verdadeiro significado

Da expressão "para sempre".


Palavras dão asas à imaginação 

E coração as poesias.

Assim a porta do cotidiano 

É aberta para observar a vida 

Na plenitude do "para sempre".


Elise Schiffer

Somos ou Fomos?











Uma consoante e toda sua força.

08/08/2012 (Poços de Caldas/MG)

Somos assim...

Somos simplesmente

Um único coração.

23/06/2018 (Rio de Janeiro)

Fomos assim...

Fomos simplesmente

Um unico coração.

O tempo trocou o S pelo F.


Elise Schiffer

sábado, 23 de maio de 2026

2890 - Saudade


Saudade é frio de alguém 

Ou até mesmo de lugar.

Um frio que anoitece 

O coração e o céu.

Tudo adormece.


Saudade não consola

Ausências dos bons dias,

Só germinando boas lembranças 

Que fazem companhia.

Os dias viram fotografia antigas.


Saudade é um caminhar 

Num jardim sem flores.

Ciente de que há vida

Sem aroma ou cor.

Raizes e alma forçam a sobrevida.


De Elise Schiffer para Rosemberg 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

2889 - Olhar as estrelas


Carcaça senil

Com resquícios infantis, 

Olhando o céu com esperança,

Buscando estrelas madrinhas

Para pedidos secretos

E acalento da saudade.


Carcaça senil 

Com sonhos secretos 

Observando a magia das estrelas,

Suplicando por um retorno.

A volta de quem foi ou

A ida de quem ficou.


Elise Schiffer

quinta-feira, 21 de maio de 2026

2888 - Mar dos sonhos


Tentando fugir da realidade,

Navegamos pelo mar 

Dos sonhos esquecidos.

Tantos são os sonhos

Pequeninos e grandiosos

Que o mar virá um oceano.


Cansado dos desamores,

Desejando apenas acolhimento, 

Mergulhamos no oceano dos sonhos 

E nos deixamos acolher pelas águas

Indo até às profundezas "do nós"

Onde sonhos e poesia se fundem.


As palavras são âncoras "do nós",

Impedindo a emersão 

Do oceano dos sonhos,

Onde viver a fantasia trás vida,

Contrastando com a realidade cruel

Do abandono no presente.


Elise Schiffer

2888 - Andante do norte


Cavalheiro andante do norte

Com um livro na mão 

Buscando por novos caminhos 

Em terras pretéritas.


Cavalheiro moreno do norte

Levando livro e coração 

Como parte de um amor

Com linhas sublinhadas.


Cavalheiro andante do norte

Sangue forte desbravador

Não venceu preconceitos e partiu

Levando um coração dentro do livro.


Elise Schiffer

quarta-feira, 20 de maio de 2026

2887 - Sem nome


Doídos corações juvenis, 

Que sem conhecer nomes,

Amam muito, muito em sonhos.


Doidas paixões 

Que crescem em fervor

Deixando os dias inquietantes.


Poucas palavras,

Poucos encontros

E uma paixão viva.


A fantasia era cúmplice,

No arder da juventude.

Amando sem conhecer nomes.


Sensatos corações maduros.

Que sem conhecer nomes,

Recordam amores juvenis.


Risos vagam no presente,

Desnudando fantasias do passado, 

Que se esvaem com a maturidade.


Boas lembranças 

Perfumam a maturidade,

Com recordações juvenis.


Ficam lembranças sem nome, 

Ficam diálogos vagando e

Um livro a ligar corações juvenis.


De Elise para Renê

2887 - Entardecer


No final das tardes,

Espero por uma palavra,

Uma única palavra, 

Que lembre seu nome e

Perfume o entardecer dos dias. 


No final de cada dia,

Espero por uma visão, 

Uma única visão, 

Que acolha meu coração e 

Aqueça a saudade.


No final de cada amanhecer,

Espero por uma declaração, 

Uma declaração de amor,

Que em forma de oração 

Sussurre "eu te amo".


No final dos meus dias,

Espero por uma chuva, 

Uma chuva de pétalas, 

Que tragam seu perfume

Ao meu entardecer.


Elise Schiffer

terça-feira, 19 de maio de 2026

2886 - Vôo das palavras


A saudade pariu 

palavras com asas.

Formando bandos 

de versos nos céus,

Voando rumo aos sonhos

dos amores apartados.

Asas fortes vencendo

horizontes distantes,

Delimitando o amar

e  o esquecimento.


Elise Schiffer

segunda-feira, 18 de maio de 2026

2885 - Calçada poética








Transformei os dias 

Em belas caminhadas.

Transformei a vida 

Em casa para a alma.


Transformei as caminhadas

E casa para a alma,

Em versos de amor

Eternizando os momentos.


Custumizei o dia a dia 

Com flores de todos os tipos,

Dando nova roupagem

Ao cotidiano e aos amores.


Versos sem rimas

Abotuaram sonhos com realidades.

Assim caminhos de cascalhos

Viraram calçadas poéticas.


Elise Schiffer

domingo, 17 de maio de 2026

2884 - Peso invisível


Senilidade.

Decrepitude distanciando amores.

Ser...

Apenas ponto de visitação,

Elo pelo ZAP - tudo bem?

Relés cuidadora dos distantes.

Provedora invisível aos corações.


Senilidade.

Decrepitude que incomoda amores.

Ser...

Apenas ponto de obrigação,

Livramento de remorsos.

Carcaça em dias de comemorações.

Erário familiar.


De Elise Schiffer para Márcia.

sábado, 16 de maio de 2026

2883 - Roda do tempo


O tempo é uma roda,

Repetindo vivências 

Em solos diferentes.


Momentos distintos  

Renascem dores antigas

Trazendo ensinamentos.


Arrependimentos e aprendizados

São ensinamentos

Da roda do tempo.


Momentos cruéis vividos 

Com novas roupagens no hoje

Purificam corações pesados.


Elise Schiffer

2883 - Mundo de palavras









Com palavras

Aprendi a ler e foi meu big bang.

Com palavras e amor

Fiz bilhetes e cartões na infância.

Com palavras e versos

Transformei a maturidade em poesia.

Com palavras e sonhos

Ergui meu paraíso.

Com palavras e companheirismo 

Edifiquei meu lar.

Com palavras, amor e filhos

Construí uma família.

Com palavras e saudades

Traduzi dores e lembranças.

Com palavras e determinação 

Gerei meu próprio mundo.


Elise Schiffer

sexta-feira, 15 de maio de 2026

2882 - Passado


O passado é um lugar

Habitado por pessoas amadas, 

Que vivem, riem e choram 

Por não haver mais futuro.


No passado vivem amores

Que visitam os sonhos noturnos

E deixam um rastro de alegrias

Brincando com a saudade.


O passado é um lugar

Que preserva a felicidade vivida,

Acalma a saudade infinita

E ilumina o caminho para o futuro.


Elise Schiffer

quinta-feira, 14 de maio de 2026

2881 - Gostar


O verdadeiro gostar permanece,

Mesmo longe dos olhos.

Guardado dentro da alma.

O verdadeiro gostar é raiz profunda,

Nutrindo-se dos dias vividos.


O gostar precisa ser sereno,

Apoiado-se na confiança mútua.


O verdadeiro gostar permanece,

Como semente adormecida.

Preservando o amor.

O verdadeiro gostar floresce

Em todas as estações da vida.


O gostar precisa ser de alma

E não da carcaça temporária.


Elise Schiffer

2881 - Sem promessas


Sem promessas caminhamos.

Olhares traduziram as promessas.

O sentimento chegou e foi ficando.

Tornando se proprietário do coração.


O amor do agora limpou o passado.

Floriu os dias e cantarolou...

O coração tornou se casa iluminada,

Acolhendo a todos que estavam só.


Sem promessas, só olhares,

O amor edificou uma família.

Novos dias fortaleceram o núcleo

E tudo ao redor floriu união.


Elise Schiffer

quarta-feira, 13 de maio de 2026

2880 - Sou rio


Sou rio represado 

Encarcerado pelo tempo.

Minhas margens não tem vida,

Minhas águas são insalubres.

Nas profundezas guardo sonhos

De um dia chegar ao mar.


Sou rio represado 

No lago profundo do passado.

Fui nuvem com águas flutuantes.

Serei mar aconchegante e silencioso.

Sei o que fui e o que desejo ser,

Apenas o tempo não dá alforria.


Sou rio represado 

Sem beleza e muitos sonhos.

Minhas correntezas represadas

São vida a observar em silêncio,

Corações que me olham

E não me enxergam.


Elise Schiffer

terça-feira, 12 de maio de 2026

2879 - Juras perdidas


Juras perdidas pelo caminho

Deixam sonhos e palavras soltas,

Que entrelaçam se com o tempo

Formando poesias que adornam 

Corpos cansados e cabelos brancos.


Juras perdidas pelo caminho

Deixam a dor da ausência

Transformada em lembranças,

Que refrescam como brisa

A saudade que desidratou.


Elise Schiffer

segunda-feira, 11 de maio de 2026

2878 - Mãe


Duas vidas.

Uma recebendo vida,

Outra chegando pra vida.

Unidas pelo umbigo afetivo.


Vida são dias vividos 

Com amanheceres nas almas,

A qual denominamos "Lar"

Onde viveremos por longo período.


Antes do retorno

Imploramos uma porta aberta

No coração sagrado

Na qual chamaremos "Mãe".


Elise Schiffer

domingo, 10 de maio de 2026

2877 - Há vida, onde há amor


Há amanheceres especiais 

Tal qual os sonhos 

Onde lua e sol se encontram 

E ambos podem se tocar.


Há sonhos especiais 

Tal qual um presente vivo

Onde passado e presente

Podem se encontrar.


Há noites especiais

Tal qual o despertar num paraíso

Onde o beijo permanece nos lábios 

Após o despertar.


Há momentos especiais 

Não vividos no passados

Que colorem os sonhos

Com o sabor de vida.


Elise Schiffer

sábado, 9 de maio de 2026

2876 - No tear do tempo


Tosquiei o luto

Arrejando a alma, 

Que já não respirava.


Com os fios da lã

Do passado vivo

Teci milhares de palavras.


Escrevendo versos 

De amor e lembranças

Que virassem companhia.


No tear do tempo

Uni bem forte 

A trama da tecelagem.


Criando poesias

Resistentes e fortes ao tempo

Capaz de aquecer a saudade.


Elise Schiffer

quinta-feira, 7 de maio de 2026

2874 - Descobertas

 










Sou árvore, rocha e mulher

Buscando evolução. 


Sem amor 

Aprendi a fazer me companhia.

Sem leitor 

Comecei a declamar meus versos.

Sem fã 

Permiti-me admirar minha arte.


A solidão ensinou me

Unir raízes com flores.

Descobrindo o valor

Que carrego dentro de mim.

Sou a melhor companhia

De mim mesma.


Sou uma escritora pulsante

Com versos que borbulham.

Sou minha maior fã 

Pelas lutas e conquistas na vida.

Sou guerreira incansável 

Vivendo um dia por vez.


Sou árvore mãe, avó e amiga

Que enverga mas não quebra.


Elise Schiffer

quarta-feira, 6 de maio de 2026

2873 - Sem presente ou futuro


Não podendo te tocar

Toco minh'alma com versos

Desenterrando você 

Nas entrelinhas 


Não podendo te ouvir

Declamo estrofes ao vento

Na esperança que "Nós" 

Estejamos vivos nas entrelinhas.


Não podendo esquecê-lo

Briguei com o tempo

E o transformei em lembranças 

Mantendo assim nossa união.


Não podendo caminhar 

sem você 

Rompi dez vez com o tempo

Voltando a viver no passado 

Sem direito a presente ou futuro.


Elise Schiffer

2873 - Sepultar a dor

 

Ao sepultamos a dor

Permitimos que a saudade

Floresça mansamente

Com rosas de lembranças 

Perfumando dias vazios.


No jardim das lembranças 

Sentamos no banco vazio e

Repousamos a carcaça cansada

Usufruindo do refrigério 

Dos momentos vividos.


Elise Schiffer

terça-feira, 5 de maio de 2026

2872 - Cardume de rosas










Muitas palavras

Nenhum papel e meia caneta.


Pensamentos...

Muito a dizer.

Gestação de versos

Para um único destinatário.

Mente livre viajando

Onde a carcaça não pisa.


Muitas palavras

Um mar de sonhos novos e velhos.


Miragens...

Instantes de amor.

Conduzindo a carcaça fétida

Por cardumes de rosas.

Passado e presente se fundem

Em ondas dos dias vividos.


Muitas palavras 

Nenhum papel e meia caneta.


Elise Schiffer


* estou sem folha para escrever kkk

segunda-feira, 4 de maio de 2026

2871 - Sentimentos


Saudade é sentimento 

Escrito e vivido em poesias.

Saudade é sentimento

Silencioso em versos.


O silêncio da saudade 

É gestacional para poesia.

Versos de paixão 

Dão sobrevida às lembranças.


Saudade é sentimento 

Que contempla o passado.

Saudade é sentimento 

Que arde em palavras.


O silêncio da saudade

Estremece o fenecer.

As entrelinhas da poesia

São parideiras de sonhos.


Elise Schiffer

sábado, 2 de maio de 2026

2869 - Como


Como desocupar o coração, 

Quando a presença é corpulenta,

Espaçosa e sem limite.


Como viver o luto persistente 

Quando a presença das lágrimas 

Chegam à estação da estiagem.


Como alterar a cor da saudade

Quando a presença é marcada

Pela força, cor e aroma do ébano.


Como conviver com o vazio,

Quando o passado povoa a mente

A cada instante do dia e da noite.


"Como" advérbio sem resposta

Quando o protagonista morre

Virando apenas lembranças.


Elise Schiffer

quinta-feira, 30 de abril de 2026

2867 - Rio de canetas











Naveguei num rio de canetas.

Semeei palavras pelas margens

Secas de vida e liberdade.


Palavras semeadas 

Viram árvores de palavras

Com sementes de cultura,

Que são levadas pelos ventos.


As folhas de palavras chegaram longe

E as sementes da escrita

Fecundaram corações incultos.


Elise Schiffer

quarta-feira, 29 de abril de 2026

2866 - Orando nas entrelinhas


Escrever é pura religião,

Onde o respeito e a reverência 

Habitam na casa do amor.


Palavras que formam versos

Conduzem ao Éden da saudade 

Irradiando poesias de amor.


Canetas formam rios de palavras,

Navegando rumo ao mar dos sonhos,

Onde é possível reviver o passado.


Assim não podendo estar contigo,

Enrolo-me nos versos 

E adormeço orando nas entrelinhas.


Elise Schiffer

terça-feira, 28 de abril de 2026

2865 - Antes de tudo


Antes de conhece lo,

Antes de tudo.

Tu já eras conhecido

Pelo meu coração.


Eu o via nos jardins, 

Nas árvores, nos livros,

Em cada por do sol 

E nas nuvens.


Antes de conhece lo,

Antes de tudo.

Seu coração 

Chamava pelo meu.


Seu rosto 

Já era conhecido 

Dos meus sonhos 

E da escrita sem rima.


Antes de conhece lo,

Antes de tudo.

Meu reflexo já estava

Em seus olhos.


Elise Schifffer

2865 - País dos sonhos


Neste país palavras e escritas 

Tem maioria no parlamento.

Preocupações e sensatez 

Perdem-se nos labirintos amorosos.


Sonhe!


O portal dos sonhos é livre 

E a vida se movimenta rápido 

Como nuvens no céu, 

Em dia de tempestades.


Confie!


O tempo corre sem rédeas

As turbulências se dissipam

Nos redemoinhos dos sonhos 

Porque o país dos sonhos é livre.


Realize!


Elise Schiffer

2865 - Florir novamente


Queria poder passar

A saudade sem palavras.

Porque me tornei espera

No passado do futuro.


Papel e caneta são companhias.


Queria ser semente

Levada pelo vento,

Para chegar em seu jardim 

E florir novamente.


Revivendo o passado.


Elise Schiffer

segunda-feira, 27 de abril de 2026

2865 - Usei e abusei das palavras


Marquei a vida 

Em folhas de papel

Com palavras gritando

Saudades e amores.


Trilhei caminhos 

De sonhos e sonhos

Debruçando tudo

Em linhas infinitas.


Sonhei por ser grátis 

Porque pobre já nasce 

Rico de sonhos

Nutrindo corpo e alma.


Usei e abusei

Da escrita livre

Deliciando me com os sonhos 

Nas entrelinhas dos versos.


Elise Schiffer

2864 - Agrupar sonhos


Agrupando sonhos 

Ergui um castelo

Sobre um brejo

E fui rainha.


Agrupando sonhos

Imaginei transformar 

Um sapo em lord

E fui lady.


Agrupando fantasias

Teci fios de palavras 

Para versar a saudade real

E fui solidão.


Agrupando sonhos 

Maquiei a realidade 

Transformando-a em amor

E fui miragem para o mundo.


Elise Schiffer

sexta-feira, 24 de abril de 2026

2861 - Palavras não alforriadas


Por mais que se escreva,

As palavras não chegam ao amor.

Saudade é domínio pleno,

Com palavras não lidas,

Canetas que se esvaem em vão,

Papel colhendo versos sem leitores e

Leitura sem ressonância.


Por mais que se escreva, 

As palavras não são alforriadas

Da escravidão da saudade.

São apenas palavras invisíveis,

Escritas por canetas infinitas,

No papel úmido por lágrimas e

Leitura sem paixão.


Elise Schiffer

2861 - Coração jardim


Olhares, abraços e carinhos

Transformam-se em semente

Que germinam na alma

Florindo o coração.


Coração jardim

É onde habita a saudade.

Saudade cheia de gratidão 

Purificando a solidão.


Elise Schiffer

2861 - Saudade


Saudade 

seu sobrenome é passado.

Saudade 

de cada passo dado pelo caminho.

Saudade 

da vontade de voltar para casa.

Saudade 

do lanche com bolo nos finais de semana. 

Saudade 

de avista-lo à minha espera.

Saudade 

do beijo ao sair e voltar.

Saudade 

só saudade.


Elise Schiffer

quinta-feira, 23 de abril de 2026

2860 - A sina dos sonhadores


Escrever versos e sonhos

Negando desamores e finais,

É a sina dos sonhadores

Metamorfoseando se em escritores.


Palavras versadas por um sonhador 

Descrevem amores, saudades,

Abandonos ou indiferenças

Ocultas nas entrelinhas da alma.


Sonhadores aprisionam o bom

Em versos de saudades,

Que só os escritores compreendem

No seu mundo de palavras.

 

Este mundo paralelo 

De sonhos e solidão

É onde os escritores conjugam 

O verbo amar em todos tempos.


O passado feliz oscila

Entre o presente melancólico

E o futuro incerto

Para os que escrevem.


O coração do escritor 

Borbulha amores

Aguardando por escritas,

Em mãos sonhadoras.


Palavras que negam a realidade

Perpetuam no coração e na alma

O instante sagrado

Das paixões vividas.


Elise Schifffer

23 de Abril. Dia mundial do LIVRO


 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

2859 - Alma vazia


Alma vazia

Virou areia do deserto

Ao aceita com mansidão 

O deboche do tempo

Com a saudade.


Alma vazia 

Viaja com o vento

Atravessando desertos,

Com leveza no coração

E dor no olhar.


Alma vazia

Deixa grãos pelos caminhos,

Grãos de areia carregados

De amores, tristezas, sonhos

E segue em frente.


Elise Schiffer

Magia dos sonhos - Mini conto

Magia dos sonhos - Mini Conto.


Elise ouvia durante o café da manhã os comentários de seus familiares sobre os sonhos noturnos.

A doce menina extasiava-se com as histórias e desta forma descobriu a magia dos sonhos.

Com o passar dos anos, o tempo de alguns passaram e de outros chegaram.

Elise cresceu e deu asas a seus sonhos, os transformou em textos e seus textos em livros e os livros em sonhos. 

Hoje Elise  é contadora de sonhos.


Elise Schiffer

segunda-feira, 20 de abril de 2026

2857 - Amar em versos


Só sei te amar 

Com palavras.


Caminho em sua direção 

Com meus versos.

Abraço te 

Com minhas poesias.

Nas entrelinhas 

Entrego-me a você.


Só sei te amar 

Com palavras.


Venço a distância 

Com versos.

Declamo ao vento

Poesias só suas.

Vivo sonhos eternos

Nas entrelinhas.


Só sei te amar 

Com palavras.


Elise Schiffer

domingo, 19 de abril de 2026

2855 - Indiferença


A indiferença,

No solo sagrado dos sonhos, 

Assassina a loucura que ama

E vende se por lembranças.


Encontros e desencontros

Afetam o compasso da vida,

Que sonha apesar da dor,

No latifúndio do abandono.


Jardins, passeios e bancos,

Expõem o passado e a loucura.

Olhares cruzados fortemente 

Gelam diante da indiferença.


O olhar firme

No reencontro desejado,

É impregnado pelo desprezo 

Que contamina o local.


Sonhos que machucam 

Sonhos que confrontam

Sonhos que abandonam

Sonhos que matam.


Elise Schiffer 


18/04/26

sexta-feira, 17 de abril de 2026

2854 - Estais em mim


Estais em mim,

A tal ponto, 

Que não me encontro. 


Ocupastes

Todo o meu espaço,

Assim sou puro silêncio.

 

Nossas vidas juntas, 

Nossas mãos separadas

E tu vivo nas saudades.


Restou um só caminho

Sem nada a dizer.

Só silêncio e sentimento.


As lembranças 

Desenham versos

Que traduzem sentimentos.


Não há mais encontros

Como antes,

Porque o sonho acabou.


Estais em mim

A tal ponto

Que não sei onde estou.


Não há encontros

Para dois em um,

Nem caminho de volta.


Elise Schiffer

quinta-feira, 16 de abril de 2026

2854 - Rotina vazia


Rotina vazia 

São sonhos sem amor.

Um longe eterno que cansa,

Exaurindo corpo e alma.


O futuro com meia vida

É hospitalização certa dos sonhos,

Com morte súbita 

Por negligência da esperança.


A ausência empobrece 

Lembranças e aprofunda saudades,

Substituindo a compreensão por revolta, 

Com o Tempo sem consciência.


Pensamentos e lembranças,

Precisam de reflexões sadias,

Num futuro deteriorado,

Por total falta de sonhos.


Elise Schiffer

2853 - Asas tardias


Asas tardias

Apesar da demora, mudam o viver.

O vôo tardio 

Desbrava sonhos hospedados nas nuvens.

Buscando a existência de um depois,

Na união do corpo com os sonhos.


Asas tardias

Voam além do céu e da terra,

Porque asas tardias 

São fortes, confiantes e sem medos.

Vento e asas são poemas 

Com versos de resistência a servidão.


Asas tardias voam 

Sobre rios de flores,

Levando sementes 

Que abrandam mágoas,

Dissipam espinhos 

E florindo o chão da desilusão.


Elise Schiffer

quarta-feira, 15 de abril de 2026

2852 - Caminho silencioso da escrita


Palavras sem sentido 

Para muitos não leitores,

Alcançam corações especiais 

Que crêem no oculto das palavras.

Um breve instante nas entrelinhas

Para o reencontro de amores e desamores.


Poesias não são para lúcidos,

Elas destinam se aos loucos,

Que sem lucidez brindam os sonhos

Com entusiasmos contagiantes.

Versos aquecem os sonhos 

E alegram corações.


A escrita beija o papel 

Edificando castelos de histórias.

Amar, esquecer e recomeçar 

São trajetórias dos sonhadores,

Que renovam se a cada dia

Com um novo sol ao amanhecer.


Palavras, versos e poesias

Trocam carícias silenciosas.

Livros e leitores unidos são

Imortais ao tempo real.

Assim evoluem juntos

Palavras, livros, leitores e a paixão.


Elise Schifffer

domingo, 12 de abril de 2026

2448 - Portais


Só os loucos 

Atravessam portais.

Sem religião ou ciência 

Chegam ao impossível,

Atravessando mundos,

Vidas e mortes,

Encurtando distâncias e

Dissipando saudades,

Com escritas, divagações 

E transitando pelos tempos.

Há portais na loucura 

Que só os apaixonados 

Conhecem e transitam.

São os passageiros do amor,

Por amor e pelo amor.

Transitando entre mundos,

Sem credos ou pesquisas,

Buscando apenas o retorno. 

Porque chegar é preciso 

Para dissipar saudades,

Sabe se lá do que.


Elise Schiffer

sábado, 11 de abril de 2026

2848 - Escrevendo


Escrevendo, posso tocá-lo.

Trançando lembranças e sonhos,

No tear da vida,

E cobrir-me com a manta da saudade.


Escrevendo, posso ouvi-lo.

Na melodia pulsante do coração. 

Sonorizando os dias vazios 

E fazendo o corpo pular de alegria.


Escrevendo, posso estar contigo, 

Na loucura de escritor e leitor.

Minhas palavras são flores para ti,

E o perfume das flores meu acalento 


Elise Schiffer

sexta-feira, 10 de abril de 2026

2847 - Sem hora marcada


Todo verso 

Rima como desejar,

No mundo das entrelinhas.


O amor 

Conjuga seu gostar 

No tempo da felicidade.


A saudade 

Declama lembranças 

Sem hora marcada.


Para versar a vida

Basta a gramática 

Do coração e da alma.


Amor é liberdade.

Saudade é imensidão.

Escrever é satisfação.


Elise Schiffer

quinta-feira, 9 de abril de 2026

2846 - Amor inventado


Amor inventado com versos,

Cabe nos moldes da paixão. 

Enaltecendo a ilusão da felicidade

E o prazer moderado vivido.


Dois. Um ama o imaginário 

E o outro usufrui da mentira.

É a união da conveniência.

Dois gozando prazeres diferentes.


A farsa do luto apaixonado,

Encobre a união do desamor.

Exaltando um amor inexistente,

Onde brincar de família foi e é a lei.


Elise Schiffer

2846 - Viver nas palavras


Fiz do amor distante, 

Poesia viva em meus dias.

Assim, permanecemos unidos,

Respirando traços de palavras.


Nosso amor vivo

Mantém encontros diários,

Nas entrelinhas dos versos 

No horário da saudade.


Escrevendo eu penso,

Pensando nos unimos,

Num renascer diário

No florescer de palavras.


O corpo termina.

Memórias e palavras 

Sobrevivem ao tempo,

Mantendo a comunicação.


Palavras, versos e histórias,

São a continuidade da vida.

"Não esquecer" é força ativada

Pela escrita com amor.


Elise Schiffer

quarta-feira, 8 de abril de 2026

2845 - Vôo suave dos sonhos


Sonhar nos faz esquecer

A tristeza da ausência.

Viajamos no trem das lembranças 

E cruzamos olhares nas estações.


Ligeira é a passagem dos trens,

Mas olhares se cruzam

Antes do desvio no percurso

E o céu ilumina se nas almas.


Poucos segundos unem corações,

Libertando-os da saudade.

Não importa a liberdade passageira,

importa corpo e alma felizes.


O vôo suave dos sonhos,

Transforma a carcaça em ave

Com o poderes para transitar

Em mundos separados.


Elise Schiffer

2845 - Questões da vida

 

Transformar o vazio 

Em palavras de saudades

E o silêncio sepulcral 

Em versos sem rimas.

É questão de sobrevivência.


Palavras e versos 

São asas com vôo certo

Ao passado de uma vida

Onde a ilusão abraça.

É questão de acolhimento.


Escrever lembranças 

Dá sabor de festa aos dias,

Com uma pitada 

Do amargor da saudade.

É questão de sabedoria.


O vazio da vida senil

Aprisiona a alma num limbo,

Onde a felicidade agoniza 

Sem regresso ao passado.

É questão de submissão.


Elise Schiffer

segunda-feira, 6 de abril de 2026

2843 - Oração ao passado


Passado querido.

A saudade que tu deixastes

Descansa em mim.

Abençoado sejas.


Amo e respeito tudo que vivemos.

Tu és a direção inspiradora

Do meu escrever.

Recebas as graças que tenho por ti.


O presente ainda ouve

O teu coração pulsando

Nas risadas, choros e suspiros.

Porque a felicidade é eterna.


As lembranças que tu me ofertas,

Libertam minh'alma

Do labirinto da solidão.

Recebas meus agradecimentos.


Passado querido,

Tu ainda tens perfume, cor e sabor.

A memória é o segredo que abre

A passagem além do sepulcro.


Eu vós agradeço

Por cada amanhecer 

Com o retorno dos sonhos.

Tu revitaliza minhas esperanças. 


Ao amanhecer o amor fica ancorado, 

No porto da Montanha de rosas.

Caminho conhecido

Através do mapa das palavras.


Retorno e guardo o amor vivo,

Agradecendo e desejando

Que as lembranças vivam

Para todo o sempre. Amém.


Elise Schiffer

domingo, 5 de abril de 2026

2842 - Escrever para o mundo


Escrevo e descrevo para o mundo,

Os benefícios das paixões,

Alegrias e dores do caminho.

Adiciono rimas aos sonhos

Para que a esperança

Baile a cada amanhecer.


Caminho nas linhas da ilusão

E perco-me na devassidão 

Das entrelinhas do nós.

Cérebro e coração entrelaçados 

Unem lembranças e amores

Em estrofes de pura ilusão.


Escrevo e descrevo o amor,

Guiando-me pela espera 

De quê suas sementes

Floresçam em versos 

Dando ao mundo poesias vivas,

Do mais puro sentimento.


Escrevendo a solidão é diluída,

A cidadela da saudade fica iluminada, 

Temores do porvir são dizimados,

Vencendo a guerra interior 

Das incertezas do futuro

E das hipocrisias do agora.


Elise Schiffer

sábado, 4 de abril de 2026

Mães e Avós


Na festa da vida as mães são maçãs do amor. 

Doces e nutrientes em seu amor, 

devido a responsabilidade de criar 

e preparar seus  filhos para o mundo.


Na festa da vida as avós são algodão doce.

Doces e macias como nuvens, 

porque sem pressa de viver 

sonham juntos com os netos.


Elise Schiffer 

04/04/24

quinta-feira, 2 de abril de 2026

2839 - Reflexo


O Amor precisa de reflexo,

Para preencher e aquecer,

Iluminando a caminhada de dois.


A Saudade é semente estéril,

Seu reflexo está no passado,

Apontando um caminho sem rumo.


As lembranças do amor vivido,

Abrandam a saudade e a dor,

Para a carcaça seguir em frente.


Elise Schiffer

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Semeando pão em pratos vazios


Semeamos pão para pratos vazios…

O passado que teima em ser presente,

usa perseguir ou extinguir com adjetivos.

Semeamos pão para pratos vazios…

O presente é dos filhos desafiadores,

que de peitos nus escolhem seu caminho.

Semeamos pão para pratos vazios…

Esvaziamos os copos dos ricos, 

acostumados com a fartura e a soberba.

Semeamos pão para pratos vazios…

Gritamos até ferir a garganta,

não aos acostumados com roubos sociais.

Semeamos pão para pratos vazios…

Somos filhos de uma geração acostumada com curral eleitoral,

hoje gritamos e lutamos por transformação.

Semeando pão para pratos vazios...

Salve o povo brasileiro.


ELISE SCHIFFER

terça-feira, 31 de março de 2026

2837 - Mar do amor


No azul do seu mundo

Firmei meu céu de palavras.

Do brilho dos seus olhos

Fiz uma estrela de versos. 

Nos sorrisos apaixonados 

Semeei meus sonhos.


Juntei céu, olhar e sorrisos

Para enfeitar nossas bodas.

Com um buquê de poesias

Perfumei nossa união 

E no navio dos seus abraços 

Deixei-me ir ao mar do amor.


Elise Schiffer

2837 - Volitar perfume


Você não foi rosa.

Verdadeiramente, 

Foste um jardim,

Perfumando a desolação 

Viva em meu coração.


Sonho e escrevo

Tudo o que sinto vivo,

Em meu coração roseiral,

Volitando seu perfume

No que sobreviveu do nós.


Elise Schiffer

2837 - Subirei aos céus


Subirei aos céus 

E abraçarei a lua.

Observarei as estrelas 

E quando a exaustão chegar,

Deitarei em uma cratera e sonharei...

Uma noite inteira de sonhos.


Acordarei e aterrizarei feliz na Lua,

Por ter estado no segundo céu,

Abrandando saudades.

De braços erguidos dançarei,

Agradecendo os sonhos vividos

E a esperança do sol no coração.


Elise Schiffer

segunda-feira, 30 de março de 2026

2836 - Saudade com saudade

 

A Saudade cansou

De sofrer por saudade.

Durante anos a Saudade

Visitou o passado,

Buscando a felicidade vivida.


A Saudade não olhava para frente,

Seus olhos foram para a nuca.

O caminhar era em frente,

Enquanto seu olhar saudoso

Só enxergava o passado.


A Saudade cansada

De sofrer em vão,

Dá meia volta e

Caminha rumo ao passado,

Com olhos voltados para o futuro.


A Saudade chegou

Ao passado feliz. Já morto!

O olhar direcionado ao futuro

Enxergou apenas solidão,

Aumentando assim sua desolação.


A Saudade desalentada,

Fechou seus olhos,

Sentou-se, cessando seu caminhar

E ficou no presente de sonhos.

Aguardando o findar da saudade.


Elise Schiffer

domingo, 29 de março de 2026

2538 - Sobras


A Sobra de uma família 

É sempre o que mais cuidou 

E ficou só no caminhar 

Assistindo amores partirem.


A Sobra de um trabalhador

É a chegada da aposentadoria 

E a perda de sua utilidade 

Tornando-se um estranho ao grupo.


A Sobra de uma sociedade

É a velhice no caminho dos jovens

Com histórias repetitivas e

Limitações no acompanhar.


A Sobra de um  sonho

É o resquício da imaginação 

Ao pensar em como teria sido

Sua realização e alcance.


Juntando todas as Sobras

Não se obtem um monte

Apenas a certeza de um nada

Que o mundo não sentirá falta.


Elise Schiffer

A blusa azul + adento literário

A blusa azul. 

Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som de uma valsa. 

Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.

No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas,   desta vez eram de orgulho.

Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.

Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho. 

Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minhas também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor. 


Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além de ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.

Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos, acompanhando cada conquista ou perda.

Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.

Elise Schiffer


Adento literário 

Texto -  A blusa azul.

Continuidade de uma parceria entre a blusa azul e sua dona.

...

Eu sou a blusa azul.

Mais uma vez, fui honrada em estar lado a lado com minha dona. União harmônica em imagem social e no conforto corpo versos vestimenta.

Nossa caminhada de vinte e dois anos juntas, não nos envelheceu, apenas aprimorou nossa beleza. Assim fui premiada com participação em mais um novo evento, de alegrias e orgulho. Evento que fez me ser lembrada, colocada ao sol e vestida com amor. A colação de grau do caçula de minha dona. Novamente absorvi lágrimas de orgulho e felicidade. 

Meu corpo feito de tecido azul, guarda a energia de cada lágrima, que minha dona derramou sobre mim e eu orgulhosa, a visto com todo primor.

Nossa união, cuidados e respeito, nos tornam companheiras para todos os momentos especiais, sejam alegres ou não.

Eu a blusa azul estou honrada com nossa caminhada e se me for permitido, acompanharei minha dona com muito orgulho, no seu momento derradeiro.


Elise Schiffer

2835 - Carta às Palavras

 Rio de Janeiro, 29 de março de 2026.


Saudações,   

Amigas de todas as horas.


Queridas palavras e amigas de todas as horas, que acompanham-me por todo um calvário de saudades. 

A vocês dou lhes asas, sonhos e versos, para que possam, quem sabe, chegarem no âmago da saudade e assim alegrarem sua existência.

Desejo que sejam desbravadoras e atravessem todas as tempestades preconceituosas que encontrarem pelo caminho, que possam descansar em leitores de olhos atentos e mentes férteis, conseguindo assim, dissiparem a ignorância dos corações vaidosos.

Queridas palavras, sigam por caminhos silenciosos, façam muitos leitores e recebam minha gratidão, pela companhia que fazemos umas às outras.

Respeitosamente,


Elise Schiffer

sexta-feira, 27 de março de 2026

2833 - Diplomação pelo tempo


A diplomação pelo tempo,

Ocorre após anos de aprendizado.

No final do curso 

O que nos foi ensinado?

Conviver com as flores 

Das saudades.

Enfeitar com ramos secos 

A solidão.

Admirar o orvalho que se perdeu

Das nuvens.

Semear no coração de servidão

O amor.

Impedir que alegrias se percam 

Ao vento.

Ser acompanhante em muitos 

Funerais,

E seguirmos em frente

Mesmo após a diplomação.

Porque escolher amar,

Não liberta do julgo reencarnatório.


Elise Schiffer

quinta-feira, 26 de março de 2026

2832 - Escritora


Sou escritora...

Escrevo...

Dia após dia, incansávelmente.

Meus sonhos e amores,

Vivem ocultos nas entrelinhas.

Os verdadeiros versos, 

Do mais puro sentimento,

Residem nas sombras

Das palavras repousadas

Nas folhas impuras de papel.

Somente os loucos que amam,

Conseguem adentrar 

No mundo poético sem rimas 

E cheios de ilusões e saudades.

A verdadeira poesia

Não está nas palavras,

Vivem no corpo ardente

Da escrita borbulhante 

Dos loucos que amam,

No brilho dos olhos da alma

E nas mãos que escrevem

Palavras indecifráveis em versos.


Elise Schiffer

2832 - Roteiristas dos sonhos


Escrever é o passaporte 

Que permite ao escritor

Viajar no tempo.


A escrita dá livre acesso

Ao passado e ao futuro,

Além de colorir o presente.


Respirar versos

Fortalece a alma e

Liberta o tempo cronológico.


Dançar com as palavras 

Alegra o bailar da vida,

Seja ele árduo ou simples.


Por vezes o tempo congela,

Pequenos momentos 

Em lembranças eternas.


Basta o beijo de um olhar,

Para viajarmos nas palavras

Roteiristas dos sonhos.


Elise Schiffer

quarta-feira, 25 de março de 2026

2831 - Pudesse


Pudesse 

Sopraria versos

Para os céus 

Até seu coração.


Pudesse

Decifraria as entrelinhas 

Onde oculto o amor 

Que vive por ti.


Pudesse

Sopraria balões poemas 

No dia de São João 

Para o seu coração.


Elise Schiffer

3831 - Alinhavar o passado


O caminhar de uma vida,

É recheado de emoções,

Que venceram asperezas e sonhos,

Na perseverança do amar.


No fim da estrada

Olhando pela janela da alma,

O andante vislumbra seu percurso,

Com flores e espinhos.


No peito já senil reside

A nostalgia dos dias vividos,

Dos cansaços e medos 

Contidos nas orações sem fé.


O mundo permanece inalterado,

Apenas a idade justifica

O silêncio, o vazio e as saudades

No coração andante que ama.


Sonhos vazios no amanhã,

Viram vestimentas para o andante,

Que cobre se com o passado em versos,

Alinhavado por palavras.


Elise Schiffer para Rosemberg

2830 - Poetas


Poetas amam a vida.

Enxergando além da luz

E combatendo a segregação,

Por acreditarem no amor.


A vida ama os poetas,

Que correm riscos por amarem

E enxergarem além da escuridão,

Reverenciando todo tipo de amor.


Poetas e a vida são pura união.

Com humildade sem desânimo.

A fé que os movem são as palavras 

E o refúgio a beleza dos versos.


Elise Schiffer

terça-feira, 24 de março de 2026

Silêncio - S/N


Quando me calo 

e fico a ouvir meus pensamentos,

meus sonhos voam alto tocando o céu.


Meus olhos não enxergam mais seu rosto,

mas minha boca 

mesmo fechada beija seus lábios.


Sua ausência cala minha voz 

e liberta meus pensamentos.

ouço te enquanto meus pensamentos gritam.


Nossos olhares voaram em lados opostos,

enquanto nossas bocas 

voavam na mesma direção.


Minha alma 

está cheia do seu passado,

que emergem em lembranças melancólicas.


Sonhos borbulham 

para o futuro incerto,

ciente que minha alma os negara.


Quando me calo o silêncio fica distante, 

meus pensamentos 

gritam por ti que está tão longe.


Queixas, resmungue e arrulhos 

não te alcançam,

Tu ouves apenas meus sonhos silênciosos.


Deixo meus pensamentos 

murmurar no teu silêncio,

e os sonhos iluminarem o futuro.


As estrelas são a luz 

do meu presente silencioso,

e a noite o anel de compromisso a nos unir.


Meu silêncio é o teu silêncio 

porque estamos ausentes,

mortos pelas lembranças que emergem.


Alegria na melancolia, 

onde um falso sorriso basta.

na verdade não desejei viver nosso amor.


Elise Schiffer para Rosemberg.

24/03/2016

2464 - Força das palavras


Dou te palavras.

Dou te lembranças.

E entrelinhas do coração.

Palavras 

Que ficam cara a cara com a saudade.

Lembranças 

Que colocam olhos nos olhos

E Entrelinhas

Abrindo as portas do amor.

Palavras 

São a chave do paraiso entre céu e terra.

Lembranças

São momentos ocupando o vazio.

Entrelinhas

São desejos ocultos nas palavras.


Elise Schiffer para Rosemberg

segunda-feira, 23 de março de 2026

2829 - Alma e Tempo


A Alma é uma vasta fonte de luz,

Protegida pelo Tempo,

Presa num corpo chamado Lar,

Onde vivem muitos amores.


Entradas e saídas 

Deste lar que é fonte de amor,

Respeitam a evolução e o tempo

De cada coração abrigado.


Os que adentram por amor

Ou dor no percurso,

São acolhidos pela luz do amor

Aprofundando-se em sabedoria.


Seja qual for o sentimento,

A luz divina do amor,

Aumenta a capacidade de amar,

Porque Alma é olhar poético.


A Alma é parceira do corpo,

Ensinando que a força, 

Está no conhecimento 

Que cada um trás dentro de si.


O Tempo é o professor divino,

Ensinando ou ditando regras 

Para o ajuste de todos,

Com paciência e olhar poético.


Elise Schiffer

domingo, 22 de março de 2026

2827 - Biblioteca de memórias

 Há em mim

Uma biblioteca de memórias. 

Tantas que nem sei

Por qual sentir mais saudade,

Ou predileção. 


Minha mente 

É iluminada pelas memórias,

Que sobreviveram

Ao holocausto forçado 

Da separação.


Quando a tristeza chega

E se instala na vida,

Descodifico a solidão 

E trago a magia do amor 

Para junto do coração.


Memórias são autenticidades

Do aconchego sereno do amor,

Vivido no passado,

Vivo no presente

E guardado na biblioteca da memória.


Elise Schiffer

2828 - Olhares


Meus olhos ficaram

Aprisionados em você.

Seu olhar ficou 

Retido na minha retina.

Nossos olhares 

São elos de energias inseparáveis.


Meus olhos 

Abraçam nossas lembranças.

Seu olhar que ficou em mim,

Aquece minha solidão.

Nossos olhares 

Ainda se iluminam em sonhos.


Elise Schiffer

2828 - Fonte borbulhante


Palavras de um amor vivido,

Olham para trás. 

Pés solitários que já foram pares,

Caminham em frente.

Vidas saudosas de amores vividos,

Tornam-se versos sem rimas,

Sussurrados ao coração,

Ludibriando a solidão.


Olhar e caminhar solitários,

Não buscam a mesma chegada.

Pensamentos vão e vem

Como marés da solidão. 

No final de um todo a dois,

Esconde se o templo da dor,

Que recebe súplicas diarias

E finge não ouvi-las.


Palavras de um amor vivido,

Ecoam confirmando sua existência.

Corações apaixonados 

Reconstroem-se a cada manhã.

No milagre do amanhecer

Que destrói o caos da saudade,

Porque o amor vivido é fonte,

Borbulhando esperanças.


Elise Schiffer

sexta-feira, 20 de março de 2026

2826 - Lembranças


Coloquei-me no seu infinito

E assim segui caminho,

Sem visto ou passaporte.


Dentro da sua existência 

Estão meus dias sem fim

E o mundo em que vivo.


Despejada serei deste mundo, 

No derradeiro dia que meus sonhos,

Forem só lembranças e nada mais.


Elise Schiffer

2826 - Estradas de palavras


O dia que puderes 

Receber minhas palavras,

Saberás o quanto

Há de saudades em mim.


O dia que o horizonte 

Unir céu e terra num ato de amor,

Nossos olhares flutuaram

No desatino dos apaixonados.


Nosso mundo sem fim

Tem estradas de palavras,

Céu com nuvens de sonhos

E saudades nas entrelinhas.


Céu e terra num encaixe perfeito,

Ligam vida e morte

Nas mais belas palavras e sonhos.

- Senti saudades de você.


Elise Schiffer

2826 - Estações que ficam


Algumas estações ficam.

Alguns momentos negam o tempo.

O todo apenas se perpetua,

Na memória que reina com amor.


A vida segue sua versão imaginária,

Onde coração e mente

Caminham em união perfeita,

Tal qual almas gêmeas.


O amor, as lembranças e a vida

Sobrevivem preenchendo o silêncio 

Com a insensatez dos que amam 

Além das estações e do tempo.


Elise Schiffer

quinta-feira, 19 de março de 2026

2825 - Luar no olhar


Encantei-me com o seu olhar.

Encantada fiquei,

A tal ponto que plantei-me

No jardim dos seus olhos.


Passei a ser parte do seu mundo.

Vivendo alegrias e sonhos,

Que alimentavam minha alma

E assim flori no seu jardim.


Na troca de olhares e encantos,

Deixei-me amar e amei.

Tendo como único pilar

O luar do seu olhar.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 18 de março de 2026

2824 - Poetas

 

Poetas 

são solitários, por amarem demais,

são loucos agradando a si mesmo.


A alma dos poetas 

é desnuda em seus versos,

ocultando sua nudez nas entrelinhas.


Poetas 

fermentam palavras no coração, 

multiplicam amores invisíveis. 


A alma dos poetas

é livre de preocupações,

as palavras são seus corretivos.


Poetas 

são clandestinos na sua existência,

apenas vivem sua vocação.


Elise Schiffer

terça-feira, 17 de março de 2026

2823 - Hoje eterno


O presente bem vivido

É o hoje eternizado.

A magia da felicidade 

É bálsamo para mente e corpo.


O coração retém pensamentos

Preservando emoções.

Futuro e passado são coadjuvantes

No presente que abraça eternamente.


Presente eterno

É poesia a envolver o tempo.

Amor é barreira invisível 

Impedindo o esquecimento.


O "Hoje" é um mundo harmônico 

Perpetuado por poetas em versos.

Ensinando aos leitores

Que amar nutri a vida.


"Hoje eterno" é história sem fim,

Valorizando o amor.

As leis do presente eterno são 

Amor, solidariedade e respeito.


Elise Schiffer

Chibatadas. - Ano 2017



Cansado da chibatada 

o lombo não sangra mais. 

- MENTIRA. 

O lombo sangra sim, 

principalmente quando o chicote 

rasga o coração e não mata. 

Nascer é receber uma sentença de prisão, 

castigo é cumpri la mesmo sonhando em voar.

Liberdade é o último suspiro.


Elise Schiffer

17/03/2017

segunda-feira, 16 de março de 2026

2822 - Beijos


Beijo revelador

Fica explícita a traição.

Rompendo juras no altar.

Beijos que machucam.


Beijo carinhoso 

Fica explícito o amor.

Sela união sem altar.

Beijos sublimes.


Beijo palavra

Traduz emoção.

Unindo ou separando.

Beijos poéticos.


Beijo inesquecível 

Ofertado com olhar.

Este fica na alma.

Beijos sedutores


Beijo iluminado 

Por amor, desejo e sonhos,

Deixa rastros de magia no ar.

Beijos sublimes.


Elise Schiffer

domingo, 15 de março de 2026

2821 - Escrever e sonhar


Escrever e sonhar,

Sonhar e escrever.

Rotina dos que amam

E se perdem nas entrelinhas 

Sem achar o caminho de volta.


O silêncio convoca as lembranças 

E juntos vagueiam pelas emoções,

Recitando versos doces 

Ao coração solitário 

Que vive perdido no passado.


Perdidas entre saudades e desejos,

As lembranças rumam aos sonhos. 

Momentos em que os versos

Ecoam nas almas solitárias 

Como um sussurro doce.


Palavras e versos sem rimas

São a pura essência da saudade,

Que sonham um dia reunir

Poesia e emoção 

Na união perfeita do existir.


O tempo poderoso e impiedoso,

Não consegue separar

Olhares unidos por emoções,

Que transformam-se em faróis 

Para que um encontre o outro.


Escrever reúne mundos distantes.

Palavras são brisas no deserto da saudade.

Versos declamados 

Tornam-se energia vibratória 

Buscando a parte apartada.


Elise Schiffer

sábado, 14 de março de 2026

2820 - Brilho da sua alma

 

Seus olhos eram grandes janelas,

Permitindo vislumbrar 

O brilho da sua alma,

A doçura do seu caminhar

E os sonhos que guardava no coração 


Olhei e pedi para entrar.

Minhas mãos tinham palavras e versos.

O coração inundado de sonhos

E a alma esperança de morar

No fundo dos seus olhos.


Nossas palavras sussurradas,

Ainda voam pelo vento.

As promessas ainda são cumpridas.

Os dias e as noites são monólogos

Aguardando respostas em sonhos.


Elise Schiffer para Rosemberg 

2820 - Lembrar e caminhar


Lembro me de tantas coisas,

Mas não posso toca-las.

Sou espectador dos fatos vividos.

Restando apenas...

Lembrar.


Lembro me de cada detalhe,

Mas não posso mudar o passado.

Sou espectador solitário.

Restando apenas...

Saudade.


Caminho pelo passado,

Mas não sou visto por amores de outrora.

Meus amores não me enxergam. 

Restando apenas...

Caminhar.


Caminho em direção ao futuro,

Com a algibeira do coração vazia.

Amores apartados não seguem juntos.

Restando apenas...

Solidão.


Elise Schiffer

Coração ajoelhado Ano 2016


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Acalentar os sonhos deixados pelo caminho.

Secar as lágrimas vertidas nas desolações.

Curar as feridas das chibatadas.


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Sorrir com o coração em lágrimas.

Correr com os pés sangrando.

Cantar e sonhar na estrada infinita.


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Elise Schiffer 

14/03/2016

sexta-feira, 13 de março de 2026

2819 - Corações amistosos


Todo coração 

deve ser amistoso 

E revestido por poesia.

O mundo clama 

por olhares ternos,

Capazes de apaziguarem 

dores e lamentos

Em corações desesperançados.


Elise Schiffer

 2819   -   Saco de nuvens


Num saco de nuvens

Guardei todos os meus afetos.

Peguei uma estrela brilhante

E iluminei o saco de nuvens,

Deixando assim meu céu brilhante.


Dentro do saco de nuvens,

Coloquei também palavras amistosas,

Sorrisos, lágrimas e olhares ternos,

Para que no meu derradeiro vôo 

Eu jogue tudo lá do céu.


Minha última esperança 

É que assim, alguns aprendam

A serem felizes com pouco.

Porque para sermos felizes,

Precisamos só do amor.


Elise Schiffer

2819 - Estações da vida


A primavera da vida

Nos permite sonhar e conquistar.


O verão da vida

Nos permite saborear as paixões.


O outono da vida

Nos ensina a desapegar.


O inverno da vida

Nos prepara para a partida.


Em todas as estações 

A beleza está na coragem do viver.


Elise Schiffer

2818 - Sonho


Sentir saudade é pouco.

O corpo interfere tentando ajudar.

O coração liberta o passado.

A mente conta a história.

A dor da saudade delira.

O delírio é um suposto afago.


- Sou eu. Esqueci de telefonar para você. Aqui tudo bem.


O afogo tem começo e fim.

Vazio e saudade unidos 

Apoderam se de tudo.

O contato sem retorno foi sonho.

Mente e coração tentando ajudar,

Só aumentam a saudade.


Elise Schiffer

12/03/26

quinta-feira, 12 de março de 2026

2818 - Dívida aumentada


Gastei sonhos sem reservas.

Hoje restam apenas 

Fumaças disformes,

Desfazendo-se nas lembranças.


Escrevi cartas em vão.

Hoje lembro dos destinatários,

Que não mergulharam 

Nas entrelinhas da amizade.


Pendurei fotos pela casa.

Hoje elas povoam a solidão,

Relembrando os dias alegres

E a mesa rodeada de corações.


Transformei roupas antigas

Em retalhos bordados por orações,

Pois cada flor feita de linha

É uma benção metalizada.


Vivi... Hoje vivo o poente da vida.

Poente sem beleza ou fim.

Porque desejar findar os passos,

Só aumenta a dívida do caminhar.


Elise Schiffer

Bordando e rezando


 

quarta-feira, 11 de março de 2026

2817 - Pra ti e por ti


Pra ti escrevo todos os dias,

Linhas e entrelinhas infinitas,

Que tecem a enorme teia

Da saudade.


Pra ti são todas as palavras,

Que unem-se em versos,

Sem rimas ou métricas

Declamando minha saudade.


Pra ti são meus pensamentos, 

Que viram poemas e prosas,

No capítulo da espera infinita,

Com o título "Saudade".


Pra ti e por ti,

Tornei me escriba de sonhos,

Ocultando nas entrelinhas 

Toda minha saudade.


De Elise Schiffer para Rosemberg

2817 - Lembranças


Lembranças são palavras

Que unidas formam poesias 

Que o tempo escreve com emoções.


Mente e coração vivem

Repletos de versos e histórias

Que reativam os momentos inesquecíveis.

 

Lembranças não são estações.

É tempo vivo em versos,

Na mais simples forma do amor.


Tempo é florada de palavras,

Escritas, faladas ou sussurradas,

Porque o segredo de tudo é o amor.


Lembranças olham para vida

Com o olhar brilhante da poesia,

Valorizando cada memória.


Vida é o codinome das lembranças,

Vividas com paixões, alma e coração, 

Acumulando histórias de amor.


Elise Schiffer

2817 - Palavras e leitura

 

Caminhar lado a lado

Com as palavras e a leitura,

É ter carinho e caridade

Pelos anos de convívio harmônico.

Juntos leitores e escrita viajam

Sem reclamarem dos percalços.


Palavras e leitura

Aconchegam leitores,

Apesar de algumas distâncias culturais.

Entrelinhas aguçam curiosidades,

Conduzindo ao conhecimento 

Sem um ponto final.


Palavras não esperam a felicidade,

Apenas formam versos para leitura.

Sorrisos, esperanças e olhares,

Descobrem nas entrelinhas,

Inquietudes e aconchegos

Para a mente e o coração.


Elise Schiffer

terça-feira, 10 de março de 2026

2816 - Almas envelhecidas


Almas envelhecidas

São carcaças enfraquecidas.

Sonhos e desejos desaparecem 

E a esperança fica distante.


Almas envelhecidas 

Caminham pouco.

Suas vidas não têm horizontes, 

Céu e terra são um conjunto vazio.


Almas envelhecidas 

São subjugadas pelo abandono.

Esperar deixou de ser verbo,

Tornando se adjetivo.


Elise Schiffer

2816 - Seus e nossos olhares


Olhares 

São versos sedutores,

Com o "nós" nas entrelinhas.

Nossos olhares.


Olhares

São melodias de amor,

Com o compasso da harmonia.

Seus olhares 


Olhares 

São primaveras no jardim-coração,

Com aroma de companheirismo.

Nossos olhares. 


Olhares

São bandeiras de conquista,

Unindo sonhos e desejos.

Seus olhares.


Olhares

São templos de esperanças,

Unindo corações feridos.

Nossos olhares.


Olhares 

São diálogos de sabedoria,

Exaltando o "bem" na caminhada.

Seus olhares.


Elise Schiffer

segunda-feira, 9 de março de 2026

2815 - Jardins interiores


O encanto do amor 

Não está em dar flores.

O encanto do amor 

Está em cultivar flores nos corações.


Jardins interiores

Perfumam vida e morte,

O florescer constante 

É renovação para a esperança.


Pétalas ao solo

Transformam-se em lembranças,

Que irrigam os jardins 

Nas longas estiagens do amor


Elise Schiffer

2815 - Revelação


Trabalhar 

Para o tempo passar,

Tendo o futuro

Nas mãos que labutam.

Levantar o olhar

E vislumbrar o passado no futuro.

Um futuro vivo vindo do passado 

Afirmando - o depois aguarda.

Apesar de culpas e pecados

Passado e futuro "estão interligados".

A longa distância

Não rompeu elos unidos com amor.

Observar da penumbra 

É um ato de amor,

Confirmando com a roupa carmim,

Que o querer bem é vivo.


Elise Schiffer

domingo, 8 de março de 2026

2814 - Reciclagem



Sobras de pão 
alimentam famintos 
Ou viram torradas 
A mesa dos abastados.

Sobras de comida 
alimentam vidas sem esperanças 
Ou viram adubo 
Na terra explorada à exaustão.

Sobras de roupas surradas
cobrem corpos desnudos de futuro
Ou viram artesanato 
em mãos sonhadoras.

Sobras de plantas 
viram galhos secos no lixo 
Ou recomeço de
um novo ciclo de vida.

Sobras de uma vida 
viram velhice 
Ou peso morto 
para a sociedade.

Sobras da vida humana é um Bem 
sem reciclagem
Ou é lixo 
ou abandono.

Elise Schiffer

Mulher semente boa. - 08/03/2015


Semente boa

é a semente chamada mulher. 

Semente capaz de adaptar se 

as adversidades com lágrimas  e risos.

e mesmo assim germinar.

Semente da semente 

que dá novas sementes,

fortes e suaves.

A perpetuação da semente

é consequência do amor infinito

unindo elos numa forte corrente

seja qual for o tempo.


Elise Schiffer 


sábado, 7 de março de 2026

2813 - Versos


Versos são passaportes ao prazer,

Eles conduzem as lembranças,

Sejam elas boas ou ruins.

Versadores são sonhadores.


Versos despertam sabedoria,

Para o corpo e a alma,

Com ensinamentos ao equilíbrio.

Versadores são sabios.


Versos transgridem o bom senso,

Porque nas entrelinhas não há tempo,

O presente é a eternidade.

Versadores são loucos apaixonados.


Elise Schiffer

sexta-feira, 6 de março de 2026

2812 - Entrelinhas audaciosas


Para sonhar de olhos abertos,

Escrevo versos desconectados

Com a realidade amarga como fel.


Versos que abrem as portas 

Das entrelinhas audaciosas,

Levando-me até o amor.


Sentimento que dia 

Povoou meus sonhos,

Nos amanheceres e anoiteceres.


Sonhar de braços dados com as palavras

É poetizar no passado vivo,

Trazendo aconchego ao presente.


Palavras são confissões,

Versos o confessionário 

E a poesia a reconciliação.


Elise Schiffer

2812 - Náufrago


Naufragar 

No mar do amor

É afogar-se em incertezas

E depois confiar no porvir.


Naufragar

É confiar no olhar 

Que hipnotiza e seduz

Sendo parte de um todo.


O náufrago confia e vive

Plenamente a religião "Amor".

Porque só os loucos 

Sonham e deliram PAIXÃO.


Na grandeza do mar do amor,

As ondas sustentam 

O frágil coração que entrega se,

Vivendo todo o encantamento.


No mar do amor 

As noites cintilam silenciosas

E o vento faz companhia

Com seus sussurros.


Porque amar 

É olhar e sentir

Sem as promessas 

Das palavras sedutoras.


Elise Schiffer 


📝🤍

2812. - Cansaço feminino


Cansaço...

Do amor não valorizado.

Da dedicação não correspondida.

Esgotamento da mulher.

Cansaço...

Dos sonhos  não realizados.

Da fome de viver.

Estafa da mãe.

Cansaço...

Do dever de amar e

Da espera pelo chamado.

Exaustão do dever cumprido.


Elise Schiffer

2812 - Passado



Passado
Revive lo  não é permitido
Retoma lo causa dor.
Passado
Vazio no presente
Abandono no pretérito.
Passado
É porteira liberada
Aos apartados pela morte.
Passado
Memória particular
Que a dor não destrói.
Passado
Preservação das lembranças
Com esmero dos apaixonados.
Passado
Mar profundo
Que não mata por afogamento.
Passado
Benção dos solitários 
Que sofrem de saudade.

Elise Schiffer

quinta-feira, 5 de março de 2026

2811 - Eu lembro. II


Eu lembro...

Do seu olhar descarado,

Que desabrochava meus sorrisos.

Lembro da sua doce companhia,

Que alegrava meus dias.

Lembrar não basta.


Eu lembro...

Preenchi todos os espaços,

Com você por ser meu amor.

Fiz de nós dois um belo jardim,

Com flores de mãos dadas.

Lembrar não ameniza.


Eu lembro...

A cada amanhecer,

És meu primeiro pensamento.

A cada anoitecer,

És o meu último pensamento.

Lembrar não dá acolhimento.


Eu lembro...

O que posso escrever?

Além do "Eu lembro"!

Se és minha melhor parte,

Apesar da distância.

Lembrar alimenta a saudade.


Elise Schiffer

quarta-feira, 4 de março de 2026

2810 - Jardins e corações


Jardins são poemas vivos

Que abrilhantam 

Vidas.

Flores são versos que abraçam 

Agrupando sentimentos 

Nas pétalas.


O florescer de um jardim

Expande consciências

E amor pela vida.

Assim jardins e corações,

Florescem distribuindo "Amor" 

Pelo mundo.


Elise Schiffer



terça-feira, 3 de março de 2026

2809 - Sem roteiro


Amor 

Não tem roteiro.

Basta 

Trocar olhares 

E o caminhar 

Lado a lado.


Amor

É mãos dadas 

E companheirismo.

Destinos atrelados

Desacelerando

A presa do viver.


Amor

É União e cuidado.

Afastando

Medos e desconfianças,

Sem roteiro, 

Apenas um dia, por vez.


Elise Schiffer

2809 - Zarpar


Navios zarpam

Sem retorno.

O cais do coração 

Fica abandonados.


Períodos silenciosos

Após as partidas,

Até o próprio mar

Emudece as ondas.


Cais vazio 

Aguardando embarcações 

Que nunca voltam.

Navios atracados 

Aguardam para zarpar.


Elise Schiffer

segunda-feira, 2 de março de 2026

2808 - Poetas


Rosas choram.

Olhando para as estrelas,

Que observam do alto,

O vento levando 

A saudade na garupa.


Só os poetas enxergam

O que ninguém mais vê.

Transcrevendo em versos,

O que sente a alma sonhadora

De um coração dilacerado.


Poetas secam lágrimas das rosas,

Acalentam estrelas solitárias,

Ouvem o canto do vento

E sobem até as nuvens 

Para amarem amores impossíveis.


Elise Schiffer

2808. - Eu e você


Eu escrevia, 

Você lia.

Eu declamava,

Você ouvia.

Eu poetizava,

Você minha poesia.


Você olhava,

Eu decifrava.

Você sussurrava,

Eu flutuava.

Você amava,

Eu transbordava.


De Elise Schiffer para Rosemberg

domingo, 1 de março de 2026

2807 - Penso


Penso e escrevo

Palavras que agonizam

Tentando reviver o presente

Preso no casulo do passado

Respirando felicidade.


Penso e escrevo

Caminhos de palavras 

Que levem o transbordo 

Da saudade em sonhos

Até o aconchego dos seus braços.


Penso e escrevo

Palavras que gritam

Em um coração solitário 

Buscando a saida

Do labirinto das ilusões.


Penso e escrevo

Palavras de recomeços

A uma vida presa ao passado

Que tem medo de voar 

O vôo libertador do presente.


Elise Schiffer

Velhice - Ano 2015


É chegado o momento

das lembranças emergirem.

A velhice chega 

sem bater a porta 

e a deixa entreaberta.

As visitas indesejáveis

são as mais frequentes.

A Indiferença, A Solidão, 

O Abandono e a  Sabedoria,

num corpo sem forças.

Depurar as mazelas é preciso 

enquanto os dias se esvaem.

Pronunciar: meu amor,

somente nas lembranças.

Os olhos embasados

não lacrimejam mais.

O coração fraco 

sofre com a indiferença.

A carcaça curvada

suporta o peso do mundo.

A velhice ensina a não fugir.

Caminhar sem medo

é a ordem no palco sem plateia.

Sonhos de criança 

em tempo de morrer.

Assim é a velhice 

nas mãos solitárias 

da sabedoria.

Meu Deus…


Elise Schiffer

01/03/2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

2805 - Fiz


Fiz em você minha morada.

Um cantinho só meu

Perfumado com flores beijos.


Fiz você meu céu.

Com o brilho dos seus olhos 

Cintilando para mim.


Fiz você o meu porto seguro.

Preenchendo cada canto

Com sua doce presença.


Hoje...


A morada não tem perfume,

O céu ficou sem estrelas

E o porto perdeu seu cais.


Elise Schiffer

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

2804 - Lembranças


As lembranças são 

O segundo coração 

Pulsando dentro do peito.


As lembranças são 

Afagos que aquietam 

A vontade de estar junto.


As lembranças ligam 

O longe e o perto

Em instantes de loucura.


As lembranças são flores

Que se abrem na mente

Perfumando dias solitários.


As lembranças são presentes 

Que alegram a alma 

Com a sensibilidade da gratidão.


Elise Schiffer

2804 - Tolos corações


A saudade é a soleira 

Da senilidade. 

Atravancando acessos 

As novas alegrias e sonhos.

Impondo o passado 

Como força atemporal. 

Não há presente ou futuro,

Onde a saudade é ditadura.

Nada novo entra no presente

E nada velho se esvai do passado.

A saudade tortura e mata

Qualquer expectativa de futuro.

O acesso livre a vida 

Fica interrompido pela saudade,

Que alimenta se de lembranças 

E usa as palavras para poetizar,

Embriagando e viciando

Tolos corações. 


Elise Schiffer

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Blusa Azul. (Conto)


Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som da valsa. 

Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.

No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas,   desta vez eram de orgulho.

Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.

Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho. 

Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minha também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor. 

Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.

Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos e acompanho cada conquista ou perda.

Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.


Elise Schiffer

Minha força

Minha forca 

foi forjada na caminhada. 

Não tive escolha, 

era ser forte ou forte.

Quando jovem 

venci obstáculos apesar 

das inúmeras lágrimas. 

Quando madura, 

aprendi a vencer obstáculos 

sem lágrimas. 

Eu era forte.

Hoje velha, minha fortaleza sofre abalos, 

o choro muitas vezes é silencioso, 

mas ser forte é necessário na caminhada.

O meu EU forte envelhecido 

acena para os mais jovem caminharem.

As vezes ajudo no primeiro passo. 

Escondendo de todos meus medos.

Eu estou com muito medo do futuro.


Elise Schiffer 

25/02/24

Mulheres - Ano 2014


Na Dor profunda 

não  gritamos.

No Coração sangrando 

não rolamos lágrimas.

No Medo 

somos mais fortes. 

Confiança 

é nosso código genético.

Trabalho 

é nossa salvação.

Assim somos

mães, avós,

chefes de família

e mulheres. 


Elise Schiffer 

25/02/2014

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

2802 - Lamparina do coração


Uma pequena luz

Brilha na lamparina do coração, 

Mantendo a chama do amor acessa,

A iluminar os passos solitários 

Que vagam pela casa vazia.


A lamparina do coração ilumina 

Os caminhos que levam as lembranças, 

Aquece a dor da saudade

E acalma o turbilhão da solidão,

Enquanto caminhar é preciso.


Elise Schiffer

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

2801 - Ponte da vida


Entre o nascer e morrer

Há uma ponte 

Que todos devemos atravessar.


O percurso pode ser longo ou curto,

Em pares, grupos ou só.

Com o mesmo pedágio - O AMOR.


Durante a travessia convivemos 

Com acertos, erros e decepções, 

Coisas bonitas, alegres e o AMOR.


Escolher bons sentimentos,

Abrandam saudades 

Dos que amamos e nos amaram.


O melhor a fazer é caminhar

E aproveitar cada passo dado,

Na ponte da vida.


Elise Schiffer

domingo, 22 de fevereiro de 2026

2800 - Bem assim...


O amor é um livro

Escrito a dois,

Com momentos e sonhos,

A unirem corações

Que somente amar.


A saudade é uma página 

Escrita só por um,

Com as lembranças de dois,

Pelo autor que as ler e reler 

No silêncio da vida.


O coração é uma biblioteca 

Silenciosa e fria,

Preservando livros de amores,

Que são acessados

Nos momentos de solidão.


A mente é parte acolhedora,,

Unindo livros, páginas e biblioteca,

No aconchego das lembranças 

Dos que escolheram amar

E viverem seus sonhos.


Elise Schiffer

Dor - Ano 2014


Quando o peso da dor 

for maior do que a carcaça pode suportar,

Caminhe, um passo por vez, 

dia após dia, mais caminhe.

Quando a mente fervilhar 

com as saudades do passado 

e as dores do presente,

Cale-se e viva o silêncio do seu deserto 

e o deixe te conquistar.

Caminhe sempre... 

Na certeza de que a dor de hoje 

será apenas a saudade de amanhã.


Elise Schiffer 


22/02/2014

sábado, 21 de fevereiro de 2026

2799 - Silêncio


Acabou tudo.

Acabaram se as cartas,

Sonhos e orações.


Acabou a pouca fé.

Acabaram se as rogativas,

Que nunca foram atendidas.


Acabou até o acabou.

Sobrando apenas

O silêncio imortal.


Acabou o sonho da morte.

Sobrando apenas

Dias a serem vividos.


Elise Schiffer

2798 - Fingir


Habitas em mim.

Por onde eu vá, 

Tu estás em mim.

Apego ou obsessão?

Não!

Apenas solidão,

Preenchida 

Com lembranças 

De um passado

Que finjo 

Ser perfeito.


Elise Schiffer

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

2798 - Solidão


A solidão nos faz fortes.

Aprendemos a viver com o "eu".

Momentos silênciosos 

São ótimos conselheiros.


A solidão vence medos,

Faz sorrir, chorar e amar o "eu".

Por que chegamos só 

E partiremos só.


A solidão no começo assusta,

Depois torna-se companheira.

Com um presente de lembranças 

E um futuro de sonhos.


Elise Schiffer

2798 - Atemporal


Esperar é atemporal.

O amor demora a chegar,

Até quando está adiantado.

É livro inacabado.

O dia demora a amanhecer,

Para que a noite saia de mansinho.

É farol apagado.

As flores perfumam a saudade

E colorem o caminhar solitário. 

São versos sem rimas.

As nuvens são lençóis 

Ocultando desejos entre céu e terra.

São bocas sem beijos.

Assim é o Tempo sem tempo,

Atemporal na espera.

É centelha infinita.


Elise Schiffer

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

2797 - Escolhi e Escolho te amar


Fostes o meu melhor 

"Bom Dia" por anos.

Sorriste para mim com amor

A cada manhã.

Escolhi te amar.


Bebeste meus cafés horríveis 

Sempre com gosto de quero mais.

Deste-me pequenas coisas

Que transformaram se em tesouros.

Escolhi te amar.


Hoje junto tudo que tenho de ti

E carrego nesta carcaça de coração.

Porque escolhi continuar a ama lo

Mesmo ausente dos meus dias.

Escolhi te amar.


Deito me nas lembranças

Dos seus olhares

E embalo me em seus braços 

Sonhando...

Escolho te amar.


Descobri nas palavras 

A força sagrada de reverência- lo.

Sou eterna apaixonada

Pelos seus olhares e sussurros.

Escolho te amar.


Escolhi todos os dias

Falar de ti nas entrelinhas 

E depois mergulhar

O mais fundo que o sonho permita.

Escolho te amar.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

2796 - Sementes de palavras



Palavras quando bem usadas
Transmitem alegrias e esperanças 
Deixando a vida recomeçar 
A cada nova linha escrita.

Palavras transformam 
Vidas vazias em jardins de pensamentos
Semeando sementes de amor e
Distribuindo poesia através do vento.

Palavras - Vida e saudade semeadas juntas
Frutificam o doce das lembranças 
Que transformam se em versos 
E transmutam se em  poesia.

Palavras são forças protetoras
Aos que confiam em suas mensagens
E são transportados 
Ao sábio jardineiro "Conhecimento".

Palavras são sementes
Que desabrocham nos corações 
Dos escritores e leitores
Com ternos abraços nas entrelinhas.

Elise Schiffer

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

2794 - Vôo dos sonhos


Deixo meus sonhos voarem 

No céu azul da saudade 

Deixo meus versos cantarem

Na soleira da janela do seu coração 


Deixo meus lábios sussurrarem

Desejos aprisionados no corpo

Sedentos das tuas mãos 

A envolverem minha carcaça.


A felicidade está nas nuvens 

Que os sonhos buscam sem fé.

O vôo livre com elos de amor

Impedem as partidas repentinas.


Elise Schiffer

2795 - Lembranças


As lembranças 

desbravam caminhos,

Em corações 

cansados e solitários.


O silêncio 

é povoado por palavras,

Que nascem 

e morrem na mente.


A saudade chega 

e desaparece, 

Com a rapidez 

das tormentas.


Lembranças 

tornam se alicerces,

Para corações 

rachados pelo luto.


As palavras

são companhias,

Vivendo lado a lado 

com o silêncio sepulcral.


O bom amor

permanece,

Tatuado no coração 

dos que ainda vivem


Elise Schiffer

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

2794 - Para sempre


Se o amor está feliz,

Quem ama também está.

Mesmo longe.

Se o coração do amor está em paz 

O de quem ama também está.

Isso é gratidão.

Porque amor

É desejar o melhor e amar.

Quem ama aceita 

Que o "para sempre" 

Mora no coração.

O amor pleno respeita

Decisões de outro coração.

É preciso paciência e espaço,

Para o amor florescer e sobreviver.


Elise Schiffer

domingo, 15 de fevereiro de 2026

2793 - Palavras


Com palavras 

te faço carinho.

Com versos 

abraço seu corpo.

Com poesia 

beijo te a boca

E nas entrelinhas 

deito-me ao seu lado.


Nas folhas de papel

escrevo puro prazer.

Nos livros escritos

somos prefácio e epílogo.

Nos capítulos de saudades

nosso amor é dor.

Na venda dos livros 

compartilhamos nosso amor.


Elise Schiffer

2793 - Antes do despertar


Chegarei ao seu coração 

Com palavras e versos sem rimas,

Vou trilhar as entrelinhas 

E quem sabe encontrá-lo.


Conduzirei meu corpo 

Até suas mãos e dançaremos,

A mais linda melodia de amor

No salão da saudade.


Olhando em seus olhos

Deixarei meus sonhos girarem,

Ao som da melodia do amor

No salão iluminado pelo seu sorriso.


Nossas almas sorriram

Entregando se as fantasias,

Enquanto deslizam

Ao som da melodia do amor.


Sussurros secretos 

Desvendaram desejos,

Enquanto nossos corpos levitaram

No mais puro sonho de amor.


A felicidade pulsara

Em nossos semblantes apaixonados,

Antes do despertar

Ao raiar da manhã.


Elise Schiffer

Livro: O Boto Pagodeiro


 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

2792 - Travessia


A distância 

Entre a razão e a paixão

É colossal

quando a solidão domina.


Erramos

Ao atravessarmos com medo

E acabamos por cair num fosso

Sem fundo e sombrio.


Atravessar 

As terras da razão e da paixão

Trás ensinamentos

E controle da boa solidão.


Elise Schiffer

2793 - Olhar


Alma e coração se olham

E transformam se em sentimentos. 

Findando com esperas e vazios.

Alma e coração se apaixonam

Gerando um querer bem

Capaz de vencer o tempo.


As respostas para a saudade

Estão nos olhares guardados

Dentro da alma.

As respostas para o amor

Estão nos olhares guardados

Dentro do coração.


Um amor cheio de saudades

Alimenta qualquer carcaça 

Com lembranças vivas.

O passado tem vida.

Lembranças unem distâncias,

Fazendo o impossível ser possível.


Olhares selam compromissos,

Criando esperanças,

Fortalecendo o "sem fim".

Um único olhar basta, 

Para os que amam

E sente saudades.


Elise Schiffer