quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

2804 - Tolos corações


A saudade é a soleira 

Da senilidade. 

Atravancando acessos 

As novas alegrias e sonhos.

Impondo o passado 

Como força atemporal. 

Não há presente ou futuro,

Onde a saudade é ditadura.

Nada novo entra no presente

E nada velho se esvai do passado.

A saudade tortura e mata

Qualquer expectativa de futuro.

O acesso livre a vida 

Fica interrompido pela saudade,

Que alimenta se de lembranças 

E usa as palavras para poetizar,

Embriagando e viciando

Tolos corações. 


Elise Schiffer