Escritores enxergam
Jardins em desertos.
Dão vida as paixões
Que ninguém enxerga.
Os pensamentos borbulham
Fatos que só a escrita entende.
Seus conflitos interiores
São entre o real e o irreal.
Não conseguindo realizar sonhos,
Os depositam em papéis.
Para que o coração não desista,
De ver jardins em desertos.
Escritores não se despedem,
Apenas alinhavam fins e começos,
Com fios de amor,
Sem deixar nada para trás.
Porque os ciclos de um escritor
São infinitos e interligados.
Escrever é razão,
Ter direção é insensatez.
Elise Schiffer