A saudade é a soleira
Da senilidade.
Atravancando acessos
As novas alegrias e sonhos.
Impondo o passado
Como força atemporal.
Não há presente ou futuro,
Onde a saudade é ditadura.
Nada novo entra no presente
E nada velho se esvai do passado.
A saudade tortura e mata
Qualquer expectativa de futuro.
O acesso livre a vida
Fica interrompido pela saudade,
Que alimenta se de lembranças
E usa as palavras para poetizar,
Embriagando e viciando
Tolos corações.
Elise Schiffer