quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

2768 - Senilidade


Senilidade sem futuro,

Relógio sem ponteiros.

Dias silenciosos de amores,

Sonhos e mãos vazias.

Incoerência é amar

Sem reciprocidade.

Amando amores que não amam.

Na esperança que os próximos 

Saibam ver, sentir e retribuir.

A senilidade chora sozinha 

Com sorrisos nos lábios enrugados.

Deixando suas pétalas sem cores

Caírem sem sofrimento.

Suas palavras não ouvidas, 

São néctares de sabedoria

Que perderam a validade.

A senilidade é poesia 

Em terras de analfabetos.


Elise Schiffer