quarta-feira, 8 de abril de 2026

2845 - Vôo suave dos sonhos


Sonhar nos faz esquecer

A tristeza da ausência.

Viajamos no trem das lembranças 

E cruzamos olhares nas estações.


Ligeira é a passagem dos trens,

Mas olhares se cruzam

Antes do desvio no percurso

E o céu ilumina se nas almas.


Poucos segundos unem corações,

Libertando-os da saudade.

Não importa a liberdade passageira,

importa corpo e alma felizes.


O vôo suave dos sonhos,

Transforma a carcaça em ave

Com o poderes para transitar

Em mundos separados.


Elise Schiffer

2845 - Questões da vida

 

Transformar o vazio 

Em palavras de saudades

E o silêncio sepulcral 

Em versos sem rimas.

É questão de sobrevivência.


Palavras e versos 

São asas com vôo certo

Ao passado de uma vida

Onde a ilusão abraça.

É questão de acolhimento.


Escrever lembranças 

Dá sabor de festa aos dias,

Com uma pitada 

Do amargor da saudade.

É questão de sabedoria.


O vazio da vida senil

Aprisiona a alma num limbo,

Onde a felicidade agoniza 

Sem regresso ao passado.

É questão de submissão.


Elise Schiffer

segunda-feira, 6 de abril de 2026

2843 - Oração ao passado


Passado querido.

A saudade que tu deixastes

Descansa em mim.

Abençoado sejas.


Amo e respeito tudo que vivemos.

Tu és a direção inspiradora

Do meu escrever.

Recebas as graças que tenho por ti.


O presente ainda ouve

O teu coração pulsando

Nas risadas, choros e suspiros.

Porque a felicidade é eterna.


As lembranças que tu me ofertas,

Libertam minh'alma

Do labirinto da solidão.

Recebas meus agradecimentos.


Passado querido,

Tu ainda tens perfume, cor e sabor.

A memória é o segredo que abre

A passagem além do sepulcro.


Eu vós agradeço

Por cada amanhecer 

Com o retorno dos sonhos.

Tu revitaliza minhas esperanças. 


Ao amanhecer o amor fica ancorado, 

No porto da Montanha de rosas.

Caminho conhecido

Através do mapa das palavras.


Retorno e guardo o amor vivo,

Agradecendo e desejando

Que as lembranças vivam

Para todo o sempre. Amém.


Elise Schiffer

domingo, 5 de abril de 2026

2842 - Escrever para o mundo


Escrevo e descrevo para o mundo,

Os benefícios das paixões,

Alegrias e dores do caminho.

Adiciono rimas aos sonhos

Para que a esperança

Baile a cada amanhecer.


Caminho nas linhas da ilusão

E perco-me na devassidão 

Das entrelinhas do nós.

Cérebro e coração entrelaçados 

Unem lembranças e amores

Em estrofes de pura ilusão.


Escrevo e descrevo o amor,

Guiando-me pela espera 

De quê suas sementes

Floresçam em versos 

Dando ao mundo poesias vivas,

Do mais puro sentimento.


Escrevendo a solidão é diluída,

A cidadela da saudade fica iluminada, 

Temores do porvir são dizimados,

Vencendo a guerra interior 

Das incertezas do futuro

E das hipocrisias do agora.


Elise Schiffer

sábado, 4 de abril de 2026

Mães e Avós


Na festa da vida as mães são maçãs do amor. 

Doces e nutrientes em seu amor, 

devido a responsabilidade de criar 

e preparar seus  filhos para o mundo.


Na festa da vida as avós são algodão doce.

Doces e macias como nuvens, 

porque sem pressa de viver 

sonham juntos com os netos.


Elise Schiffer 

04/04/24

quinta-feira, 2 de abril de 2026

2839 - Reflexo


O Amor precisa de reflexo,

Para preencher e aquecer,

Iluminando a caminhada de dois.


A Saudade é semente estéril,

Seu reflexo está no passado,

Apontando um caminho sem rumo.


As lembranças do amor vivido,

Abrandam a saudade e a dor,

Para a carcaça seguir em frente.


Elise Schiffer

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Semeando pão em pratos vazios


Semeamos pão para pratos vazios…

O passado que teima em ser presente,

usa perseguir ou extinguir com adjetivos.

Semeamos pão para pratos vazios…

O presente é dos filhos desafiadores,

que de peitos nus escolhem seu caminho.

Semeamos pão para pratos vazios…

Esvaziamos os copos dos ricos, 

acostumados com a fartura e a soberba.

Semeamos pão para pratos vazios…

Gritamos até ferir a garganta,

não aos acostumados com roubos sociais.

Semeamos pão para pratos vazios…

Somos filhos de uma geração acostumada com curral eleitoral,

hoje gritamos e lutamos por transformação.

Semeando pão para pratos vazios...

Salve o povo brasileiro.


ELISE SCHIFFER