terça-feira, 13 de dezembro de 2022

1634 - MDCXXXIII



MDCXXXIII dias 

De rotações do luto.

A saudade gira 

No eixo vida e morte.

Dias e noites alternam

Padecimentos.

A dor é dissolvida

Pelo tempo.

Lágrimas vivem 

Períodos de estiagem.

Lembranças tornaram se 

Árvore frondosa

E hoje sua sombra 

Alberga a vida solitária.



De Elise para Rosemberg

domingo, 11 de dezembro de 2022

1632 - Quebra cabeça


No quebra cabeça da vida
Peças são mantidas ou substituídas
Protegendo a conexão do núcleo do jogo
Todas as peças são móveis e encaixáveis
Porque se harmonizam no todo
Lindas e coloridas paisagem são formadas
Peças são unidas e separadas
Todas são essenciais ao cenário
No quebra cabeça da vida
Surgem peças maiores ocupando mais espaço
Embora o colorido seja sempre exuberante
Peças do inicio do jogo ficam arcaicas ao cenário
São peças amareladas e amassadas
Assim novas imagens fazem a evolução do jogo
Sem espaço no atual cenário do quebra cabeça
A peça inicial subtrai se das jogadas
Num canto qualquer aguardando o descarte
O quebra cabeça da vida é renovado
A cada saída ou chegada de pecas ao jogo

Elise Schiffer

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

1630 - Loucuras


Como é prazeroso
Peregrinar no Jardim da Loucura
Neste universo tudo é permitido
No Jardim da Loucura
Cartas atravessam o portal da morte
Chegando ao destinatário apartado
No Jardim da Loucura
Poesias bailam no céu
O vento sussurra baixinho os versos
Deixando o apartado vaidoso
Ao saber que são para ele
Neste mundo amores se encontram
Porque o amor é luz
Abraços e beijos unem as saudades
Porque os apartados vivem na loucura
No Jardim da Loucura
O céu é estrelado por sonhos
A lua ilumina os apaixonados
Os dias são floridos e refrescantes
Pássaros voam e a natureza canta
A loucura é aconchegante ao unir
Mundos separados por vida e morte
Como é prazeroso
Peregrinar no Jardim da Loucura
Neste universo tudo é permitido

De Elise para Rosemberg

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

1627 - Percurso


Chegamos ao mundo
com um percurso traçado.
Durante a caminhada
buscamos atalhos e descanso.
O percurso é mantido
apesar dos risos e dores pelo caminho.
Sol e chuva fazem germinar sementes
que perfumam os atalhos.
Alegrias e turbulências
causam alheação do dever a cumprir.
No final ao cruzarmos a ponte
o coração cobra o combinado.
- Percurso cumprido?
- Não! Responde a consciência.
Resta a submissão forçada
diante do compromisso assumido.
- Conviver em harmonia Silêncio e a Solidão
Assim cruzamos a derradeira ponte
em silêncio profundo e solitariamente.
A cada passo solitário revisamos
o percurso e o aprendizado final.
Na linha de chegada
a bagagem oficial é o amor.
Amor pelas pedras e flores do caminho
confiando estar um pouquinho melhor.

Elise Schiffer

domingo, 4 de dezembro de 2022

1625 - Um sonho



Há um sonho 
pairando sobre o Amor,
Persistente 
tece poemas no coração.
Um desejo 
guardado na alma,
Suplicando a Deus 
que seja atendido.
O futuro com esperança
ilumina o caminho
E os céus 
sonham olhando para o Amor.
O sonho do Amor
junta-se aos sonhos dos céus.
Formando poemas 
de resignação.

De Elise para Rosemberg
04/12/23

sábado, 3 de dezembro de 2022

1624 - Tratamento alternativo

 

No hospital da vida...
Dr. Tempo prescreve
O analgésico "Sonho" de 12 em 12 hs.
Seu efeito paliativo
Causa satisfação momentânea.
Como todo analgésico,
Não cura, mas permite que o corpo
Se refaça do abatimento causado
Pela febre persistente da saudade.
Dr. Tempo recomenda
O uso do Soro da fé,
Administrado em porções pequenas
E nos intervalos sem febre.
O doente deve alimentar se
De sopas temperadas com boas lembranças,
Para o fortalecimento do corpo e da alma.
Os curativos são Orações,
Que cicatrizam lesões persistentes, sem arder.
Assim o hospital da vida
Vai tratando os enfermos
Contaminados pela saudade.

Elise Schiffer

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

1622 - Sonhos

 


No mais fundo dos sonhos
Lábios se tocam com ternura
A saudade evapora
O carinho floresce
O companheirismo acoberta almas
Há beijos com inspirações divina
E palavras que abraçam corações

No mais fundo dos sonhos
Estar com o amor é uma bênção dos céus
A saudade é abrandada
O carinho trás fé ao coração
O companheirismo é consolidado
Os beijos abrandam a saudade avassaladora
E palavras reafirmam o compromisso

No mais fundo dos sonhos
O retorno solitário é inevitável
A saudade torna se brisa momentânea
O carinho fica na mente
O companheirismo é reavivado na alma
Beijos de despedida molham os olhos
Palavras confirmam "até breve"

De Elise para Rosemberg