domingo, 31 de maio de 2026

Cansaço II ano 2014


Cansaço... 

Carcaça pesada.

Morrer ja não basta.

Trabalhar...

Carcaça pesada.

Responsabilidade é trabalho.

Cansaço... 

Carcaça pesada.

Caminhar é trabalhar.

Persistir...

Carcaça pesada.

Cuidar do amor é trabalhar.

É o gens da sobrevivência.

Cansaço...

Carcaça pesada.

Prosseguir sempre e

não parar nem para morrer...


Elise Schiffer

31/05/2014

quinta-feira, 28 de maio de 2026

2895 - Indo aos sonhos...


Dou lhes versos de amor,

Lambuzados com saudades,

Que caminham de mãos dadas

Com nossos corações.


Enfeito a vida com lembranças, 

Unindo passado e presente,

Colorindo nosso lar com imagens

Ligando nós dois.


Coloco seus sussurros 

Sonorizando nosso lar 

E danço alegrando minh' alma,

Com sua voz melodiosa.


Deito-me nas entrelinhas 

Descansando a carcaça fétida 

E deixo-me adormecer.

Indo aos sonhos...


Elise Schiffer

segunda-feira, 25 de maio de 2026

2892 - Esperança repartida


Cada verso escrito

É uma dor arrancada do peito.

Cada poesia compartilha

É uma esperança repartida.

Escrevendo assopramos

Amor pelo mundo

E a vida é surpreendida 

A cada poesia que nasce.


Elise Schiffer

2892 - Estrada e palavras


Estrada florida com palavras.

Perfumando sonhos de escritores.

Acariciando mãos calejadas

Pela força da escrita.


Quando a inspiração mingua,

A estrada é regada com novos sonhos,

Que florescem e vão longe 

Até os corações dos leitores.


Estrada florida com palavras.

Perfumando versos de amor e

Absorvendo o sal das tristezas 

Que borbulham no coração dos escritores.


Escritas que fortalecem sonhos,

Com palavras solitárias

Em folhas de saudades sobre a mesa,

Expondo seu amor a todos.


Elise Schiffer

25/05/2014

domingo, 24 de maio de 2026

2891 - Para sempre


Encontre vida nas palavras

E sobreviva nas entrelinhas,

Aprendendo com os versos 

O verdadeiro significado

Da expressão "para sempre".


Palavras dão asas à imaginação 

E coração as poesias.

Assim a porta do cotidiano 

É aberta para observar a vida 

Na plenitude do "para sempre".


Elise Schiffer

Somos ou Fomos?











Uma consoante e toda sua força.

08/08/2012 (Poços de Caldas/MG)

Somos assim...

Somos simplesmente

Um único coração.

23/06/2018 (Rio de Janeiro)

Fomos assim...

Fomos simplesmente

Um unico coração.

O tempo trocou o S pelo F.


Elise Schiffer

sábado, 23 de maio de 2026

2890 - Saudade


Saudade é frio de alguém 

Ou até mesmo de lugar.

Um frio que anoitece 

O coração e o céu.

Tudo adormece.


Saudade não consola

Ausências dos bons dias,

Só germinando boas lembranças 

Que fazem companhia.

Os dias viram fotografia antigas.


Saudade é um caminhar 

Num jardim sem flores.

Ciente de que há vida

Sem aroma ou cor.

Raizes e alma forçam a sobrevida.


De Elise Schiffer para Rosemberg 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

2889 - Olhar as estrelas


Carcaça senil

Com resquícios infantis, 

Olhando o céu com esperança,

Buscando estrelas madrinhas

Para pedidos secretos

E acalento da saudade.


Carcaça senil 

Com sonhos secretos 

Observando a magia das estrelas,

Suplicando por um retorno.

A volta de quem foi ou

A ida de quem ficou.


Elise Schiffer

quinta-feira, 21 de maio de 2026

2888 - Mar dos sonhos


Tentando fugir da realidade,

Navegamos pelo mar 

Dos sonhos esquecidos.

Tantos são os sonhos

Pequeninos e grandiosos

Que o mar virá um oceano.


Cansado dos desamores,

Desejando apenas acolhimento, 

Mergulhamos no oceano dos sonhos 

E nos deixamos acolher pelas águas

Indo até às profundezas "do nós"

Onde sonhos e poesia se fundem.


As palavras são âncoras "do nós",

Impedindo a emersão 

Do oceano dos sonhos,

Onde viver a fantasia trás vida,

Contrastando com a realidade cruel

Do abandono no presente.


Elise Schiffer

2888 - Andante do norte


Cavalheiro andante do norte

Com um livro na mão 

Buscando por novos caminhos 

Em terras pretéritas.


Cavalheiro moreno do norte

Levando livro e coração 

Como parte de um amor

Com linhas sublinhadas.


Cavalheiro andante do norte

Sangue forte desbravador

Não venceu preconceitos e partiu

Levando um coração dentro do livro.


Elise Schiffer

quarta-feira, 20 de maio de 2026

2887 - Sem nome


Doídos corações juvenis, 

Que sem conhecer nomes,

Amam muito, muito em sonhos.


Doidas paixões 

Que crescem em fervor

Deixando os dias inquietantes.


Poucas palavras,

Poucos encontros

E uma paixão viva.


A fantasia era cúmplice,

No arder da juventude.

Amando sem conhecer nomes.


Sensatos corações maduros.

Que sem conhecer nomes,

Recordam amores juvenis.


Risos vagam no presente,

Desnudando fantasias do passado, 

Que se esvaem com a maturidade.


Boas lembranças 

Perfumam a maturidade,

Com recordações juvenis.


Ficam lembranças sem nome, 

Ficam diálogos vagando e

Um livro a ligar corações juvenis.


De Elise para Renê

2887 - Entardecer


No final das tardes,

Espero por uma palavra,

Uma única palavra, 

Que lembre seu nome e

Perfume o entardecer dos dias. 


No final de cada dia,

Espero por uma visão, 

Uma única visão, 

Que acolha meu coração e 

Aqueça a saudade.


No final de cada amanhecer,

Espero por uma declaração, 

Uma declaração de amor,

Que em forma de oração 

Sussurre "eu te amo".


No final dos meus dias,

Espero por uma chuva, 

Uma chuva de pétalas, 

Que tragam seu perfume

Ao meu entardecer.


Elise Schiffer

terça-feira, 19 de maio de 2026

2886 - Vôo das palavras


A saudade pariu 

palavras com asas.

Formando bandos 

de versos nos céus,

Voando rumo aos sonhos

dos amores apartados.

Asas fortes vencendo

horizontes distantes,

Delimitando o amar

e  o esquecimento.


Elise Schiffer

segunda-feira, 18 de maio de 2026

2885 - Calçada poética








Transformei os dias 

Em belas caminhadas.

Transformei a vida 

Em casa para a alma.


Transformei as caminhadas

E casa para a alma,

Em versos de amor

Eternizando os momentos.


Custumizei o dia a dia 

Com flores de todos os tipos,

Dando nova roupagem

Ao cotidiano e aos amores.


Versos sem rimas

Abotuaram sonhos com realidades.

Assim caminhos de cascalhos

Viraram calçadas poéticas.


Elise Schiffer

domingo, 17 de maio de 2026

2884 - Peso invisível


Senilidade.

Decrepitude distanciando amores.

Ser...

Apenas ponto de visitação,

Elo pelo ZAP - tudo bem?

Relés cuidadora dos distantes.

Provedora invisível aos corações.


Senilidade.

Decrepitude que incomoda amores.

Ser...

Apenas ponto de obrigação,

Livramento de remorsos.

Carcaça em dias de comemorações.

Erário familiar.


De Elise Schiffer para Márcia.

sábado, 16 de maio de 2026

2883 - Roda do tempo


O tempo é uma roda,

Repetindo vivências 

Em solos diferentes.


Momentos distintos  

Renascem dores antigas

Trazendo ensinamentos.


Arrependimentos e aprendizados

São ensinamentos

Da roda do tempo.


Momentos cruéis vividos 

Com novas roupagens no hoje

Purificam corações pesados.


Elise Schiffer

2883 - Mundo de palavras









Com palavras

Aprendi a ler e foi meu big bang.

Com palavras e amor

Fiz bilhetes e cartões na infância.

Com palavras e versos

Transformei a maturidade em poesia.

Com palavras e sonhos

Ergui meu paraíso.

Com palavras e companheirismo 

Edifiquei meu lar.

Com palavras, amor e filhos

Construí uma família.

Com palavras e saudades

Traduzi dores e lembranças.

Com palavras e determinação 

Gerei meu próprio mundo.


Elise Schiffer

sexta-feira, 15 de maio de 2026

2882 - Passado


O passado é um lugar

Habitado por pessoas amadas, 

Que vivem, riem e choram 

Por não haver mais futuro.


No passado vivem amores

Que visitam os sonhos noturnos

E deixam um rastro de alegrias

Brincando com a saudade.


O passado é um lugar

Que preserva a felicidade vivida,

Acalma a saudade infinita

E ilumina o caminho para o futuro.


Elise Schiffer

quinta-feira, 14 de maio de 2026

2881 - Gostar


O verdadeiro gostar permanece,

Mesmo longe dos olhos.

Guardado dentro da alma.

O verdadeiro gostar é raiz profunda,

Nutrindo-se dos dias vividos.


O gostar precisa ser sereno,

Apoiado-se na confiança mútua.


O verdadeiro gostar permanece,

Como semente adormecida.

Preservando o amor.

O verdadeiro gostar floresce

Em todas as estações da vida.


O gostar precisa ser de alma

E não da carcaça temporária.


Elise Schiffer

2881 - Sem promessas


Sem promessas caminhamos.

Olhares traduziram as promessas.

O sentimento chegou e foi ficando.

Tornando se proprietário do coração.


O amor do agora limpou o passado.

Floriu os dias e cantarolou...

O coração tornou se casa iluminada,

Acolhendo a todos que estavam só.


Sem promessas, só olhares,

O amor edificou uma família.

Novos dias fortaleceram o núcleo

E tudo ao redor floriu união.


Elise Schiffer

quarta-feira, 13 de maio de 2026

2880 - Sou rio


Sou rio represado 

Encarcerado pelo tempo.

Minhas margens não tem vida,

Minhas águas são insalubres.

Nas profundezas guardo sonhos

De um dia chegar ao mar.


Sou rio represado 

No lago profundo do passado.

Fui nuvem com águas flutuantes.

Serei mar aconchegante e silencioso.

Sei o que fui e o que desejo ser,

Apenas o tempo não dá alforria.


Sou rio represado 

Sem beleza e muitos sonhos.

Minhas correntezas represadas

São vida a observar em silêncio,

Corações que me olham

E não me enxergam.


Elise Schiffer

terça-feira, 12 de maio de 2026

2879 - Juras perdidas


Juras perdidas pelo caminho

Deixam sonhos e palavras soltas,

Que entrelaçam se com o tempo

Formando poesias que adornam 

Corpos cansados e cabelos brancos.


Juras perdidas pelo caminho

Deixam a dor da ausência

Transformada em lembranças,

Que refrescam como brisa

A saudade que desidratou.


Elise Schiffer

segunda-feira, 11 de maio de 2026

2878 - Mãe


Duas vidas.

Uma recebendo vida,

Outra chegando pra vida.

Unidas pelo umbigo afetivo.


Vida são dias vividos 

Com amanheceres nas almas,

A qual denominamos "Lar"

Onde viveremos por longo período.


Antes do retorno

Imploramos uma porta aberta

No coração sagrado

Na qual chamaremos "Mãe".


Elise Schiffer

domingo, 10 de maio de 2026

2877 - Há vida, onde há amor


Há amanheceres especiais 

Tal qual os sonhos 

Onde lua e sol se encontram 

E ambos podem se tocar.


Há sonhos especiais 

Tal qual um presente vivo

Onde passado e presente

Podem se encontrar.


Há noites especiais

Tal qual o despertar num paraíso

Onde o beijo permanece nos lábios 

Após o despertar.


Há momentos especiais 

Não vividos no passados

Que colorem os sonhos

Com o sabor de vida.


Elise Schiffer

sábado, 9 de maio de 2026

2876 - No tear do tempo


Tosquiei o luto

Arrejando a alma, 

Que já não respirava.


Com os fios da lã

Do passado vivo

Teci milhares de palavras.


Escrevendo versos 

De amor e lembranças

Que virassem companhia.


No tear do tempo

Uni bem forte 

A trama da tecelagem.


Criando poesias

Resistentes e fortes ao tempo

Capaz de aquecer a saudade.


Elise Schiffer

quinta-feira, 7 de maio de 2026

2874 - Descobertas

 










Sou árvore, rocha e mulher

Buscando evolução. 


Sem amor 

Aprendi a fazer me companhia.

Sem leitor 

Comecei a declamar meus versos.

Sem fã 

Permiti-me admirar minha arte.


A solidão ensinou me

Unir raízes com flores.

Descobrindo o valor

Que carrego dentro de mim.

Sou a melhor companhia

De mim mesma.


Sou uma escritora pulsante

Com versos que borbulham.

Sou minha maior fã 

Pelas lutas e conquistas na vida.

Sou guerreira incansável 

Vivendo um dia por vez.


Sou árvore mãe, avó e amiga

Que enverga mas não quebra.


Elise Schiffer

quarta-feira, 6 de maio de 2026

2873 - Sem presente ou futuro


Não podendo te tocar

Toco minh'alma com versos

Desenterrando você 

Nas entrelinhas 


Não podendo te ouvir

Declamo estrofes ao vento

Na esperança que "Nós" 

Estejamos vivos nas entrelinhas.


Não podendo esquecê-lo

Briguei com o tempo

E o transformei em lembranças 

Mantendo assim nossa união.


Não podendo caminhar 

sem você 

Rompi dez vez com o tempo

Voltando a viver no passado 

Sem direito a presente ou futuro.


Elise Schiffer

2873 - Sepultar a dor

 

Ao sepultamos a dor

Permitimos que a saudade

Floresça mansamente

Com rosas de lembranças 

Perfumando dias vazios.


No jardim das lembranças 

Sentamos no banco vazio e

Repousamos a carcaça cansada

Usufruindo do refrigério 

Dos momentos vividos.


Elise Schiffer

terça-feira, 5 de maio de 2026

2872 - Cardume de rosas










Muitas palavras

Nenhum papel e meia caneta.


Pensamentos...

Muito a dizer.

Gestação de versos

Para um único destinatário.

Mente livre viajando

Onde a carcaça não pisa.


Muitas palavras

Um mar de sonhos novos e velhos.


Miragens...

Instantes de amor.

Conduzindo a carcaça fétida

Por cardumes de rosas.

Passado e presente se fundem

Em ondas dos dias vividos.


Muitas palavras 

Nenhum papel e meia caneta.


Elise Schiffer


* estou sem folha para escrever kkk

segunda-feira, 4 de maio de 2026

2871 - Sentimentos


Saudade é sentimento 

Escrito e vivido em poesias.

Saudade é sentimento

Silencioso em versos.


O silêncio da saudade 

É gestacional para poesia.

Versos de paixão 

Dão sobrevida às lembranças.


Saudade é sentimento 

Que contempla o passado.

Saudade é sentimento 

Que arde em palavras.


O silêncio da saudade

Estremece o fenecer.

As entrelinhas da poesia

São parideiras de sonhos.


Elise Schiffer

sábado, 2 de maio de 2026

2869 - Como


Como desocupar o coração, 

Quando a presença é corpulenta,

Espaçosa e sem limite.


Como viver o luto persistente 

Quando a presença das lágrimas 

Chegam à estação da estiagem.


Como alterar a cor da saudade

Quando a presença é marcada

Pela força, cor e aroma do ébano.


Como conviver com o vazio,

Quando o passado povoa a mente

A cada instante do dia e da noite.


"Como" advérbio sem resposta

Quando o protagonista morre

Virando apenas lembranças.


Elise Schiffer