A morte bate à porta,
Avisando sua chegada.
Da janela uma voz baixinha
Diz que a casa está vazia.
A janela permanece entreaberta
Convidando a luz do sol
A entrar e aquecer a noite sem fim.
Casa e coração estão aprissionados.
Da fresta da janela
É possível ver um pedaço do céu
Que serena o coração teimoso
Preso a casa vazia.
Carinhosamente e sem lamentos
A realidade é aceita
Destrancando a porta e
Libertando alma e casa.
Elise Schiffer