sexta-feira, 17 de abril de 2026

2854 - Estais em mim


Estais em mim,

A tal ponto, 

Que não me encontro. 


Ocupastes

Todo o meu espaço,

Assim sou puro silêncio.

 

Nossas vidas juntas, 

Nossas mãos separadas

E tu vivo nas saudades.


Restou um só caminho

Sem nada a dizer.

Só silêncio e sentimento.


As lembranças 

Desenham versos

Que traduzem sentimentos.


Não há mais encontros

Como antes,

Porque o sonho acabou.


Estais em mim

A tal ponto

Que não sei onde estou.


Não há encontros

Para dois em um

Nem caminho de volta


Elise Schiffer

quinta-feira, 16 de abril de 2026

2854 - Rotina vazia


Rotina vazia 

São sonhos sem amor.

Um longe eterno que cansa,

Exaurindo corpo e alma.


O futuro com meia vida

É hospitalização certa dos sonhos,

Com morte súbita 

Por negligência da esperança.


A ausência empobrece 

Lembranças e aprofunda saudades,

Substituindo a compreensão por revolta, 

Com o Tempo sem consciência.


Pensamentos e lembranças,

Precisam de reflexões sadias,

Num futuro deteriorado,

Por total falta de sonhos.


Elise Schiffer

2853 - Asas tardias


Asas tardias

Apesar da demora, mudam o viver.

O vôo tardio 

Desbrava sonhos hospedados nas nuvens.

Buscando a existência de um depois,

Na união do corpo com os sonhos.


Asas tardias

Voam além do céu e da terra,

Porque asas tardias 

São fortes, confiantes e sem medos.

Vento e asas são poemas 

Com versos de resistência a servidão.


Asas tardias voam 

Sobre rios de flores,

Levando sementes 

Que abrandam mágoas,

Dissipam espinhos 

E florindo o chão da desilusão.


Elise Schiffer

quarta-feira, 15 de abril de 2026

2852 - Caminho silencioso da escrita


Palavras sem sentido 

Para muitos não leitores,

Alcançam corações especiais 

Que crêem no oculto das palavras.

Um breve instante nas entrelinhas

Para o reencontro de amores e desamores.


Poesias não são para lúcidos,

Elas destinam se aos loucos,

Que sem lucidez brindam os sonhos

Com entusiasmos contagiantes.

Versos aquecem os sonhos 

E alegram corações.


A escrita beija o papel 

Edificando castelos de histórias.

Amar, esquecer e recomeçar 

São trajetórias dos sonhadores,

Que renovam se a cada dia

Com um novo sol ao amanhecer.


Palavras, versos e poesias

Trocam carícias silenciosas.

Livros e leitores unidos são

Imortais ao tempo real.

Assim evoluem juntos

Palavras, livros, leitores e a paixão.


Elise Schifffer

domingo, 12 de abril de 2026

2448 - Portais


Só os loucos 

Atravessam portais.

Sem religião ou ciência 

Chegam ao impossível,

Atravessando mundos,

Vidas e mortes,

Encurtando distâncias e

Dissipando saudades,

Com escritas, divagações 

E transitando pelos tempos.

Há portais na loucura 

Que só os apaixonados 

Conhecem e transitam.

São os passageiros do amor,

Por amor e pelo amor.

Transitando entre mundos,

Sem credos ou pesquisas,

Buscando apenas o retorno. 

Porque chegar é preciso 

Para dissipar saudades,

Sabe se lá do que.


Elise Schiffer

sábado, 11 de abril de 2026

2848 - Escrevendo


Escrevendo, posso tocá-lo.

Trançando lembranças e sonhos,

No tear da vida,

E cobrir-me com a manta da saudade.


Escrevendo, posso ouvi-lo.

Na melodia pulsante do coração. 

Sonorizando os dias vazios 

E fazendo o corpo pular de alegria.


Escrevendo, posso estar contigo, 

Na loucura de escritor e leitor.

Minhas palavras são flores para ti,

E o perfume das flores meu acalento 


Elise Schiffer

sexta-feira, 10 de abril de 2026

2847 - Sem hora marcada


Todo verso 

Rima como desejar,

No mundo das entrelinhas.


O amor 

Conjuga seu gostar 

No tempo da felicidade.


A saudade 

Declama lembranças 

Sem hora marcada.


Para versar a vida

Basta a gramática 

Do coração e da alma.


Amor é liberdade.

Saudade é imensidão.

Escrever é satisfação.


Elise Schiffer

quinta-feira, 9 de abril de 2026

2846 - Amor inventado


Amor inventado com versos,

Cabe nos moldes da paixão. 

Enaltecendo a ilusão da felicidade

E o prazer moderado vivido.


Dois. Um ama o imaginário 

E o outro usufrui da mentira.

É a união da conveniência.

Dois gozando prazeres diferentes.


A farsa do luto apaixonado,

Encobre a união do desamor.

Exaltando um amor inexistente,

Onde brincar de família foi e é a lei.


Elise Schiffer

2846 - Viver nas palavras


Fiz do amor distante, 

Poesia viva em meus dias.

Assim, permanecemos unidos,

Respirando traços de palavras.


Nosso amor vivo

Mantém encontros diários,

Nas entrelinhas dos versos 

No horário da saudade.


Escrevendo eu penso,

Pensando nos unimos,

Num renascer diário

No florescer de palavras.


O corpo termina.

Memórias e palavras 

Sobrevivem ao tempo,

Mantendo a comunicação.


Palavras, versos e histórias,

São a continuidade da vida.

"Não esquecer" é força ativada

Pela escrita com amor.


Elise Schiffer

quarta-feira, 8 de abril de 2026

2845 - Vôo suave dos sonhos


Sonhar nos faz esquecer

A tristeza da ausência.

Viajamos no trem das lembranças 

E cruzamos olhares nas estações.


Ligeira é a passagem dos trens,

Mas olhares se cruzam

Antes do desvio no percurso

E o céu ilumina se nas almas.


Poucos segundos unem corações,

Libertando-os da saudade.

Não importa a liberdade passageira,

importa corpo e alma felizes.


O vôo suave dos sonhos,

Transforma a carcaça em ave

Com o poderes para transitar

Em mundos separados.


Elise Schiffer

2845 - Questões da vida

 

Transformar o vazio 

Em palavras de saudades

E o silêncio sepulcral 

Em versos sem rimas.

É questão de sobrevivência.


Palavras e versos 

São asas com vôo certo

Ao passado de uma vida

Onde a ilusão abraça.

É questão de acolhimento.


Escrever lembranças 

Dá sabor de festa aos dias,

Com uma pitada 

Do amargor da saudade.

É questão de sabedoria.


O vazio da vida senil

Aprisiona a alma num limbo,

Onde a felicidade agoniza 

Sem regresso ao passado.

É questão de submissão.


Elise Schiffer

segunda-feira, 6 de abril de 2026

2843 - Oração ao passado


Passado querido.

A saudade que tu deixastes

Descansa em mim.

Abençoado sejas.


Amo e respeito tudo que vivemos.

Tu és a direção inspiradora

Do meu escrever.

Recebas as graças que tenho por ti.


O presente ainda ouve

O teu coração pulsando

Nas risadas, choros e suspiros.

Porque a felicidade é eterna.


As lembranças que tu me ofertas,

Libertam minh'alma

Do labirinto da solidão.

Recebas meus agradecimentos.


Passado querido,

Tu ainda tens perfume, cor e sabor.

A memória é o segredo que abre

A passagem além do sepulcro.


Eu vós agradeço

Por cada amanhecer 

Com o retorno dos sonhos.

Tu revitaliza minhas esperanças. 


Ao amanhecer o amor fica ancorado, 

No porto da Montanha de rosas.

Caminho conhecido

Através do mapa das palavras.


Retorno e guardo o amor vivo,

Agradecendo e desejando

Que as lembranças vivam

Para todo o sempre. Amém.


Elise Schiffer

domingo, 5 de abril de 2026

2842 - Escrever para o mundo


Escrevo e descrevo para o mundo,

Os benefícios das paixões,

Alegrias e dores do caminho.

Adiciono rimas aos sonhos

Para que a esperança

Baile a cada amanhecer.


Caminho nas linhas da ilusão

E perco-me na devassidão 

Das entrelinhas do nós.

Cérebro e coração entrelaçados 

Unem lembranças e amores

Em estrofes de pura ilusão.


Escrevo e descrevo o amor,

Guiando-me pela espera 

De quê suas sementes

Floresçam em versos 

Dando ao mundo poesias vivas,

Do mais puro sentimento.


Escrevendo a solidão é diluída,

A cidadela da saudade fica iluminada, 

Temores do porvir são dizimados,

Vencendo a guerra interior 

Das incertezas do futuro

E das hipocrisias do agora.


Elise Schiffer

sábado, 4 de abril de 2026

Mães e Avós


Na festa da vida as mães são maçãs do amor. 

Doces e nutrientes em seu amor, 

devido a responsabilidade de criar 

e preparar seus  filhos para o mundo.


Na festa da vida as avós são algodão doce.

Doces e macias como nuvens, 

porque sem pressa de viver 

sonham juntos com os netos.


Elise Schiffer 

04/04/24

quinta-feira, 2 de abril de 2026

2839 - Reflexo


O Amor precisa de reflexo,

Para preencher e aquecer,

Iluminando a caminhada de dois.


A Saudade é semente estéril,

Seu reflexo está no passado,

Apontando um caminho sem rumo.


As lembranças do amor vivido,

Abrandam a saudade e a dor,

Para a carcaça seguir em frente.


Elise Schiffer

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Semeando pão em pratos vazios


Semeamos pão para pratos vazios…

O passado que teima em ser presente,

usa perseguir ou extinguir com adjetivos.

Semeamos pão para pratos vazios…

O presente é dos filhos desafiadores,

que de peitos nus escolhem seu caminho.

Semeamos pão para pratos vazios…

Esvaziamos os copos dos ricos, 

acostumados com a fartura e a soberba.

Semeamos pão para pratos vazios…

Gritamos até ferir a garganta,

não aos acostumados com roubos sociais.

Semeamos pão para pratos vazios…

Somos filhos de uma geração acostumada com curral eleitoral,

hoje gritamos e lutamos por transformação.

Semeando pão para pratos vazios...

Salve o povo brasileiro.


ELISE SCHIFFER