Dos dias bem vividos
E dos amores bem amados,
Que deixaram saudades.
Saudades que cabem
Nos muitos amores e
Nas infinitas lembranças.
Saudades das limitações humanas,
Da leveza dos tropeços no caminhar
E das simplicidades nos olhares.
Saudades dos risos sem motivo,
Do dançar no silêncio
E dos sussurros sem pudor.
Saudades das lutas com respeito,
Das floradas nas estiagens
E das lágrimas que rolaram juntas.
Saudades infinitas
Dos amores bem vividos
E dos dias de súplicas.
Saudades das mãos que sangraram,
Das dores que passaram
E da saudade que ainda é saudade.
Elise Schiffer