O caminhar de uma vida,
É recheado de emoções,
Que venceram asperezas e sonhos,
Na perseverança do amar.
No fim da estrada
Olhando pela janela da alma,
O andante vislumbra seu percurso,
Com flores e espinhos.
No peito já senil reside
A nostalgia dos dias vividos,
Dos cansaços e medos
Contidos nas orações sem fé.
O mundo permanece inalterado,
Apenas a idade justifica
O silêncio, o vazio e as saudades
No coração andante que ama.
Sonhos vazios no amanhã,
Viram vestimentas para o andante,
Que cobre se com o passado em versos,
Alinhavado por palavras.
Elise Schiffer para Rosemberg