quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

2747. - Confidências


Não podendo unir nossas solidões.

Tornei me refém da saudade.

Os sonhos abrandam sua ausência.


Confidências ao coração, 

Revivem as lembranças de uma vida

Para que não sejam esquecidas.


A cada dia sem você,

O papel torna-se companheiro.

Acolhendo palavras que nos unem. 


Versos confidênciam juras de amor.

Sob as entrelinhas com medo do esquecimento. 

O tempo tenta mas não consegue vencer.


Elise Schiffer

2746. - O portão


Final da tarde. 

Cheiro de sabonete no corpo e fita no cabelo.

O dia foi de felicidade na casa da avó. 

Uma simples visita tornava se algo mágico. 

No retorno para casa, da janela do lotação (ônibus) no trajeto Nova Iguaçú X Penha, a menina sonhadora de apenas 9 anos , vê na porta de um ferro velho em Mesquita, um portão velho e enferrujado a venda. Isso foi o suficiente para que seu coração palpitar e sonhar. 

A pequena boa de contas, começou a pensar, calculando o tempo que levaria para juntar o dinheiro e comprar o tal portão para colocar na casa de sua avó. 

Naquele instante o portão enferrujado tornou se um tesouro desejado e quase inalcançável.

Desde muito cedo a menina já trabalhava, vendendo laços de cabelos para meninas, calcinhas e bolsas de pano.

Ganhar pouco não era seu maior problema, a espera sim, seria longa. 

A imaginação fértil fez com que a menina imaginasse a casa de sua avó com portão, um pequeno jardim de flores e sua avó sorrindo ao abrir o portão.

Sim. Seria o paraiso. 

Separada abruptamente de sua avó, seus dias eram tristes e vazios.

O tempo não pára, não espera por ninguém, nem mesmo os sonhadores.

A menina não comprou o portão e aprendeu desde cedo, que sonhos para os pobres, são permitidos por serem gratuitos.


Elise Schiffer

2747 - Passos firmes

 

Com a mochila da solidão 

Nos ombros da Carcaça,

Não recuei... Só segui...

A passos firmes em frente.

Saudades no coração,

Olhar firme no horizonte 

E vez por outra tendo você 

No pensamento.


Seguir o caminho sem você 

A iluminar o amanhecer,

Foi prova de amor,

Respeito a nossa história 

E preservação dos sentimentos.

Pelo caminho ficou a certeza

Da escolha certa em "Nós dois"

Românticos, desbravadores e leais.


Elise Schiffer

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Amiga


Adorável fã nas feiras literárias.

Magnifico apoio com palavras.

Incondicional com meus livros.

Gentil e doce nas mensagem.

Amiga em conselhos e ideais.



Amiga Waldete siga em paz. 

Nossas lembranças tem lugar especial 

no jardim do meu coração. 

Até breve.


10/03/37  -  13/11/25


Elise Schiffer

2745 - Papel, lápis e sonhos.


Hoje, sentada observando meu jardim, veio-me uma recordação do tempo de criança.

Férias de julho, ano de 1968, prestes a completar 10 anos.

...

Preparativos para férias escolares na casa da minha doce avó Zulmira. 

Lembro-me da ansiedade que fiquei nos dias que antecederam a ida. 

Passei dias comprando blocos de papel pautados, lápis e borracha, com os trocados que conseguia juntar.

Chegando ao paraíso, casa da minha avó, logo guardei todos os blocos de papel e o resto do material, na primeira gaveta do camiseiro rosa. 

Há... o tal camiseiro rosa.

Nesta época eu completaria 10 anos e a escrita já encantava-me.

A pobreza e a simplicidade eram o meu paraíso. Tudo virava riqueza perto da minha avó e da minha tia Dulce. 

Bons tempos...

Hoje, aos 67 anos de idade, ainda vivo rodeada por folhas de papel, canetas e sonhos.

Minha avó mantém-se viva, nas histórias que conto, nas lembranças e nas saudades que residem em meu coração.

A marca do meu caminhar é  papel, lápis e sonhos.

Produzi milhares de escritos, consumi canetas até a última gota de tinta, lápis e borrachas foram usados até o fim, como também uma caixa cheia de sonhos não realizados.

Assim é o caminhar de quem nasceu escritora, se fez escritora, sente-se escritora, vive como escritora, colocando no papel sonhos, emoções, saudades e delírios que ninguém lê.

Muito prazer, sou Elise Schiffer, uma escritora  independente sem leitores.


Elise Schiffer 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

2745 - Roseiral


Nosso mundo 

Foi uma montanha de rosas.

Um roseiral!

Houveram...

Delicadezas, cuidados

E plantios incansáveis.

Fomos parte integrada ao solo,

Semeando sabedoria e amor.

A construção familiar foi diária.

O trabalho empenhado,

Reforçou a harmonia 

Entre as rosas e os espinhos,

Transformando o tempo

Em eternidade de lembranças.

Estivemos, estamos e estaremos

Unidos pela montanha de rosas.

Isso chama se "eternidade"


Elise Schiffer

domingo, 28 de dezembro de 2025

2744 - Pertencimento

 

Pertencimento é uma cruz 

Árdua e de difícil compreensão.


Usar aliança de um suposto amor,

Dá a sensação de pertencimento,

Ha um todo que não é sua metade

E nem completará sua existência.


Ter uma fé mequetrefe,

Dá pertencimento ao mundo

Dos fanáticos que suplicam

Por mentiras que se agrupam


Pertencimento é uma cruz

Árdua e de difícil compreensão.


Assim caminha a humanidade

Manipulada e subjugada.

Adorando a um Deus 

Benemérito de poucos dos poucos.


Pertencimento é uma cruz

Árdua e de difícil compreensão.


Um Deus que pede aos famintos.

Agradeçam a fome e as dores,

Em nome do futuro pertencimento

Ao reino de ricos e pobres no céu.


A humanidade aceita calada.

Aplaude, idolatra corruptos,

Genocidas e religiosos canalhas.

Todos famintos por dinheiro e poder.


Tudo é aceito ou permitido 

Em nome do pertencimento.


Elise Schiffer

sábado, 27 de dezembro de 2025

2743 - Teu olhar


Lembrar do seu olhar 

Na minha direção,

Eleva minha certeza

De que tudo valeu a pena.

O incerto fez se eterno

Na expressão divina do amor.


Lembrar do seu olhar

Acomoda minha saudade na alma.

O longe torna se perto

Com acesso as lembranças.

O incerto fez se eterno 

Na expressão divina do amor.


Lembrar do seu olhar

Atravessa a tormenta da distância.

Sobreviver é crer num "depois"

Onde os abraços serão reais.

O incerto fez se eterno 

Na expressão divina do amor.


Lembrar do seu olhar

Ilumina meus dias e noites.

Porque o passado é luz

E esperança no futuro.

O incerto fez se eterno

Na expressão divina do amor.


Elise Schiffer

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

2741 - Jardim de versos

 

Caneta, papel e delírios poéticos.

Sonhos, flores e lembranças.

Florescem na alma dos poetas,

Transformando tudo num jardim

De versos e delírios de amor.


Segredos avassaladores

Florescem nas entrelinhas,

Onde só os poetas transitam

E descansam seus sonhos

No banco das lembranças.


Poetas sussurram ao vento

Prazeres e saudades vividas.

Florescendo lembranças

E perfumando todo o jardim,

Onde está o banco para os amores.


O jardim secreto dos poetas

É onde residem as paixões.

O banco cativo das lembranças,

Entorpecem os amores

E descansam seus pecados.


Elise Schiffer

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Natal - Para você meu leitor.

Natal

Toda mensagem é uma oração.
Receba a minha para ti.
Mensagens são:
Tempo dedicado ao destinatário. 
Palavras únicas a cada pessoa. 
Boas felicitações enviadas.
Palavras declamadas com esmero.
Lembranças, leitores e amigos 
São memórias vivas como uma árvore.
Tudo reunido gera um querer bem, 
Que torna se oração,sem credo ou religião, 
Apenas um elo de amor.
Amor pelo próximo 
Mais próximo do coração e das palavras.
A você que faz parte da minha caminhada,
Desejo que todas as manhãs sejam Natal.
Porque renascemos a cada amanhecer.

Feliz Natal todos os dias.
24/12/25

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

2739 - Lados

 

Do lado, 

sem lado específico.

Do lado,

dos viventes ausentes.

Do lado,

onde batem corações.

Do lado,

onde amores não morrem.


Acima,

o escuro da solidão.

Abaixo,

caminhos sem rumo ou fé.

Acima, 

sonhos de reencontros.

Abaixo,

resquícios de uma vida.


Lados,

sem eternidades na alma eterna.

Acima e abaixo,

acolhimentos e despedidas.

Lados,

que não se reencontram.

Acima e abaixo,

o amor ateu sobrevivente.


Elise Schiffer

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

2738 - Minhas palavras


Minhas palavras possuem vida,

Com um coração pulsante,

Chamando por seu olhar.


Minhas palavras tem lembranças,

Com pensamentos vivos, 

Relembrando seu olhar.


Minhas palavras tem segredos,

Escondidos nas entrelinhas,

Descrevendo seu olhar.


Minhas palavras são indomáveis,

Não respeitam o bom senso,

Vivem a recitarem seu olhar.


Minhas palavras confiam,

Num existir pós morte,

Sonhando reencontrar seu olhar.


Minhas palavras possuem alma,

Que em chamas ignoram a razão,

Bucando conexão com seu olhar.


Minhas palavras superam o tempo,

O passado é conjugado no presente,

Porque no passado está seu olhar.


Minhas palavras vivem em êxtase,

Contagiando a todos com versos, 

Que falam do seu olhar.


Minhas palavras são embarcações, 

Vencendo distâncias e silêncios,

Guiadas pela luz do seu olhar.


Minhas palavras são primaveras,

Florescendo um amor que não morre,

Nutrido pela luz do seu olhar.


Elise Schiffer para Rosemberg

domingo, 21 de dezembro de 2025

2737 - Entardecer

 

No silêncio do entardecer,

Histórias borbulham no horizonte.


Sem pressa céu e terra,

Escrevem saudades em versos.


A magia da poesia acaricia,

Pedras, flores e corações vazios.


O vento piedoso sussurra,

Nomes que caminham apartados.


No altar do coração que ama, 

Sinos cortejam a chegada da noite.


Anunciando o livre acesso,

Aos encontros nos sonhos.


Dia e noite se despedem,

Calmamente em instantes mágicos.


A realidade atravessa o celestial,

Lembranças e sonhos se encontram.


No silêncio do abraço em sonhos,

Velhas almas entardecem juntas.


Elise Schiffer

sábado, 20 de dezembro de 2025

2736. - Ilusões que libertam

 

Não fiquei só,

As palavras me agasalham.

Os versos me acompanham.

A poesia é minha guia

E nas entrelinhas,

Estão as ilusões que libertam 

Da saudade de você.



Não fiquei só,

As lembranças me abraçam.

Sua voz ainda me embala.

Nossas flores me levam a você 

E nas entrelinhas,

Nos encontramos sem tempo

Destruindo a saudade.


Elise Schiffer

2736 - Ponto de luz


Um ponto de luz 

Brilhou em nossas almas.

Não deixando

Nossa caminhada na escuridão.


Nossas lembranças vivem

Num mundo oculto dentro de mim.

Bastando um ponto de luz

Para alimentar a fé no "amanhã".


Nosso amor foi iluminado. 

Benção que não passou - Ficou!

Semeamos "Nós" com amizade

Afastando medos e solidão.


Um ponto de luz

Iluminou nossa caminhada,

E essa luz hoje direciona

Minha derradeira caminhada.


Elise Schiffer

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

2736 - Olhares e palavras


Lendo seus olhos 

Encontrei poesia para vida.

Hoje...

Versos só seus e sem rimas

Procuram por seus olhos.


O tempo correu depois da perda,

E a dor se perdeu pelo caminho.

Hoje...

As lembranças flertam 

Com versos só seus e sem rimas.


Mãos e palavras unidas

O tempo não separa.

Hoje...

Olhares se encontram

Nas entrelinhas da saudade.


Elise Schiffer

2735 - Raízes profundas


Quando o passado 

Se instala no presente,

O futuro morre 

Por falta de sonhos.

O amor vive.

O presente abraça se

As palavras florescendo versos.

A escrita é companheira inseparável 

Unindo amores apartados.

O amor vive.

No solo da saudade

As lembranças criam raízes profundas.

A paciência torna se fé frágil 

Onde o tempo esmaga a dor.

O amor vive.

As raízes invisíveis das lembranças 

Sustentam a árvore do amor.

A miragem do companheirismo 

Dá sobrevida ao presente.

O amor vive.


Elise Schiffer

Mini conto. - Alma Seca e o Cavalheiro Arretado

 

Alma Seca caminha com o coração despedaçado. Meio século a fazem pensar nos sonhos vazios que deixou pelo caminho.


A idade trouxe paciência e uma mente digital, ágil no pensar e resolver problemas ao mesmo tempo.


No caminhar em direção a esquina, Alma Seca fala alto.


- Eu vivo sonhando, não posso viver sem sonhar!


Alma Seca pensa.


 - Sim. Sonhar sempre, viver o acaso, transformar a realidade num sonho.


Neste instante Alma Seca chega a esquina e encontra seu Cavalheiro Arretado.


- Que surpresa! 


- Sim, quanto tempo, trinta anos. 


- Eu ainda tenho o livro que você me deu. 


- Sério? 


- Sim. O livro é nosso elo. Eu casei me três vezes, morei em vários estados, passei muitas dificuldades, mas sempre recorri ao livro quando precisei de um afago. 


- Vou falar rápido. Quero lhe pedir desculpas por toda a dor que te causei no passado. 


- Não vamos falar de tristezas. 


- Eu amo você Cavalheiro Arretado, o que faltou me foi coragem de enfrentar a vida e gritar para o mundo que te amo. 


- Nos momentos de saudades, orei aos céus e pedi asas como o cardeal do nordeste para voar e ficar perto de ti. 


- Sofremos e fazemos vários pessoas sofrerem por falta de dedicação. Tu não precisas de asas, basta seguir o caminho dos sonhos. O coração de um aventureiro apaixonado é fiel e conhece seu rumo. 


- Querida Alma Seca, estamos ligados pelos sonhos, nada pode nos separar. Nosso próximo encontro será aqui nesta esquina daqui a trinta anos. 


Os dois apaixonados apertam as mãos e seguem até o próximo encontro.


Elise Schiffer 

01/10/2016

Família. 12/10/2016


Família é uma grande colmeia com indivíduos diferentes unidos pelo doce do amor.

Não falo com fulano ou não gosto do sicrano.

A grande beleza da família é a harmonia entre as diferenças.

Respeitar e procurar entender sem julgar ou querer mudar.

Cada indivíduo contribui diariamente com o seu amor e este néctar-amor é acumulado ao longo dos anos em favor de todos os membros da família.

O convívio familiar é a grande benção.

Quando um indivíduo traz para a colmeia familiar um néctar amargo ou azedo, todos os membros devem ajudar a diluir este néctar no doce do amor que está acumulado ao longo dos anos.

A amor acumulado ou o respeito deve ser o grande diluidor das brigas ou ressentimentos.

A grande sabedoria das colmeias é a união.

Uma família não sobrevive sem união, amor e perdão.


Elise Schiffer

12/10/2016

Grilhões - 25/09/2016

 

Minha mente pode voar. 

Meu coração vive a amar. 

Minha carcaça arrasta grilhões. 

Meu voar e amar gemem 

As dores dos grilhões.


Elise Schiffer 

25/09/2016

O corpo clama pela alma. - 06/10/2016

 

A noite quando o corpo vai beijar a alma.

O corpo clama pela alma.

Alma perdida no tempo da vida.

Vida que repousa na calmaria da morte.

Tudo pede calma e clamor.

O corpo clama pela alma.

O tempo corre e o corpo cansado longe da alma clama.

Clamar pela vida perdida no tempo.

A alma clama por vida correndo atrás do tempo.

O corpo clama pela alma.

A noite o corpo pulsa a vida junto da morte.

O corpo beija a alma aquecido pela morte.

A morte clama por sua alma.

Amanhece o corpo sem alma.


Elise Schiffer

06/10/2016

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

2733 - Eu lembro

 

Eu lembro!

Lembranças 

Não precisam de permissão,

São invasoras inconsequentes,

Marcando presença diariamente.

Eu lembro!

Lembranças são preservadas 

Nas algibeiras do coração

Que segue apaixonado

Sem aceitar a morte.

Eu lembro!

Sob o olhar da alma 

E proteção do coração,

Lembranças são cuidadas,

Preservadas e amadas.

Eu lembro!

O presente faminto 

Saboreia lembranças

Diariamente e calmamente

Nutrindo a esperança no "depois".

Eu lembro!


Elise Schiffer

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

2732 - Sou


Sou palavras 

Em abundância.

Sou versos sem rimas

Mas cheios de entrelinhas.

Sou saudade

A namorar a lua.

Sou esperança 

Repousando a beira mar.

Sou poesia 

Feita de sangue.

Sou entrelinhas 

Pulsando num coração.

Sou abraço 

E desejos perdidos.

Sou floresta 

De lembranças .

Sou você 

Habitando em mim.

Sou eu a viver 

De lembranças.


Elise Schiffer

2732 - Tudo segue

 

Tudo segue...


Ausência só aumenta a saudade.

Lembranças as fagulhas dos sonhos.

Tempo algo que perdeu sua lógica.

Um depois só poeira ao vento.


Tudo segue...


Saudade é cárcere sem porta.

Lembranças combustível da vida.

Ontem e amanhã desapareceram.

A poeira do depois empoeira o hoje.


Tudo segue...


Elise Schiffer

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

2731 - Sem julgamento


No caminhar turbulento da vida,

Aprendemos a olhar o mundo,

Com paciência e respeito, 

Buscando sabedoria no julgar,

Capaz de amenizar tristezas

E colorir decepções.


Tudo é primavera pelo caminho.

Basta ter flores no olhar,

Para que sementes floresçam.

A sabedoria está na paciência,

No respeito ao próximo 

Sem julgamento de erros ou acertos.


Elise Schiffer

2731 - Sonho forte

 

Mantê-lo no presente

É um sonho forte

Alimentando o cotidiano 

Que entre naufrágios

E sobrevivência 

O ama como sempre.


O coração alimenta se

De lembranças infinitas 

Com a certeza do "nós juntos" 

Onde a morte não é naufrágio

A esperança é  sobrevida

E as lembranças um sonho forte.


Elise Schiffer

CHILE


As estrelas choram sangue,

Sobre o solo chileno.

Terras antes massacradas

E regadas com lágrimas

Do seu próprio povo,

Esqueceu se dos gemidos

E ranger de dentes,

Dos mortos desaparecidos

E torturados na era Pinochet. 

Familiares ainda choram

Por amores perdidos. 

O retorno da idolatria e submissão,

Abriu a porta novamente, 

Para extrema direita.

O Chile viveu dias 

De outono manso,

Para uma renovação juvenil, 

Enquanto aguardavam

A primavera politica.

Um descuido, manipulações 

E o povo liberto da ditadura

Deixou o espirito

Sangrento de Pinochet 

Ressurgir das trevas,

Num inverno frio e escuro

Onde os EUA sorriem

Tal qual hienas famintas. 

Hoje as estrelas

Choram novamente

Sobre as terras do Chile.


Elise Schiffer

domingo, 14 de dezembro de 2025

2730 - Guerreiro sonhador

 

O sonho é livre

Para todos 

Que queiram sonhar.


A mente é livre

Não podendo

Ser aprisionada.


Sonhadores

Tem por codinome 

Liberdade.


Estes seres

Enfrentam os medos

E as saudades.


Libertando 

As tristezas 

Da alma e coração.


Sonhadores 

São guerreiros 

Desbravadores.


A luz dos sonhos 

Dissipam as trevas 

De qualquer caminhar.


Elise Schiffer

2730 - Palavras

 

Palavras escritas lidas e relidas,

São sentimentos em busca 

Da metade do nós.


Palavras escritas eternizam

O que foi só nosso

Sentimentos e companheirismos.


Palavras unem sonhos e desejos

Nós dias e noites do nós 

Circundados pelas lembranças.


Elise Schiffer

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

2728 - Juntos

 

Caminhos tortuosos

Conduziram-me ao Amor.


O rio da vida contornou obstáculos 

Chegando ao mar do Amor.


Erros foram cometidos 

Até apascentar os corações.


As noites foram escuras

Até o Amor resplandecente.


Os primeiros olhares foram sementes

Que umedecida por beijos germinaram.


A semente da união 

Tornou-se árvore frondosa.


Hoje estamos juntos

Independente do espaço tempo.


Palavras de bem querer 

São energias libertadoras.


Os versos sem rimas

São passaportes ao Amor.


Elise Schiffer

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

2727 - Ama-me


Faíscas saíram dos nossos olhos,

Ao primeiro encontro.

Quando me esqueço, lembro de você.


Perdas vividas foram pulverizadas,

Com dias de renascimentos.

Quando me perco vôo até você.


Sombras foram dissipadas

E silêncios sofreram sonorização.

Quando não caminho recomeço com lembranças.


Luz, encontros e felicidades 

Formaram as estações do amor.

Quando tudo escurece, busco sua luz.


Fostes a versão aprimorada

Do bom que vida oferece.

Quando eu lembro o vazio é preenchido.


Na sua partida o amor abraçou me,

Pedindo "ama-me nas lembranças".

Quando estou só, apenas lembro.


Elise Schiffer

2727 - Saudade


Minha saudade 

Tem nome e data de nascimento, 

Na carteira de identidade.


Minha saudade

Tem endereço certo,

Com comprovante de residência.


Minha saudade

Tem seu próprio perfume,

Das flores semeadas pelo caminho.


Minha saudade

Tem asas com vôos altíssimos, 

Onde ocorrem nossos reencontros.


Minha saudade

Revisita lugares onde estivemos.

Ela guardou o mapa das viagens.


Minha saudade

Vai a lugares distantes,

Onde só os sonhos podem ir.


Minha saudade

É viva num corpo morto.

Porque ao morreres, morremos juntos.


Elise Schiffer

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

2726 - Rosas e estrelas

 

Uma única rosa

Acendeu nossa constelação.

O brilho das nossas estrelas

Ofuscaram o poente no horizonte.


Seus olhares eram estrelas cadentes

Caindo direto em meu coração.

Os bouques vindo de você 

Transformaram se em mãos dadas.


Juntos dançamos na chuva 

Transformando gotículas em desejos

Aquecidos pelas estrelas 

Incandescentes dos corações.


Um jardim florido 

Perfumou nossa caminhada 

Que acolheu o surgimento 

De novas estrelas.


Elise Schiffer

2726 - Lacuna

 

Tenho você vivo 

Nas lembranças.

Consolidando

Nosso passado.

A lacuna de hoje

É pura saudade.

Certificando

Não haver solidão.

Amores vão e vem

Rumo a eternidade.


Elise Schiffer

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

2725 - Caminho

 

No dia que perdi você 

Fiquei sem caminho.

O medo fez se território

Árido e sem caminho.


Perder você 

Descoloriu o caminho.

Sem flores e sem rumo

Perdi me sem caminho.


A saudade achou me

E solitário agora é o caminho.

O coração desassossegado

Vive sem objetivo e caminho.


Elise Schiffer

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

2724. - Recriar com palavras

 

Eu escrevo

Mil vezes por dia

Buscando lhe 

Atrás de cada palavra.


Eu procuro

Incansavelmente 

Por ti nos perfumes 

Das rosas do jardim.


Eu pronuncio

Mil vezes por dia 

Seu nome

Para que não morras em mim.


Eu olho

Para o passado longínquo 

Buscando seu primeiro olhar

Que abraçou me com carinho.


Eu recrio

Mil vezes por dia 

Nossa união 

Com versos de amor.


Elise Schiffer

domingo, 7 de dezembro de 2025

2723 - Amor

 

O amor é artífice 

Pintando lembranças 

No coração 

Que o tempo não apaga.


O amor é condutor

Levando aos céus 

Corações solitários

Para bailarem nas estrelas 


O amor é protetor 

Entrelaçando corações 

Com mãos companheiras

Rumo a eternidade 


O amor é simplicidade 

Levando respeito e afeto 

A jardins áridos da alma

Para que floresça a esperança.


Elise Schiffer

2723 - Beijo te


Nosso primeiro beijo 

Foi com o olhar.

Nosso último beijo

Foi no silêncio da morte.


Hoje morta beijo-te com palavras 

Mantendo nossas lembranças vivas.

Beijo-te todos os dias

Nas entrelinhas dos meus versos.


Beijo-te nas palavras serenas 

Das cartas que lhe escrevo.

Beijo-te nas poesias sem rimas 

Mas cheias de sonhos e aconchego.


Beijo-te no escuro da solidão 

Tendo as estrelas por platéia.

Enquanto recito orações sem fé 

Para que recebas meus beijos. 


Eu o beijo.


Elise Schiffer

Amor 07/12/21


Onde está o amor?

Na simplicidade 

Delicada das flores. 

No olhar sereno 

Que enxerga a força da vida.

No nascer e morrer 

Do ciclo transformador.


Elise Schiffer

07/12/21

sábado, 6 de dezembro de 2025

2722 - Somos


És o meu presente

Cheio de saudades.

És o passado vivo

Cheio de lembranças.

És o meu céu 

Com versos-orações  que sobem.

És o meu mar

Com ondas a chorar.


Sou o presente

Aguardando o chamado.

Sou o passado vivo

Amparado pelas lembranças.

Sou céu escuro 

Aguardando a aurora libertadora.

Sou mar solitário 

Sem direção para a areia.


Somos tempo a rugir

Como leões famintos.

Somos estrelas sem luz

Na espera por sonhos reluzentes.

Somos noite escura

A espera da lua dos apaixonados.

Somos fé pequena

Num depois desconhecido.


Elise Schiffer

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

2721 - Escrever

 

Escrever dá leveza ao coração,

Distribuindo amor e sonhos,

Pelas estradas da vida.


Escrever é pulverizar esperanças,

Aos que caminham sem amor,

Por medo da perda no final.


Escrever encurta distâncias,

Tece tramas aconchegantes,

Por vias nem sempre floridas.


Escrever uni corações afastados,

Direciona olhares vazios,

E abraça com entrelinhas.


Escrever é um ato de amor,

Que calmamente desnuda sonhos,

Ocultos na alma e no coração.


Elise Schiffer

Infinito 05/12/2012


Reencontrar você 
Num sonho,
Esperança concretizada 
Em instante único,
Nesga de amor 
Revivendo
A paixão juvenil,
Eterno primeiro amor 
Envelhecido.

Elise Schiffer

Sonhos Natalinos. 05/12/2012


Ruas alegres. O amor esta no ar.

Assim é o Natal entre corações e luzes.

Do céu desce o Espirito Natalino.

Trazendo presentes e sonhos.

Basta acreditar...


A lua anuncia a pureza do Natal.

O sol germina sementes de caridade.

As estrelas iluminam a estrada do amor.

A noite presenteia a todos com doces sonhos.

Basta acreditar...


Mergulhar confiante no mar dos sonhos.

Reencontrar o passado e vive-lo plenamente.

Mãos dadas, coração pulsando e pernas bambas.

O Espirito Natalino traz  o amor em sonhos.

Basta acreditar...


Acordar sentindo o amor no ar.

Prazer do terno abraço junto ao corpo.

Sorrir na certeza do belo encontro.

Guardar a saudade até o próximo reencontro.

Basta acreditar...


Elise Schiffer

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

2718 - Saudade

 

Saudade

Vazio que não é preenchido.

Dor silenciosa que ninguém vê.

Lembranças vivas na alma.

Eu o vejo com o coração. 


Saudade

Lágrimas doces de recordações.

Ontem que pavimenta o hoje,

Onde transitamos livremente. 

Eu o ouço com o coração.


Saudade

Fragmentos vivos do passado,

Palpitando em um só coração.

Presença aquecendo a solidão.

Eu o sinto com o coração.


Elise Schiffer

2718 - Versos

 

Enquanto mãos solitárias

Sonhavam e escreviam

Versos de saudades,

Sei lá do que ou de quem,

O amor companheiro 

Chegou de mansinho

E pela porta entre aberta,

Entrou e fez morada,

Semeando rosas de carinho

Nas terras áridas da vida.

Perpetuando assim 

Uma montanha de rosas,

Nas terras semeadas 

Com flores e esperanças,

Na alma e no coração.


Elise Schiffer

A alma anseia voar. Ano 2015


A alma anseia voar….

Quando o cansaço chega

e o cárcere perpétuo impede a alma de voar, 

as lágrimas rolam.


A alma anseia voar….

O cárcere da alma 

é a carcaça pesada 

que esmaga sonhos e lembranças.


A alma anseia voar….

Liberdade nos sonhos

sofrimento nas lembranças 

e por saber que está em solitária perpétua.


A alma anseia voar…. 

O efeito dessa sentença 

varia de acordo com a visão 

da alma através das janelas.


A alma anseia voar….

A carcaça que não sangra mais 

no esmeril da vida 

permite que a alma chore por liberdade.


A alma anseia voar….

As pernas pesam 

concretando a carcaça no solo, 

os braços estão vazios de amores a abraçar.


A alma anseia voar….

A coluna não rodopia mais, 

os olhos com visão nublada 

ainda anseiam pelo azul do céu.


A alma anseia voar….

O coração traquicardíaco 

ainda ama

amores da eternidade.


A alma anseia voar…. 


Elise Schiffer

02/Dez/2015

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

2716 - Montanha de palavras


Desejo que minhas palavras

Toquem seu coração 

E que nós dois caminhemos 

De mãos dadas na mesma direção 

Em uma montanha de rosas.


Desejo que minhas palavras 

Floresçam em seu coração 

E de mãos dadas na mesma direção 

Possamos colher rosas

Em uma montanha de rosas.


Desejo que minhas palavras 

Sejam atalhos ao reencontro

E que o amor siga a mesma direção 

Transformando-se em rosas

Em uma montanha de rosas.


Elise Schiffer

domingo, 30 de novembro de 2025

Livro fechado. 16/11/2917

Um livro fechado.

Um livro sem letras ou desenhos.

...

“ Houve uma mulher que de tanto ler, sonhou ser escritora.

Depois deste sonho a mulher passou a viver e escrever sobre tudo.

A mulher escreveu romances, contos e poemas.

Publicou livros e viveu seus personagens.

Na verdade a mulher achava-se escritora e como tal, trilhou o mundo dos escritores, sem perceber que sua presença era aceita apenas por delicadeza.

A mulher que sonhava ser escritora, caminhou feito Dom Quixote, enxergando apenas os moinhos dos seus sonhos literários.

Correu feiras literárias impondo a presença de seus livros, buscou livrarias forçando e cedendo seus livros, participou de concursos denominados antologias, onde a participação está vinculada ao pagamento de cotas. A mulher sentia-se escritora.

Toda a indiferença nas feiras literárias, livrarias e lançamentos eram interpretados como conquistas vagarosas, havia a convicção de que o reconhecimento chegaria.

A mulher que sonhava ser escritora vivia plenamente seu sonho.

Acreditava que seus escritos eram fabulosos. Lia e os relia para todos.

A mulher sonhadora deu entrevistas em uma emissora de TV e lutou bravamente tal qual Dom Quixote.

Como em qualquer sonho, a mulher acordou vencida pela realidade.

A tristeza e a vergonha aniquilaram a guerreira-mulher-escritora que lutava bravamente de caneta em punho.

Restou um grande vazio.

A realidade nua e crua foram lanças a rasgarem seus sonhos.

A mulher que de tanto ler acreditou ser uma escritora, secou e virou um livro sem letras ou desenhos, apenas páginas em branco.


Elise Schiffer


Sem sentido. 10/11/2017


Sem Sentido.


As palavras que descrevo o mundo

são expressões de uma solidão sem desejos

um despertar de poetiza sem ser poeta.


Meus sonhos são meu rebanho

nascido a cada amanhecer

num sentido sem filosofia.


Minha fé esta nas árvores e flores,

nos morros e montanhas

meu Deus é o sol e a lua.


Minhas palavras e sonhos

são do tamanho que os enxergo

expressando lucidez sem sentido.


Elise Schiffer

sábado, 29 de novembro de 2025

2715 - Adaptações

 

Adaptando me

Sigo na labuta diária 

Onde reina a saudade.


Lágrimas correntes

Deixam a alma vazia e cristalina 

Para recomeçar diariamente.


Alma transparente 

Com grande bagagem 

Dos amores pelo tempo.


Adaptando me

Alimento sonhos e amores

Para que o bem floresça.


Lágrimas se acalmam

Virando estiagem 

Onde a esperança não navega.


Alma velha e cansada

É barco encalhado a ranger

Lembranças e sonhos não vividos.


Elise Schiffer

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

2714 - Loucos apaixonados

 

No hospicio dos apaixonados,

As estrelas sussurram

Declamando versos de amor 

E o vento gentilmente conduz 

Os versos sussurrados,

Aos ouvidos dos apaixonados.


Declamações inaudíveis

Ressoam nas entrelinhas

Onde os loucos apaixonados

Decifram mensagens de carinho,

Porque os apaixonados

Residem fora do ninho.


A loucura da felicidade

Abraça corações solitários,

Com interlocução entre

Vento, estrelas e almas. 

Acorrentando declamações,

Envios e entrelinhas. 


Elise Schiffer

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

2613 - Palavras

 

Palavras abrem portais sagrados 

Onde saudades transitam livremente.

Perpetuando amores e paixões 

Sem aprisionarem almas.


Entrelinhas são enigmas

Onde amores dançam em silêncio,

Deixando visível somente 

Sombras das paixões.


A ressonância dos corações 

Viajam pelo universo 

Na forma de energia poética 

Reluzindo êxtase e amor


Poesia é um portal sagrado 

Que nunca se fecha, 

Onde corações transitam

Invisíveis e indivisíveis.


Palavras chamam 

E dão sentido infinito, 

A saudade que sobrevive 

Na fé sagrada dos ateus.


Elise Schiffer

2713. - Um pouco de ti


Toda vez 

Que vou aos sonhos,

Trago um pouco 

De ti em mim.


Lembranças vivas 

De instantes em sonhos,

Fortalecem o caminhar

Por longos períodos.


Elise Schiffer

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

2712 - Sonhos


Os sonhos voam alto

No céu imaginário, 

Onde caminham

Os apaixonados.


Os sonhos florescem 

Na estação do reinventar,

Onde palavras ressoam 

Fantasias que viram verdades.


Os sonhos amenizam saudades,

Adoçam a ausência do amor,

Fortalecendo a esperança 

Num depois sem garantias.


Os sonhos são preces de dois,

Permitindo que a vida siga

Felicidades silênciosas 

E curando cicatrizes.


Os sonhos sobrevivem 

No mundo confuso da realidade,

Onde dor e saudades 

Trocam boas lembranças.


Os sonhos vivem livres,

Voando em céus imaginários,

Onde os loucos apaixonados 

Se mantêm vivos.


Elise Schiffer

terça-feira, 25 de novembro de 2025

2711 - Degredo do desbravador

 

O caminho antes

Com perfil desbravador,

Torna se estrada

De mão única,

Para o degredo senil.


Limitações corporais e mentais

São passes para o exílio social.

O tempo das conquistas,

Dá espaço aos novos

Desbravadores.


Aceitação não é opção,

No ciclo que se fecha

Num pós lutas incansáveis,

É sentença sem recursos 

Do desbravador ao degredo.


Elise Schiffer

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

2710 - Ser forte


Por vezes...


O medo transmuta se

Em coragem

No desterro da vida.


O silêncio 

Ensurdece o tempo

Da vida e da morte.


E ser forte 

É falta de escolha

Na xepa da vida.


Elise Schiffer

2710 - Chicote da saudade


O chicote da saudade

Bate devagarinho,

Na carcaça fétida 

Que definha sem amor.


Súplicas aos céus 

Não são ouvidas,

Faltam dignidade e coragem

Para o ponto final da história.


Flores do jardim da alma

Não sobem aos céus.

Lágrimas de pecados

Pesam em suas pétalas. 


Elise Schiffer

domingo, 23 de novembro de 2025

Amar Ano 1976


Quem ama

Grita em silêncio 

Desejando amor

E renegando sentimentos.


Quem ama

Apaixona se todos os dias 

Gritando em silêncio 

E sofrendo antes do sofrimento.


Quem ama

Sofre ao extremo

Caminhando solitário 

Na alcova dos sonhos.


Quem ama 

Grita antes do amor morrer

Fecha os olhos do coração 

E ensurdece a razão. 


Quem ama 

Esconde seus desejos

Vive o pecado livre

E segue em paz.


Elise Schiffer 

Ano 1976

Mar e Areia Ano 1976


Os lábios do mar

Murmuram paixão 

Causando temor 

A serena areia.


A areia sedenta 

Ao toque do mar

Teme seus arroubos 

Com sussurros metediços.


Ambos expõem 

Seus sentimentos 

Explodindo medo e desejo

Na paixão e no amor ateu.


O pecado desnuda se

Acalmando seus desejos

Sob a luz mágica do luar

E o fervilhar das estrelas.


Mar e areia

Abracam se ao amanhecer 

Serenam a paixão 

E seguem sem culpas.


Elise Schiffer 

Ano 1976

Refazimento ao amanhecer Ano 1976

 

O sol renasce 

Todas as manhãs.

Seus raios brilhantes 

Pulverizam os pecados.


Noites de volúpias 

Fermentam amores calientes

Que acalmam se 

Ao raiar do dia.


O tempo inocente e sem culpa

Segreda instantes de pecados

Com lábios selados por beijos

E olhos queimando de paixão 


O tempo sem horas

Não julga ou condena

Somente vislumbra o viver

De corações calientes.


Lábios selados por beijos

Olhos queimados pela paixão 

Se recomponhem moralmente

A luz do sol ao amanhecer.


Elise Schiffer 

Ano 1976

sábado, 22 de novembro de 2025

Girar e rodar na vida ano 1976


Girar, girar, girando.

Rodar, rodar, rodando.

A roda da vida gira.

Deixando rolar a vida.


A vida desolada 

Gira, gira, girando

Pelas vielas sem fé.

Girando e rolando.


Gritando e girando,

Gritando e rolando,

Fingindo ser rocha viva

A palpitar no peito vazio.


Olhos endurecidos

Quebrando pedras.

Mãos calejadas

Amando com palavras.


Olhos e mãos que sonham.

Não conseguem vencer

Mundos de pedras

Que giram e rolam sem fé.


Elise Schiffer 

Ano 1976

Burguesia ano 1976


A burguesia massacra

Os oprimidos

Tornando suas vidas

Em lama fétida.


Luta e desesperança

São os sinônimos 

Do amor e dos sonhos

Na vida dos oprimidos.


Subalternos são lucrativos, 

Feitos com tijolos de argila fétida

A construir riquezas

Para a burguesia corrupta.


A burguesia também fétida 

Sonha em enriquecer os exploradores 

Na esperança desesperada

De sairem da lama.


Elise Schiffer 

Ano 1976

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

2706 - Reencontros

 

Serenamente

Olhares se reencontram. 

Inexplicavelmente 

Florescem desejos.

Confortavelmente

A felicidade se instala.

Silenciosamente 

Corações sonham juntos.


Serenamente 

Um é o reflexo do outro.

Inexplicavelmente 

Um ouve o coração do outro.

Confortavelmente 

Esperanças florescem.

Silenciosamente 

Feridas são curadas.


Elise Schiffer

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

2705 - Prosista

 

Ser vivo diferenciado da massa.

Caminhar e delirar é seu destino.

Escrevendo com o coração.


Sua sede de saudade é saciada,

Na fonte do passado vivido.

Caminho conhecido do coração.


O prosista é um poeta popular,

Versando amores sem rimas,

Mais sentidos na alma.


Cheio de amor o prosista escreve

Suas saudades nas entrelinhas,

Enquanto caminha sozinho.


Elise Schiffer

terça-feira, 18 de novembro de 2025

2704 - Poetizar


Um olhar sem poesia 

Apequena a vida.

Não havendo poesia 

O amor fenece sem reflexo.

Cantarolar poesia alegra os dias

Espantando a solidão.

Surrurrar e sonhar poesia 

Simplifica os dias.

Poetizar flores no coração

Enternece a alma.

A poesia equilibra

Mente, corpo e alma.

Poesia deve ser escrita e falada 

Em todas as estações.

Quem ama poesia 

Perfuma o caminho de todos.

Poetizar o amor

Contagia e alegra a vida.


Elise Schiffer

domingo, 16 de novembro de 2025

2702 - Laços

 

Laços de palavras 

Que acariciam as manhãs. 

Laços sem nó 

Unindo corações sem tempo.

Laços de flores

Que perfumam a espera.

Laços coroando sentimentos,

Diálogos e caricias.

Laços exóticos

Brindando a paixão. 

Laços de dores

Não visíveis ao mundo.

Laços folgados

Aconchegando a solidão. 

Laços disfarçando cicatrizes

E embelezando o futuro.

Laços solitários 

Unindo amores como rios.


Elise Schiffer

sábado, 15 de novembro de 2025

2701 - Amor de um


Pode haver 

Um grande amor 

só de um?

Sim!

Na loucura de quem ama.


Um amor tão grande

Que sobrevive a morte.

Molda erros

Como tentativas de acertos.

Vislumbra beleza 

Em pequenos gestos.

Ilumina noites

Com estrelas do seu céu.

Baila felicidades

Como auroras boreais.


Pode haver 

Um grande amor

Só de um?

Sim!

Na loucura de quem ama.


Um amor tão grande 

Que sobrevive a morte.

Embora o verdadeiro apaixonado

Nunca tenha morrido.

Vive vislumbrando  lembranças 

Que alimentam seu amor.

Povoa noites solitárias

Com sonhos rastreadores

E durante o dia

Lembranças florescem em sorrisos.


Pode haver

Um grande amor

Só de um?

Sim!

Na carência plena.


Elise Schiffer

2701 - Sonhos

 

Sonhar...


Não falo das nossas saudades.

Os sonhos falam por si.

O dom de sonhar,

Revela serenamente,

Desejos ocultos

Que não podemos realizar.


Sonhando...


Nem todo sonho é real.

Eles apenas fortalecem 

O caminhar solitário.

Os sonhos são jardineiros,

Semeando flores

No deserto do coração. 


Sonhem...


Elise Schiffer

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

2700 - Palavras que unem

 

Palavras que unem

Amores e nomes,

São as palavras

Escritas ou pensadas.


Versos e entrelinhas

Sussurram,

A saudade infinita

Do amor vivido.


O físico finda se

Virando pó na terra,

Mas a magia da União 

Fica na alma e no coração.


É possível recriar o amor

Através dos sonhos,

Das palavras escritas

E lembranças revividas.


Assim o amor sobrevive

Em quem fica.

Juntando o antes e o agora

Em devaneios.


O presente vazio

Conduz os pensamentos

Para o passado atemporal.

Onde a vida pulsa.


A cada anoitecer

O caminho tem seu rumo,

Os sonhos sagrados

Do passado vivido.


Através das palavras,

Almas e devaneios se unem

Com as luzes das saudades

Com reflexos nos corações.


Lembranças são como âncoras 

No presente de águas mansas

Onde o passado agitado

Fortalece o hoje.


Hoje a felicidade 

Tem as palavras

"Eu lembro"

E assim segue quem ficou.


O olhar fica 

Na memória,

Permitindo que o amor

Volte para quem ficou.


Esta espera é amor

E não loucura.

É apenas compreensão 

Do caminhar eterno.


Elise Schiffer

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

2699 - Silêncio

 

Derrepente...

O mundo para por instantes.

O coração vazio olha a sua volta,

Encontrando apenas  a solidão.


O riso sem alegria virá lar.

O abraço frio jardim sem vida.

O amor distante névoa nos dias.

O borbulhar da fé afoga se.


O mundo para silenciosamente

E tenta ouvir a saudade.

Mãos solitárias forjam versos

Silenciosos do amor que acabou.


Elise Schiffer

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

2698 - Só amar

 

Ao cultivarmos um jardim

No coração de alguém,

Nós tornamos esquecíveis 

A cada florada.


Deixemos flores e exemplos

No coração dos que amamos.

Flores, aromas e exemplos

São inesquecíveis ao coração. 


Amar não é defeito ou fraqueza,

É simplesmente olhar com o coração 

E confiar no próximo,

Mais próximo ao coração.


Amar é sonhar alto

Elevando o coração.

Amar os inesquecíveis 

E respeitar os esquecíveis.


Elise Schiffer

terça-feira, 11 de novembro de 2025

2697 - O tempo


O tempo é exímio  costureiro.

Sua agulha é capaz de unir

Retalhos, trapos e bordados,

Numa colcha poética  

Capaz de aquecer a saudade.


O tempo é professor paciente.

Ensina que entre a escuridão 

Da noite e a luz do dia,

Há uma grande bênção dos céus.

Os sonhos tocando corações. 


O tempo é protetor.

Ajuda a passar pelas tormentas,

E mostra o quão belo é o céu 

Com o brilho das esperanças.

As floradas e o som da natureza.


O tempo é poesia.

Com versos que unem o hoje

Com a espera pelo amanhã,

E nas entrelinhas de sua poesia

Vivem as lembranças do ontem.


Elise Schiffer

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

2696 - Escritor

 

As palavras escritas ou faladas

São magias sem explicações.

Essências que transcendem

A razão da maioria.


Textos são sopros celestiais,

Que magicamente traduzem

O que somente o escritor 

Sente ou vê. 


As palavras seduzem o papel,

Nascendo histórias

Reais e imaginárias, 

Onde só o escritor transita.


Na loucura sem sentido

A criação germina silenciosa,

Nascendo textos 

E raramente livros.


A loucura de um escritor

Viaja no vento imaginário

E como folha ao vento,

Baila desenhando sonhos.


Palavras e versos,

Entre o real e o imaginário 

Tocam os leitores 

Criando o hábito da leitura.


O escritor é uma ramificação 

Da raça humana sonhadora.

Precisando de solidão e paixão 

Para criar seu mundo.


Somente os escritores

Enxergam e ouvem,

O que ninguém mais percebe,

No cotidiano real.


Escrever é um dom,

Porque só os loucos

Chegam as profundezas 

Dos sonhos.


Sonhando e moldando textos,

O escritor ilumina

Mentes e corações

Que tem medo da loucura.


Elise Schiffer

2696 - Fui peixe

 

Fui peixe pequeno

Vivendo no altar do seu mar.

Aproveitei as noites de calmaria

Para usufruir do céu iluminado.

Nas ondas fortes da paixão 

Simplesmente nadei e fui feliz.


Fui peixe grande 

Mergulhado no seu mar de doçura.

No fundo do seu mar de sentimentos

Aprendi a respirar e fazer parte destas águas.

Fomos vida de um único ecosistema

Onde peixe e mar eram um só. 


Elise Schiffer

2696 - Seguir

 

Seguir em frente

É aceitar a ausência,

Que apropria se da vida que fica.

As lembranças tornam se

Hospedes sem aluguel.


Seguir em frente

Não trás esquecimento,

Apenas aprendizado,

Para conduzir o amor

No vazio dos dias.


Seguir em frente 

Não possui fórmulas,

Nem mesmo efeitos colaterais.

A metade do amor oculta se

Nos falsos sorrisos de alegria.


Elise Schiffer

sábado, 8 de novembro de 2025

2694 - Distâncias

 

Amar é viajar com liberdade.

Sobrevoar céus longínquos

E ser estrela para o amor.


A distância é nada se houver amor.

O longe se faz perto

Com a força da União. 


O pensamento une distâncias,

Apaziguando a saudade 

E dissipando sombras de ciúmes.


Palavras borbulham no coração.

Desabrocham na garganta

E vibram "não vou te esquecer".


Elise Schiffer

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

2693 - Escritor andarilho


O escritor

Anda pelo mundo,

Com papel, caneta e sonhos.

Escrevendo inspirações 

E lutando contra a solidão. 


O escritor 

Mesmo sem rumo,

Responde ao chamado do amor,

Escrevendo sonhos

E vagando pelo mundo.


O escritor

Usa a caneta por voz,

Papel por guardião dos amores.

Palavras por declarações 

Que desnudam sonhos afoitos.


Elise Schiffer

2693 - Livro da vida

 

Na estante da vida 

Há um livro que é obra prima.

Escrito por corações  e mentes,

De almas carentes.


Romances vividos.


Os capítulos possuem sutileza,

Emocionando aos leitores,

Ao reconhecerem 

Já terem estado ali.


Histórias do dia a dia.


A leitura de um romance, 

Abraça o coração,

Desacelera o tempo,

Transformando amor em força.


Entrelinhas secretas.


A bagagem do bom amor e lutas,

São leituras de aprendizado,

Criando prints de momentos

Que não se perdem no tempo.


Elise Schiffer

2693 - Eu lembro

 

Eu lembro.

O coração tem lembranças 

Com a memória a falhar.

Eu lembro.

No silêncio da senilidade 

E com os olhos da alma.

Eu lembro.

Da essência do amor,

Das risadas e das mãos dadas.

Eu lembro.

Que não sou escritora nem poeta,

Apenas decodifico o amor em palavras.

Eu lembro.

Nos sonhos e na saudade,

Do tempo que tudo era bom.

Eu lembro. 

Percorrendo linhas em branco,

Deixando rastros de versos sem rimas.

Eu lembro.

O quanto a loucura é aconchegante,

Nas recordações fragmentadas.

Eu lembro.

De um coração que ainda ama

Com frases nas entrelinhas.

Eu lembro.


Elise Schiffer

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

2692 - Flores de palavras



Com as mãos da saudade,

Segurei seu coração,

Como se fosse uma rosa.


Cuidei atentamente,

Para não perder suas lembranças,

Delicadas como pétalas de rosas.


Guardei as em meu coração,

Fartando me do nosso passado

E desabrochando em palavras.


As palavras escritas ou recitadas,

São todas dedicadas a ti,

Minha Montanha de Rosas.


Elise Schiffer

2692 - Oração

 

A oração diária do coração 

São as lembranças guardadas.


O candeeiro que ilumina a alma 

É o amor que resistiu a morte.


A ausência do amor é asfixiada 

Por migalhas de sonhos.


A morada hoje vazia perfuma se

Com as flores das entrelinhas.


O balsamo das flores do jardim

Amenizam a dor da longa espera.


Saudade é fio misericordioso 

Ligando céu e terra por instantes.


O amanhecer diário reluz

Porque um “Depois” é esperança.


Elise Schiffer

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

2691 - Sonhos e encontros


Bom ter encontrado o amor.


Os sonhos mantém a união.

A essência do amor

É profunda e consistente,

Caminhando e desvendando

A pureza na saudade do amor.


Bom ter vivido um amor.


Os sonhos refazem pertencimentos.

Reafirmam a grandeza do cuidar.

Refletem o carinho no olhar.

Devolvem lucidez a resistência

E ultrapassam mundos.


Bom ter lembranças do amor.


Os sonhos dão fôlego aos loucos

Para subirem aos céus,

Pairarem nas nuvens dos desejos

Eternizarem segundos em meses.

Sonhos são pensamentos em fogo.


Elise Schiffer

terça-feira, 4 de novembro de 2025

2690 - Saudade e amor

 

Saudade e amor 

Dividem a mesma casa.

Descansam lado a lado

Aguardando sonhos.


Saudade e amor

Trocam olhares sem palavras 

E caminham na mansidão da fé

Aguardando encontros.


O amor sobrevive de lembranças

Que abraçam sem mãos.

Da saudade nascem expectativas 

De encontros extrafisicos.


Esperar é sonho incansável.

Escrever a tradução do amor.

Versar um beijo sem lábios.

Declamar um delírio da alma.


Na delicadeza da loucura

Saudade e amor vivem 

A espera do momento final

Coroando assim o retorno.


Elise Schiffer

2690 - Traduções da saudade

 

Todos os dias 

Refúgio meus sonhos 

Em folhas de papel.


Só depois 

A vida segue

Seu milagre diário.


A saudade fortalece

Sonhos e o amar

Dos que partiram.


Papel, dores e esperanças 

Almejam o envio imaginário

Do sentimento que sobrevive.


Entrelinhas escondem

Lágrimas saudosas 

Dos sussurros - és meu amor.


Resta esperar,

Caminhar, sonhar.

E escrever.


Uma escrita diária

Criando vias de acesso

Ao coração do amor.


Palavras para serem sentidas

Por serem todas

Traduções da saudade.


Saudade conjugada

Em sonhos e versos

De um verbo em frangalhos.


De Elise Schiffer para Rosemberg

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

2689 - Beijo te

 

Beijo te com o olhar.

Beijo te com palavras.

Beijo te com lembranças.

Beijo te...


No sonho sereno,

Que uniu corações, 

Na rima da felicidade.


Beijo te nas entrelinhas.

Beijo te nas poesias.

Beijo te ao pronunciar seu nome.

Beijo te...


No lampejo da realidade,

Onde vivos e mortos vivem,

Uma só vida a dois.


Beijo te os lábios.

Beijo te a alma.

Beijo te o coração.

Beijo te...


Na engrenagem da saudade,

Na união que dignifica,

No desejo do reencontro.


Beijo te durante a espera.

Beijo te ao versar para ti.

Beijo te com meus pensamento.


De Elise para Rosemberg

domingo, 2 de novembro de 2025

2682 - Ardor da solidão


Perder o propósito. 

Engavetar esperanças.

Caminhar sem planos,

Para o futuro certo.


Desaparecimentos sucessivos,

Saúde, modo de vida,

Amores e até a morte.

Todos fogem ao chamado.


Sorrir sem alegria.

Fingir ser amada é essencial,

Porque loucura é mel,

Que adoça o amargor da vida.


Os últimos passos

São os mais longos e solitários.

Lembranças viram nuvens,

Amenizando o ardor da solidão. 


Elise Schiffer

2682 - Somos

 

Somos céu e terra.

Somos horizonte pulsante.

Brilhando como estrelas.


Somos um coração jardim,

Semeado com grãos de amor,

Para germinarem durante a vida.


Ao amarmos desabrochamos luz,

Nutrimos o jardim secreto

Que é nosso coração.


O infinito somos nós,

O sagrado somos nós,

Por sermos um jardim de amor.


Elise Schiffer

2683 - Oração

 

A loucura da oração,

Abraça a carcaça sem fé. 

A loucura da oração,

Abre um leque de falsas esperanças.

A loucura da oração,

Subjulga os desgraçados com sonhos.

A loucura da oração,

Abate o desesperado antes do fim.


Elise Schiffer

2685 - Sem...

 

Tristeza sem dor.

Choro sem lágrimas.

Pensamentos sem palavras.

Dias famintos.

Barriga sem sonhos.

Silêncio sem paz.

Sem...

Conversas.

Atenção.

Olho no olho.

Abraços.

Carinho.

Companheirismo.


Espera incansável. 

Mãos vazias.

Pés cansados.

Coração cheio.

Lembranças.

Peito solitário. 

Com...

Falta de fé. 

Passado vivo.

Futuro morto.

Presente oco.

Falta de coragem.

Carcaça com sentimentos.


Elise Schiffer

2686 - Mâos


Mãos infantis que escreviam.

Aprenderam a traduzir sonhos,

Costurando roupa de bonecas 

E tendo a natureza por livros.


Mãos juvenis que escreviam.

Prendendo botões com sonhos.

Cuidando de jardins e criações.

Alterando sonhos por palavras. 


Mãos adultas que escreviam.

Aptas para o trabalho e o cuidar.

Puras de coração e sem fé.

Deixando rastros de palavras.


Mãos velhas que escrevem.

Amando tudo e todos.

Secando lágrimas de saudade

E criando versos por companhia.


Elise Schiffer

2687 - Jogo da vida

 

O jogo da vida

É renovável.

Peças sem encaixes,

Perambulam 

Entre novas montagens,

Até perceberem 

Não possuirem

Mais serventia

No jogo da vida.

Formas e cores antigas

Não encaixam,

Na figura central 

Dos participantes atuais

No jogo da vida.

Ao tentarem se encaixarem,

As peças em desuso,

Causam desordem 

Ao jogo do agora.

Sem utilidade 

As peças sem encaixes,

Recolhem se a caixa,

Vivendo da saudade inevitável,

Dos dias verdadeiros,

Onde foram peças principais. 


Elise Schiffer

sábado, 25 de outubro de 2025

2680. - Crer


Com decisão e certeza,

Caminhar ao encontro do amor.

Um chamado.


Sem conhecer

Ou saber onde encontra lo. 

Apenas um chamado.


No olhar a certeza,

Confirmado está. 

O encontro.


Uma única palavra

E seguir o chamado.

União.


O amor saudável é  flor,

Não havendo espinhos.

Companheirismo.


O amor aquece dias e corações, 

Fortalecendo a esperança.

Confiança.


Com decisão e certeza,

Crê confiante no amor.

Pertencimento.


Na trilha solitária, 

No fim só lembranças.

Esperando o novo chamado.


Elise Schiffer

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

2679. Saudade e Medo


Saudade e Medo 

Não fazem barulho.

Sorrateiramente 

Apagam a luz interior.


Saudade e Medo 

São ditadores 

E como carcereiros da vida

Impõem toque de recolher a razão.


Saudade e Medo

Casal fortalecido

Pelo temor imperceptível 

Do futuro desconhecido.


Saudade e Medo

Aquietam a compreensão 

Trituram a sabedoria

E apagam a intuição.


Elise Schiffer

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

2678 - Amar

 

Abraço te 

Todas as manhãs 

Com palavras só suas. 


Beijo te 

Todas as manhãs 

Com esperança de beija lo a distância.


Declamo 

Versos de nada

Para que ouças minha saudade.


Vivo

Buscando lhe no passado.

No jardim florido e nas mãos dadas.


Amar 

É verbo que não se conjuga,

Basta senti lo para virar trilha.


Elise Schiffer

2314 - Cartas de amor



Há cartas…

Há palavras...

Encarceradas,

aguardando seu leitor.

Há entrelinhas...

Gritando,

aguardando seu leitor.

Só não há endereço

para postagem.

O que fazer 

com as 2.266 

cartas de amor,

prontas para postagem?


Elise Schiffer

23/10/2024

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

2677 - Imaginação indomável


Escrever é um dom.

É imaginação indomável.

Não é prazer, é força perene,

A serviço dos entresonhos.

Escrever é abraço aconchegante,

Sopro de vida semeando sonhos

Em folhas de papel.

As palavras bailam sobre linhas,

Iluminadas pelo brilho do amor.

Versos são breves declarações 

Para leitores famintos.

Perenes são as entrelinhas,

Que curam dores e saudades.

Palavras não precisam

De razões ou racionalidades,

Antes de serem escritas,

São sentidas e desnudas

Dos seus mistérios.

Escrever é um dom,

Que abraça mãos vazias

E corações cheios de sonhos.

A escrita floresce primaveras 

Onde só existiam  invernos.

Ela não pode ser assassinada.

É imortal por viver e renasce,

Em olhares silenciosos,

Mentes pulsantes

E sentimentos sem lógica. 

Escrever é um milagre,

Mistério de uma raça 

Com imaginação indomável. 


Elise Schiffer

terça-feira, 21 de outubro de 2025

2676. - Fiz me poesia


Fiz me poesia,

Ao mergulhar no mar,

Do fundo dos seus olhos.


Fiz me rio

E desaguei no seu oceano,

Esquecendo todos os medos.


Fiz me verso sem rima,

A cada amanhecer,

Unindo nossos sonhos.


A calmaria do seu amor,

Envolveu me

E deixei me ser feliz.


Cada momento de paixão,

Foi escrito com entrelinhas,

De um amor eterno.


Bronziei me no seu calor,

Voei no vento dos seus sussurros

E vivi todas as nossas estações.


Porque o bom amor é regalo,

Semeadura de sonhos,

Em solo sem esperança.


Fostes, és e serás meu amigo,

Companheiro especial

E amor eterno.


De Elise Schiffer para Rosemberg


2676. - Manhãs


Frescas são as manhãs,

Cobertas pelo orvalho

Dos sonhos,

Com o sol chegando

De mansinho,

Transformando mais um dia 

Da caminhada.


Belas são as manhãs,

Iluminadas pelo amor,

Que mantém se vivo

Sem as regras do tempo,

Por ser força e crença

Alicerçando e aquecendo 

O agora e o sempre.


Coloridas são as manhãs,

Onde cada flor e espinho,

Do jardim chamado família,

Acenam para a "ESPERA"

Incansável,

Com a força eterna

Das sementes fecundadas.


Elise Schiffer

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

2675 - Chamado

 

O amor chama.

O amor atraí.

Antes do primeiro olhar,

Ou das primeiras palavras.

O amor se faz encantamento.


A alma chama sua metade.

Força inquietante,

Induzindo a passos aleatórios,

Direcionando ao norte

Do amor que chama.


De Elise Schiffer para Rosemberg 

sábado, 18 de outubro de 2025

2673 - Vida a dois

 

Na brevidade da vida a dois,

Cabem:

Abraços apertados,

Mãos dadas com firmeza e união,

Olhares de carinhos e seduções,

Sonhos de dois em um só pedido,

Gargalhadas e lágrimas com fé 

E o desejo de eternidade.


Na brevidade da vida a dois,

Ficam:

Lembranças boas e não tão boas,

Vozes circulando no lar sem alma,

Aliança no dedo e amor no coração,

Espaço vazio na cama e na mesa,

Roupas e objetos sem uso,

Saudades e esperança num depois.


Elise Schiffer

2672 - Sonhos

 2672  - Sonhos


Elevar os sonhos

Até que cheguem nas nuvens,

Soprar os pecados

Para subirem aos céus.


Pecados pesados,

Respingam das nuvens,

Ao tentarmos resgata los,

Escorrem por entre os dedos.


Sonhos sobem, pecados caem, 

Penetrando na terra desértica 

Onde culpa e arrependimento,

Tentam perdão é absolvição.


O sopro da esperança 

Eleva se até as nuvens,

Dá volta ao mundo

E retorna com os velhos sonhos.


Nuvens se refazem dia a dia,

Velhos sonhos sobem

Aos céus incansavelmente 

E os pecados garoam.


Sonhos sobem sem fé.

Pecados caem com culpa.

A garoa dos pecados

Umidecem olhos arrependidos.


A água que vem dos céus,

Resgata da terra desértica,

Sonhos e pecados decaidos

No ciclo mágico da vida.


Terra e céu

Permanecem ligados.

Levando, trazendo, resgatando,

Sonhos e pecados para evolução.


Elise Schiffer

Força e medo - ano 2014

 

A falta de forças assusta.

O viço dos músculos escorrem.

O pensamento corre,

Enquanto as pernas cansam.


Olhar para sol com esforço,

Pela enorme saudade do ontem.

Dormir não mais como perda,

Restando observar a vida que segue.


Esconder se não há mais tempo.

Perder já não é aceitável.

O que ainda é possível,

Acreditar  e lutar pelo suportável.


Os olhos caminham,

As lágrimas desobstruem a alma.

A força interior da vida,

Onde encontra la?


Elise Schiffer

18/10/2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Sons da idade

 

Ao nascermos 

vivemos a idade dos choros.

A primeira infância 

é  de cantigas e risadas. 

Adolescência 

é a época das canções românticas. 

Na juventude 

o som é das declamações poéticas

Na fase adulta 

vivemos as declarações de amor.

Nas gestações 

a idade é das cantigas de ninar. 

A idade da mãe 

é a idade das orações suplicantes. 

A mulher mãe 

vive a idade dos sussurros de amor.

Na velhice 

vive-se a idade do silêncio.


Elise Schiffer 

16/10/2023

480 - Vives em mim


Tu partistes 

do nosso caminhar.

Tu partistes 

dos meus sonhos.


Fiquei sem sonhos 

no caminhar solitário.

Morrestes no mundo

mas vives em mim.


Morreu as rotinas 

e ficou o vazio.

Fiquei só 

com as lembranças.


Abandono 

e Partida 

Caminham 

de mãos dadas.


De Elise para Rosemberg 

16/10/2020

terça-feira, 14 de outubro de 2025

2669 - Cartório da alma

 

Nomes registrados 

No cartório da alma, 

Perpetuam se no livro do coração.


Saudades cobram legitimidade,

Dos sonhos que preenchem 

O vazio presente.


Felicidades vividas ecoam

Com palavras e sons agradáveis,

Nos delirios que agregam.


Saudades com nomes próprios,

Vagam no passado

Buscando moradia no presente.


Respiro...


Sorrisos, olhares e sentimentos

Ficam opacos pelo tempo,

Mas com pódio no coração. 


A morte se faz presente

Como adversária invencível,

Na labuta do dia a dia.


Lembranças enganam o tempo,

Vencem a morte impiedosa

E tornam se companhia. 


Nomes registrados

No cartório da alma,

Perpetuam se no livro do coração.


Elise Schiffer

Sonhadores - Ano 2015


Os sonhadores 

se dilaceram com mais facilidade 

e se reconstroem muito mais rápido. 


Pequenos sonhos 

crescem em desejo e imaginação, 

de tal forma que sufocam a realidade.


Grandiosos pequenos sonhos 

evaporam quando não concretizados

destruindo continentes de felicidades.


Os sonhadores seguram seus sonhos 

em folhas de papel antes de serem sepulttados

e substituídos por outros sonhos.


De sonho em sonho vive o escritor solitário, 

num mundo onde a dor e a alegria 

possuem pesos diferentes da realidade.


Assim caminham os sonhadores.

Sonhando morrem os escritores.

Deixando órfãs cada folha de papel.


Elise Schiffer

14/10/2015.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

2668. - Espera só de um


Saudade é  força com garras,

Que abraça forte só um.

Abraço que enaltece 

O passado vivido,

Sem esperar nada em troca.

As lembranças, bem precioso,

São guardadas no fundo do olhar,

Emoldurando momentos felizes,

Com lembranças moveis, 

Que dançam, voam,

Abraçam e perfumam.

Dependo da exigência do dia.

A saudade de hoje é paz,

Volitando sonhos e saudade

Só de um.


Elise Schiffer

domingo, 12 de outubro de 2025

2667 - Sentimento invasor


Os dias de saudades

Não são mais como antes.

O inesquecível se perdeu

E o eterno virou supérfluo 


Lembranças que embelezavam,

Sufocaram o cotidiano.

Como Heras grudaram na alma

E enraizaram destruindo tudo.


Pensamentos de saudades,

São indomáveis.

Impossível prende los,

Não respeitam delimitações.


Saudade é sentimento invasor,

Destroi tudo no presente.

Não deixando sonho sobre sonho,

Pois destroi o passado e o futuro.


Elise Schiffer

sábado, 11 de outubro de 2025

2665. - Linha tênue


Lembranças e sonhos, 

São separados 

Pela linha tênue 

Da saudade.

A vida segue 

Apesar da dor.

O relógio da vida,

Anuncia para breve 

O retorno das flores 

E dos sorrisos.

Os pólens do amor

Unidos 

As luzes dos sorrisos

Germinam.

Surgindo assim,

Novas floradas 

No jardim da vida,

Com flores 

Cheias de esperanças.


Elise Schiffer

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

2665. - Procissão

 

Procissão…

Caminhar morrendo a cada noite,

Esperando reviver nos sonhos.

Renascer e caminhar no novo dia,

Com a carcaça vazia de sonhos.

Procissão…

O cansaco asfixia a alma sem fé,

Que não luta para sobreviver.

A dor revive a cada amanhacer,

Que sobrevive sem sinais vitais.

Procissão…

Escrever palavras pelo caminho,

Ocultando as tristezas.

Versos sem rima,

Enfeitam a saudade.

Procissão…

Trajando esperança, 

E calçando o tempo.

Fingimos felicidade,

Com a coroação da dor.

Procissão…

Na cabeça o véu 

Bordado por lembranças,

Respeitando o passado,

Dos sonhos mentirosos.


Elise Schiffer

Surfista sertanejo


Deitado no solo rachado do sertão,

sou escravo da seca e da fome.

Surfo nas nuvens jogadas ao léu,

levando meus sonhos para brincarem no céu.

Correndo ao vento os rios flutuantes,

vão semeando esperança no inexistente.

Meu solo rachado espera gotas de vida,

gotas de nuvens em forma de água.

Quando as gotas chegarem, 

a vida vai florescer e o gado engordar.

Os rios flutuantes vão virar poça, lago e mar, 

do solo seco e rachado a esperança vai renascer.

Nas promessas das gotas de vida,

meus sonhos vão surfa no verde do sertão.


Elise Schiffer

13/10/2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

2663 - Tempo e Poesia

 

Tempo e Poesia

Eternizam momentos vividos

Na união acima da realidade.


Lágrimas represadas

Buscam pelo tempo nas poesias.

Onde o amor vive apesar da dor.


A solidão 

Especula reviver o passado,

Com versos de saudade voraz.


O tempo 

Destroi caminhos felizes,

Deixando o ninho silencioso.


O pensamento 

Veste se de saudade

E vaga pela vielas da mente.


Elise Schiffer

2663 - Eu lembro

 

Eu lembro! 

Porém não lhe escrevo.

Forço me a não escrever.

A fé inspiradora perdeu se.

O vaso 

Mais ou menos cheio,

Vazou e exauriu se.

No vazamento o amor se foi.

Hoje o vaso está vazio.

Eu lembro! 

Só não lhe escrevo.

Forço me a não escrever.

Lembro dos dias felizes.

Sem pensar no amanhã.

Estar vazio 

É não esperar nada,

Não desejar ou pedir nada.

Apenas manter se vivo.

Eu lembro!


Elise Schiffer

2663 - O amor


O amor é visto,

por olhos generosos.

Generosidade aos

Minerais, vegetais e animais.


O amor é sentido,

por um coração bondoso.

Bondade aos

Minerais, vegetais e animais.


Amor é compaixão,

Delicadeza e sopro divino.

Compaixão aos

Minerais, vegetais e animais.


O amor é enternecer o coração

E amar.

Amor aos

Minerais, vegetais e animais.


O amor atravessa horizontes, 

Vencendo percursos.

Percorrer junto aos

Minerais, vegetais e animais.


O amor precisa ser disseminado,

Para respeitar a existência.

Consagração aos

Minerais, vegetais e animais.


Elise Schiffer

terça-feira, 7 de outubro de 2025

2662 - Gavetas


O coração 

É um grande gaveteiro.

Algumas gavetas

Estão fechadas a muito tempo.

Outras são abertas

Diariamente.

Todas estão perfumadas,

Com as flores recebidas 

Ou presenteadas.

Há gaveta para as palavras

Desconexas sobre saudades.

Tudo é guardado

Lembranças boas ou ruins.

As gavetas guardam histórias 

De primaveras e outonos vividos.

O coração tem memórias

Cedendo a mente suas lembranças.


Elise Schiffer

2662. - Deixem me


Deixem me,

Escrever palavras desconexas 

E cantar melodias antigas,

Deixem me,

Recitar versos de amor

Sonorizando o caminho com poesias.

Deixem me,

Desenhar versos de amor

No branco das nuvens do céu.

Deixem me

Delirar por linhas tortas

Para encontra lo nas entrelinhas.


Elise Schiffer

Morte - Ano 2014


Brincar com a vida tendo a infinita,

zombar da morte por não aceita la.

Basta um tropeção,

para o rosto ser lavado por lágrimas.

O primeiro contato com a morte do corpo

estremece a alma atrelada a tantos amores.

Reconhecer que a carne morre 

é enxergar que a alma vive, 

mesmo assim sentir medo.

Desejar viver  cercada dos seus,

antes que o corpo apodreça na terra.

Rios de lágrimas não limpam o corpo

tratado com desdem por décadas.

Morrer levando uma alma errante

deixando um corpo que viveu para amar os seus,

O céu jamais poderá satisfazer os as alegrias do corpo.

A morte é uma sombra assustadora

que gela o coração e embaralha os sentimentos.

O medo aflora sentimentos assustadores, 

o maior  é o esquecimento.

Medo de que um dia ao ouvirem seu nome,

perguntem quem e o que foi.


Elise Schiffer 

07/10/2014

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

2661. - Cintilar das lembranças

 

No céu da saudade,

Lembranças cintilam,

Como as estrelas mortas, 

Embelezando sonhos.


Enquanto o mundo dorme,

A gratidão pelo amor vivido,

Passeia nos sonhos,

Que tentam chegar aos céus.


Ao repousar, a saudade 

Envolve se no manto da ausência,

Abraçando o silêncio

E pronunciando o nome do amor.


A escrita sem ornamento,

Reproduz palavras de dor,

Que presas ao peito como âncoras,

Cintilam saudades para o céu.


As lembranças cintilam,

Saudades do céu.

As palavras cintilam,

Saudades para céu.


Lembrancas e saudades juntas,

Cintilam somente amor,

Iluminando a vida,

Nos dias nebulosos.


Elise Schiffer

2661 - Lembranças

 

Nossas lembranças,

Pousam por instante,

Na memória cansada

E revivem.


Nossas lembranças,

Preenchem a alma oca,

Que aguarda o fim

E abraçam.


Nossas lembranças,

Aquecem instantes solitários,

Reanimando o coração 

E pulsam.


Nossas lembranças,

São momentos vivos,

Onde vivem eu e você 

E Nós.


Nossas lembranças,

São doces instantes,

Com platéia de um

E aclamação.


Nossas lembranças,

Brotam na terra seca,

Com raizes de amor

E germinam.


Nossas lembranças.

Nunca me deixam só,

Por virem com palavras

E versos.


Elise Schiffer

domingo, 5 de outubro de 2025

2660 - O Passado


O passado silencioso,

Invade profundamente o coração.

Sem explicações ou razões,

Liberta gradativamente alegrias.


O passado não é cansativo.

Relembrar momentos  felizes,

Fortalece o emocional

E ilumina o dia a dia.


O passado silencioso,

Olha o futuro com esperança, 

Aquece o coração solitário

E revive o bom amor.


Elise Schiffer

sábado, 4 de outubro de 2025

2659 - Pudesse


Pudesse...

Abraçar o passado,

Abraçaria forte, 

Até prende lo no agora.

Pudesse... 

Beijar o passado,

Beijaria lentamente,

Até parar o tempo.

Pudesse...

Falar com o passado,

Falaria versos de amor,

Ao pé do ouvido.

Pudesse...

Voltaria ao passado,

Ficaria a sua espera na porta,

Só para ouvir - Como foi seu dia.


Elise Schiffer

2659 - Flores

 

Plantei flores pelo caminho.

Flores que não envelhecem,

Apenas ficam entardecidas,

Atapetando caminhos com pétalas.


Plantei flores pelo caminho. 

Para que os descendentes,

Possam desfrutar,

De jardins pelo caminhar.


Plantei flores pelo caminho.

Na esperança de quando me for,

Seja flor de lembrança,

Nos corações dos que amei. 


Plantei flores pelo caminho. 

Para que os descendentes,

Perpetuem minhas sementes

E o vento leve minhas palavras.


Plantei flores pelo caminho. 

Florindo jardins em corações, 

Transmitindo amor e esperança,

Com pétalas de poesias.


Plantei flores pelo caminho.

Florescendo amor e paciência,

Para os ansiosos e descrentes,

No poder de um jardim.


Elise Schiffer

Nascer e Renascer Mãe / Ano 2014

 Nascer e Renascer Mãe  - 22/05/2014


Nascer mãe ainda bebê,

Brincar de mãe com bonecas,

Aprender a escrever mãe, 

Amadurecer o corpo para ser mãe,

Formar família e ser mãe.

Nascer filho da mãe,

Brincar mãe e filho,

Aprender rescrever mãe com filho,

Amadurecer  observando a cria crescer,

Formar nova família de Avó.

Nascer esperança de mãe na velhice,

Brincar com tempo e com netos,

Aprender eternamente como mãe,

Amadurecer a cada dia mãe e avó,

Formar Família Mãe-vó e renascer.


Elise Schiffer

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

O Escritor - Ano 2011


O escritor sonha,

Escreve, persiste,

Contorna os obstáculos 

E escreve, 

Escreve até a exaustão.

Parar de escrever 

É viver embaixo d’água asfixiado, 

Já que os pensamentos 

Brotam incessantemente,

Então o escritor escreve 

E não desiste nunca de escrever, 

Somente assim 

Ele pode respirar.

O escritor sonha, 

Escreve, persiste,

Contorna os obstáculos 

E escreve, 

Escreve até a exaustão.

Poder respirar já não basta, 

É preciso renovar 

As forças dos seus sonhos

E o sonhar de um escritor 

Só é renovado 

Com as energias dos leitores.

O escritor sonha,

Escreve, persiste,

Respira, contorna os obstáculos 

E escreve, 

Escreve até a exaustão

E renova suas forças

Com os leitores.


Elise Schiffer 

03/10/2011

2658 - Palavras


Escolhi palavras

Por companhia.

Abraço me 

Com linhas escritas,

Aqueço me 

Com folhas de papel

E por vezes 

Gargalho com as entrelinhas.


Cada palavra escrita 

É uma flor plantada

No jardim das folhas de papel,

Mesmo que não hajam

Primaveras e admiradores.


Palavras e idéias

Saem das linhas e voam.

Inquietas batem suas asas,

Carregando o sopro do sonhador 

Ao divino coração do leitor.


Palavras são energias

Com força de atração firme,

Num movimento infinito.

Conquistando escritores

E leitores.


Palavras são crescimento

Físico, intelectual e espiritual.

Ensinando o que nos tornamos

Com a descoberta da escrita

E o poder do sonhar.


Escolhi palavras 

Por companhia.

Abraço me

Com linhas escritas,

Aqueço me

Com folhas de papel

E por vezes 

Gargalho com as entrelinhas.


Elise Schiffer

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

2657 - Faz tempo


Faz tempo...

Estou longe de você.

Sonhando em ser poeta

Para doar te 

Poesias de saudades.


Faz tempo...

Que os versos

Repletos de palavras

Nos unem apesar da separação,

Porque poesia é amor vivo.


Faz tempo...

Que as palavras traduzem sonhos

E cintilam esperanças.

Sonhos não morrem

Apenas renascem ao amanhecer.


Faz tempo...

O amor baniu 

E silenciou a morte.

Porque amor é semente,

Semeada no jardim dos sonhos.


De Elise  Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

2656 - O Tempo


Encontrei me 

No fundo do seu olhar,

Permiti me 

Recomeçar ao seu lado.

Fiz minha morada 

No seu coração,

Ignorando 

O Tempo impiedoso.

Permiti me

Aquecer a mesa. 

Amanhecer a noite sombria.

Germinar sonhos antigos.

Descolorir a solidão,

E coloca lá reclusa

Sem direitos

A um despertar no futuro.

Abriguei me 

Em seus braços

Deixando 

Nossos sonhos florirem.

Os pés 

Cansados das topadas

Ficaram livres 

Para seguir o amor.

Seguir…

Não respeitar o Tempo

É um grande erro.

Impiedoso como sempre

O Tempo

Simplesmente leva embora

Os amores.


De Elise Schiffer para Rosemberg

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

2654 - Silêncio


Há um silêncio 

Escondido no borbulhar 

Dos longos dias de solidão,

Que destroem a razão 

E enfraquecem o coração. 


A saudade canta e não se rende

Ao tempo e suas intempéries.


O silêncio tem raízes fortes,

No coração rachado,

Sobrevivendo graças

As goticulas de esperança

Que regam o solo maltratado. 


Essas regas dão sobrevida 

Aos botões de lembranças.


O primeiro olhar de um amor,

Resiste ao tempo 

E suas intempéries,

Rompendo o silêncio da alma

E bailando com os sonhos.


O primeiro olhar e os sonhos

Alicerçam dias de solidão. 


Elise Schiffer

domingo, 28 de setembro de 2025

2653 - Telégrafo da saudade

 

No fio mágico 

Do telégrafo da saudade,

Versos em sinais são enviados.


Não há fartura em informações,

Somente palavras de amor

Fluindo no vazio da senilidade.


O passado se faz robusto

E o futuro cadavérico,

Com o presente enfraquecido.


Há pressa no envio dos versos,

A alma sobrevive

Na carcaça desabitada.


Chegará o tempo do fim abstrato

E dos corações desnudos,

Que se cobrem com palavras.


Elise Schiffer

2653 - Rosas de palavras


Observo o amanhecer, 

Fecho os olhos e forço me

A permenecer no sonho.

Sonhando mergulho

No seu olhar sedutor

E minh'alma 

Afoga se em prazares.

Nestes instantes

Recito poemas 

Cheios de saudades

Do passado vivido.

Hoje olho nossas fotografias 

Buscando novas experiências 

Nas mesmas historias vividas.

Somente flores e palavras 

Ludibriam o tempo

E chegam a você,

Onde nós dois caminhamos

Nas quatro estações 

Florindo nosso jardim

Com rosas de palavras.


Elise Schiffer

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

2651 - Deixe me

 

Deixe me escrever 

Para estar contigo

Nos versos de saudades.


Deixe me imaginar 

Que vives por perto, 

Por sentires saudades.


Deixe me brincar

Com a loucura,

Interpretando alegrias.


Deixe me sonhar e escrever

No silêncio sepulcral do lar.

É o suficiente.


Deixe me perseguir 

As lembranças 

E prende las nas entrelinhas.


Deixa me descer 

O sepulcro do exílio 

Para Ascender até você. 


Elise Schiffer

2287. - O amor sobrevive

 

A estiagem de lágrimas. 

Ocorre quando a tristeza 

É abrasadora.

Sua passagem seca

Tudo a sua volta.

Só o amor 

Sobrevive mumificado, 

Na lama endurecida

Do coração. 

Basta uma minúscula

Chuva de afeto,

Para o coração

Reanimar o amor. 


Elise Schiffer 

26/09/24

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

2650. - Escrever


O poeta não é escritor.

O escritor não é poeta.

Escrever

É extravassar saudades

E buscar por sonhos,

Instalados em dias de perdas.


Saudade é força crescente,

Minando a vida com perdas.

Palavras 

Alinhavam sonhos e desejos

Em costuras disformes, 

Com fios resistentes a solidão.


Elise Schiffer

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

2649 - Flores

Sempre plantei 

Flores pelo caminho.

Nos dias de estiagem,

Plantei Flores de Esperanças. 

Nos dias de tempestades,

Plantei Flores de Resistências.

Nos dias de alegrias,

Plantei Flores de Gratidões.

Nós dias de lágrimas,

Plantei Flores de Saudades.

Nos dias de solidão, 

Plantei Flores de Vidas.

Plantei Flores...

Plantei Esperanças, Resistências, 

Gratidões, Saudades 

E Vidas pelo caminho.

Plantei Flores...


Elise Schiffer

2649 - Portais

 

Os sonhos são 

Fragmentos de portais,

Onde suspiros e súplicas 

Transitam no amor já  vivido.


Como milagre no sonho,

Eis que surge o Amor Saudade,

Como cavalheiro protetor

Da parte que já foi sua.


Hoje no perigo eminente,

Num lampejo de felicidade,

No fragmento de um portal.

A saudade fez se pura alegria.


Serenamente restou,

A lembrança e o cuidado,

Voando apressadamente, 

Entre mundos de vivos e mortos.


A saudade tristonha, 

Foi acalentada pela  esperança.

Porque sonhos 

São fragmentos de portais.


Elise Schiffer para Rosemberg 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

2648 - Lembrei


Ontem 

Lembrei do seu perfume,

De como era bom 

Me perder

Cheirando seu cangote.


Ontem 

Lembrei de você,

De como era bom 

Deitar em seu peito

Para ouvir nosso coração 


Ontem 

Seu perfume,

Pulsou no meu coração

E a saudade foi mais forte

No meu peito. 


Elise Schiffer para Rosemberg

2647 - Mentiras

 

Arranquei o amor do peito

E junto as mentiras.

Podei a árvore do "Nós"

Deixando raizes 

No solo da esperança.


No desvario dos apaixonados,

Aguardei o retorno pós morte,

Na esperança da continuidade,

Com as rosas de carinho,

Que haviam nos olhares.


Cansada rompi com a saudade,

Negando lembranças e fotos,

Que não preenchem os dias,

Dos olhos e coração 

Vazios de vida. 


A imagem do amor

Persistiu na memória e palavras,

Borbulhando versos

E poemas sem rimas

Apenas com sonhos e desvarios.


Minto caminhar em frente,

Na verdade vivo sentada,

Na plataforma do passado,

Aguardando o trem do futuro,

Na derradeira viagem.


Elise Schiffer

domingo, 21 de setembro de 2025

2646 - Mediocridades

 


Entre agulhas e linhas,

Há bordados medíocres. 

Entre o papel e a caneta,

Nascem versos medíocres.

Entre horas de um dia vazio,

Há afazeres medíocres.


Da infância a senilidade 

A sobrevida fez se medíocre. 

Num caminhar imposto

Por um Deus prepotente.

A fé medíocre refrigera

Com citações em versiculos.


No desejo medíocre do fim.

Agulhas e linhas bordam versos,

Que aprisionam a saudade.

Papel e caneta o passaporte

Permitindo a mente

Livre acesso ao passado.


Agulhas e linhas

Costuram a alma no corpo.

Papel e caneta viram asas

Conduzindo os sonhos secretos.

O tempo carcereiro impiedoso

Apenas arrasta se.


Elise Schiffer

2646 - Lembranças

 

Lembranças 

São como chuvas,

Umas caem de mansinho,

Enquanto outras são enxurradas.

Todas revigoram a vida.

Lembranças 

São como pedras,

Leves ou pesadas

Sinalizam que a vida

É resistência. 

Lembranças 

São aliadas do tempo,

Dissolvem a melancolia,

Iluminando o entardecer das perdas,

Florescendo gratidão a vida.

Lembranças 

Não são ausências, são provas

Da plenitude dos ciclos.

São sabedoria, eternidade

E gentileza no amargo que adoça.


Elise Schiffer

2646 - Escrita


A escrita

Mantém o amor vivo,

Através das palavras.

Esvazia o peito 

Das coisas não ditas.


A saudade 

Transmuta se em palavras,

Que repousam no papel,

Tentando ocultar se

Nas entrelinhas.


A solidão 

Torna se dor,

Destruindo alegrias

Do dia a dia,

Que perderam a serventia.


A morte

No aguardo do seu fim,

Resta o apego ao passado,

Para não esquecer 

O amor vivido.


Elise Schiffer

2645 - Recomeço


Dias cinzentos sorriem

Ao raiar de cada recomeço.

Esperança.

O levantar diario é benção 

Mantendo a vitoria viva.

Fé. 

A labuta diária é alimento d'alma,

Não necessitando de sabor.

Garra.

A saudade latejante é lembrete 

Dos momentos e alegrias vividas.

Promessas.

O amor antes eterno nos trai,

Partindo sem despedidas,

Abandono.

Deixando em seu lugar

O fôlego do recomeço 

A cada amanhecer.

Otimismo.


Elise Schiffer

sábado, 20 de setembro de 2025

2645 - Amor tardio


O amor tardio.

Residia nos sonhos 

E clamava incansavelmente 

Por parte da felicidade.


O amor tardio.

Vivia no coração,

Atraindo sua metade

Numa força inexplicável.


O amor tardio chegou.

Rompeu o silêncio do coração,

Guiou o caminho com estrelas,

Perfumou o trajeto com rosas.


O amor tardio ficou.

Dissipando o vazio vivido,

Expandindo o perfume das rosas,

Iluminando sonhos com estrelas.


Elise Schiffer