Faço a colheita das flores
Do passado imaginário.
Perfumou tudo a minha volta
Com os aromas da paixão.
Pinto o céu de bordô
E desenho nuvens de flores.
Apago a linha do horizonte
Unindo para sempre céu e terra.
Montanhas sobem aos céus
E estrelas descem a terra.
No berço da loucura
Embalo meus sonhos.
Finjo que o passado foi real
E deliro nas entrelinhas mentirosas.
O mundo precisa dos loucos
Que amam sem pudor.
Os que amam sem pudor
Precisam das palavras versadas.
Elise Schiffer