Para sonhar de olhos abertos,
Escrevo versos desconectados
Com a realidade amarga como fel.
Versos que abrem as portas
Das entrelinhas audaciosas,
Levando-me até o amor.
Sentimento que dia
Povoou meus sonhos,
Nos amanheceres e anoiteceres.
Sonhar de braços dados com as palavras
É poetizar no passado vivo,
Trazendo aconchego ao presente.
Palavras são confissões,
Versos o confessionário
E a poesia a reconciliação.
Elise Schiffer