Escrever o passado não cansa,
Dá sobrevida ao que existiu.
Resgatando alegrias da solidão.
Mesmo sem leitores,
Versos invadem a alma do escritor,
Relembrando o que foi felicidade.
A escrita não sufoca,
Por ser um laço sem nó,
Unindo amores e sonhos.
Escritor e amores
Não morrem nunca,
Mesmo quando chegam ao fim.
Como um barco sem cais,
Escritores vagam em seus sonhos,
Por não atracarem na realidade.
Escritor e escrita não se soltam,
Navegam juntos nos versos,
Distorcendo realidades em sonhos.
Elise Schiffer