Ser rio e ter lembranças.
Olhar para o céu saudoso,
Buscando por nuvens
Do seu passado.
O rio que tem lembranças
Corre e corre sem parar,
Na esperança de chegar ao mar
E encontrar chuvas do amor vivido.
Destino triste
Ter o amor impregnado
Em sua essência
Sem poder tocar ou beijar.
No triste percurso da vida
Cabe ao rio distribuir
Amor e vida
Pelas margens por onde passa.
O rio das lembranças
Guarda em sua essência
A esperança de quem sabe um dia
Ser nuvem novamente.
Elise Schiffer