quarta-feira, 2 de setembro de 2026

2992 - Saudade é morte pulsante


Aproprio-me dos prazeres 

Da saudade infinita.

Torno-me amante sem pudor 

Dos sonhos desta mal-agradecida.

Escrevo e declamo sua força 

Nos versos da poesia sem fim.

Oculto a convivência amistosa 

Nas entrelinhas dos poemas.

Mil formas tenho em palavras

Para descrever seu poder.

Caminho nas lembranças da alma

Embriagando me  na vida passada.

Mil nomes e títulos ela têm

Nas formas de se apresentar.

Saudade é morte pulsante 

Sem um corpo para abraçar.


Elise Schiffer