terça-feira, 30 de junho de 2026

2928 - Silêncio


A casa calou se

E a luz apagou se.

A saudade fez se visita 

E virou hóspede.


A imagem do amor vive na alma

E a voz no coração.

Seguir em frente é o caminho

Dos sonhos com o "Nós".


Andar devagar,

Com o amor no coração.

Conversar com o passado 

Mesmo sem obter resposta.


Os retratos seguem na parede,

As roupas no armário.

Preservando  o "Nós",

Na casa que se calou.


Seguir reaprendendo a sorrir,

Secando as lágrimas.

Sempre em frente

E com o amor no pensamento.


Elise Schiffer

2928 - Oito anos


Oito anos.

Período de vivência 

Para entender e aprender,

Que vivemos distantes um no outro.

Nossas lembranças são como chuva

No deserto da saudade.


Oito anos.

Período ininterrupto.

Na busca pela administração 

Da saudade no mundo

Físico e espiritual,

Enquanto navegamos nos sonhos.


Elise Schiffer

segunda-feira, 29 de junho de 2026

2927 - Lembranças


Lembranças 

Acolhem, aliviando a saudade.

Adormecem a dor cansada

De tanto buscar abrigo no passado.


Lembranças 

Imagens que sussurram baixinho 

O que a alma deseja ouvir

Para seguir o caminho.


Lembranças 

Estrelas que atravessam a noite

Tentando reencontrar seu Céu

Para fixarem morada.


Elise Schiffer

2927 - Viva ainda estou


Viva...

Metade viva.

Viva, ainda estou.

Levando a saudade

Sobre a carcaça cansada.


Viva...

Metade viva.

Viva, ainda estou.

Com seu nome

Na mente e no coração.


Viva...

Metade viva.

Viva, ainda estou.

Presa as lembranças 

E ao silêncio dos amores.


Elise Schiffer

domingo, 28 de junho de 2026

2926 - Virar monumento


Mães viram monumentos,

E seus lares viram praças.

Amores são apenas visitantes.

Visitas turísticas com poucos diálogos

E nenhum contato afetuoso.

Mães envelhecidas são monumentos

Em destaque em praças abandonadas.

Muitos passeiam, visitam,

Por falta de divertimento melhor.

O lar virá praça 

Onde amores viram estranhos, 

Com visitas cronometradas

E tempo obrigatório reduzido.

Conversam pouco e

Voltam rapidamente a suas atividades.

Ninguém observa a corrosão do monumento, 

Se olham não enxergam,

Por saberem simplesmente que está ali.

Ninguém lê as informações 

Contidas nos olhares de dor,

Por acharem que tudo está bem.

Não enxergando a corrosão da solidão.

Dia e noite o monumento está ali,

Preservando a memória do passado,

Da família e dos amores.

O monumento aguarda um olhar, 

Uma leitura com carinho,

Atenção pelo elo do coletivo.

Quem sabe...

Abraços e mãos amigas

No seu vazio do dia a dia.

A praça perdeu sua graça, 

Sendo consumida pelo tempo

E mesmo assim tornou-se obrigação,

Com visitas frias e distantes,

Dando leveza à culpa do abandono.


Elise Schiffer

sábado, 27 de junho de 2026

Apenas um impulso. 06/2016


O Farol solitário sonha em servir.

No caminho há apenas o vento e o mar.

O vento pastoreia as nuvens de mansinho.

O mar vai e vem devagarinho, 

Enamorado pelo brilho do Farol.

O Farol solitário pisca iluminando suas noites,

Sem saber que as ondas do mar o observam.

O vento conduz as nuvens ao sabor de sua direção,

Levam refrigério a terra do Farol.

Perdido e solitário sem ter para onde ir,

O Farol solitário namora as nuvens,

Formando imagem de amor no céu.

As nuvens apaixonadas pelo mar 

Gotejam sentimentos em forma de carícias.

O mar apaixonado pelo brilho do Farol 

O vigia todas as noites refletindo seu coração.

O Farol, as nuvens e o vento….

Um impulso, apenas um impulso….

Que une a todos.


Elise Schiffer

06/2016

quarta-feira, 24 de junho de 2026

2922 - Lembranças imortais


Lembranças são imortais.

A dor da perda acaba,

As lágrimas secam,

O vazio torna se companheiro, 

O tempo corre dia após dia.

As lembranças ficam.


Lembranças são imortais.

Suas presenças preenchem a vida,

Irrigam sonhos que florescem,

Iluminam dias e noites,

Embelezam carcaças antes do fim.

As lembranças permanecem.


Lembranças são imortais.

Independentes de credo,

São apenas boas visitas,

Alegrando corações,

Dissipando a solidão.

As lembranças continuam.


Lembranças são imortais.

Tesouros protegidos a sete chaves,

Só os donos sabem a localização 

Dentro da alma e do coração,

Florindo uma primavera a cada dia.

As lembranças persistem.


Lembranças são imortais.

Pedaços celestiais que abraçam,

Sussurrando cantigas angelicais,

Dando conselhos a quem buscam

E adormecendo a saudade.

As lembranças sobrevivem.


Elise Schiffer

terça-feira, 23 de junho de 2026

2921 - Prisão no corpo (8 anos)


Oito anos apartados.

O silêncio subjulgou

Nosso pequeno mundo.

Oito anos de ausência.

As lágrimas secaram

Na estiagem de esperança.

Oito anos de desligamento.

A dor evaporou

Por total falta de ferrolho.

Oito anos de separação.

Sobreviveu a saudade

Resistente como Mandacaru.

Oito anos afastados.

As lembranças alimentam

A carcaça na prisão do corpo.

Oito anos.

O caminhar solitário 

Cruzou a marca de 2921 dias sem você.


Elise Schiffer

segunda-feira, 22 de junho de 2026

2920 - Amor inventado


Sem originalidade,

Sem profundidade,

Sem realidade,

Apenas um amor inventado,

Preenchendo 

A loucura original,

Profunda na alma ateia,

Sonhando dentro dos sonhos.


Sem credibilidade,

Sem cumplicidade,

Sem fidelidade,

Apenas um amor inventado,

Preenchendo 

O abandono genuíno,

Profundo na alma ateia,

No desterro da esperança.


Sem expectativas, 

Sem mão estendida,

Sem medo do próprio medo.

Apenas um amor inventado,

Preenchendo 

Sonhos sem originalidade,

Desejos sem profundidades,

Rompendo com a realidade.


Elise Schiffer

2920 - Mundo das lembranças


Lembranças 

Forças renovadoras,

Para quem vive 

No mundo paralelo 

Onde a saudade governa.


Lembranças 

Forças transformadoras

Onde segundos 

Viram séculos,

No portal dos apaixonados.


Lembranças 

Forças infinitas,

Viajando no túnel do êxtase,

Com olhos fechados 

E coração nas mãos.


Lembranças

Repetidamente todos os dias,

Ressuscitando juras e confissões,

Num filme que atordoa 

A dor da saudade.


Lembranças

Do perfume impregnado na alma,

Reafirmando que a vida é um jardim

Em simplicidade e rotina

Tal qual a esperança.


Lembranças 

Das estrelas no nosso céu,

Caminhos, jardins e descendências,

Sob a força dor amor,

Na denominação simples de família.


Elise Schiffer

domingo, 21 de junho de 2026

2919 - No silêncio


No silêncio ouço

A música do vento 

Enquanto afaga meu rosto.


No silêncio encontro 

A felicidade submissa 

No ciclo dia e noite.


No silêncio faço reverência 

Ao tempo, carcereiro da vida,

Que nos aprisiona em corações.


Elise Schiffer

sexta-feira, 19 de junho de 2026

2917 - Amores são como girassóis


Quando feliz 

Busque os olhares dos amores

E o dia ficará radiante.

Quando triste 

Busque os olhares dos amores 

E ficarás forte.


Apenas busque...


Quando sozinho

Relembre os olhares dos amores

Para iluminar o dia.

Quando solitário

Relembre balbúrdias e carinhos

Para iluminar a escuridão da solidão.


Amores são girassóis 

E iluminam o caminhar.


Elise Schiffer


* Na escuridão da noite, os girassóis cuidam um dos outros.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

2816 - Coração do poeta


O coração do poeta é cofre

Que abarrotado de amores,

Transborda poesia por não fechar.


Lembranças e versos

Reluzem a riqueza

Do tesouro que guarda.


Lugares, paisagens e árvores.

Pessoas, bichos e pedras.

São os amores do caminho.


O poeta ama, chora e gargalha.

Sonha, espera e delira.

Amando simplesmente por amar.


A vida é amar o próximo, 

O mais próximo do caminhar e

Escrever apenas as boas lembranças.


Elise Schiffer 


ar

quarta-feira, 17 de junho de 2026

2915 - Escritas e pronúncias de um poeta


Pronuncio seu nome

E nestes instantes 

A saudade sobe aos céus.


Fecho os olhos

E o vejo com a alma

Saciando minha saudade.


Escrevo palavras para ti

Remendando a saudade

Que virou retalhos.


Sonho no paraíso da mente

Mantendo-o vivo

Nas minhas lembranças.


Sem idas ou vindas

Após o sepulcro,

Só o amor permaneceu.


Sem tempo para  o "Nós"

Sobreviveu a certeza de que

O levarei após o fim.


Elise Schiffer

terça-feira, 16 de junho de 2026

2814 - Sonhos pequenos


Sonhos pequenos 

Não enxergam o horizonte 

Nem alcançam as nuvens.


Sonhos pequenos 

Alimentam a mente tola

Que não ambiciona.


Sonhos pequenos

São frágeis balões 

Que não atingem os céus.


Sonhos pequenos 

São frágeis e desnutridos

Dá vitamina esperança.


Elise Schiffer

2914 - Passado morno


Passado morno

Recheado de lembranças.

Minúcias guardadas 

Com desvelo no coração,

E um chão solitário 

Onde só brota solidão.

Pés calejados 

Caminhando sobre a solidão.

Mente borbulhante

Declamando saudades.

Mãos semeando

Sonhos que não germinam.

Estrada longa

Sem horizonte ou chegada.

Carcaça cansada 

Suplicando pelo fim.


Elise Schiffer

2914 - Reencontros


Reviravoltas no percurso 

Fortalecem a jornada infinita

De almas que se reencontram.

Nada apagará sua existência em mim.


Reconhecimento de jornada 

É raiz profunda sustentando 

A enorme copa de sonhos. 

Nada apagará seu canto nos meus versos.


A distância e o silêncio 

Não são suficientemente fortes

Para nocautear lembranças.

Nada apagará o nós em mim.


De Elise Schiffer para Rosemberg 

2914 - Um terço


Um terço que venceu o tempo

Com fases emocionais.


Amor que tocou o céu.

Amor que embalou lembranças.

Amor que cuidou delicadamente. 

Amor com amores recíprocos.

Amor revolucionário.


Um terço de saudades 

Sem pressa com rumo certo.


Amor vencendo o tempo

Com "Eu te amo" poético.

Saudades com asas

Voando até os céus.

Momentos delicados

Inundando a alma.

Caminhos de mão dupla

Interligando corações recíprocos.


Um terço de ausência 

Vencendo a demora do reencontro.


A saudade abriu trilhas 

Na floresta da solidão.

Porque somos corações pacientes,

Corações cuidadosos,

Revolucionando "O amar"


Elise Schiffer

Poetisa e Poetizar


Insensatez e imaginação 

são as palavras que definem 

o inconsciente de um poeta.

Ser incapaz de caminhar 

junto a sociedade repressora.

Os olhos do poeta 

enxergam o interior da alma, 

o pulsar do amor 

e a dor que evapora 

pelo poros dos apaixonados.

Os poetas voam 

com as asas da imaginação.

Gemem pela insensatez,

pulsando o amor 

que a sociedade não enxerga.

Os poetas poetizam 

insensatez e imaginação.


Elise Schiffer

06/2017

Somos. Ano 2014








Somos 

Cópia sim.

Declaração de amor sim.

A vida une corações 

que ao longo da estrada 

se tornam apenas um. 

Assim somos 

casal, 

amigos, 

companheiros, 

país, 

célula familiar 

é um só coração. 


Elise para Rosemberg.

16/06/2014

segunda-feira, 15 de junho de 2026

2913 - Fases da vida












Fases diferentes da vida

Coabitam na mesma raiz,

Revelando belezas diferentes,

No existir do agora 

Com certezas e medos,

Do definhar e florescer da vida.

Fases diferentes do estar,

São aprimoramentos

Evolutivos do crescimento,

Aparando espinhos do pretérito.


Elise Schiffer

sábado, 13 de junho de 2026

2911 - Momentos


Há momentos 

Que a saudade 

É tão forte

Que podemos toca-la. 


Há momentos 

Que as lembranças 

São tão vivas

Que podemos revive-las.


Há momentos 

Que saudade e lembranças 

Eliminam a lucidez 

Abrindo espaço à loucura.


Há momentos

Que loucura e morte

Ficam amasiadas

E enganam o tempo.


Elise Schiffer

sexta-feira, 12 de junho de 2026

2910 - Innamorare


Estar em amor.

Algumas pessoas 

Não partem...

Não desaparecem...

Apenas permanecem.


Estar em amor.

O corpo finda-se,

A alma parte,

Mas o olhar fica,

Na alma dos que ficaram.


Estar em amor.

É deixar no outro 

Um pedaço da dedicação,

Da vontade de seguir em frente 

E o melhor do coração.


Estar em amor.

É vencer a tristeza e seguir.

Viver dias felizes e seguir.

Ter paciência com o tempo e seguir,

Porque amores não desaparecem.


Elise Schiffer

quinta-feira, 11 de junho de 2026

2909 - Cacos de um amor


Juntei cacos de lembranças 

E os transformei em sonhos.

Juntei cacos de palavras 

E os transformei em versos.

Juntei sonhos e versos 

E os enviei para ti pelo vento.


Juntei cacos do meu amor

E criei um mosaico de recordações.

Juntei cacos de decepções 

E os transformei em jardins.

Juntei recordações e jardins

E flori minha infinita saudade.


Elise Schiffer

quarta-feira, 10 de junho de 2026

2908 - Saudades do quê?


Dos dias bem vividos

E dos amores bem amados,

Que deixaram saudades.


Saudades que cabem

Nos muitos amores e 

Nas infinitas lembranças.


Saudades das limitações humanas,

Da leveza dos tropeços no caminhar 

E das simplicidades nos olhares.


Saudades dos risos sem motivo, 

Do dançar no silêncio 

E dos sussurros sem pudor.


Saudades das lutas com respeito,

Das floradas nas estiagens

E das lágrimas que rolaram juntas.


Saudades infinitas

Dos amores bem vividos 

E dos dias de súplicas.


Saudades das mãos que sangraram,

Das dores que passaram

E da saudade que ainda é saudade.


Elise Schiffer

2906 - Palavras da vida

Escrever é saudade?

Ou escrever é sonhar

No tempo livre com loucura?

Escrever é eternizar o simples.


Escrever para quem?


Para os cachorros que dormem,

O passado desperto,

O futuro que cochila

E o presente que choraminga.


Escrever com platéia.


Plantas buscando o sol frio

Do outono da vida e do tempo,

Um avião que interrompe o silêncio

Transportando expectativas.


Platéia ou leitores?


Somente palavras que brincam

Com a voz da mente,

Flertam com o coração vazio

E sapateiam nas mãos.


Onde estão os leitores?


Na loucura do próprio escritor,

No avião que passa longe,

Nós cachorros quando despertos 

E nas plantas silenciosas.


Quem ouve?


As próprias palavras que falam 

E ouvem sobre tudo,

Além de abraçarem o escritor,

Que sente o frio do vazio.


O que fica no literário?


Personagens que amam,

Versam e seguem

A carcaça fétida do escritor 

Que já abalou autrora.


Elise Schiffer

domingo, 7 de junho de 2026

2905 - Ser sobra


A alma de porcelana 

Vive a estação 

De ser "sobra".


Louça que existiu

Para servir diariamente 

E trincou pelo abandono.


O abandono que dilacerou

A pintura já senil

Cheia de aconchego.


A senilidade da porcelana 

Rachou o esmalte já sem brilho

Com marcas sem conserto.


Elise Schiffer

quarta-feira, 3 de junho de 2026

2901 - Teatro da vida


O fim da vida é um espetáculo

Silencioso para o protagonista.

A minguada plateia saboreia,

Pequenos ecos que rasgam

O silêncio sepulcral do palco.


No cenário do palco

Palavras e recordações 

Bailam formando imagens

Classificadas como

"Obras de arte do amor".


Silêncio é condição ocupada

Por lembranças em preto e branco,

Que fortalecem cenas difíceis,

Cumprindo o tempo do espetáculo 

Sem mudar a essência da peça.


Elise Schiffer

2901 - Turbilhão da saudade


Minhas palavras 

São um céu turbulento 

Onde a saudade 

Se faz tempestade.


Minhas entrelinhas 

São sonhos e lembranças 

Dando formas

Ao imaginário apaixonado.


Minha poesia 

É ponte unindo

Céu e terra no mundo

Onde só os loucos vivem.


Versos sem rimas 

Com duplo sentido 

Expressão o turbilhão 

Da saudade.


Elise Schiffer

2901 - Paleontólogos do amor


Poetas são paleontólogos 

Do mais nobre sentimento 

Preservado pela humanidade.

-  O amor.


Suas ferramentas 

São palavras e versos

Esmiuçando vestígios 

Dos amores vividos.


Amores preservados 

No passado do coração 

Sinalizam vestígios vivos

Da caminhada amorosa.


A poesia permite 

Uma compreensão

Ampla do amor 

Em todas as suas ramificações.


Elise Schiffer

terça-feira, 2 de junho de 2026

2900 - Senilidade


A senilidade 

É sufocada aos poucos,

Em prol do bom convívio.


É a estação dos disfarces 

Onde fingir é não perceber,

Humilhações sociais.


A senilidade 

É  sufocada aos poucos,

Por olhos que não vêem a carcaça.


É alma que ama em silêncio 

Nas orações sem apego,

Não incomodando o vazio juvenil.


Elise Schiffer

segunda-feira, 1 de junho de 2026

2898 - Nudez do desamor


Pequeninos laços de fita 

Uniam palavras e versos,

Tentando encobrir a nudez

Da alma carente de amor.


Alma desnuda pelo desamor 

Fingiu acreditar no amor,

Surfando nas ondas dos sonhos 

Que povoavam seu coração vazio.


Pequeninos laços de fita 

Encobriam a realidade sem amor,

Enfeitando sonhos e fantasias 

De um talvez eterno amor.


Alma desnuda de amor 

Mudou "uso" para "sonho de amor"

E cavalgou nas palavras e nos versos,

Vivendo um amor inventado.


Os pequeninos laços de fita 

Cresceram em tamanho e quantidade,

Porque palavras e sonhos 

Não encobriam mais a nudez do desamor.


Alma desnuda cobriu-se de contos, 

Escreveu romances e os vestil,

Para que o calor das paixões 

Aquecesse o seu desamor.


Elise Schiffer