As estrelas choram sangue,
Sobre o solo chileno.
Terras antes massacradas
E regadas com lágrimas
Do seu próprio povo,
Esqueceu se dos gemidos
E ranger de dentes,
Dos mortos desaparecidos
E torturados na era Pinochet.
Familiares ainda choram
Por amores perdidos.
O retorno da idolatria e submissão,
Abriu a porta novamente,
Para extrema direita.
O Chile viveu dias
De outono manso,
Para uma renovação juvenil,
Enquanto aguardavam
A primavera politica.
Um descuido, manipulações
E o povo liberto da ditadura
Deixou o espirito
Sangrento de Pinochet
Ressurgir das trevas,
Num inverno frio e escuro
Onde os EUA sorriem
Tal qual hienas famintas.
Hoje as estrelas
Choram novamente
Sobre as terras do Chile.
Elise Schiffer