A linha tênue da morte
dividi bodas sem permissão.
O que há embaixo,
há em cima na sucessão dos dias.
A dor da separação
dói em ambos os lados.
O vazio assombra
apesar da cisão sem aceitação.
A falta do abraço subdividi
a força na fé minguada.
A sonoridade do chamado
está repartido em murmúrios.
A reclamação da velhice solitária
é fração da união desfeita.
A linha tênue da morte
dividi a união sem timidez.
O que há em cima,
há embaixo na imortal caminha.
Lastimar a separação
não altera o lado da divisão.
Desabitados os corações rangem
suas dores sem ressonância.
Escassez de carinho mata
a pouca fé no reencontro.
Estrondosos são os gemidos
ao vigiar a lua em lados opostos.
Protestar da estiagem sentimental
não fraciona a dor da separação.
De Elise para Rosemberg.