Há um submundo
Frio e silencioso
Dentro de cada escritor.
Um submundo poético
Cheio de sussurros
De amor, revolta e palavras.
Para permanecerem vivos
Os escritores queimam se
Em sonhos e paixões ilusórias.
Sentimentos dentro de um abismo,
Onde a poesia triste e frágil,
Fortalece a carcaça sonhadora.
Suas dores gemem baixinho,
Para não despertarem paixões antigas,
Adormecidas nas entrelinhas.
Dias de espera e devaneios
Aquecem o frio da solidão
Com palavras e versos de amor.
Escritores guardam
Memórias congeladas,
No submundo das paixões.
Elise Schiffer