Senilidade sem futuro,
Relógio sem ponteiros.
Dias silenciosos de amores,
Sonhos e mãos vazias.
Incoerência é amar
Sem reciprocidade.
Amando amores que não amam.
Na esperança que os próximos
Saibam ver, sentir e retribuir.
A senilidade chora sozinha
Com sorrisos nos lábios enrugados.
Deixando suas pétalas sem cores
Caírem sem sofrimento.
Suas palavras não ouvidas,
São néctares de sabedoria
Que perderam a validade.
A senilidade é poesia
Em terras de analfabetos.
Elise Schiffer