sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

2805 - Fiz


Fiz em você minha morada.

Um cantinho só meu

Perfumado com flores beijos.


Fiz você meu céu.

Com o brilho dos seus olhos 

Cintilando para mim.


Fiz você o meu porto seguro.

Preenchendo cada canto

Com sua doce presença.


Hoje...


A morada não tem perfume,

O céu ficou sem estrelas

E o porto perdeu seu cais.


Elise Schiffer

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

2804 - Lembranças


As lembranças são 

O segundo coração 

Pulsando dentro do peito.


As lembranças são 

Afagos que aquietam 

A vontade de estar junto.


As lembranças ligam 

O longe e o perto

Em instantes de loucura.


As lembranças são flores

Que se abrem na mente

Perfumando dias solitários.


As lembranças são presentes 

Que alegram a alma 

Com a sensibilidade da gratidão.


Elise Schiffer

2804 - Tolos corações


A saudade é a soleira 

Da senilidade. 

Atravancando acessos 

As novas alegrias e sonhos.

Impondo o passado 

Como força atemporal. 

Não há presente ou futuro,

Onde a saudade é ditadura.

Nada novo entra no presente

E nada velho se esvai do passado.

A saudade tortura e mata

Qualquer expectativa de futuro.

O acesso livre a vida 

Fica interrompido pela saudade,

Que alimenta se de lembranças 

E usa as palavras para poetizar,

Embriagando e viciando

Tolos corações. 


Elise Schiffer

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Blusa Azul. (Conto)


Já fui de mangas compridas e brilhei em festa de gala, rodopiando no salão ao som da valsa. 

Fui molhada com lágrimas de felicidade na festa de quinze anos da filha de minha dona.

No mesmo ano fiquei mais curta no comprimento e nas mangas, o que me tornou mais leve e jovial para uma manhã, sob o sol de dezembro, marcando presença na formatura do primogênito da minha dona, novamente fui molhada com lágrimas,   desta vez eram de orgulho.

Desde então tenho marcado presença em todas as ocasiões especiais, aniversários, batizados, casamentos, funerais e reuniões. Estou sempre pronta e bonita para que minha dona brilhe e nós duas possamos formar uma imagem harmônica.

Minha última presença foi na formatura do curso universitário da sua filha, mais uma vez fui molhada com suas lágrimas de alegria e orgulho. 

Sinto-me muito honrada por todas as lágrimas que absorvi, já que as fiz minha também, quer fossem de alegria, orgulho ou dor. 

Sou feliz pelos cuidados que recebo da minha dona e por saber que não sou uma peça velha ou fora de época, pelo contrario, sou uma peça que completa e valoriza minha dona, além ajudar o planeta. Mesmo que de forma infinitamente pequena.

Sou parte integrante da família há muitos anos e afirmo que conheço a todos e acompanho cada conquista ou perda.

Eu sou com muito orgulho, a Blusa Azul da minha dona.


Elise Schiffer

Minha força

Minha forca 

foi forjada na caminhada. 

Não tive escolha, 

era ser forte ou forte.

Quando jovem 

venci obstáculos apesar 

das inúmeras lágrimas. 

Quando madura, 

aprendi a vencer obstáculos 

sem lágrimas. 

Eu era forte.

Hoje velha, minha fortaleza sofre abalos, 

o choro muitas vezes é silencioso, 

mas ser forte é necessário na caminhada.

O meu EU forte envelhecido 

acena para os mais jovem caminharem.

As vezes ajudo no primeiro passo. 

Escondendo de todos meus medos.

Eu estou com muito medo do futuro.


Elise Schiffer 

25/02/24

Mulheres - Ano 2014


Na Dor profunda 

não  gritamos.

No Coração sangrando 

não rolamos lágrimas.

No Medo 

somos mais fortes. 

Confiança 

é nosso código genético.

Trabalho 

é nossa salvação.

Assim somos

mães, avós,

chefes de família

e mulheres. 


Elise Schiffer 

25/02/2014

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

2802 - Lamparina do coração


Uma pequena luz

Brilha na lamparina do coração, 

Mantendo a chama do amor acessa,

A iluminar os passos solitários 

Que vagam pela casa vazia.


A lamparina do coração ilumina 

Os caminhos que levam as lembranças, 

Aquece a dor da saudade

E acalma o turbilhão da solidão,

Enquanto caminhar é preciso.


Elise Schiffer

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

2801 - Ponte da vida


Entre o nascer e morrer

Há uma ponte 

Que todos devemos atravessar.


O percurso pode ser longo ou curto,

Em pares, grupos ou só.

Com o mesmo pedágio - O AMOR.


Durante a travessia convivemos 

Com acertos, erros e decepções, 

Coisas bonitas, alegres e o AMOR.


Escolher bons sentimentos,

Abrandam saudades 

Dos que amamos e nos amaram.


O melhor a fazer é caminhar

E aproveitar cada passo dado,

Na ponte da vida.


Elise Schiffer

domingo, 22 de fevereiro de 2026

2800 - Bem assim...


O amor é um livro

Escrito a dois,

Com momentos e sonhos,

A unirem corações

Que somente amar.


A saudade é uma página 

Escrita só por um,

Com as lembranças de dois,

Pelo autor que as ler e reler 

No silêncio da vida.


O coração é uma biblioteca 

Silenciosa e fria,

Preservando livros de amores,

Que são acessados

Nos momentos de solidão.


A mente é parte acolhedora,,

Unindo livros, páginas e biblioteca,

No aconchego das lembranças 

Dos que escolheram amar

E viverem seus sonhos.


Elise Schiffer

Dor - Ano 2014


Quando o peso da dor 

for maior do que a carcaça pode suportar,

Caminhe, um passo por vez, 

dia após dia, mais caminhe.

Quando a mente fervilhar 

com as saudades do passado 

e as dores do presente,

Cale-se e viva o silêncio do seu deserto 

e o deixe te conquistar.

Caminhe sempre... 

Na certeza de que a dor de hoje 

será apenas a saudade de amanhã.


Elise Schiffer 


22/02/2014

sábado, 21 de fevereiro de 2026

2799 - Silêncio


Acabou tudo.

Acabaram se as cartas,

Sonhos e orações.


Acabou a pouca fé.

Acabaram se as rogativas,

Que nunca foram atendidas.


Acabou até o acabou.

Sobrando apenas

O silêncio imortal.


Acabou o sonho da morte.

Sobrando apenas

Dias a serem vividos.


Elise Schiffer

2798 - Fingir


Habitas em mim.

Por onde eu vá, 

Tu estás em mim.

Apego ou obsessão?

Não!

Apenas solidão,

Preenchida 

Com lembranças 

De um passado

Que finjo 

Ser perfeito.


Elise Schiffer

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

2798 - Solidão


A solidão nos faz fortes.

Aprendemos a viver com o "eu".

Momentos silênciosos 

São ótimos conselheiros.


A solidão vence medos,

Faz sorrir, chorar e amar o "eu".

Por que chegamos só 

E partiremos só.


A solidão no começo assusta,

Depois torna-se companheira.

Com um presente de lembranças 

E um futuro de sonhos.


Elise Schiffer

2798 - Atemporal


Esperar é atemporal.

O amor demora a chegar,

Até quando está adiantado.

É livro inacabado.

O dia demora a amanhecer,

Para que a noite saia de mansinho.

É farol apagado.

As flores perfumam a saudade

E colorem o caminhar solitário. 

São versos sem rimas.

As nuvens são lençóis 

Ocultando desejos entre céu e terra.

São bocas sem beijos.

Assim é o Tempo sem tempo,

Atemporal na espera.

É centelha infinita.


Elise Schiffer

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

2797 - Escolhi e Escolho te amar


Fostes o meu melhor 

"Bom Dia" por anos.

Sorriste para mim com amor

A cada manhã.

Escolhi te amar.


Bebeste meus cafés horríveis 

Sempre com gosto de quero mais.

Deste-me pequenas coisas

Que transformaram se em tesouros.

Escolhi te amar.


Hoje junto tudo que tenho de ti

E carrego nesta carcaça de coração.

Porque escolhi continuar a ama lo

Mesmo ausente dos meus dias.

Escolhi te amar.


Deito me nas lembranças

Dos seus olhares

E embalo me em seus braços 

Sonhando...

Escolho te amar.


Descobri nas palavras 

A força sagrada de reverência- lo.

Sou eterna apaixonada

Pelos seus olhares e sussurros.

Escolho te amar.


Escolhi todos os dias

Falar de ti nas entrelinhas 

E depois mergulhar

O mais fundo que o sonho permita.

Escolho te amar.


De Elise Schiffer para Rosemberg

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

2796 - Sementes de palavras



Palavras quando bem usadas
Transmitem alegrias e esperanças 
Deixando a vida recomeçar 
A cada nova linha escrita.

Palavras transformam 
Vidas vazias em jardins de pensamentos
Semeando sementes de amor e
Distribuindo poesia através do vento.

Palavras - Vida e saudade semeadas juntas
Frutificam o doce das lembranças 
Que transformam se em versos 
E transmutam se em  poesia.

Palavras são forças protetoras
Aos que confiam em suas mensagens
E são transportados 
Ao sábio jardineiro "Conhecimento".

Palavras são sementes
Que desabrocham nos corações 
Dos escritores e leitores
Com ternos abraços nas entrelinhas.

Elise Schiffer

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

2794 - Vôo dos sonhos


Deixo meus sonhos voarem 

No céu azul da saudade 

Deixo meus versos cantarem

Na soleira da janela do seu coração 


Deixo meus lábios sussurrarem

Desejos aprisionados no corpo

Sedentos das tuas mãos 

A envolverem minha carcaça.


A felicidade está nas nuvens 

Que os sonhos buscam sem fé.

O vôo livre com elos de amor

Impedem as partidas repentinas.


Elise Schiffer

2795 - Lembranças


As lembranças 

desbravam caminhos,

Em corações 

cansados e solitários.


O silêncio 

é povoado por palavras,

Que nascem 

e morrem na mente.


A saudade chega 

e desaparece, 

Com a rapidez 

das tormentas.


Lembranças 

tornam se alicerces,

Para corações 

rachados pelo luto.


As palavras

são companhias,

Vivendo lado a lado 

com o silêncio sepulcral.


O bom amor

permanece,

Tatuado no coração 

dos que ainda vivem


Elise Schiffer

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

2794 - Para sempre


Se o amor está feliz,

Quem ama também está.

Mesmo longe.

Se o coração do amor está em paz 

O de quem ama também está.

Isso é gratidão.

Porque amor

É desejar o melhor e amar.

Quem ama aceita 

Que o "para sempre" 

Mora no coração.

O amor pleno respeita

Decisões de outro coração.

É preciso paciência e espaço,

Para o amor florescer e sobreviver.


Elise Schiffer

domingo, 15 de fevereiro de 2026

2793 - Palavras


Com palavras 

te faço carinho.

Com versos 

abraço seu corpo.

Com poesia 

beijo te a boca

E nas entrelinhas 

deito-me ao seu lado.


Nas folhas de papel

escrevo puro prazer.

Nos livros escritos

somos prefácio e epílogo.

Nos capítulos de saudades

nosso amor é dor.

Na venda dos livros 

compartilhamos nosso amor.


Elise Schiffer

2793 - Antes do despertar


Chegarei ao seu coração 

Com palavras e versos sem rimas,

Vou trilhar as entrelinhas 

E quem sabe encontrá-lo.


Conduzirei meu corpo 

Até suas mãos e dançaremos,

A mais linda melodia de amor

No salão da saudade.


Olhando em seus olhos

Deixarei meus sonhos girarem,

Ao som da melodia do amor

No salão iluminado pelo seu sorriso.


Nossas almas sorriram

Entregando se as fantasias,

Enquanto deslizam

Ao som da melodia do amor.


Sussurros secretos 

Desvendaram desejos,

Enquanto nossos corpos levitaram

No mais puro sonho de amor.


A felicidade pulsara

Em nossos semblantes apaixonados,

Antes do despertar

Ao raiar da manhã.


Elise Schiffer

Livro: O Boto Pagodeiro


 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

2792 - Travessia


A distância 

Entre a razão e a paixão

É colossal

quando a solidão domina.


Erramos

Ao atravessarmos com medo

E acabamos por cair num fosso

Sem fundo e sombrio.


Atravessar 

As terras da razão e da paixão

Trás ensinamentos

E controle da boa solidão.


Elise Schiffer

2793 - Olhar


Alma e coração se olham

E transformam se em sentimentos. 

Findando com esperas e vazios.

Alma e coração se apaixonam

Gerando um querer bem

Capaz de vencer o tempo.


As respostas para a saudade

Estão nos olhares guardados

Dentro da alma.

As respostas para o amor

Estão nos olhares guardados

Dentro do coração.


Um amor cheio de saudades

Alimenta qualquer carcaça 

Com lembranças vivas.

O passado tem vida.

Lembranças unem distâncias,

Fazendo o impossível ser possível.


Olhares selam compromissos,

Criando esperanças,

Fortalecendo o "sem fim".

Um único olhar basta, 

Para os que amam

E sente saudades.


Elise Schiffer

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

2791 - Olhares/Viagens


Olhares com faísca de estrelas,

Apagam se na vida de todos,

Deixando só escuridão na alma 


Lembranças aconchegam 

Saudades na linha do horizonte 

Onde mundos distantes se unem.


No mar dos sonhos ao sabor do vento,

O barco do amor navega solitário,

Buscando rotas para o passado.


O encanto das noites,

Perdem se sem a luz do amor,

Nos olhos apaixonados.


Seguir viagem...


Unir as lembranças 

E transforma las em ilha,

Onde o coração pode aquietar se.


Na imensidão do mar atracar o barco,

Na ilha das lembranças 

Ficando sua âncora.


Transformar sonhos em sal,

Renovando o sabor dos dias

E perder se na magia desta ilha.


Ancorado e rangendo sua carcaça,

O barco navega ao luar do coração,

Com a mente delirando de saudades.


Viajar...


Na loucura dos apaixonados. 

Nas entrelinhas dos poetas. 

No mundo dos solitários.


Elise Schiffer

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

2790 - Mundo dos sonhos


A mente é o porta jóias dos sonhos,

Onde vivem lembranças e sorrisos,

Lado a lado com choros e paixões.


Ao dormirmos entramos neste mundo,

Acessando um céu secreto,

Onde só o amor pode viver.


Olhos abertos e corações inquietos, 

Revivem o suficiente,

Para alegrarem os amanheceres.


Acessando sonhos particulares,

Apaixonados encontram,

Forças para seguirem em frente.


Sonhar, amanhecer e lembrar

São suficientes para os sonhadores, 

Que amam mesmo distantes.


Elise Schiffer

2790 - Recomeços e perdas


Diante do espelho da vida,

Nos despimos e analisamos 

Belas e horrendas cicatrizes,

Adquiridas no caminhar.


Um lado do peito tem um jardim 

Com nomes, cheiros e alegrias. 

O outro lado do peito tem um poço 

Com dores, saudades e lágrimas. 


A mão direita doa carinho.

A mão esquerda pede apoio.

Os pés seguem sonhos e dores

E a carcaça luta contra doenças. 


O ventre é a gestação interminável,

Preservando em suas entranhas 

Sementes que são puro amor.

Do seu mais puro sentimento.


Apesar das amputações amorosas.

A carcaça é resistente 

Com recomeços e perdas

De amores preservados na memória.


Elise Schiffer

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

2789 - Agricultor de amor


Agricultor de amor 

Fortalece corações e trás alegrias.

Limpa solos secos do corações 

E ara a terra com esperança.


Agricultor de amor

Substitui a dor do arado da vida,

Por mãos quentes e seguras

Transformando tudo à sua volta.


Vidas abandonadas 

Voltam a acreditar

Nas colheitas do amor 

E chuvas de abraços.


Sementes brotaram com paciência.

A vida voltou a florir.

O agricultor ensinou a amar e 

Partiu para sua montanha de rosas.


Elise Schiffer

2789. - Entrelinhas


O escritor dança com seus versos,

Escondem suas verdades

Nas entrelinhas sem pudor.


Para ler as entrelinhas,

O leitor deve ter fantasias na mente 

E paixão no coração.


As entrelinhas alimentam os sonhos,

Provocam emoções 

E distribuem o mais puro amor.


A paixão é a bússola,

Conduzindo a saudade

Nos percursos após cada vírgula.


O que embala o escritor,

Não é lindo nas palavras.

É sentido nas entrelinhas.


Elise Schiffer

2788 - Sombra


Sombra é a companhia

Constante da saudade.

Lembranças são luz

Dando vida a sombra.


Inseparáveis sombra e saudade

Seguem a carcaça cansada,

Pelos quatro cantos do mundo,

Esperando reencontrar o passado.


Resistente e peregrina é a sombra,

Que vence desertos e mortes.

Carcaça e sombra vivem lado a lado,

Sem medo dos caminhos solitários.


Sobrevida e a imagem da sombra

Completam se num jardim silencioso,

Que choram por tudo que viveram,

E o tempo levou.


A saudade travestida de sombra,

Vive seu horizonte sem cor.

Mãos e corações distantes,

De um futuro cheio de vida.


Idas e vindas confundem a carcaça, 

Que a beira da loucura,

Sussurra somente

Nomes apartados.


Elise Schiffer

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

2788 - Interior

 

O interior de cada coração 

É um mosaico de amores,

Que partiram deixando saudades.


O coração remendado

Por lembranças e medos,

É consolado pelos amores vividos.


Desejar ir sem permissão, 

Desejar vir sem permissão,

Ligam desejos aos mesmos sonhos.


Sonhos não precisam de permissões.

Simplesmente invadem corações,

Com realidades paralelas sem regras.


Elise Schiffer

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

2787 - Libertação


A morte bate à porta,

Avisando sua chegada.

Da janela uma voz baixinha

Diz que a casa está vazia. 


A janela permanece entreaberta 

Convidando a luz do sol

A entrar e aquecer a noite sem fim.

Casa e coração estão aprissionados.


Da fresta da janela 

É possível ver um pedaço do céu 

Que serena o coração teimoso

Preso a casa vazia.


Carinhosamente e sem lamentos

A realidade é aceita

Destrancando a porta e

Libertando alma e casa.


Elise Schiffer

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Vento. Ano 2014


Vento que venta lá, 

Que venta cá. 

Vento que canta 

Em meus ouvidos,

O zumbido dos sonhos. 

Vento que refrigera 

Minha alma e 

Leva as sementes 

Dos meus sonhos

Para cultiva las 

Em solos distantes.


Elise Schiffer 

09/02/2014

2786 - Tesouros da alma


Todo alma tem uma coleção,

Repleta de tesouros.

Denominados "Passado".

Na coleção estão preservadas

Lembranças e saudades

De todo um caminhar.

Bons colecionadores

Visitam, revivem e 

Guardam com carinho

Cada momento vivido.

O "Passado" tem miríades

De amores, encantos e lágrimas,

Que iluminam o caminhar

Escuro da solidão final.

Visitar a coleção "Passado"

Com frequência 

É iluminar o firmamento interior,

Com luzes faiscantes 

Dos dias de felicidades

E aprendizados.

No percurso final do caminhar,

Os olhos cansados

Ainda enxergam as belezas,

De cada lembrança da coleção.


Elise Schiffer

2786 - Implacável


Exigente é a saudade

Que apossa se da vida

Causando padecimento.


Implacável é o caminhar

Que extende se pela vida

Sem permissão.


Perversos são os versos 

Que revivem amores

Apartados sem permissão.


Elise Schiffer

sábado, 7 de fevereiro de 2026

2785 - Rio com lembranças


Ser rio e ter lembranças.

Olhar para o céu saudoso,

Buscando por nuvens

Do seu passado.


O rio que tem lembranças 

Corre e corre sem parar,

Na esperança de chegar ao mar

E encontrar chuvas do amor vivido.


Destino triste

Ter o amor impregnado 

Em sua essência 

Sem poder tocar ou beijar.


No triste percurso da vida

Cabe ao rio distribuir 

Amor e vida

Pelas margens por onde passa.


O rio das lembranças 

Guarda em sua essência 

A esperança de quem sabe um dia 

Ser nuvem novamente.


Elise Schiffer

2785 - Escrevo amor


Escrevo e poetizo

Evadindo-me da carcaça 

Que aprisiona os poetas.


Por trás de cada palavra

Tem a força genuína do amor

Na simplicidade do amar.


A imaginação é cúmplice 

Na fuga de si mesmo

Afastando-se assim da solidão.


Escrevo e poetizo

Preenchendo as lacunas da alma

Para que o amor respire dia e noite.


Por trás de cada verso

Há uma entrelinha gritando "Liberdade"

Sem rima ou medos.


Imaginação e loucura 

Vivem a paixão das palavras 

Na alcova de linhas e entrelinhas.


Elise Schiffer

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

2784 - Certezas


Atenção e lealdade 

Não se perdem pelo mundo,

Ao partirmos deixamos como saudades.

Sentimento que se eternizam.


Um coração atencioso e leal

Deixa sementes vivas,

Que florescem na alma,

Fortalecendo certezas e sonhos.


Atenção e lealdade 

Fecundam o amor próprio,

Delimitando o que somos,

Perante aos próximos.


O mundo próximo 

É formado por gestos irreais,

Que ocultam corações ilhas,

Com atenções e lealdades próprias.


Elise Schiffer

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

2783. - Nos conectamos


Cada olhar foi um sorriso.

Cada Rosa um passo desbravador.

Cada caminho uma boa surpresa.

Foram muitos "cada"


Seus sorrisos desabrocharam em mim.

Suas rosas encheram me de alegrias.

Seus passeios conduziram-me aos sonhos.


Não importa o lado que estamos.

Cultivamos lembranças 

No jardim de nossas almas,

E assim nos conectamos.


Elise Schiffer

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

2781 - Palavras são eternas


Encarcero me nas entrelinhas,

Onde ainda vive nosso amor.


Ouço nosso amor no som das palavras,

Que brincam de ciranda com os versos.


Minha poesia flerta contigo,

Sorrindo com os olhos e o coração.


Imortal é minha saudade,

Que busca por ti na escrita.


Minhas palavras são eternas,

Embora a carcaça esteja no fim.


Elise Schiffer

2781 - Momentos eternos

 

Alguns momentos são eternos.

Momentos unindo corações.

Instantes em que a razão é sufocada

E as emoções voam alto,

Rumo ao infinito.

Momentos eternos 

Exalam aromas da felicidade.

Encantam pela simplicidade 

E transmitem paz,

Agregando alegrias a jornada.

Momentos eternos 

Ficam no poente da alma,

Entre o real e o celestial.

Onde a saudade voa alto,

No poente da alma.

Iluminando a solidão.


Elise Schiffer

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

2780. - Melodia da saudade


Quando a saudade 

Bater a porta.

Receba com um sorriso, 

Pois sua sacola 

Tem boas lembranças.


Reviver lembranças 

É se permitir 

Sentir aconchegos vividos,

Que juntaram cacos 

Com amor e paciência.


Lembranças são melodias,

Sonorizando a alma dos que amam.

Expandindo sensações de

Delicadezas, cuidados 

E declarações de amor.


Elise Schiffer

domingo, 1 de fevereiro de 2026

2779 - A sirene de embarque


A carcaça senil,

Flertar com o navio do óbito,

Que anuncia sua partida

Com a sirene de convocação.


Desejar embarcar não basta,

É preciso desatar nos,

Da corda presa aos pés. 

Amarrada na árvore genealógica.


Obrigações sentimentais

Impedem o embarque.

Vínculos pecuniários

Pesam na senilidade provedora.


Elise Schiffer

2779 - Silêncio


O silêncio é o meu melhor ouvinte.

Meu confessionário.

Onde falo, falo e deságuo

Dores, alegrias e culpas.


O silêncio é professor sereno,

Ensinando calado

A vencer barreiras da vida,

Sem ocupar ouvidos alcoviteiros.


O silêncio na sua ausência de som,

Faz aflorar clarezas e sabedorias,

Criando um equilíbrio genuíno 

Com aprendizado e perdão.


Elise Schiffer