quarta-feira, 3 de junho de 2026

2901 - Teatro da vida


O fim da vida é um espetáculo

Silencioso para o protagonista.

A minguada plateia saboreia,

Pequenos ecos que rasgam

O silêncio sepulcral do palco.


No cenário do palco

Palavras e recordações 

Bailam formando imagens

Classificadas como

"Obras de arte do amor".


Silêncio é condição ocupada

Por lembranças em preto e branco,

Que fortalecem cenas difíceis,

Cumprindo o tempo do espetáculo 

Sem mudar a essência da peça.


Elise Schiffer

2901 - Turbilhão da saudade


Minhas palavras 

São um céu turbulento 

Onde a saudade 

Se faz tempestade.


Minhas entrelinhas 

São sonhos e lembranças 

Dando formas

Ao imaginário apaixonado.


Minha poesia 

É ponte unindo

Céu e terra no mundo

Onde só os loucos vivem.


Versos sem rimas 

Com duplo sentido 

Expressão o turbilhão 

Da saudade.


Elise Schiffer

2901 - Paleontólogos do amor


Poetas são paleontólogos 

Do mais nobre sentimento 

Preservado pela humanidade.

-  O amor.


Suas ferramentas 

São palavras e versos

Esmiuçando vestígios 

Dos amores vividos.


Amores preservados 

No passado do coração 

Sinalizam vestígios vivos

Da caminhada amorosa.


A poesia permite 

Uma compreensão

Ampla do amor 

Em todas as suas ramificações.


Elise Schiffer

terça-feira, 2 de junho de 2026

2900 - Senilidade


A senilidade 

É sufocada aos poucos,

Em prol do bom convívio.


É a estação dos disfarces 

Onde fingir é não perceber,

Humilhações sociais.


A senilidade 

É  sufocada aos poucos,

Por olhos que não vêem a carcaça.


É alma que ama em silêncio 

Nas orações sem apego,

Não incomodando o vazio juvenil.


Elise Schiffer

segunda-feira, 1 de junho de 2026

2898 - Nudez do desamor


Pequeninos laços de fita 

Uniam palavras e versos,

Tentando encobrir a nudez

Da alma carente de amor.


Alma desnuda pelo desamor 

Fingiu acreditar no amor,

Surfando nas ondas dos sonhos 

Que povoavam seu coração vazio.


Pequeninos laços de fita 

Encobriam a realidade sem amor,

Enfeitando sonhos e fantasias 

De um talvez eterno amor.


Alma desnuda de amor 

Mudou "uso" para "sonho de amor"

E cavalgou nas palavras e nos versos,

Vivendo um amor inventado.


Os pequeninos laços de fita 

Cresceram em tamanho e quantidade,

Porque palavras e sonhos 

Não encobriam mais a nudez do desamor.


Alma desnuda cobriu-se de contos, 

Escreveu romances e os vestil,

Para que o calor das paixões 

Aquecesse o seu desamor.


Elise Schiffer

domingo, 31 de maio de 2026

Cansaço II ano 2014


Cansaço... 

Carcaça pesada.

Morrer ja não basta.

Trabalhar...

Carcaça pesada.

Responsabilidade é trabalho.

Cansaço... 

Carcaça pesada.

Caminhar é trabalhar.

Persistir...

Carcaça pesada.

Cuidar do amor é trabalhar.

É o gens da sobrevivência.

Cansaço...

Carcaça pesada.

Prosseguir sempre e

não parar nem para morrer...


Elise Schiffer

31/05/2014

quinta-feira, 28 de maio de 2026

2895 - Indo aos sonhos...


Dou lhes versos de amor,

Lambuzados com saudades,

Que caminham de mãos dadas

Com nossos corações.


Enfeito a vida com lembranças, 

Unindo passado e presente,

Colorindo nosso lar com imagens

Ligando nós dois.


Coloco seus sussurros 

Sonorizando nosso lar 

E danço alegrando minh' alma,

Com sua voz melodiosa.


Deito-me nas entrelinhas 

Descansando a carcaça fétida 

E deixo-me adormecer.

Indo aos sonhos...


Elise Schiffer