Meu futuro foi enterrado,
Com a terra do seu sepulcro.
A esperança ficou asfixiada
E a alma chorou sem parar.
A terra acolheu e modificou a dor,
Assim as lembranças floriram palavras.
Meu presente tornou se um livro,
Com páginas cheias de versos.
O sepulcro que antes era árido
Tornou-se um jardim poético.
Hoje o amor é um presente sem dor
E a morte um futuro longínquo.
De Elise Schiffer para Rosemberg