sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

2805 - Fiz


Fiz em você minha morada.

Um cantinho só meu

Perfumado com flores beijos.


Fiz você meu céu.

Com o brilho dos seus olhos 

Cintilando para mim.


Fiz você o meu porto seguro.

Preenchendo cada canto

Com sua doce presença.


Hoje...


A morada não tem perfume,

O céu ficou sem estrelas

E o porto perdeu seu cais.


Elise Schiffer

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

2804 - Lembranças


As lembranças são 

O segundo coração 

Pulsando dentro do peito.


As lembranças são 

Afagos que aquietam 

A vontade de estar junto.


As lembranças ligam 

O longe e o perto

Em instantes de loucura.


As lembranças são flores

Que se abrem na mente

Perfumando dias solitários.


As lembranças são presentes 

Que alegram a alma 

Com a sensibilidade da gratidão.


Elise Schiffer

2804 - Tolos corações


A saudade é a soleira 

Da senilidade. 

Atravancando acessos 

As novas alegrias e sonhos.

Impondo o passado 

Como força atemporal. 

Não há presente ou futuro,

Onde a saudade é ditadura.

Nada novo entra no presente

E nada velho se esvai do passado.

A saudade tortura e mata

Qualquer expectativa de futuro.

O acesso livre a vida 

Fica interrompido pela saudade,

Que alimenta se de lembranças 

E usa as palavras para poetizar,

Embriagando e viciando

Tolos corações. 


Elise Schiffer

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Blusa Azul. (Conto)


Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som da valsa. 

Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.

No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas,   desta vez eram de orgulho.

Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.

Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho. 

Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minha também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor. 

Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.

Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos e acompanho cada conquista ou perda.

Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.


Elise Schiffer

Minha força

Minha forca 

foi forjada na caminhada. 

Não tive escolha, 

era ser forte ou forte.

Quando jovem 

venci obstáculos apesar 

das inúmeras lágrimas. 

Quando madura, 

aprendi a vencer obstáculos 

sem lágrimas. 

Eu era forte.

Hoje velha, minha fortaleza sofre abalos, 

o choro muitas vezes é silencioso, 

mas ser forte é necessário na caminhada.

O meu EU forte envelhecido 

acena para os mais jovem caminharem.

As vezes ajudo no primeiro passo. 

Escondendo de todos meus medos.

Eu estou com muito medo do futuro.


Elise Schiffer 

25/02/24

Mulheres - Ano 2014


Na Dor profunda 

não  gritamos.

No Coração sangrando 

não rolamos lágrimas.

No Medo 

somos mais fortes. 

Confiança 

é nosso código genético.

Trabalho 

é nossa salvação.

Assim somos

mães, avós,

chefes de família

e mulheres. 


Elise Schiffer 

25/02/2014

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

2802 - Lamparina do coração


Uma pequena luz

Brilha na lamparina do coração, 

Mantendo a chama do amor acessa,

A iluminar os passos solitários 

Que vagam pela casa vazia.


A lamparina do coração ilumina 

Os caminhos que levam as lembranças, 

Aquece a dor da saudade

E acalma o turbilhão da solidão,

Enquanto caminhar é preciso.


Elise Schiffer

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

2801 - Ponte da vida


Entre o nascer e morrer

Há uma ponte 

Que todos devemos atravessar.


O percurso pode ser longo ou curto,

Em pares, grupos ou só.

Com o mesmo pedágio - O AMOR.


Durante a travessia convivemos 

Com acertos, erros e decepções, 

Coisas bonitas, alegres e o AMOR.


Escolher bons sentimentos,

Abrandam saudades 

Dos que amamos e nos amaram.


O melhor a fazer é caminhar

E aproveitar cada passo dado,

Na ponte da vida.


Elise Schiffer

domingo, 22 de fevereiro de 2026

2800 - Bem assim...


O amor é um livro

Escrito a dois,

Com momentos e sonhos,

A unirem corações

Que somente amar.


A saudade é uma página 

Escrita só por um,

Com as lembranças de dois,

Pelo autor que as ler e reler 

No silêncio da vida.


O coração é uma biblioteca 

Silenciosa e fria,

Preservando livros de amores,

Que são acessados

Nos momentos de solidão.


A mente é parte acolhedora,,

Unindo livros, páginas e biblioteca,

No aconchego das lembranças 

Dos que escolheram amar

E viverem seus sonhos.


Elise Schiffer

Dor - Ano 2014


Quando o peso da dor 

for maior do que a carcaça pode suportar,

Caminhe, um passo por vez, 

dia após dia, mais caminhe.

Quando a mente fervilhar 

com as saudades do passado 

e as dores do presente,

Cale-se e viva o silêncio do seu deserto 

e o deixe te conquistar.

Caminhe sempre... 

Na certeza de que a dor de hoje 

será apenas a saudade de amanhã.


Elise Schiffer 


22/02/2014

sábado, 21 de fevereiro de 2026

2799 - Silêncio


Acabou tudo.

Acabaram se as cartas,

Sonhos e orações.


Acabou a pouca fé.

Acabaram se as rogativas,

Que nunca foram atendidas.


Acabou até o acabou.

Sobrando apenas

O silêncio imortal.


Acabou o sonho da morte.

Sobrando apenas

Dias a serem vividos.


Elise Schiffer

2798 - Fingir


Habitas em mim.

Por onde eu vá, 

Tu estás em mim.

Apego ou obsessão?

Não!

Apenas solidão,

Preenchida 

Com lembranças 

De um passado

Que finjo 

Ser perfeito.


Elise Schiffer

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

2798 - Solidão


A solidão nos faz fortes.

Aprendemos a viver com o "eu".

Momentos silênciosos 

São ótimos conselheiros.


A solidão vence medos,

Faz sorrir, chorar e amar o "eu".

Por que chegamos só 

E partiremos só.


A solidão no começo assusta,

Depois torna-se companheira.

Com um presente de lembranças 

E um futuro de sonhos.


Elise Schiffer

2798 - Atemporal


Esperar é atemporal.

O amor demora a chegar,

Até quando está adiantado.

É livro inacabado.

O dia demora a amanhecer,

Para que a noite saia de mansinho.

É farol apagado.

As flores perfumam a saudade

E colorem o caminhar solitário. 

São versos sem rimas.

As nuvens são lençóis 

Ocultando desejos entre céu e terra.

São bocas sem beijos.

Assim é o Tempo sem tempo,

Atemporal na espera.

É centelha infinita.


Elise Schiffer

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

2797 - Escolhi e Escolho te amar


Fostes o meu melhor 

"Bom Dia" por anos.

Sorriste para mim com amor

A cada manhã.

Escolhi te amar.


Bebeste meus cafés horríveis 

Sempre com gosto de quero mais.

Deste-me pequenas coisas

Que transformaram se em tesouros.

Escolhi te amar.


Hoje junto tudo que tenho de ti

E carrego nesta carcaça de coração.

Porque escolhi continuar a ama lo

Mesmo ausente dos meus dias.

Escolhi te amar.


Deito me nas lembranças

Dos seus olhares

E embalo me em seus braços 

Sonhando...

Escolho te amar.


Descobri nas palavras 

A força sagrada de reverência- lo.

Sou eterna apaixonada

Pelos seus olhares e sussurros.

Escolho te amar.


Escolhi todos os dias

Falar de ti nas entrelinhas 

E depois mergulhar

O mais fundo que o sonho permita.

Escolho te amar.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

2796 - Sementes de palavras



Palavras quando bem usadas
Transmitem alegrias e esperanças 
Deixando a vida recomeçar 
A cada nova linha escrita.

Palavras transformam 
Vidas vazias em jardins de pensamentos
Semeando sementes de amor e
Distribuindo poesia através do vento.

Palavras - Vida e saudade semeadas juntas
Frutificam o doce das lembranças 
Que transformam se em versos 
E transmutam se em  poesia.

Palavras são forças protetoras
Aos que confiam em suas mensagens
E são transportados 
Ao sábio jardineiro "Conhecimento".

Palavras são sementes
Que desabrocham nos corações 
Dos escritores e leitores
Com ternos abraços nas entrelinhas.

Elise Schiffer

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

2794 - Vôo dos sonhos


Deixo meus sonhos voarem 

No céu azul da saudade 

Deixo meus versos cantarem

Na soleira da janela do seu coração 


Deixo meus lábios sussurrarem

Desejos aprisionados no corpo

Sedentos das tuas mãos 

A envolverem minha carcaça.


A felicidade está nas nuvens 

Que os sonhos buscam sem fé.

O vôo livre com elos de amor

Impedem as partidas repentinas.


Elise Schiffer

2795 - Lembranças


As lembranças 

desbravam caminhos,

Em corações 

cansados e solitários.


O silêncio 

é povoado por palavras,

Que nascem 

e morrem na mente.


A saudade chega 

e desaparece, 

Com a rapidez 

das tormentas.


Lembranças 

tornam se alicerces,

Para corações 

rachados pelo luto.


As palavras

são companhias,

Vivendo lado a lado 

com o silêncio sepulcral.


O bom amor

permanece,

Tatuado no coração 

dos que ainda vivem


Elise Schiffer

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

2794 - Para sempre


Se o amor está feliz,

Quem ama também está.

Mesmo longe.

Se o coração do amor está em paz 

O de quem ama também está.

Isso é gratidão.

Porque amor

É desejar o melhor e amar.

Quem ama aceita 

Que o "para sempre" 

Mora no coração.

O amor pleno respeita

Decisões de outro coração.

É preciso paciência e espaço,

Para o amor florescer e sobreviver.


Elise Schiffer

domingo, 15 de fevereiro de 2026

2793 - Palavras


Com palavras 

te faço carinho.

Com versos 

abraço seu corpo.

Com poesia 

beijo te a boca

E nas entrelinhas 

deito-me ao seu lado.


Nas folhas de papel

escrevo puro prazer.

Nos livros escritos

somos prefácio e epílogo.

Nos capítulos de saudades

nosso amor é dor.

Na venda dos livros 

compartilhamos nosso amor.


Elise Schiffer

2793 - Antes do despertar


Chegarei ao seu coração 

Com palavras e versos sem rimas,

Vou trilhar as entrelinhas 

E quem sabe encontrá-lo.


Conduzirei meu corpo 

Até suas mãos e dançaremos,

A mais linda melodia de amor

No salão da saudade.


Olhando em seus olhos

Deixarei meus sonhos girarem,

Ao som da melodia do amor

No salão iluminado pelo seu sorriso.


Nossas almas sorriram

Entregando se as fantasias,

Enquanto deslizam

Ao som da melodia do amor.


Sussurros secretos 

Desvendaram desejos,

Enquanto nossos corpos levitaram

No mais puro sonho de amor.


A felicidade pulsara

Em nossos semblantes apaixonados,

Antes do despertar

Ao raiar da manhã.


Elise Schiffer

Livro: O Boto Pagodeiro


 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

2792 - Travessia


A distância 

Entre a razão e a paixão

É colossal

quando a solidão domina.


Erramos

Ao atravessarmos com medo

E acabamos por cair num fosso

Sem fundo e sombrio.


Atravessar 

As terras da razão e da paixão

Trás ensinamentos

E controle da boa solidão.


Elise Schiffer

2793 - Olhar


Alma e coração se olham

E transformam se em sentimentos. 

Findando com esperas e vazios.

Alma e coração se apaixonam

Gerando um querer bem

Capaz de vencer o tempo.


As respostas para a saudade

Estão nos olhares guardados

Dentro da alma.

As respostas para o amor

Estão nos olhares guardados

Dentro do coração.


Um amor cheio de saudades

Alimenta qualquer carcaça 

Com lembranças vivas.

O passado tem vida.

Lembranças unem distâncias,

Fazendo o impossível ser possível.


Olhares selam compromissos,

Criando esperanças,

Fortalecendo o "sem fim".

Um único olhar basta, 

Para os que amam

E sente saudades.


Elise Schiffer

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

2791 - Olhares/Viagens


Olhares com faísca de estrelas,

Apagam se na vida de todos,

Deixando só escuridão na alma 


Lembranças aconchegam 

Saudades na linha do horizonte 

Onde mundos distantes se unem.


No mar dos sonhos ao sabor do vento,

O barco do amor navega solitário,

Buscando rotas para o passado.


O encanto das noites,

Perdem se sem a luz do amor,

Nos olhos apaixonados.


Seguir viagem...


Unir as lembranças 

E transforma las em ilha,

Onde o coração pode aquietar se.


Na imensidão do mar atracar o barco,

Na ilha das lembranças 

Ficando sua âncora.


Transformar sonhos em sal,

Renovando o sabor dos dias

E perder se na magia desta ilha.


Ancorado e rangendo sua carcaça,

O barco navega ao luar do coração,

Com a mente delirando de saudades.


Viajar...


Na loucura dos apaixonados. 

Nas entrelinhas dos poetas. 

No mundo dos solitários.


Elise Schiffer

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

2790 - Mundo dos sonhos


A mente é o porta jóias dos sonhos,

Onde vivem lembranças e sorrisos,

Lado a lado com choros e paixões.


Ao dormirmos entramos neste mundo,

Acessando um céu secreto,

Onde só o amor pode viver.


Olhos abertos e corações inquietos, 

Revivem o suficiente,

Para alegrarem os amanheceres.


Acessando sonhos particulares,

Apaixonados encontram,

Forças para seguirem em frente.


Sonhar, amanhecer e lembrar

São suficientes para os sonhadores, 

Que amam mesmo distantes.


Elise Schiffer

2790 - Recomeços e perdas


Diante do espelho da vida,

Nos despimos e analisamos 

Belas e horrendas cicatrizes,

Adquiridas no caminhar.


Um lado do peito tem um jardim 

Com nomes, cheiros e alegrias. 

O outro lado do peito tem um poço 

Com dores, saudades e lágrimas. 


A mão direita doa carinho.

A mão esquerda pede apoio.

Os pés seguem sonhos e dores

E a carcaça luta contra doenças. 


O ventre é a gestação interminável,

Preservando em suas entranhas 

Sementes que são puro amor.

Do seu mais puro sentimento.


Apesar das amputações amorosas.

A carcaça é resistente 

Com recomeços e perdas

De amores preservados na memória.


Elise Schiffer

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

2789 - Agricultor de amor


Agricultor de amor 

Fortalece corações e trás alegrias.

Limpa solos secos do corações 

E ara a terra com esperança.


Agricultor de amor

Substitui a dor do arado da vida,

Por mãos quentes e seguras

Transformando tudo à sua volta.


Vidas abandonadas 

Voltam a acreditar

Nas colheitas do amor 

E chuvas de abraços.


Sementes brotaram com paciência.

A vida voltou a florir.

O agricultor ensinou a amar e 

Partiu para sua montanha de rosas.


Elise Schiffer

2789. - Entrelinhas


O escritor dança com seus versos,

Escondem suas verdades

Nas entrelinhas sem pudor.


Para ler as entrelinhas,

O leitor deve ter fantasias na mente 

E paixão no coração.


As entrelinhas alimentam os sonhos,

Provocam emoções 

E distribuem o mais puro amor.


A paixão é a bússola,

Conduzindo a saudade

Nos percursos após cada vírgula.


O que embala o escritor,

Não é lindo nas palavras.

É sentido nas entrelinhas.


Elise Schiffer

2788 - Sombra


Sombra é a companhia

Constante da saudade.

Lembranças são luz

Dando vida a sombra.


Inseparáveis sombra e saudade

Seguem a carcaça cansada,

Pelos quatro cantos do mundo,

Esperando reencontrar o passado.


Resistente e peregrina é a sombra,

Que vence desertos e mortes.

Carcaça e sombra vivem lado a lado,

Sem medo dos caminhos solitários.


Sobrevida e a imagem da sombra

Completam se num jardim silencioso,

Que choram por tudo que viveram,

E o tempo levou.


A saudade travestida de sombra,

Vive seu horizonte sem cor.

Mãos e corações distantes,

De um futuro cheio de vida.


Idas e vindas confundem a carcaça, 

Que a beira da loucura,

Sussurra somente

Nomes apartados.


Elise Schiffer

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

2788 - Interior

 

O interior de cada coração 

É um mosaico de amores,

Que partiram deixando saudades.


O coração remendado

Por lembranças e medos,

É consolado pelos amores vividos.


Desejar ir sem permissão, 

Desejar vir sem permissão,

Ligam desejos aos mesmos sonhos.


Sonhos não precisam de permissões.

Simplesmente invadem corações,

Com realidades paralelas sem regras.


Elise Schiffer

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

2787 - Libertação


A morte bate à porta,

Avisando sua chegada.

Da janela uma voz baixinha

Diz que a casa está vazia. 


A janela permanece entreaberta 

Convidando a luz do sol

A entrar e aquecer a noite sem fim.

Casa e coração estão aprissionados.


Da fresta da janela 

É possível ver um pedaço do céu 

Que serena o coração teimoso

Preso a casa vazia.


Carinhosamente e sem lamentos

A realidade é aceita

Destrancando a porta e

Libertando alma e casa.


Elise Schiffer

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Vento. Ano 2014


Vento que venta lá, 

Que venta cá. 

Vento que canta 

Em meus ouvidos,

O zumbido dos sonhos. 

Vento que refrigera 

Minha alma e 

Leva as sementes 

Dos meus sonhos

Para cultiva las 

Em solos distantes.


Elise Schiffer 

09/02/2014

2786 - Tesouros da alma


Todo alma tem uma coleção,

Repleta de tesouros.

Denominados "Passado".

Na coleção estão preservadas

Lembranças e saudades

De todo um caminhar.

Bons colecionadores

Visitam, revivem e 

Guardam com carinho

Cada momento vivido.

O "Passado" tem miríades

De amores, encantos e lágrimas,

Que iluminam o caminhar

Escuro da solidão final.

Visitar a coleção "Passado"

Com frequência 

É iluminar o firmamento interior,

Com luzes faiscantes 

Dos dias de felicidades

E aprendizados.

No percurso final do caminhar,

Os olhos cansados

Ainda enxergam as belezas,

De cada lembrança da coleção.


Elise Schiffer

2786 - Implacável


Exigente é a saudade

Que apossa se da vida

Causando padecimento.


Implacável é o caminhar

Que extende se pela vida

Sem permissão.


Perversos são os versos 

Que revivem amores

Apartados sem permissão.


Elise Schiffer

sábado, 7 de fevereiro de 2026

2785 - Rio com lembranças


Ser rio e ter lembranças.

Olhar para o céu saudoso,

Buscando por nuvens

Do seu passado.


O rio que tem lembranças 

Corre e corre sem parar,

Na esperança de chegar ao mar

E encontrar chuvas do amor vivido.


Destino triste

Ter o amor impregnado 

Em sua essência 

Sem poder tocar ou beijar.


No triste percurso da vida

Cabe ao rio distribuir 

Amor e vida

Pelas margens por onde passa.


O rio das lembranças 

Guarda em sua essência 

A esperança de quem sabe um dia 

Ser nuvem novamente.


Elise Schiffer

2785 - Escrevo amor


Escrevo e poetizo

Evadindo-me da carcaça 

Que aprisiona os poetas.


Por trás de cada palavra

Tem a força genuína do amor

Na simplicidade do amar.


A imaginação é cúmplice 

Na fuga de si mesmo

Afastando-se assim da solidão.


Escrevo e poetizo

Preenchendo as lacunas da alma

Para que o amor respire dia e noite.


Por trás de cada verso

Há uma entrelinha gritando "Liberdade"

Sem rima ou medos.


Imaginação e loucura 

Vivem a paixão das palavras 

Na alcova de linhas e entrelinhas.


Elise Schiffer

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

2784 - Certezas


Atenção e lealdade 

Não se perdem pelo mundo,

Ao partirmos deixamos como saudades.

Sentimento que se eternizam.


Um coração atencioso e leal

Deixa sementes vivas,

Que florescem na alma,

Fortalecendo certezas e sonhos.


Atenção e lealdade 

Fecundam o amor próprio,

Delimitando o que somos,

Perante aos próximos.


O mundo próximo 

É formado por gestos irreais,

Que ocultam corações ilhas,

Com atenções e lealdades próprias.


Elise Schiffer

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

2783. - Nos conectamos


Cada olhar foi um sorriso.

Cada Rosa um passo desbravador.

Cada caminho uma boa surpresa.

Foram muitos "cada"


Seus sorrisos desabrocharam em mim.

Suas rosas encheram me de alegrias.

Seus passeios conduziram-me aos sonhos.


Não importa o lado que estamos.

Cultivamos lembranças 

No jardim de nossas almas,

E assim nos conectamos.


Elise Schiffer

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

2781 - Palavras são eternas


Encarcero me nas entrelinhas,

Onde ainda vive nosso amor.


Ouço nosso amor no som das palavras,

Que brincam de ciranda com os versos.


Minha poesia flerta contigo,

Sorrindo com os olhos e o coração.


Imortal é minha saudade,

Que busca por ti na escrita.


Minhas palavras são eternas,

Embora a carcaça esteja no fim.


Elise Schiffer

2781 - Momentos eternos

 

Alguns momentos são eternos.

Momentos unindo corações.

Instantes em que a razão é sufocada

E as emoções voam alto,

Rumo ao infinito.

Momentos eternos 

Exalam aromas da felicidade.

Encantam pela simplicidade 

E transmitem paz,

Agregando alegrias a jornada.

Momentos eternos 

Ficam no poente da alma,

Entre o real e o celestial.

Onde a saudade voa alto,

No poente da alma.

Iluminando a solidão.


Elise Schiffer

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

2780. - Melodia da saudade


Quando a saudade 

Bater a porta.

Receba com um sorriso, 

Pois sua sacola 

Tem boas lembranças.


Reviver lembranças 

É se permitir 

Sentir aconchegos vividos,

Que juntaram cacos 

Com amor e paciência.


Lembranças são melodias,

Sonorizando a alma dos que amam.

Expandindo sensações de

Delicadezas, cuidados 

E declarações de amor.


Elise Schiffer

domingo, 1 de fevereiro de 2026

2779 - A sirene de embarque


A carcaça senil,

Flertar com o navio do óbito,

Que anuncia sua partida

Com a sirene de convocação.


Desejar embarcar não basta,

É preciso desatar nos,

Da corda presa aos pés. 

Amarrada na árvore genealógica.


Obrigações sentimentais

Impedem o embarque.

Vínculos pecuniários

Pesam na senilidade provedora.


Elise Schiffer

2779 - Silêncio


O silêncio é o meu melhor ouvinte.

Meu confessionário.

Onde falo, falo e deságuo

Dores, alegrias e culpas.


O silêncio é professor sereno,

Ensinando calado

A vencer barreiras da vida,

Sem ocupar ouvidos alcoviteiros.


O silêncio na sua ausência de som,

Faz aflorar clarezas e sabedorias,

Criando um equilíbrio genuíno 

Com aprendizado e perdão.


Elise Schiffer

sábado, 31 de janeiro de 2026

2778 - O último sonho


Fechou os olhos 

E sonhou...

Com um dia 

De chuva mansa

E caridosa.

Reviveu lembranças boas

Com a infância pobre

E o coração palpitante.


Ficou parado

No passado saudoso,

Gotejando nos olhos 

Já sem brilho, sua saudade.

Ouviu novamente 

A suave música da chuva,

Harmonizando a velhice 

Com a infância.


De olhos fechados,

Ouvido alerta

E coração palpitante.

O sonhador 

Deu seu último suspiro.

As lembranças o abraçaram 

E os pingos da chuva 

Ressoaram em seu coração.


Elise Schiffer

2778 - Longe


Longe dos olhos.

O silêncio da distância 

É uma tormenta interior.

Longe do toque.

O coração permanece amando,

Por não desistir do amor.

Longe do caminhar.

A saudade é insaciável,

Estar perto é só um sonho.


Amor distante.


Saber como vives 

E o que sentes,

Mesmo longe do meu amor.

Dizer eu te amo e com o olhar

Gritar - Fique por perto!

Meu coração é faminto,

Da sua presença

E do seu olhar.

Longe dos meus olhos.


Elise Schiffer

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

2777 - Filme "Vida"


Assisto ao filme "Vida".

Vejo dias tristes e lágrimas. 

Amores obscuros emergindo da alma.

Neste momento os receios são vencidos. 


O filme expõe dores e lamentos.

Há uma força para o que der e vier.

Assim segue a protagonista sofrida.

Com superação e serenidade.


Do meio ao fim do filme.

A espectadora virá roteirista e diretora.

Do romance "Vida".

Já com o coração blindado.


Em frente e semeando respeito,

Com amor e criticas,

Sendo juíza do seu próprio roteiro.

O fim é "Eu e Eu com amor".


Elise Schiffer

2776 - Pertencimento

 

Coração apaixonado.

Mãos vazias de tudo.

Alianças no dedo e na mente.

Sensação de pertencimento.


Pertencer é estar envolvido.

Preencher dias vazios.

Dar valor à imaginação.

Deixar de ser vento para ser pedra.


Alianças são acordos mútuos,

Onde a troca é imaginária

E a satisfação plena ilusão.

Pertencimento é loucura e prazer.


Pertencimento é perigoso,

Em família, religião ou sociedade.

Por criarem falsos valores e dogmas,

Com desajuste comportamental.


Elise Schiffer

Tempo (Ano 2014)


Tempo, sem inicio e sem fim.

Passa, passa levando a dor.

Correndo passo a passo, 

Buscando por novos amores.


Tempo, sem início e sem fim.

Embala os sonhos asfixiados e

Traz sementes para novos sonhos.

Correndo sereno e sem pena.


Elise Schiffer 

30/01/2014

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

2776 - Ternura


O tempo aquieta a dor,

Ilumina as lembranças 

E num sopro delicado,

Mantêm a ternura do amor.


O horizonte do futuro

Enche-se de calmaria e fé.

Transforma a saudade em brisa, 

Abraçando a ternura do amor.


Lua e sol entregam-se ao tempo,

Atravessando o além,

Hipnotizando o coração solitário,

Para reviver a ternura do amor.


Elise Schiffer

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

2775 - Escritor


Escritores enxergam

Jardins em desertos.

Dão vida as paixões 

Que ninguém enxerga.

Os pensamentos borbulham

Fatos que só a escrita entende.

Seus conflitos interiores

São entre o real e o irreal.

Não conseguindo realizar sonhos,

Os depositam em papéis.

Para que o coração não desista, 

De ver jardins em desertos.

Escritores não se despedem,

Apenas alinhavam fins e começos,

Com fios de amor,

Sem deixar nada para trás.

Porque os ciclos de um escritor

São infinitos e interligados.

Escrever é razão,

Ter direção é insensatez.


Elise Schiffer

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

2774 - Palavra - Força divina


Inspiração.

Pensamentos.

Silêncio.

Palavras.


A mente desperta,

Criando imagens e símbolos,

Que deitam-se na alcova do papel.

Travestidas em palavras.


Um ato divino sem pudor,

Que no silêncio da paixão,

Traduz tudo em versos de prazer.

Ocultos verdades nas entrelinhas.


A inspiração floresce

Buscando realidades na escrita,

Que governa o poder de amar,

Com o dom da escrita.


Elise Schiffer

2774 - O tempo


A mente busca pelo amor.

O coração pulsa ausência.

O tempo debocha,

Da tentativa de reter a felicidade.


O tempo carrega tudo.

Dilui dores e lembranças.

O passado torna-se ventre seco

E o olhar perde a direção.


Elise Schiffer

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

2773 - Saudade


Saudade.

Sentimento melancólico 

E atemporal.

Vazio que se expande 

De dentro para fora,

Construindo um mundo próprio.

Onde o passado reina

Subjulgando o presente

E asfixiando o futuro.

A saudade é soberana 

Disseminando breu no caminhar.

Aprisionando esperanças 

Para que não existam, 

Embora já tenham existido.

A saudade transgride

O próprio existir da vida,

Com sua força opressora.


Elise Schiffer

domingo, 25 de janeiro de 2026

2772 - Sandálias de palavras



Palavras são sandálias,
Conduzindo
Ao mundo dos versos sem rimas.
Quando vencida pelo desgaste,
Repousam seu amor nas entrelinhas.
Cobrindo se com o véu da poesia.
 
Sonhos...

Desnudas dos medos, as palavras
Mergulham fundo no passado,
Esperando afogar a saudade,
E quem sabe...
Renascerem no milagre divino
Do depois.

Sonhos...

Haja um depois...
Com jardins cheios de flores,
Sob um céu estrelado.
Com manhãs refrescantes,
Para os amores trilharem juntos
Com as sandálias de palavras sem rimas.

Sonhando...

Elise Schiffer

2772 - Vôo solitário


Minhas palavras são asas, 

Permitindo que meu coração voe. 

O vôo da saudade.

Sei lá do que.


Minhas palavras planam,

Observando de cima,

O deserto de uma existência,

Que secou, sei lá porque.


Minhas palavras são nuvens,

Poesias de um amor distante,

Que vive o presente solitário.

Germinou, floriu e morreu, sei lá porque.


Elise Schiffer

2772 - Descrença


Seus olhos fecharam

Lacrando meu coração.

Sem suas flores

Meu mundo perdeu a cor.

Sem sua camisa para segurar

Minhas noites são de medos.

Sem esperança no amanhã 

Até a morte perdeu sua coragem.


O sol não aquece mais

E o céu apagou-se.

Caminhos diferentes

Levam ao mesmo abandono.

Naveguei no mar da fé 

Mas meu barco sucumbiu à descrença.

A primavera perdeu sua magia

E tornou-se somente outono.


Elise Schiffer

2772 - Big Bang


Fiz um Big Bang da paixão vivida.

Criando um planeta de palavras,

Que órbita em volta do amor vivo.

As lembranças formaram os oceanos.

As poesias, os continentes.

As estrofes, os países.

Os versos, rios que levam vida.

Entre o planeta de palavras 

E o sol de amor.

Milhares de estrelas reluzem

A saudade que sinto de ti.

No eclipse do amor com as palavras,

A dor fica visível e neste instante,

Afogo-me no oceano das lembranças.


Elise Schiffer

sábado, 24 de janeiro de 2026

2771. - Escolhi libertar


Desejo lhe 

Flores pelo caminho,

Que haja campos semeados

Com mãos de amor,

Florescendo paz e alegrias,

Em seu novo caminho.


Desejo lhe

Um coração pulsando amor,

Que seus sonhos 

Se realizem unindo esperas,

Dos que amam na longa jornada, 

Em seu novo caminho.


Desejo lhe 

que amor te encontre,

Com liberdade e felicidade.

Na plenitude das almas

No estar lado a lado, 

Em seu novo caminho.


Desejo me

Um presente sem lágrimas

Pelo passado vivido sem futuro.

Escolhi te amar

E hoje escolho te libertar,

Do meu novo caminhar.


Elise Schiffer

O medo. Ano 2016


Medo da morte...

Mudar para outro lado da banda, não é nada.

Ficar longe dos que amamos, é tudo.

Medo da morte...

Saber quem é e ter receio do que será

E para os que ficam o que restará?

Medo da Morte...

Ter escolhido como nome -  Mãe.

Incerteza do nome do qual será lembrada.

Medo da Morte...

Os amores continuarão seguindo.

Na nova estrada o amor seguira no peito.

Medo da Morte...

Não estar mais junto nas risadas,

Estar nas lembranças com saudades em ambas as bandas do mundo.

Medo da morte...

Rezar, pensar em todos e amar sempre.

Não haverá tristeza, saudades sim.

Medo da morte...

Longe da vista e perto do coração.

Na certeza de que o elo nunca será cortado.

Medo da Morte...

Estar do outro lado da banda do mundo...

Seguindo em frente e de longe continuar amando.


Para minha mãe Irtes.


Elise Schiffer - 24/01/2016

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

2770 - Loucuras do amor


Faço a colheita das flores 

Do passado imaginário.

Perfumou tudo a minha volta

Com os aromas da paixão.

Pinto o céu de bordô 

E desenho nuvens de flores.

Apago a linha do horizonte 

Unindo para sempre céu e terra.

Montanhas sobem aos céus 

E estrelas descem a terra.

No berço da loucura

Embalo meus sonhos.

Finjo que o passado foi real

E deliro nas entrelinhas mentirosas.

O mundo precisa dos loucos

Que amam sem pudor.

Os que amam sem pudor

Precisam das palavras versadas.


Elise Schiffer

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

2769 - Sabor das palavras


Palavras são extensões da saudade,

Dos sonhos ou desejos ocultos.

Saudades de você.


Lágrimas formam um oceano,

Onde as lembranças navegam.

Saudades de você.


Mãos solitárias plantam jardins, 

Com flores do amor sempre vivo.

Saudades de você.


Entrelinhas tem um céu estrelado,

Reluzindo a luz do seu olhar.

Saudades de você.


O mundo do meu coração, 

É habitado por lembranças.

Saudades de você.


As palavras dão sabor aos meus dias,

Criando um banquete de sonhos.

Saudades de mim.


Elise Schiffer

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

2768 - No amor


No amor...

Um suplementa

A existência do outro.

Permitindo que haja 

Um transbordamento 

De felicidades.

No amor...

Constrói se um caminho

Seguro e forte para dois, 

Por estarem completos 

Em experiências e respeito,

Buscando companheirismo.

No amor...

Mãos e corações vivem unidos,

Olhando na mesma direção,

Com sonhos em conjunto.

Havendo paciência aos defeitos

E admiração as qualidades.


Elise Schiffer

2768 - Senilidade


Senilidade sem futuro,

Relógio sem ponteiros.

Dias silenciosos de amores,

Sonhos e mãos vazias.

Incoerência é amar

Sem reciprocidade.

Amando amores que não amam.

Na esperança que os próximos 

Saibam ver, sentir e retribuir.

A senilidade chora sozinha 

Com sorrisos nos lábios enrugados.

Deixando suas pétalas sem cores

Caírem sem sofrimento.

Suas palavras não ouvidas, 

São néctares de sabedoria

Que perderam a validade.

A senilidade é poesia 

Em terras de analfabetos.


Elise Schiffer

2767 - Escolhi te amar


A saudade 

Agregou-se em mim.


O tempo 

Não é mais medido.


Resignificou se

Infinito.


Meus olhos 

São lembranças.


Brilham

O passado.


Longe das mãos 

No presente.


Hoje sou vida

Sem idade ou extensão,


Com a certeza

Que escolhi "te amar".


Elise Schiffer

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

2767. - Olhar


O brilho de um olhar,

Reluz o que há de melhor,

No coração do apreciado.


Dissipa a escuridão,

Do latifúndio sem vida,

Que secou por falta de amor.


A luz de um olhar com amor,

Refloresta qualquer solo ressecado,

Rola pedras e amacia espinhos.


A luz do amor deixa pegadas,

No solo revivido e florido,

Cheio de sonhos e aromas.


Novos tempos ensinam,

A subir colinas e desviar tribulações.

É a estação do amor com luz e floradas.


Elise Schiffer

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

2766 - Cacos


Juntei o que sobrou "do nós",

Colei os cacos com lembranças.

Emoldurei a felicidade vivida

E pendurei na sala,

Buscando forças no prosseguir.


A morte dói e retira a lucidez,

Abrindo caminho para insensatez.

Da dor nasce flores de versos,

Que sem palco e aplausos

Válida o amor ausente.


Poemas despretensiosos,

Iluminam os dias e tocam o coração. 

Apaixonados apartados são 

Pensamentos em versos e

Saudades nas entrelinhas.


O mundo dos apartados,

Pela morte sem permissão,

É passado vivo

Num presente remendado,

Desprezando o futuro.


Elise Schiffer

2766 - Solidão


Solidão é travessia

E não morada.

Percurso de dúvidas

Recheado de sonhos.

Vez por outra

Pingos de lembranças

Molham o chão seco e

Florescem como campina de sonhos.

Durante a travessia da solidão,

A alma renova se

Fortalecendo a esperança.

É preciso respeitar a solidão,

Nela está a semente do recomeço. 

Ensinando a esvaziar a alma

E vencer as barreiras invisíveis.


Elise Schiffer

domingo, 18 de janeiro de 2026

2765 - Todo o sempre


Como desfazer 

A trama da ausência?

Onde buscar 

A fonte da esperança?


Ausência é desassossego 

E como tal,

Expulsa a esperança 

Prolongando os dias.


Saudade é dor

Que não cabe em versos.

Ela apenas reprisa

Tudo o que foi vivido.


Força e pureza

Fazem da saudade,

Uma trama enraizada

Sugando o que restou da vida.


Ausência 

É abraço sorrateiro,

Envolvendo a sobrevida

Que agoniza e não morre.


O misticismo 

Entorpece o medo,

Do restou apenas pó

Para todo o sempre.


Elise Schiffer

2765 - Dor


A dor orou aos céus 

Pedindo um descanso.

Seus ombros estão pesados,

Com fatos imutáveis ao coração.


A dor cansou se

Dos longos dias sem luz.

Tornou se frágil 

Precisando descansar.


A dor agregou se

Aos delírios da poesia,

Escondendo sua fragilidade

Com máscaras de palavras.


A dor é sentimento 

Manso e profundo,

Como o lago

Da desesperança.


A dor sussurrou

Ao coração sofrido.

- Desate seus nós

E deixe se habitar outra vez.


Elise Schiffer

2765 - Álbum da vida


Ao caminharmos, amarmos,

Chorarmos e sorrirmos,

Vamos montando,

Um álbum de lembranças.


Boas recordações 

Que ao passar dos anos,

Transformam-se em flores,

Perfumando a senilidade.


O álbum nos lembra,

Que tudo passa.

Em tudo há um propósito.

Reafirmando que amar vale a pena.


Elise Schiffer

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2763 - Pavio de palavras


Todos os dias 

Vivo uma vida inteira ao seu lado.

Escrevendo e reacendendo nosso amor,

Com o pavio das palavras.


Embriago-me com versos

E embrenhou-me nas entrelinhas,

Para reencontra lo 

E nelas ocultar-me fazendo morada.


Deixo as lembranças 

Habitarem em mim,

Destruindo a separação,

Dando vida somente a emoção.


Traços linhas de amor,

Enchendo meu peito de vida.

Hoje somos palavras vivas, 

Corações e almas em versos.


Somos sintonia sonora na poesia.

Palavras com duplo sentido,

Versos ocultando a paixão.

Somos poesia libertadora.


Palavras que embriagam,

Entorpecendo a saudade,

Libertando os sonhos

E trazendo alegrias.


Elise Schiffer

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

2762 - Ciclos


Depois de dias abrasadores 

Dos nossos verões,

A chuva fina de outono

Desfolhou a árvore da União. 

Folhas de alegrias, sorrisos e sonhos 

Foram ao solo para decomposição.

 

A árvore da União vive tentando,

Manter-se firme e de pé,

Mas os dias de inverno 

Secam os poucos galhos

Que hibernam e sonham,

Com os dias quentes dos verões.


Dias de céu azul e noites estreladas,

Perderam a magia da esperança.

Folhas secas ao chão 

Formam um tapete de lembranças,

Circundando a árvore seca da União,

Que perdeu o frescor primaveril.


Elise Schiffer

2762 - Pensamentos

 

Pensamentos são beijos celestiais.

Tocando levemente como brisa,

Mentes e corações.


Pensamentos penetram no coração, 

Aglutinam amores e sonhos,

Que vêm ao mundo na forma de palavras.


Pensamentos e palavras,

Decodificam sonhos

E os desnudam nos papéis.


Pensamentos e palavras

No êxtase das paixões,

Geram livros para o mundo.


Livros que abrem caminhos

Sem submissão ou escravidão.

Pensamentos e leitura libertam.


Elise Schiffer

2761 - Lembranças vivas


O amor bem vivido

E sem futuro.

É condenação

Ao tempo que se foi.

É cárcere no passado,

Com sonhos paralisados.

É viver preso ao passado

Alimentando-se de lembranças.

É ferir a alma sem sangrar,

Silenciando dores e esperanças.

São lembranças vivas

Dos dias de amor bem amados.


Elise Schiffer

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

2761 - Sem romper elos


A morte...

Separa sem romper elos.

Há o lado de cá de quem fica

E o lado de lá de quem vai.

Entre os lados...

Há uma janela.

Divisor de caminhadas.

A janela proporciona

Refrigerio em ambos os lados.

O vento das lembranças. 

Vai e vem com palavras,

Conduzindo versos de amor.

Versos que abrandam a saudade,

De quem fica e de quem vai.


Elise Schiffer

2761 - Levastes meu riso

 

Tu levastes

O meu riso.

Deixando o frio 

A abraçar me.

Pergunto me.

O que sentimos?

Depois do longo tempo

De separação.

Minhas entrelinhas 

Choram lamentos 

Que tu não ouves.

Meus pensamentos 

Caminham no passado

Buscando por ti.

Sonhos e saudades

Se fundem 

Num terno abraço, 

Apagando o medo

Do fim sem um "depois".


Elise Schiffer

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

2760 - Espera

 

Guardei os sonhos em silêncio.

Preservei o cheiro dos livros na mente.

Mantive o jardim florido no coração

E o portão da alma entreaberto.


A alma florida aguarda seu retorno,

Os sonhos ficam atrás do portão entreaberto.

Os livros fazem companhia 

E as flores perfumam a "espera".


O amanhecer é iluminado pelo sol da fé,

Dando guarita a palavra "espera".

O anoitecer respira ofegante

No compasso dos sonhos da "espera".


Elise Schiffer

2760 - Guardar palavras


A vida ensinou-me 

A guardar palavras, 

Na alma e no coração,

Preservando suas memórias.

Palavras são roldanas 

Conduzindo o tempo.

Passaportes com livre acesso,

Ao passado pulsante 

E aos sonhos futuros.

Ambos abraçam 

E amenizam cicatrizes.

Palavras não reconhecem 

O tempo cronológico,

Porque paralisam relógios.

Palavras são pontes

Por onde transitamos 

Para abraçar e reviver

Lembranças e sonhos 

Cheios de esperanças.


Elise Schiffer

domingo, 11 de janeiro de 2026

2758 - Somos montanha de rosas


Deixaste 

um rastro de flores,

Por onde 

caminhamos,

Florindo 

a saudade dos dois.

Seu perfume 

exala em mim,

Confirmando 

sua continuidade.

Neste caminho 

solitário de um,

Que o hoje e o amanhã 

serão só meus.

Não tento 

escapar da solidão, 

Apenas reafirmo 

o meu afeto por ti.

Somos romance 

vivo sem morte,

Onde descansamos 

nossos sonhos.

Somos 

Elise e Rosemberg.

Somos 

uma montanha de rosas.


Elise Schiffer

2758 - Reencontros


O mundo vive 

Um grande passado,

Com lágrimas quentes,

Aquecendo saudades.


Amores e dores

De vidas sem pecados.

Se reencontram 

Em paisagens cinzentas


O segredo é voarem juntos

Emprestando asas partidas

Num vôo onde dois são um

Rumo a um céu particular.


Reencontros vencem barreiras 

Religiosas, origens e dores.

O idioma do mundo é o amor

Com olhares e sorrisos de perdão.


O mundo segue seu caminho,

Transformando tudo em passado.

Com lembranças quentes

Que aquecem as saudades.


Elise Schiffer

Dores. Ano 2017


Há dores...

Tão profundas que doem 

No núcleo de cada celular. 


Há amores...

Que mesmo presos nas mãos,  

A vida os subtrai por entre os dedos. 


Há gritos... 

Que mesmo dando lhes volume, 

Ficam calados no coração. 


Há dores...


Elise Schiffer

11/01/2017

Amanhecer. Ano 2016


O sol vai nascer

Independente da dor.

Lastima, choro ou sofrimento 

Não impedem o amanhecer, 

Nem  o surgir de um novo amor.

É o amanhecer da vida.

É o amanhecer do coração.

Então por que chorar?

Deixe se amanhecer.

Quem nunca chorou

Não conhece o poder

Do amanhecer 

E o valor de um novo amor.


Elise Schiffer 

11/01/2016

sábado, 10 de janeiro de 2026

2757 - Finjo


Sussurro eu te amo, 

A cada anoitecer.

Sussurro eu te amo,

A cada amanhecer.

Nos intervalos do dia eu finjo,

Não haverá mais dor.

Os passageiros do meu dia,

Vivem horas de alegrias.


Diariamente memorizo 

Cada lembrança para que não se apaguem.

Diariamente beijo nossa aliança,

Para que meus lábios toquem seu coração.

Olho me no espelho para prender

Nosso reflexo no coração.

Abraço forte você nos meus sonhos,

Procurando sentir sua respiração.


Elise Schiffer

2757 - Palavras

 

Palavras são energias,

Originarias na mente

E nos corações apaixonados. 

Unidas num ponto convergente, 

Refletindo no espelho da alma,

Descargas de amor,

De vida e morte,

Na sagrada invenção do homem,

O papel receptor de palavras,

Dos versos sem rimas,

Paixões e lembranças vividas,

Perpetuando felicidades e dores,

Que envolvem corações vazios.

A consciência cansada

De esperar por um sentido,

Apenas versa seu amor ao mundo.

A prosa avança bravamente

Versando amores ilusórios

Que caminham confiantes,

Nas entrelinhas da força do amar.

Palavras carregam o passado vivo

E perseguem um futuro infinito.

Palavras possuem identidades

E lucidez equilibrada no amar

Do escriba.

Negar o futuro não é resistência.

É simplesmente apego

Aos momentos vividos.


Elise Schiffer

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

2756 - O sentir

 

Saudade.

Sentimento idêntico

Em todos os idiomas.

Dor.

Sensação idêntica 

Em todos os lugares.

Vazio.

Ausência idêntica

Em todos os corações apartados.

Lembranças

Flores de um jardim secreto

Perfumando almas que choram.


Elise Schiffer

2754 - Coração sem asas


O caminho para o futuro é longo.

Quando não podemos voar.

A dor corta as asas dos sonhos,

Impedindo o vôo do amor.


A realidade faz se âncora,

E o coração sem asas 

É impedido de voar.

Amores seguem apartados.


O jardim das lembranças 

É cercado por arame farpado,

Impedindo a entrada do futuro.

Porque "Nós" somos passado vivo.


Elise Schiffer

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Para meus pés. - Ano 2015

 

Caminhamos juntos mais de meio século 

sem queixa ou dor.

Estrada longa que segue os rios 

rumo ao mar dos sonhos. 

De lá para cá vivemos bons momentos 

num acorde romântico.

Onde não há ressentimento nem saudades, 

apenas vitórias.

Pedalamos, pulamos corda 

e andamos muito na peleja da vida.

Não dançamos arrasta pé 

mas muito brincamos de pique pega.

Nos refrescamos sob chuvas 

e corremos dos raios.

Carregas meu peso 

e nunca me deixa na mão nem com chulé.

Somos jovens em sonhos 

e maduros em lembranças.

Inseparáveis somos pé de moleque 

e moleca sem envelhecer.

Nobre amigo declaro meu amor 

a ti ao pé da letra.

Amo quando juntos ficarmos de pé 

e seguimos pé após pé.


Elise Schiffer 


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

2753. - Sabedoria


A sabedoria diz...

Sua alma ama,

Busque seu amor.


A existência diz...

Encontre seu coração 

E cuide com sabedoria.


Elise Schiffer

2753 - Deixar ir


Deixar você ir para sempre,

Criou um crepúsculo em minh'alma.

Seguir seu corpo até o fim 

Com meus olhos tão seus,

Foi criar uma penumbra entre nós.

Sem o brilho do seu olhar,

Meu mundo virou noite.


Deixar você ir para sempre,

Apagou as estrelas do meu céu.

Minh'alma ficou sem abrigo

E meus pés perderam o rumo.

O dom de amar perdeu se 

Num chão flutuante que queima

Com o fogo da desesperança.


Deixar você ir para sempre,

Rompeu com o mundo da lucidez.

O pensamento deixou de ser ponte,

Transformando-se em muralha.

O amor inocente em flor

Foi dissecado restando apenas

Resíduos do que foi vida.


Deixar você ir para sempre

Silenciou os dias e as noites,

Que agora são alimentados

Por palavras que falam de saudade,

Com a lucidez dos apaixonados.

Encarcerando a saudade em versos,

Que chamam por dois no universo.


Elise Schiffer

2753 - Vida a dois


O gostar terno 

Cobra um preço alto no final.

O valor é corrigido e multiplicado 

Por dias de felicidade vividos.

Deixando para o futuro 

Os juros chamado Saudade.


O amor vive fases evolutivas.

Fortalecendo a união.

O início é fogo abrasador,

Depois torna-se aventura,

E finalmente o amor é apurado.

O amor terno tem pureza e firmeza.


Pequenos gestos 

São asas para os sonhos,

São sentimentos sem palavras.

São desejos, olhares e carícias, 

De um amor espetáculo e não ensaio,

No palco chamado "vida a dois ".


Elise Schiffer

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

2752 - Sonhos transcendentais


Saudade infinita não vem do corpo.

Vem do início com conexões de almas.

Um único olhar escaneia o outro.

Decifrando seus desejos ocultos.

O toque transcende o tempo

E permanece na pele e na mente.


Saudade é uma nuvem de memórias.

Chovendo em um coração árido.

Irrigação sem começo, meio ou fim.

Propagando sentimentos e vida.

É laço sem nó de bondade e verdades.

Ligando almas, corações e desejos.


Saudade eterna une amores.

Sem início ou fim na beleza do amar.

Equilibrando memórias e conexões. 

Num elo de sentimentos verdadeiros.

Aquecendo noites e manhãs 

Com sonhos transcendentais.


Elise Schiffer

domingo, 4 de janeiro de 2026

2751 - Sem ponto final

 

História...

Um romance sem final.

Um final sem o ponto final.

Persistir...

Persistindo e seguindo.

Renegando a perda.

Caminhar...

Um caminhar físico solitário. 

Com a mente acompanhada.

Reviver...

O passado vivo.

Pulsante na mente e no coração.

Mudanças...

O cofre da vida torna-se deserto.

Após a perda do único tesouro.

Brilhar...

Segurar a luz do seu olhar

Dentro dos meus olhos.

Prisioneira...

Ser refém das lembranças 

Que aquecem o romance sem final.


Elise Schiffer

2751 - Um de Dois

 

Uma brisa 

Trouxe-me a saudade de Dois.

Na saudade

Há o perfume de Um,

Impregnado por palavras.

Neste instante...

Ergo-me a declamar 

Sobre o amor,

Que foi de Um 

Na alcova de Dois.

Sussurrando desejos 

Perfumados por Rosas 

Da caminhada de Dois.

Foram...

Dias irreais

De Um e não de Dois.

Com quimeras internas

E prazeres externos.

Envolveste...

Com seus braços acolhedores

Um corpo carente de amor,

Que sem saber quem eras

Fez do companheirismo 

Um sonho perpétuo.

Felicidade...

A pequena centelha 

Do amor de Um

Iluminou incertezas 

E sombras de Dois.

O olhar amoroso 

Transpos a solidão 

E os dias floriram para Dois 

Em estações diferentes.

Assim...

Os pés de Um

Seguiu o cortejo de dois.

Iluminando noites sem guarita.

Um único olhar

Selou o caminhar de Dois,

E um único beijo 

Aprisionou o coração de Um.

Hoje...

O amor é preservado

Nas palavras de Um,

Escondendo nos versos 

Os desejos de dois.


Elise Schiffer

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

2748 - Cartas

 

Apaixonantes são as palavras.

Apaixonantes são as cartas.

Transferindo o que há de melhor

Do coração para as folhas de papel.


Cartas de amor são orações. 

Cartas de amor são doações.

Cartas de amor são tratados

Literários e sentimentais.


Cartas levam energias da alma,

Pulsações do coração que ama

E notícias com perguntas de amor,

Porque amar é manter um elo.


Elise Schiffer