A alma de porcelana
Vive a estação
De ser "sobra".
Louça que existiu
Para servir diariamente
E trincou pelo abandono.
O abandono que dilacerou
A pintura já senil
Cheia de aconchego.
A senilidade da porcelana
Rachou o esmalte já sem brilho
Com marcas sem conserto.
Elise Schiffer