Elos resistentes
formando correntes
que aprisionam os pés.
Encarcerada a alma
vive de sonhos,
enquanto cria raízes profundas.
Sonhos e realidade
impulsionam a alma
dia após dia.
Vez por outra
os sonhos causam dor
por caminhos não trilhados.
Vez por outra
a realidade chicoteia
a carcaça que não sangra mais.
Os velhos pés acorrentados
hoje são raízes podres,
que não buscam mais liberdade.
Os sonhos
preenchem as fendas
da realidade que os embalam.
Os elos resistentes de antes,
hoje são correntes
de flores trançadas.
Realidade aprisionada
e sonhos
adiados.
De Elise Schiffer