terça-feira, 31 de março de 2026

2837 - Mar do amor


No azul do seu mundo

Firmei meu céu de palavras.

Do brilho dos seus olhos

Fiz uma estrela de versos. 

Nos sorrisos apaixonados 

Semeei meus sonhos.


Juntei céu, olhar e sorrisos

Para enfeitar nossas bodas.

Com um buquê de poesias

Perfumei nossa união 

E no navio dos seus abraços 

Deixei-me ir ao mar do amor.


Elise Schiffer

2837 - Volitar perfume


Você não foi rosa.

Verdadeiramente, 

Foste um jardim,

Perfumando a desolação 

Viva em meu coração.


Sonho e escrevo

Tudo o que sinto vivo,

Em meu coração roseiral,

Volitando seu perfume

No que sobreviveu do nós.


Elise Schiffer

2837 - Subirei aos céus


Subirei aos céus 

E abraçarei a lua.

Observarei as estrelas 

E quando a exaustão chegar,

Deitarei em uma cratera e sonharei...

Uma noite inteira de sonhos.


Acordarei e aterrizarei feliz na Lua,

Por ter estado no segundo céu,

Abrandando saudades.

De braços erguidos dançarei,

Agradecendo os sonhos vividos

E a esperança do sol no coração.


Elise Schiffer

segunda-feira, 30 de março de 2026

2836 - Saudade com saudade

 

A Saudade cansou

De sofrer por saudade.

Durante anos a Saudade

Visitou o passado,

Buscando a felicidade vivida.


A Saudade não olhava para frente,

Seus olhos foram para a nuca.

O caminhar era em frente,

Enquanto seu olhar saudoso

Só enxergava o passado.


A Saudade cansada

De sofrer em vão,

Dá meia volta e

Caminha rumo ao passado,

Com olhos voltados para o futuro.


A Saudade chegou

Ao passado feliz. Já morto!

O olhar direcionado ao futuro

Enxergou apenas solidão,

Aumentando assim sua desolação.


A Saudade desalentada,

Fechou seus olhos,

Sentou-se, cessando seu caminhar

E ficou no presente de sonhos.

Aguardando o findar da saudade.


Elise Schiffer

domingo, 29 de março de 2026

2538 - Sobras


A Sobra de uma família 

É sempre o que mais cuidou 

E ficou só no caminhar 

Assistindo amores partirem.


A Sobra de um trabalhador

É a chegada da aposentadoria 

E a perda de sua utilidade 

Tornando-se um estranho ao grupo.


A Sobra de uma sociedade

É a velhice no caminho dos jovens

Com histórias repetitivas e

Limitações no acompanhar.


A Sobra de um  sonho

É o resquício da imaginação 

Ao pensar em como teria sido

Sua realização e alcance.


Juntando todas as Sobras

Não se obtem um monte

Apenas a certeza de um nada

Que o mundo não sentirá falta.


Elise Schiffer

A blusa azul + adento literário

A blusa azul. 

Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som de uma valsa. 

Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.

No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas,   desta vez eram de orgulho.

Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.

Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho. 

Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minhas também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor. 


Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além de ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.

Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos, acompanhando cada conquista ou perda.

Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.

Elise Schiffer


Adento literário 

Texto -  A blusa azul.

Continuidade de uma parceria entre a blusa azul e sua dona.

...

Eu sou a blusa azul.

Mais uma vez, fui honrada em estar lado a lado com minha dona. União harmônica em imagem social e no conforto corpo versos vestimenta.

Nossa caminhada de vinte e dois anos juntas, não nos envelheceu, apenas aprimorou nossa beleza. Assim fui premiada com participação em mais um novo evento, de alegrias e orgulho. Evento que fez me ser lembrada, colocada ao sol e vestida com amor. A colação de grau do caçula de minha dona. Novamente absorvi lágrimas de orgulho e felicidade. 

Meu corpo feito de tecido azul, guarda a energia de cada lágrima, que minha dona derramou sobre mim e eu orgulhosa, a visto com todo primor.

Nossa união, cuidados e respeito, nos tornam companheiras para todos os momentos especiais, sejam alegres ou não.

Eu a blusa azul estou honrada com nossa caminhada e se me for permitido, acompanharei minha dona com muito orgulho, no seu momento derradeiro.


Elise Schiffer

2835 - Carta às Palavras

 Rio de Janeiro, 29 de março de 2026.


Saudações,   

Amigas de todas as horas.


Queridas palavras e amigas de todas as horas, que acompanham-me por todo um calvário de saudades. 

A vocês dou lhes asas, sonhos e versos, para que possam, quem sabe, chegarem no âmago da saudade e assim alegrarem sua existência.

Desejo que sejam desbravadoras e atravessem todas as tempestades preconceituosas que encontrarem pelo caminho, que possam descansar em leitores de olhos atentos e mentes férteis, conseguindo assim, dissiparem a ignorância dos corações vaidosos.

Queridas palavras, sigam por caminhos silenciosos, façam muitos leitores e recebam minha gratidão, pela companhia que fazemos umas às outras.

Respeitosamente,


Elise Schiffer

sexta-feira, 27 de março de 2026

2833 - Diplomação pelo tempo


A diplomação pelo tempo,

Ocorre após anos de aprendizado.

No final do curso 

O que nos foi ensinado?

Conviver com as flores 

Das saudades.

Enfeitar com ramos secos 

A solidão.

Admirar o orvalho que se perdeu

Das nuvens.

Semear no coração de servidão

O amor.

Impedir que alegrias se percam 

Ao vento.

Ser acompanhante em muitos 

Funerais,

E seguirmos em frente

Mesmo após a diplomação.

Porque escolher amar,

Não liberta do julgo reencarnatório.


Elise Schiffer

quinta-feira, 26 de março de 2026

2832 - Escritora


Sou escritora...

Escrevo...

Dia após dia, incansávelmente.

Meus sonhos e amores,

Vivem ocultos nas entrelinhas.

Os verdadeiros versos, 

Do mais puro sentimento,

Residem nas sombras

Das palavras repousadas

Nas folhas impuras de papel.

Somente os loucos que amam,

Conseguem adentrar 

No mundo poético sem rimas 

E cheios de ilusões e saudades.

A verdadeira poesia

Não está nas palavras,

Vivem no corpo ardente

Da escrita borbulhante 

Dos loucos que amam,

No brilho dos olhos da alma

E nas mãos que escrevem

Palavras indecifráveis em versos.


Elise Schiffer

2832 - Roteiristas dos sonhos


Escrever é o passaporte 

Que permite ao escritor

Viajar no tempo.


A escrita dá livre acesso

Ao passado e ao futuro,

Além de colorir o presente.


Respirar versos

Fortalece a alma e

Liberta o tempo cronológico.


Dançar com as palavras 

Alegra o bailar da vida,

Seja ele árduo ou simples.


Por vezes o tempo congela,

Pequenos momentos 

Em lembranças eternas.


Basta o beijo de um olhar,

Para viajarmos nas palavras

Roteiristas dos sonhos.


Elise Schiffer

quarta-feira, 25 de março de 2026

2831 - Pudesse


Pudesse 

Sopraria versos

Para os céus 

Até seu coração.


Pudesse

Decifraria as entrelinhas 

Onde oculto o amor 

Que vive por ti.


Pudesse

Sopraria balões poemas 

No dia de São João 

Para o seu coração.


Elise Schiffer

3831 - Alinhavar o passado


O caminhar de uma vida,

É recheado de emoções,

Que venceram asperezas e sonhos,

Na perseverança do amar.


No fim da estrada

Olhando pela janela da alma,

O andante vislumbra seu percurso,

Com flores e espinhos.


No peito já senil reside

A nostalgia dos dias vividos,

Dos cansaços e medos 

Contidos nas orações sem fé.


O mundo permanece inalterado,

Apenas a idade justifica

O silêncio, o vazio e as saudades

No coração andante que ama.


Sonhos vazios no amanhã,

Viram vestimentas para o andante,

Que cobre se com o passado em versos,

Alinhavado por palavras.


Elise Schiffer para Rosemberg

2830 - Poetas


Poetas amam a vida.

Enxergando além da luz

E combatendo a segregação,

Por acreditarem no amor.


A vida ama os poetas,

Que correm riscos por amarem

E enxergarem além da escuridão,

Reverenciando todo tipo de amor.


Poetas e a vida são pura união.

Com humildade sem desânimo.

A fé que os movem são as palavras 

E o refúgio a beleza dos versos.


Elise Schiffer

terça-feira, 24 de março de 2026

Silêncio - S/N


Quando me calo 

e fico a ouvir meus pensamentos,

meus sonhos voam alto tocando o céu.


Meus olhos não enxergam mais seu rosto,

mas minha boca 

mesmo fechada beija seus lábios.


Sua ausência cala minha voz 

e liberta meus pensamentos.

ouço te enquanto meus pensamentos gritam.


Nossos olhares voaram em lados opostos,

enquanto nossas bocas 

voavam na mesma direção.


Minha alma 

está cheia do seu passado,

que emergem em lembranças melancólicas.


Sonhos borbulham 

para o futuro incerto,

ciente que minha alma os negara.


Quando me calo o silêncio fica distante, 

meus pensamentos 

gritam por ti que está tão longe.


Queixas, resmungue e arrulhos 

não te alcançam,

Tu ouves apenas meus sonhos silênciosos.


Deixo meus pensamentos 

murmurar no teu silêncio,

e os sonhos iluminarem o futuro.


As estrelas são a luz 

do meu presente silencioso,

e a noite o anel de compromisso a nos unir.


Meu silêncio é o teu silêncio 

porque estamos ausentes,

mortos pelas lembranças que emergem.


Alegria na melancolia, 

onde um falso sorriso basta.

na verdade não desejei viver nosso amor.


Elise Schiffer para Rosemberg.

24/03/2016

2464 - Força das palavras


Dou te palavras.

Dou te lembranças.

E entrelinhas do coração.

Palavras 

Que ficam cara a cara com a saudade.

Lembranças 

Que colocam olhos nos olhos

E Entrelinhas

Abrindo as portas do amor.

Palavras 

São a chave do paraiso entre céu e terra.

Lembranças

São momentos ocupando o vazio.

Entrelinhas

São desejos ocultos nas palavras.


Elise Schiffer para Rosemberg

segunda-feira, 23 de março de 2026

2829 - Alma e Tempo


A Alma é uma vasta fonte de luz,

Protegida pelo Tempo,

Presa num corpo chamado Lar,

Onde vivem muitos amores.


Entradas e saídas 

Deste lar que é fonte de amor,

Respeitam a evolução e o tempo

De cada coração abrigado.


Os que adentram por amor

Ou dor no percurso,

São acolhidos pela luz do amor

Aprofundando-se em sabedoria.


Seja qual for o sentimento,

A luz divina do amor,

Aumenta a capacidade de amar,

Porque Alma é olhar poético.


A Alma é parceira do corpo,

Ensinando que a força, 

Está no conhecimento 

Que cada um trás dentro de si.


O Tempo é o professor divino,

Ensinando ou ditando regras 

Para o ajuste de todos,

Com paciência e olhar poético.


Elise Schiffer

domingo, 22 de março de 2026

2827 - Biblioteca de memórias

 Há em mim

Uma biblioteca de memórias. 

Tantas que nem sei

Por qual sentir mais saudade,

Ou predileção. 


Minha mente 

É iluminada pelas memórias,

Que sobreviveram

Ao holocausto forçado 

Da separação.


Quando a tristeza chega

E se instala na vida,

Descodifico a solidão 

E trago a magia do amor 

Para junto do coração.


Memórias são autenticidades

Do aconchego sereno do amor,

Vivido no passado,

Vivo no presente

E guardado na biblioteca da memória.


Elise Schiffer

2828 - Olhares


Meus olhos ficaram

Aprisionados em você.

Seu olhar ficou 

Retido na minha retina.

Nossos olhares 

São elos de energias inseparáveis.


Meus olhos 

Abraçam nossas lembranças.

Seu olhar que ficou em mim,

Aquece minha solidão.

Nossos olhares 

Ainda se iluminam em sonhos.


Elise Schiffer

2828 - Fonte borbulhante


Palavras de um amor vivido,

Olham para trás. 

Pés solitários que já foram pares,

Caminham em frente.

Vidas saudosas de amores vividos,

Tornam-se versos sem rimas,

Sussurrados ao coração,

Ludibriando a solidão.


Olhar e caminhar solitários,

Não buscam a mesma chegada.

Pensamentos vão e vem

Como marés da solidão. 

No final de um todo a dois,

Esconde se o templo da dor,

Que recebe súplicas diarias

E finge não ouvi-las.


Palavras de um amor vivido,

Ecoam confirmando sua existência.

Corações apaixonados 

Reconstroem-se a cada manhã.

No milagre do amanhecer

Que destrói o caos da saudade,

Porque o amor vivido é fonte,

Borbulhando esperanças.


Elise Schiffer

sexta-feira, 20 de março de 2026

2826 - Lembranças


Coloquei-me no seu infinito

E assim segui caminho,

Sem visto ou passaporte.


Dentro da sua existência 

Estão meus dias sem fim

E o mundo em que vivo.


Despejada serei deste mundo, 

No derradeiro dia que meus sonhos,

Forem só lembranças e nada mais.


Elise Schiffer

2826 - Estradas de palavras


O dia que puderes 

Receber minhas palavras,

Saberás o quanto

Há de saudades em mim.


O dia que o horizonte 

Unir céu e terra num ato de amor,

Nossos olhares flutuaram

No desatino dos apaixonados.


Nosso mundo sem fim

Tem estradas de palavras,

Céu com nuvens de sonhos

E saudades nas entrelinhas.


Céu e terra num encaixe perfeito,

Ligam vida e morte

Nas mais belas palavras e sonhos.

- Senti saudades de você.


Elise Schiffer

2826 - Estações que ficam


Algumas estações ficam.

Alguns momentos negam o tempo.

O todo apenas se perpetua,

Na memória que reina com amor.


A vida segue sua versão imaginária,

Onde coração e mente

Caminham em união perfeita,

Tal qual almas gêmeas.


O amor, as lembranças e a vida

Sobrevivem preenchendo o silêncio 

Com a insensatez dos que amam 

Além das estações e do tempo.


Elise Schiffer

quinta-feira, 19 de março de 2026

2825 - Luar no olhar


Encantei-me com o seu olhar.

Encantada fiquei,

A tal ponto que plantei-me

No jardim dos seus olhos.


Passei a ser parte do seu mundo.

Vivendo alegrias e sonhos,

Que alimentavam minha alma

E assim flori no seu jardim.


Na troca de olhares e encantos,

Deixei-me amar e amei.

Tendo como único pilar

O luar do seu olhar.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 18 de março de 2026

2824 - Poetas

 

Poetas 

são solitários, por amarem demais,

são loucos agradando a si mesmo.


A alma dos poetas 

é desnuda em seus versos,

ocultando sua nudez nas entrelinhas.


Poetas 

fermentam palavras no coração, 

multiplicam amores invisíveis. 


A alma dos poetas

é livre de preocupações,

as palavras são seus corretivos.


Poetas 

são clandestinos na sua existência,

apenas vivem sua vocação.


Elise Schiffer

terça-feira, 17 de março de 2026

2823 - Hoje eterno


O presente bem vivido

É o hoje eternizado.

A magia da felicidade 

É bálsamo para mente e corpo.


O coração retém pensamentos

Preservando emoções.

Futuro e passado são coadjuvantes

No presente que abraça eternamente.


Presente eterno

É poesia a envolver o tempo.

Amor é barreira invisível 

Impedindo o esquecimento.


O "Hoje" é um mundo harmônico 

Perpetuado por poetas em versos.

Ensinando aos leitores

Que amar nutri a vida.


"Hoje eterno" é história sem fim,

Valorizando o amor.

As leis do presente eterno são 

Amor, solidariedade e respeito.


Elise Schiffer

Chibatadas. - Ano 2017



Cansado da chibatada 

o lombo não sangra mais. 

- MENTIRA. 

O lombo sangra sim, 

principalmente quando o chicote 

rasga o coração e não mata. 

Nascer é receber uma sentença de prisão, 

castigo é cumpri la mesmo sonhando em voar.

Liberdade é o último suspiro.


Elise Schiffer

17/03/2017

segunda-feira, 16 de março de 2026

2822 - Beijos


Beijo revelador

Fica explícita a traição.

Rompendo juras no altar.

Beijos que machucam.


Beijo carinhoso 

Fica explícito o amor.

Sela união sem altar.

Beijos sublimes.


Beijo palavra

Traduz emoção.

Unindo ou separando.

Beijos poéticos.


Beijo inesquecível 

Ofertado com olhar.

Este fica na alma.

Beijos sedutores


Beijo iluminado 

Por amor, desejo e sonhos,

Deixa rastros de magia no ar.

Beijos sublimes.


Elise Schiffer

domingo, 15 de março de 2026

2821 - Escrever e sonhar


Escrever e sonhar,

Sonhar e escrever.

Rotina dos que amam

E se perdem nas entrelinhas 

Sem achar o caminho de volta.


O silêncio convoca as lembranças 

E juntos vagueiam pelas emoções,

Recitando versos doces 

Ao coração solitário 

Que vive perdido no passado.


Perdidas entre saudades e desejos,

As lembranças rumam aos sonhos. 

Momentos em que os versos

Ecoam nas almas solitárias 

Como um sussurro doce.


Palavras e versos sem rimas

São a pura essência da saudade,

Que sonham um dia reunir

Poesia e emoção 

Na união perfeita do existir.


O tempo poderoso e impiedoso,

Não consegue separar

Olhares unidos por emoções,

Que transformam-se em faróis 

Para que um encontre o outro.


Escrever reúne mundos distantes.

Palavras são brisas no deserto da saudade.

Versos declamados 

Tornam-se energia vibratória 

Buscando a parte apartada.


Elise Schiffer

sábado, 14 de março de 2026

2820 - Brilho da sua alma

 

Seus olhos eram grandes janelas,

Permitindo vislumbrar 

O brilho da sua alma,

A doçura do seu caminhar

E os sonhos que guardava no coração 


Olhei e pedi para entrar.

Minhas mãos tinham palavras e versos.

O coração inundado de sonhos

E a alma esperança de morar

No fundo dos seus olhos.


Nossas palavras sussurradas,

Ainda voam pelo vento.

As promessas ainda são cumpridas.

Os dias e as noites são monólogos

Aguardando respostas em sonhos.


Elise Schiffer para Rosemberg 

2820 - Lembrar e caminhar


Lembro me de tantas coisas,

Mas não posso toca-las.

Sou espectador dos fatos vividos.

Restando apenas...

Lembrar.


Lembro me de cada detalhe,

Mas não posso mudar o passado.

Sou espectador solitário.

Restando apenas...

Saudade.


Caminho pelo passado,

Mas não sou visto por amores de outrora.

Meus amores não me enxergam. 

Restando apenas...

Caminhar.


Caminho em direção ao futuro,

Com a algibeira do coração vazia.

Amores apartados não seguem juntos.

Restando apenas...

Solidão.


Elise Schiffer

Coração ajoelhado Ano 2016


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Acalentar os sonhos deixados pelo caminho.

Secar as lágrimas vertidas nas desolações.

Curar as feridas das chibatadas.


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Sorrir com o coração em lágrimas.

Correr com os pés sangrando.

Cantar e sonhar na estrada infinita.


Coração ajoelhado... 

Levantar é a condição.


Elise Schiffer 

14/03/2016

sexta-feira, 13 de março de 2026

2819 - Corações amistosos


Todo coração 

deve ser amistoso 

E revestido por poesia.

O mundo clama 

por olhares ternos,

Capazes de apaziguarem 

dores e lamentos

Em corações desesperançados.


Elise Schiffer

 2819   -   Saco de nuvens


Num saco de nuvens

Guardei todos os meus afetos.

Peguei uma estrela brilhante

E iluminei o saco de nuvens,

Deixando assim meu céu brilhante.


Dentro do saco de nuvens,

Coloquei também palavras amistosas,

Sorrisos, lágrimas e olhares ternos,

Para que no meu derradeiro vôo 

Eu jogue tudo lá do céu.


Minha última esperança 

É que assim, alguns aprendam

A serem felizes com pouco.

Porque para sermos felizes,

Precisamos só do amor.


Elise Schiffer

2819 - Estações da vida


A primavera da vida

Nos permite sonhar e conquistar.


O verão da vida

Nos permite saborear as paixões.


O outono da vida

Nos ensina a desapegar.


O inverno da vida

Nos prepara para a partida.


Em todas as estações 

A beleza está na coragem do viver.


Elise Schiffer

2818 - Sonho


Sentir saudade é pouco.

O corpo interfere tentando ajudar.

O coração liberta o passado.

A mente conta a história.

A dor da saudade delira.

O delírio é um suposto afago.


- Sou eu. Esqueci de telefonar para você. Aqui tudo bem.


O afogo tem começo e fim.

Vazio e saudade unidos 

Apoderam se de tudo.

O contato sem retorno foi sonho.

Mente e coração tentando ajudar,

Só aumentam a saudade.


Elise Schiffer

12/03/26

quinta-feira, 12 de março de 2026

2818 - Dívida aumentada


Gastei sonhos sem reservas.

Hoje restam apenas 

Fumaças disformes,

Desfazendo-se nas lembranças.


Escrevi cartas em vão.

Hoje lembro dos destinatários,

Que não mergulharam 

Nas entrelinhas da amizade.


Pendurei fotos pela casa.

Hoje elas povoam a solidão,

Relembrando os dias alegres

E a mesa rodeada de corações.


Transformei roupas antigas

Em retalhos bordados por orações,

Pois cada flor feita de linha

É uma benção metalizada.


Vivi... Hoje vivo o poente da vida.

Poente sem beleza ou fim.

Porque desejar findar os passos,

Só aumenta a dívida do caminhar.


Elise Schiffer

Bordando e rezando


 

quarta-feira, 11 de março de 2026

2817 - Pra ti e por ti


Pra ti escrevo todos os dias,

Linhas e entrelinhas infinitas,

Que tecem a enorme teia

Da saudade.


Pra ti são todas as palavras,

Que unem-se em versos,

Sem rimas ou métricas

Declamando minha saudade.


Pra ti são meus pensamentos, 

Que viram poemas e prosas,

No capítulo da espera infinita,

Com o título "Saudade".


Pra ti e por ti,

Tornei me escriba de sonhos,

Ocultando nas entrelinhas 

Toda minha saudade.


De Elise Schiffer para Rosemberg

2817 - Lembranças


Lembranças são palavras

Que unidas formam poesias 

Que o tempo escreve com emoções.


Mente e coração vivem

Repletos de versos e histórias

Que reativam os momentos inesquecíveis.

 

Lembranças não são estações.

É tempo vivo em versos,

Na mais simples forma do amor.


Tempo é florada de palavras,

Escritas, faladas ou sussurradas,

Porque o segredo de tudo é o amor.


Lembranças olham para vida

Com o olhar brilhante da poesia,

Valorizando cada memória.


Vida é o codinome das lembranças,

Vividas com paixões, alma e coração, 

Acumulando histórias de amor.


Elise Schiffer

2817 - Palavras e leitura

 

Caminhar lado a lado

Com as palavras e a leitura,

É ter carinho e caridade

Pelos anos de convívio harmônico.

Juntos leitores e escrita viajam

Sem reclamarem dos percalços.


Palavras e leitura

Aconchegam leitores,

Apesar de algumas distâncias culturais.

Entrelinhas aguçam curiosidades,

Conduzindo ao conhecimento 

Sem um ponto final.


Palavras não esperam a felicidade,

Apenas formam versos para leitura.

Sorrisos, esperanças e olhares,

Descobrem nas entrelinhas,

Inquietudes e aconchegos

Para a mente e o coração.


Elise Schiffer

terça-feira, 10 de março de 2026

2816 - Almas envelhecidas


Almas envelhecidas

São carcaças enfraquecidas.

Sonhos e desejos desaparecem 

E a esperança fica distante.


Almas envelhecidas 

Caminham pouco.

Suas vidas não têm horizontes, 

Céu e terra são um conjunto vazio.


Almas envelhecidas 

São subjugadas pelo abandono.

Esperar deixou de ser verbo,

Tornando se adjetivo.


Elise Schiffer

2816 - Seus e nossos olhares


Olhares 

São versos sedutores,

Com o "nós" nas entrelinhas.

Nossos olhares.


Olhares

São melodias de amor,

Com o compasso da harmonia.

Seus olhares 


Olhares 

São primaveras no jardim-coração,

Com aroma de companheirismo.

Nossos olhares. 


Olhares

São bandeiras de conquista,

Unindo sonhos e desejos.

Seus olhares.


Olhares

São templos de esperanças,

Unindo corações feridos.

Nossos olhares.


Olhares 

São diálogos de sabedoria,

Exaltando o "bem" na caminhada.

Seus olhares.


Elise Schiffer

segunda-feira, 9 de março de 2026

2815 - Jardins interiores


O encanto do amor 

Não está em dar flores.

O encanto do amor 

Está em cultivar flores nos corações.


Jardins interiores

Perfumam vida e morte,

O florescer constante 

É renovação para a esperança.


Pétalas ao solo

Transformam-se em lembranças,

Que irrigam os jardins 

Nas longas estiagens do amor


Elise Schiffer

2815 - Revelação


Trabalhar 

Para o tempo passar,

Tendo o futuro

Nas mãos que labutam.

Levantar o olhar

E vislumbrar o passado no futuro.

Um futuro vivo vindo do passado 

Afirmando - o depois aguarda.

Apesar de culpas e pecados

Passado e futuro "estão interligados".

A longa distância

Não rompeu elos unidos com amor.

Observar da penumbra 

É um ato de amor,

Confirmando com a roupa carmim,

Que o querer bem é vivo.


Elise Schiffer

domingo, 8 de março de 2026

2814 - Reciclagem



Sobras de pão 
alimentam famintos 
Ou viram torradas 
A mesa dos abastados.

Sobras de comida 
alimentam vidas sem esperanças 
Ou viram adubo 
Na terra explorada à exaustão.

Sobras de roupas surradas
cobrem corpos desnudos de futuro
Ou viram artesanato 
em mãos sonhadoras.

Sobras de plantas 
viram galhos secos no lixo 
Ou recomeço de
um novo ciclo de vida.

Sobras de uma vida 
viram velhice 
Ou peso morto 
para a sociedade.

Sobras da vida humana é um Bem 
sem reciclagem
Ou é lixo 
ou abandono.

Elise Schiffer

Mulher semente boa. - 08/03/2015


Semente boa

é a semente chamada mulher. 

Semente capaz de adaptar se 

as adversidades com lágrimas  e risos.

e mesmo assim germinar.

Semente da semente 

que dá novas sementes,

fortes e suaves.

A perpetuação da semente

é consequência do amor infinito

unindo elos numa forte corrente

seja qual for o tempo.


Elise Schiffer 


sábado, 7 de março de 2026

2813 - Versos


Versos são passaportes ao prazer,

Eles conduzem as lembranças,

Sejam elas boas ou ruins.

Versadores são sonhadores.


Versos despertam sabedoria,

Para o corpo e a alma,

Com ensinamentos ao equilíbrio.

Versadores são sabios.


Versos transgridem o bom senso,

Porque nas entrelinhas não há tempo,

O presente é a eternidade.

Versadores são loucos apaixonados.


Elise Schiffer

sexta-feira, 6 de março de 2026

2812 - Entrelinhas audaciosas


Para sonhar de olhos abertos,

Escrevo versos desconectados

Com a realidade amarga como fel.


Versos que abrem as portas 

Das entrelinhas audaciosas,

Levando-me até o amor.


Sentimento que dia 

Povoou meus sonhos,

Nos amanheceres e anoiteceres.


Sonhar de braços dados com as palavras

É poetizar no passado vivo,

Trazendo aconchego ao presente.


Palavras são confissões,

Versos o confessionário 

E a poesia a reconciliação.


Elise Schiffer

2812 - Náufrago


Naufragar 

No mar do amor

É afogar-se em incertezas

E depois confiar no porvir.


Naufragar

É confiar no olhar 

Que hipnotiza e seduz

Sendo parte de um todo.


O náufrago confia e vive

Plenamente a religião "Amor".

Porque só os loucos 

Sonham e deliram PAIXÃO.


Na grandeza do mar do amor,

As ondas sustentam 

O frágil coração que entrega se,

Vivendo todo o encantamento.


No mar do amor 

As noites cintilam silenciosas

E o vento faz companhia

Com seus sussurros.


Porque amar 

É olhar e sentir

Sem as promessas 

Das palavras sedutoras.


Elise Schiffer 


📝🤍

2812. - Cansaço feminino


Cansaço...

Do amor não valorizado.

Da dedicação não correspondida.

Esgotamento da mulher.

Cansaço...

Dos sonhos  não realizados.

Da fome de viver.

Estafa da mãe.

Cansaço...

Do dever de amar e

Da espera pelo chamado.

Exaustão do dever cumprido.


Elise Schiffer

2812 - Passado



Passado
Revive lo  não é permitido
Retoma lo causa dor.
Passado
Vazio no presente
Abandono no pretérito.
Passado
É porteira liberada
Aos apartados pela morte.
Passado
Memória particular
Que a dor não destrói.
Passado
Preservação das lembranças
Com esmero dos apaixonados.
Passado
Mar profundo
Que não mata por afogamento.
Passado
Benção dos solitários 
Que sofrem de saudade.

Elise Schiffer

quinta-feira, 5 de março de 2026

2811 - Eu lembro. II


Eu lembro...

Do seu olhar descarado,

Que desabrochava meus sorrisos.

Lembro da sua doce companhia,

Que alegrava meus dias.

Lembrar não basta.


Eu lembro...

Preenchi todos os espaços,

Com você por ser meu amor.

Fiz de nós dois um belo jardim,

Com flores de mãos dadas.

Lembrar não ameniza.


Eu lembro...

A cada amanhecer,

És meu primeiro pensamento.

A cada anoitecer,

És o meu último pensamento.

Lembrar não dá acolhimento.


Eu lembro...

O que posso escrever?

Além do "Eu lembro"!

Se és minha melhor parte,

Apesar da distância.

Lembrar alimenta a saudade.


Elise Schiffer

quarta-feira, 4 de março de 2026

2810 - Jardins e corações


Jardins são poemas vivos

Que abrilhantam 

Vidas.

Flores são versos que abraçam 

Agrupando sentimentos 

Nas pétalas.


O florescer de um jardim

Expande consciências

E amor pela vida.

Assim jardins e corações,

Florescem distribuindo "Amor" 

Pelo mundo.


Elise Schiffer



terça-feira, 3 de março de 2026

2809 - Sem roteiro


Amor 

Não tem roteiro.

Basta 

Trocar olhares 

E o caminhar 

Lado a lado.


Amor

É mãos dadas 

E companheirismo.

Destinos atrelados

Desacelerando

A presa do viver.


Amor

É União e cuidado.

Afastando

Medos e desconfianças,

Sem roteiro, 

Apenas um dia, por vez.


Elise Schiffer

2809 - Zarpar


Navios zarpam

Sem retorno.

O cais do coração 

Fica abandonados.


Períodos silenciosos

Após as partidas,

Até o próprio mar

Emudece as ondas.


Cais vazio 

Aguardando embarcações 

Que nunca voltam.

Navios atracados 

Aguardam para zarpar.


Elise Schiffer

segunda-feira, 2 de março de 2026

2808 - Poetas


Rosas choram.

Olhando para as estrelas,

Que observam do alto,

O vento levando 

A saudade na garupa.


Só os poetas enxergam

O que ninguém mais vê.

Transcrevendo em versos,

O que sente a alma sonhadora

De um coração dilacerado.


Poetas secam lágrimas das rosas,

Acalentam estrelas solitárias,

Ouvem o canto do vento

E sobem até as nuvens 

Para amarem amores impossíveis.


Elise Schiffer

2808. - Eu e você


Eu escrevia, 

Você lia.

Eu declamava,

Você ouvia.

Eu poetizava,

Você minha poesia.


Você olhava,

Eu decifrava.

Você sussurrava,

Eu flutuava.

Você amava,

Eu transbordava.


De Elise Schiffer para Rosemberg

domingo, 1 de março de 2026

2807 - Penso


Penso e escrevo

Palavras que agonizam

Tentando reviver o presente

Preso no casulo do passado

Respirando felicidade.


Penso e escrevo

Caminhos de palavras 

Que levem o transbordo 

Da saudade em sonhos

Até o aconchego dos seus braços.


Penso e escrevo

Palavras que gritam

Em um coração solitário 

Buscando a saida

Do labirinto das ilusões.


Penso e escrevo

Palavras de recomeços

A uma vida presa ao passado

Que tem medo de voar 

O vôo libertador do presente.


Elise Schiffer

Velhice - Ano 2015


É chegado o momento

das lembranças emergirem.

A velhice chega 

sem bater a porta 

e a deixa entreaberta.

As visitas indesejáveis

são as mais frequentes.

A Indiferença, A Solidão, 

O Abandono e a  Sabedoria,

num corpo sem forças.

Depurar as mazelas é preciso 

enquanto os dias se esvaem.

Pronunciar: meu amor,

somente nas lembranças.

Os olhos embasados

não lacrimejam mais.

O coração fraco 

sofre com a indiferença.

A carcaça curvada

suporta o peso do mundo.

A velhice ensina a não fugir.

Caminhar sem medo

é a ordem no palco sem plateia.

Sonhos de criança 

em tempo de morrer.

Assim é a velhice 

nas mãos solitárias 

da sabedoria.

Meu Deus…


Elise Schiffer

01/03/2015