Sobras de pão
alimentam famintos
Ou viram torradas
A mesa dos abastados.
Sobras de comida
alimentam vidas sem esperanças
Ou viram adubo
Na terra explorada à exaustão.
Sobras de roupas surradas
cobrem corpos desnudos de futuro
Ou viram artesanato
em mãos sonhadoras.
Sobras de plantas
viram galhos secos no lixo
Ou recomeço de
um novo ciclo de vida.
Sobras de uma vida
viram velhice
Ou peso morto
para a sociedade.
Sobras da vida humana é um Bem
sem reciclagem
Ou é lixo
ou abandono.
Elise Schiffer