A mente saudosa
Vaga no mundo dos sonhos.
Buscando por amores vividos
Que viraram pó em túmulos rasos.
A mente teima e teima
Com a rebeldia dos apaixonados,
Modelando o pó do passado,
Brincando de imortalidade.
A mente visita os mortos
Flagelando a carcaça com sonhos,
Fermentando esperanças
Com dores dilacerantes.
A mente sabe que tudo acabou,
O coração nega o fim de tudo,
A falta de fé chicoteia o tempo
Onde o futuro também virou pó.
Elise Schiffer