No fio mágico
Do telégrafo da saudade,
Versos em sinais são enviados.
Não há fartura em informações,
Somente palavras de amor
Fluindo no vazio da senilidade.
O passado se faz robusto
E o futuro cadavérico,
Com o presente enfraquecido.
Há pressa no envio dos versos,
A alma sobrevive
Na carcaça desabitada.
Chegará o tempo do fim abstrato
E dos corações desnudos,
Que se cobrem com palavras.
Elise Schiffer