A indiferença,
No solo sagrado dos sonhos,
Assassina a loucura que ama
E vende se por lembranças.
Encontros e desencontros
Afetam o compasso da vida,
Que sonha apesar da dor,
No latifúndio do abandono.
Jardins, passeios e bancos,
Expõem o passado e a loucura.
Olhares cruzados fortemente
Gelam diante da indiferença.
O olhar firme
No reencontro desejado,
É impregnado pelo desprezo
Que contamina o local.
Sonhos que machucam
Sonhos que confrontam
Sonhos que abandonam
Sonhos que matam.
Elise Schiffer
18/04/26