domingo, 26 de julho de 2026

2954 - Silêncio


Força aniquiladora

É o silêncio interior.

Instalado na vida,

Não há como romper 

Com o fenômeno.

Faminto por destruir

O pretérito vivido.

Tudo torna-se silêncio.


O silêncio interior 

Apossa-se do coração,

Escurece a alma

E destrói a carcaça,

Em perfeita usurpação.

Matando sonhos 

E sentimentos.

Tornando-se cárcere.


Elise Schiffer

sábado, 25 de julho de 2026

2953 - Elos indestrutíveis


Após o sepultamento 

Dos amores de uma vida,

A saudade transmuta-se em palavras,

Que agrupadas formam versos.


Abundantes são as saudades,

Que me tornaram escriba.

Carinhosamente deito cada palavra,

Em folhas de papel e as guardo.


Palavras que formam versos,

Que formam estrofes,

Que unidas geram poesias,

Onde meus amores renascem.


Dentro de cada entrelinha,

Amores são revividos,

Amaciados com as lembranças,

Formando elos indestrutíveis.


Elise Schiffer

sexta-feira, 24 de julho de 2026

2952 - Superação


Libertação 

Não aceita retrocessos.

Em frente.

Superação 

Independente da idade física.

Ser forte.

Na senilidade algumas conquistas,

Tem sabor de vitórias épicas.

Satisfação.

Ir só ao cinema após o cárcere da união,

Grande façanha.

Vitória.

Afeto e o domínio próprio,

Vencem anos de regras impostas.

Derrubar barreiras.

A geração das mulheres submissas,

Vai se extinguir.

Renovação.

Glória as conquistas

Das mulheres atuais.

Faróis.

Libertação 

Não aceita retrocessos.


Elise Schiffer

2952 - Esperança e silêncio


Com o tempo

O coração saudoso entende,

Que palavras formam caminhos

Silenciosos.

Caminhos onde o outro não está,

Nem mesmo o eco da voz.


O silêncio por vezes é julgado

Como ausência.

Quando na verdade

É o amor morando dentro de nós.


Serenidade não é o fim

Da saudade,

É não prolongar a dor.

O fim de um amor 

Precisa de esperança e silêncio,

Pois só assim o adeus fará sentido.


Elise Schiffer

quinta-feira, 23 de julho de 2026

2951 - Invisibilidade


A invisibilidade 

Começa no núcleo familiar,

Antes mesmo da decreptude.


Estendendo se aos espaços 

Sociais, públicos e grupos,

Tudo passa a ser indiferença.


Cultura, conhecimento ou sabedoria,

Nada mais faz sentido,

A pressa ensurdeceu a todos.


Transeuntes, amigos e familiares,

Fecharam o coração e olhos,

Por medo da responsabilidade.


Esse vazio imposto pelo mundo

E pelos corações próximos,

É a diplomação da senilidade.


Elise Schiffer

quarta-feira, 22 de julho de 2026

2950 - Quase nós


Palavras não seguram 

O tempo nem as pessoas.

Quase uma prisão.

Tentar criar vínculos pós morte,

É loucura de escritor.

Quase uma libertação.

Escrever por dias e anos,

Deitando a saudade em resmas.

Quase uma loucura.

Versar tentando ser ouvida,

Expondo a dor de uma vida.

Quase um sonho.

Acreditar na sobrevida do amor,

Mantendo o luto vivo.

Quase um prazer.

O tempo passar,

Estações passarem e o amor ficar.

Quase uma persistência.

Não parar de escrever por crença,

Atrelada nas entrelinhas.

Quase uma religião.

Abandonar a escrita diária,

Deixando o amor morrer novamente.

Quase uma desolação.

Palavras no agora,

Revivendo lembranças.

Quase uma felicidade.

Palavras ensinando,

Deixar partir é um ato de amor.

Quase uma poesia.


Elise Schiffer

segunda-feira, 20 de julho de 2026

2948 - Amores

.

Amores.

Chegam e partem,

Com a simplicidade de um olhar.

Transformando partilhas de vidas

Em tatuagens na alma.


Restando - Amo-te.


Amores.

Partem levando pedaços do nós.

Ausências, silêncio e distâncias,

Transformam se em lembranças 

Do bem e do bom vividos.


Restando o desejo - Sejas feliz.


Amores.

Lembranças com sentimentos,

Carregadas de saudades e sonhos,

Do zelo que existiu entre corações.

Corações que hoje são solidão.


Restando sussurrar - Para sempre.


Amores.

Encontros e experiências,

Escrevendo um caminhar,

Que ao chegar ao fim da estrada,

Deixam marcas eternas.


Restando -  Vives em mim.


Elise Schiffer

Vim, vivi e venci Ano: 2014


Nascer no interior, 

Onde a pobreza era a maior riqueza

E caminhar sempre com pés no chão. 

Chorar com cuidado 

Para não molhar os trapos remendados.

Lanchar escondida 

Para que o pão duro não fosse piada. 

Mesmo assim caminhar e ler, 

Ler... 

Livros velhos e jornais velhos do lixo, 

Mas ler e  chegar. 

Chegar!

Chegar longe 

E do topo onde não há fome nem frio, 

Chorar mesmo assim, 

Com saudades da simplicidade 

Que cercava a pobreza com sonhos.

Nadar não no rio que corre no chão, 

Mas nos rios flutuantes do céu 

E chegar ao Mar.


Elise Schiffer 

20/07/2014

domingo, 19 de julho de 2026

2947 - Renascemos/Morremos


Renascemos

A cada recomeço na vida.

Sendo várias versões 

Da mesma essência.

Sempre acreditando no amor.


Renascemos

Ao estarmos nos olhos do outro,

Após momentos de amor,

Nas lágrimas derramadas

E ao perdermos para morte.


Morremos

A cada lembrança revivida,

Nas entrelinhas escritas sem leitor,

Nas laçadas que bordam a saudade,

No café sem bate papo.


Morremos 

Diariamente por falta de fé,

Por escrever sem o leitor amado,

Ao apagarmos a esperança no depois

E seguirmos o caminhar.


Elise Schiffer

2947 - Submundo dos escritores


Há um submundo 

Frio e silencioso 

Dentro de cada escritor.


Um submundo poético 

Cheio de sussurros 

De amor, revolta e palavras.


Para permanecerem vivos

Os escritores queimam se

Em sonhos e paixões ilusórias.


Sentimentos dentro de um abismo,

Onde a poesia triste e frágil,

Fortalece a carcaça sonhadora.


Suas dores gemem baixinho,

Para não despertarem paixões antigas,

Adormecidas nas entrelinhas.


Dias de espera e devaneios 

Aquecem o frio da solidão

Com palavras e versos de amor.


Escritores guardam

Memórias congeladas,

No submundo das paixões.


Elise Schiffer

2946 - Aurora Boreal


Muito mais que fenômeno.

Luzes mágicas no céu,

Brincam com sentimentos,

Descortinando sonhos,

De almas que crêem.


Assim são as Auroras Boreais.


Anjos trazendo esperanças 

Chegam à terra bailando,

Através do magnetismo 

Do planeta que clama 

Pelo celestial.


Assim são as Auroras Boreais.


Explicações científicas

Não encobrem a magia,

Que embalam os loucos.

Sentimentos e sonhos 

Estão no DNA da loucura.


Elise Schiffer

sábado, 18 de julho de 2026

2946 - O tempo


Carrasco implacável 

O Tempo!

Sua desumanidade,

Passa levando tudo.


Leva o vigor juvenil,

Familiares, amigos,

Amores, sonhos

E os dias alegres.


Sua passagem 

Descolore a vida,

Trás vazio, silêncio

E cansaço de acordar.


Elise Schiffer

2946 - Beijos


Houve, há e haverá 

Coração e mente atrelados,

Que ao amanhecer 

Jogam beijos para as estrelas.

Nas noites de luar 

Jogam beijos para lua,

Ao passarem por um jardim,

Beijam plantas e árvores.

Nos dias de céu limpo 

Jogam beijos para o sol.

Porque todos merecem beijos.

Das nuvens aos seres vivos,

Estejam pertos ou distantes.

A força do beijo vem 

Do coração que ama com respeito,

Da mente que crê na vida,

Do caminhar confiante

E na certeza que em tudo há vida.

Houve, há e haverá 

Corações e mentes atrelados,

Aguardando por beijos.


Elise Schiffer

2945 - O mar



O mar da solidão 
Aquieta suas ondas,
Para o silêncio reinar,
Navegando suavemente 
Sem buscar um cais.
Por vezes...
O mar sem horizonte
Agita-se com as brisas,
Que sussurram versos
Desapertando a saudade
Já adormecida.

Elise Schiffer

Carcaça. 18/07/2016


Carcaça cansada

Caminha sem parar 

Na certeza da chegada 

Que se faz anunciar.


Elise

18/07/2016

quinta-feira, 16 de julho de 2026

2944 - Asas do tempo



Passado e Futuro
Formam grandes e fortes asas
Conduzindo o Presente
Por ventos de dores e sonhos.

Dores de semeaduras perdidas
E sonhos de novas semeaduras.
Semeaduras presas as fortes asas
Voando em correntes de amor.

Na alternância das asas nos vôos
O Futuro vira Presente
E o Presente vira passado
Guardando dores e sonhos perdidos.

Elise Schiffer

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Somos. (15/07/2012)


Somos luz 

a iluminar a imensidão, 

Somos estrelas 

a cintilar nos corações,

Somos amor 

A acreditar nos sonhos.


Elise Schiffer 

15/07/2012

Tristeza. (Parte do livro - O Ferreiro)

 

Tristeza...

Bem sei tu vais passar, 

deixando apenas uma cicatriz, 

tatuada em minha alma.


Tristeza...

As lágrimas de hoje 

irrigaram o solo seco 

e rachado da esperança.


Tristeza...

Viver em carcere,

desejando dia após dia 

libertar se da carcaça.


Tristeza...

Morrer já não basta,

viver desejando morrer

é pouco para a dor.


Tristeza...

Sua punição é viver

abandonado na multidão

e vivendo no deserto da maternidade.


Tristeza...


Elise Schiffer 

15/07/2014

Sonho I. (15/07/2015)


Almas secas,

Corações despedaçados,

Sonhos vazios,

Mentes digitais,

Assim é viver sem sonhar.


Alma feliz sonha.

Alma feliz vive o acaso.

Alma feliz transforma o pesadelo.

Alma feliz faz do sonho realidade.


Asas para que?

O caminho dos sonhos,

Vive nos corações

Dos fiéis aventureiros,

Que sonham.


Elise Schiffer 

15/07/2015

terça-feira, 14 de julho de 2026

2942 - Negar


Negar a saudade

Afastando as lembranças.

Negar a solidão 

Ocupando a vida com novos afazeres.

Negar...

Saudade é erva daninha 

Florescendo mesmo arrancada.

Solidão é invasão 

Grilando os dias vindouros.

Negar...

Os sonhos noturnos 

Que teimam em reviver o passado.

As entrelinhas 

Que os versos escondem.

Negar...

O amor que vive em mim

Por não haver mais o "nós".

Os dias subjugados pelo luto

Onde a carcaça sobrevive.


Elise Schiffer

Caminhar, sonhar e acordar. Ano 2015


O andarilho caminha com os pés sangrando 

até que descobre a hora certa de parar.

O sonhador vive seus sonhos 

até que um parto sofrido o joga na realidade. 

O escritor relata sobre ele mesmo 

em cada romance, poesia ou conto, 

até o momento em que deixa de escrever 

e apenas declama para si mesmo seus delírios.

E assim 

Caminham os andarilhos... 

Sonham os devaneios...

Acordam os escritores...

Relatos antes em papel 

Hoje são sussurros ao vento.

Dor e quimera são as sobras...

Que o poeta transforma em banquete.


Elise Schiffer

14/07/2015

14/07/2020

domingo, 12 de julho de 2026

2940 - Distorcendo a realidade


Escrever o passado não cansa,   

Dá sobrevida ao que existiu.

Resgatando alegrias da solidão.


Mesmo sem leitores,

Versos invadem a alma do escritor,

Relembrando o que foi felicidade.


A escrita não sufoca,

Por ser um laço sem nó,

Unindo amores e sonhos.


Escritor e amores 

Não morrem nunca,

Mesmo quando chegam ao fim.


Como um barco sem cais,

Escritores vagam em seus sonhos,

Por não atracarem na realidade.


Escritor e escrita não se soltam,

Navegam juntos nos versos,

Distorcendo realidades em sonhos.


Elise Schiffer

2940 - Melhores companhias


Flertei com as letras e sílabas,

Quando menina.

Namorei palavras e definições,

Quando pré-adolescente.

Apaixonei-me pelos versos,

Quando adolescente.

Casei me com a poesia,

Quando adulta.

Divorciei-me de pessoas, mas nunca da escrita.

Hoje somos poesia e poeta num só.

Sou escritora,

No olhar, respirar e caminhar.

Meus personagens são meus amores

E meus livros as melhores companhias.


Elise Schiffer

sábado, 11 de julho de 2026

2939 - Braços vazios












Beijo-te com palavras.

Abraço-te com versos.

Envolvo-te com poesia.

Nas entrelinhas digo "amo-te".


A saudade adormece de braços vazios,

Cansada de chorar a ausência. 

A morte é dor que dilacera,

Deixando a vida sem esperança.


Elise Schiffer

sexta-feira, 10 de julho de 2026

2938 - Mãos dadas

 












A finitude dos amores 

São a matéria prima 

Das lembranças.

Mãos dadas.


A sobrevida dos amores

Está em lembranças vivas

Preenchendo o dia a dia.

Interligando corações.


Os sonhos são pontes

Entre o Real e o imaginário 

Onde transitam às saudades.

Reino da loucura.


Elise Schiffer

quinta-feira, 9 de julho de 2026

2937 - Sentimento egoísta


O amor 

é um sentimento egoísta

Ele liberta,

deixando resquícios de saudade.


A saudade 

é um sentimento que aprisiona,

Amores e amigos 

nas lembranças do coração.


As lembranças 

são fagulhas que incendeiam,

As cinzas quentes

do presente vazio.


O presente vazio

alimenta se do passado

Que retém 

Amores e amigos.


Amores e amigos

Formam as estações  da vida,

No ciclo infinito

Dos que chegam ou partem.


De Elise Schiffer para Claudinho.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

2936 - Solidão


Solidão...


Solidão é beijar 

E não encontrar reciprocidade.

Solidão é cuidar

E não ser cuidado.

Solidão é ouvir 

E nunca ser ouvido.


Solidão...


Solidão é falar com o passado,

Andando e amando.

Solidão é amar silenciosamente,

Por escolha, cuidado e dedicação.

Solidão é ser abandonado,

Por falta de serventia.


Solidão...


Elise Schiffer

2936 - Pescadores



Pescadores de peixes

Saciam a fome física.

Pescadores de estrelas

Saciam a fome de sonhos.


Elise Schiffer

Tristeza.


Tristeza...

 Bem sei tu vais passar um dia, 

 deixando apenas uma cicatriz, 

 tatuada em minha alma.

 Tristeza...

 As lágrimas de hoje 

 irrigam o solo seco 

 e rachado da esperança.

 Tristeza...

 Viver em cárcere,

 desejando dia após dia 

 libertar se da carcaça.

 Tristeza...

 Morrer já não basta,

 viver desejando morrer

 é pouco para a dor.

 Tristeza...

 Sua punição é viver junto a mim,

 abandonada na multidão

 e vivendo no deserto da maternidade.

 Tristeza...


Elise Schiffer

08/07/2014


terça-feira, 7 de julho de 2026

2935 - Aprendizado da senilidade












Se a morte 

acaba com tudo,

Perdermos amores 

para sempre.


Se a morte 

tem um depois,

Somos abandonados 

para sempre.


Não importa 

o que é a morte,

Perda ou abandono 

é inevitável.


Novos aprendizados 

são obrigatórios,

Saudade, solidão e silêncio

São matérias da senilidade.


Elise Schiffer

2935 - Apaixonada por mim


Fiquei ao meu lado

A cada perda pelo caminho.

Abracei meu coração 

A cada dor vivida.

Sequei minhas lágrimas 

A cada pranto de saudade.

Segurei minha mão 

A cada novo percurso.


No fim da jornada

Agradeço-me pela companhia.

Nunca fraquejei 

Por ser meu próprio apoio.

Coragem ou coragem 

Foi minha religião na vida.

Fui, sou e serei apaixonada

Pela guerreira que me forjei.


De Elise Schiffer para Elise

segunda-feira, 6 de julho de 2026

2934 - Fomos bússola












Fomos o norte e o sul

Porque nossa bússola 

Sempre foi o companheirismo.


Sou bússola sem norte.


Fomos estações sem tempo,

Porque nunca usamos datas,

Viver era o mais importante.


Sou datas vazias.


Fomos poesia,

Porque versos existem sem rimas,

Se o amor reside nas entrelinhas.


Sou palavras sem ouvinte.


Fomos jardim,

Porque semeavámos flores e sonhos,

E colhíamos alegrias na alma.


Sou estiagem de sonhos.


Elise Schiffer

domingo, 5 de julho de 2026

2933 - Chegadas e partidas


Caso não entendas a topografia 

Dos caminhos da vida,

Siga em frente caminhando 

E observe o mundo a sua volta.


Pessoas chegam e partem.


Ame, analise

Sem buscar respostas.

Serene o coração

E siga cada nova trilha.


Pessoas partem e chegam.


Caminhos serenos

Ou tortuosos,

Conduzem ao mesmo ponto

De chegada e partida.


Elise Schiffer

2203 - Onde estais?


Onde tu estais?

Não estais na casa 

Que foi nossa..

Não estais no apartamento 

Nem na dor da ausência. 

Até a dor 

Mudou seu endereço.

Onde tu estais?

Não estais 

Junto a mim.

Não estais nas cartas 

Ou versos escritos.

Até as entrelinhas 

Ficaram vazias!

Onde tu estais?


Elise Schiffer

05/07/24

sábado, 4 de julho de 2026

2931 - Novos horizontes


A mente vacila

E o coração palpita,

Fortemente.


Pés cansados conduzem

A lugares desconhecidos,

Desbravadamente.


No percurso...


A mente acredita,

O coração confia

E os pés conduzem.


Segue a carcaça senil,

Temerosa em viver,

Alçando novos horizontes.


Elise Schiffer


* Escrito para uma senhora sozinha, indo de metrô a um lugar desconhecido.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

2931 - Relíquias do amor


A saudade acomoda-se,

A dor adapta-se

E a solidão vira rotina

Na trilha do desamparo. 


Tudo perde sua força.

O passado torna-se refém 

E o coração é domesticado

Pela força do luto.


Lembranças e vozes

São relíquias do amor,

Guardadas com ismero,

Para não perderem o elo.


Elise Schiffer

2931 - Reescrever o amar


Lágrimas e mãos,

Unidas pela saudade,

Escrevem ternos poemas.


Lembranças e versos,

Unidos pela saudade,

Iluminam a solidão.


Lágrimas, lembranças,

Mãos e versos,

Reescrevem o amar.


Elise Schiffer

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Gratidão as canetas


Publicar fotos de canetas usadas, é uma forma de expor minha gratidão, a todas que cumpriram seus deveres.

Companheiras sem falha ou cansaço, escrevendo textos sem profundidade ou sabedoria, apenas estando lado a lado na jornada da saudade. Oi

Elise Schiffer       02/07/26



2930 - Laços


Te encontrei muito antes

Do primeiro olhar.


O amor puxou me

Para onde tu estavas.


A distância foi vencida

E o destino foi cumprido.


Sem palavras ou gestos 

O primeiro olhar selou destinos.


Nasceu a promessa silenciosa 

Do querer bem.


Hoje...


Não há tempo que nos separe.

Permaneço unida na união separada.


Tenho a certeza de que vives

Nas palavras que escrevo.


Palavras que nos abraçam 

Amenizando a saudade.


Olhares separados não rompem

Laços sentimentais.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 1 de julho de 2026

2929 - Romantizar a dor


Minhas palavras 

Estão atadas a você,

Fingindo felicidade

Ao romantizar a dor.


Meus versos

Tem você nas entrelinhas,

Sorrindo para mim 

Em cada momento de solidão.


Seu perfume baila 

Com as memórias que ficaram,

Ao som da sua voz

Que ficou nos cantos da casa.


Seu nome ainda é escrito

Com palavras de saudades,

Unindo sentimentos e prosa

Na pergunta - Onde estais?


Elise Schiffer