segunda-feira, 14 de abril de 2025

2486 - Espectros

 

Saudade e Morte
Margeiam o rio das memórias.
Impiedosas Saudade e Morte
Sufocam a pouca vida
Que sobrevive nas lembranças.
Na corredeira do rio das memórias,
As lembranças evaporam.
Grãos de água e a luz do amor,
Criam espectros soltos no ar,
Diante da retina descrente,
De um coração solitário,
Que usa palavras
Como elos "Além túmulo"
Do amor apartado pela morte
Que deixou saudades.

Elise Schiffer para Rosemberg

2485 - Palavras e laçadas

 

As palavras traduzem saudades,
Com resquícios de esperança
Nas entrelinhas de cada verso.

O bordado e suas laçadas,
Traduzem o vazio interior que vive
Na alma que anseia voar.

Lápis e agulhas falam de amor,
Deixando as lembranças valsarem
Na musicalidade do passado.

Elise Schiffer para Rosemberg

sexta-feira, 11 de abril de 2025

2483 - Estrela matutina

 

Céu e Terra se renovam diariamente.
Olhemos a vida com o coração.
Entre a escuridão e a luz há o amanhecer.
A estrela Dalva ilumina os sonhos,
Pulsando beleza para os matutinos.
É um “Bom Dia" a manhã que chega,
Renovando esperanças
Ao novo dia de caminhada.
A estrela matutina é o olhar sereno
Para a chegada do majestoso Sol,
Trazendo vida para as vidas.
Os desencantados respiram fundo.
Os felizes sorriem para o astro rei.
Os apaixonados sonham...
E os sem coração não enxergam nada.
Assim é o ciclo interminável
Entre Céu e Terra.
Nos presenteando diariamente
Com vida, sonhos e esperanças,
Porque o caminhar é em frente,
Com renovação diária.
A beleza do caminhar
Está em olhar com o coração.

Elise Schiffer

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Mentira

 


Caminhei na mentira
Até ser verdadeira,
Escrevendo...
Pensamentos mentirosos,
Antes que fugissem,
Por florescerem com asas.
No ócio
Transformei a imaginação
Em verdades,
Deixando o coração pulsar
Com as lâmpadas apagadas,
Permitindo que a mentira
Vibrasse na alcova.
No fim do frenesi
A mentira
Se envolveu com a verdade,
Permitindo que o tato e a visão
Pulsassem no espaço sem tempo,
Onde a mentira habita
O oásis da alcova deserta.

Elise Schiffer
10/04/2015

terça-feira, 8 de abril de 2025

2480 - Papel e lápis

 

Folhas em branco
São solitárias,
Buscam encontrar
Sua alma gêmea.
O lápis ou a caneta,
Para que o vazio
Dê espaço ao saber.
Folhas amareladas
Unidas a um lápis velho,
Fazem nascer
LIVROS.
Palavras e desenhos
Criam histórias e capítulos,
Que conversam
Com olhos atentos
E mentes curiosas.
Conjugando o amor
Pela leitura,
Nas entrelinhas.

Elise Schiffer para Rosemberg

sábado, 5 de abril de 2025

2476 - Águas turvas (parte do libreto para declamação)

 

Desejou...
Ser escritora, amada e mãe.
Entendeu...
Ser escriba, solitária e provedora.
Aceitou...
Caminhar ininterruptamente,
As margens do rio dos sonhos.
Sem desejar novos sonhos.
Enxergou...
As águas turvas do rio
Pelos sonhos em decomposição
E os pés emlameados.
Realidade...
As águas, rio e mar se fundiram,
No infinito oceano da solidão,
Com os sonhos apodrecidos.
Resignação..
A escriba escritora,
Amou sozinha a todos,
Foi mãe e provedora "SIM".
Finalmente...
Entendeu o quanto vale
Ser "mais ou menos"
E mergulhou nas águas turvas
Do oceano da solidão.

Elise Schiffer

terça-feira, 1 de abril de 2025

2473 - Transformar

 

Dos olhares que direcionaste para mim,
fiz laços para nossos sonhos.
Das palavras que falaste para mim,
escrevi nossa história de amor.
Do anel que deste para mim,
fiz uma aliança de união.
Cada momento vivido,
transformei em poesias.
Os desejos nos olhares cruzados,
escondi nas entrelinhas.
A saudade que deixaste em mim,
viraram cartas de amor.
Da admiração que tinhas por mim,
transformei em textos eternos.

Elise Schiffer para Rosemberg