domingo, 28 de setembro de 2025

2653 - Telégrafo da saudade

 

No fio mágico 

Do telégrafo da saudade,

Versos em sinais são enviados.


Não há fartura em informações,

Somente palavras de amor

Fluindo no vazio da senilidade.


O passado se faz robusto

E o futuro cadavérico,

Com o presente enfraquecido.


Há pressa no envio dos versos,

A alma sobrevive

Na carcaça desabitada.


Chegará o tempo do fim abstrato

E dos corações desnudos,

Que se cobrem com palavras.


Elise Schiffer