Palavras de um amor vivido,
Olham para trás.
Pés solitários que já foram pares,
Caminham em frente.
Vidas saudosas de amores vividos,
Tornam-se versos sem rimas,
Sussurrados ao coração,
Ludibriando a solidão.
Olhar e caminhar solitários,
Não buscam a mesma chegada.
Pensamentos vão e vem
Como marés da solidão.
No final de um todo a dois,
Esconde se o templo da dor,
Que recebe súplicas diarias
E finge não ouvi-las.
Palavras de um amor vivido,
Ecoam confirmando sua existência.
Corações apaixonados
Reconstroem-se a cada manhã.
No milagre do amanhecer
Que destrói o caos da saudade,
Porque o amor vivido é fonte,
Borbulhando esperanças.
Elise Schiffer