domingo, 26 de outubro de 2025
sábado, 25 de outubro de 2025
2680. - Crer
Com decisão e certeza,
Caminhar ao encontro do amor.
Um chamado.
Sem conhecer
Ou saber onde encontra lo.
Apenas um chamado.
No olhar a certeza,
Confirmado está.
O encontro.
Uma única palavra
E seguir o chamado.
União.
O amor saudável é flor,
Não havendo espinhos.
Companheirismo.
O amor aquece dias e corações,
Fortalecendo a esperança.
Confiança.
Com decisão e certeza,
Crê confiante no amor.
Pertencimento.
Na trilha solitária,
No fim só lembranças.
Esperando o novo chamado.
Elise Schiffer
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
2679. Saudade e Medo
Saudade e Medo
Não fazem barulho.
Sorrateiramente
Apagam a luz interior.
Saudade e Medo
São ditadores
E como carcereiros da vida
Impõem toque de recolher a razão.
Saudade e Medo
Casal fortalecido
Pelo temor imperceptível
Do futuro desconhecido.
Saudade e Medo
Aquietam a compreensão
Trituram a sabedoria
E apagam a intuição.
Elise Schiffer
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
2678 - Amar
Abraço te
Todas as manhãs
Com palavras só suas.
Beijo te
Todas as manhãs
Com esperança de beija lo a distância.
Declamo
Versos de nada
Para que ouças minha saudade.
Vivo
Buscando lhe no passado.
No jardim florido e nas mãos dadas.
Amar
É verbo que não se conjuga,
Basta senti lo para virar trilha.
Elise Schiffer
2314 - Cartas de amor
Há cartas…
Há palavras...
Encarceradas,
aguardando seu leitor.
Há entrelinhas...
Gritando,
aguardando seu leitor.
Só não há endereço
para postagem.
O que fazer
com as 2.266
cartas de amor,
prontas para postagem?
Elise Schiffer
23/10/2024
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
2677 - Imaginação indomável
Escrever é um dom.
É imaginação indomável.
Não é prazer, é força perene,
A serviço dos entresonhos.
Escrever é abraço aconchegante,
Sopro de vida semeando sonhos
Em folhas de papel.
As palavras bailam sobre linhas,
Iluminadas pelo brilho do amor.
Versos são breves declarações
Para leitores famintos.
Perenes são as entrelinhas,
Que curam dores e saudades.
Palavras não precisam
De razões ou racionalidades,
Antes de serem escritas,
São sentidas e desnudas
Dos seus mistérios.
Escrever é um dom,
Que abraça mãos vazias
E corações cheios de sonhos.
A escrita floresce primaveras
Onde só existiam invernos.
Ela não pode ser assassinada.
É imortal por viver e renasce,
Em olhares silenciosos,
Mentes pulsantes
E sentimentos sem lógica.
Escrever é um milagre,
Mistério de uma raça
Com imaginação indomável.
Elise Schiffer
terça-feira, 21 de outubro de 2025
2676. - Fiz me poesia
Fiz me poesia,
Ao mergulhar no mar,
Do fundo dos seus olhos.
Fiz me rio
E desaguei no seu oceano,
Esquecendo todos os medos.
Fiz me verso sem rima,
A cada amanhecer,
Unindo nossos sonhos.
A calmaria do seu amor,
Envolveu me
E deixei me ser feliz.
Cada momento de paixão,
Foi escrito com entrelinhas,
De um amor eterno.
Bronziei me no seu calor,
Voei no vento dos seus sussurros
E vivi todas as nossas estações.
Porque o bom amor é regalo,
Semeadura de sonhos,
Em solo sem esperança.
Fostes, és e serás meu amigo,
Companheiro especial
E amor eterno.
De Elise Schiffer para Rosemberg
2676. - Manhãs
Frescas são as manhãs,
Cobertas pelo orvalho
Dos sonhos,
Com o sol chegando
De mansinho,
Transformando mais um dia
Da caminhada.
Belas são as manhãs,
Iluminadas pelo amor,
Que mantém se vivo
Sem as regras do tempo,
Por ser força e crença
Alicerçando e aquecendo
O agora e o sempre.
Coloridas são as manhãs,
Onde cada flor e espinho,
Do jardim chamado família,
Acenam para a "ESPERA"
Incansável,
Com a força eterna
Das sementes fecundadas.
Elise Schiffer
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
2675 - Chamado
O amor chama.
O amor atraí.
Antes do primeiro olhar,
Ou das primeiras palavras.
O amor se faz encantamento.
A alma chama sua metade.
Força inquietante,
Induzindo a passos aleatórios,
Direcionando ao norte
Do amor que chama.
De Elise Schiffer para Rosemberg
sábado, 18 de outubro de 2025
2673 - Vida a dois
Na brevidade da vida a dois,
Cabem:
Abraços apertados,
Mãos dadas com firmeza e união,
Olhares de carinhos e seduções,
Sonhos de dois em um só pedido,
Gargalhadas e lágrimas com fé
E o desejo de eternidade.
Na brevidade da vida a dois,
Ficam:
Lembranças boas e não tão boas,
Vozes circulando no lar sem alma,
Aliança no dedo e amor no coração,
Espaço vazio na cama e na mesa,
Roupas e objetos sem uso,
Saudades e esperança num depois.
Elise Schiffer
2672 - Sonhos
2672 - Sonhos
Elevar os sonhos
Até que cheguem nas nuvens,
Soprar os pecados
Para subirem aos céus.
Pecados pesados,
Respingam das nuvens,
Ao tentarmos resgata los,
Escorrem por entre os dedos.
Sonhos sobem, pecados caem,
Penetrando na terra desértica
Onde culpa e arrependimento,
Tentam perdão é absolvição.
O sopro da esperança
Eleva se até as nuvens,
Dá volta ao mundo
E retorna com os velhos sonhos.
Nuvens se refazem dia a dia,
Velhos sonhos sobem
Aos céus incansavelmente
E os pecados garoam.
Sonhos sobem sem fé.
Pecados caem com culpa.
A garoa dos pecados
Umidecem olhos arrependidos.
A água que vem dos céus,
Resgata da terra desértica,
Sonhos e pecados decaidos
No ciclo mágico da vida.
Terra e céu
Permanecem ligados.
Levando, trazendo, resgatando,
Sonhos e pecados para evolução.
Elise Schiffer
Força e medo - ano 2014
A falta de forças assusta.
O viço dos músculos escorrem.
O pensamento corre,
Enquanto as pernas cansam.
Olhar para sol com esforço,
Pela enorme saudade do ontem.
Dormir não mais como perda,
Restando observar a vida que segue.
Esconder se não há mais tempo.
Perder já não é aceitável.
O que ainda é possível,
Acreditar e lutar pelo suportável.
Os olhos caminham,
As lágrimas desobstruem a alma.
A força interior da vida,
Onde encontra la?
Elise Schiffer
18/10/2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Sons da idade
Ao nascermos
vivemos a idade dos choros.
A primeira infância
é de cantigas e risadas.
Adolescência
é a época das canções românticas.
Na juventude
o som é das declamações poéticas
Na fase adulta
vivemos as declarações de amor.
Nas gestações
a idade é das cantigas de ninar.
A idade da mãe
é a idade das orações suplicantes.
A mulher mãe
vive a idade dos sussurros de amor.
Na velhice
vive-se a idade do silêncio.
Elise Schiffer
16/10/2023
480 - Vives em mim
Tu partistes
do nosso caminhar.
Tu partistes
dos meus sonhos.
Fiquei sem sonhos
no caminhar solitário.
Morrestes no mundo
mas vives em mim.
Morreu as rotinas
e ficou o vazio.
Fiquei só
com as lembranças.
Abandono
e Partida
Caminham
de mãos dadas.
De Elise para Rosemberg
16/10/2020
terça-feira, 14 de outubro de 2025
2669 - Cartório da alma
Nomes registrados
No cartório da alma,
Perpetuam se no livro do coração.
Saudades cobram legitimidade,
Dos sonhos que preenchem
O vazio presente.
Felicidades vividas ecoam
Com palavras e sons agradáveis,
Nos delirios que agregam.
Saudades com nomes próprios,
Vagam no passado
Buscando moradia no presente.
Respiro...
Sorrisos, olhares e sentimentos
Ficam opacos pelo tempo,
Mas com pódio no coração.
A morte se faz presente
Como adversária invencível,
Na labuta do dia a dia.
Lembranças enganam o tempo,
Vencem a morte impiedosa
E tornam se companhia.
Nomes registrados
No cartório da alma,
Perpetuam se no livro do coração.
Elise Schiffer
Sonhadores - Ano 2015
Os sonhadores
se dilaceram com mais facilidade
e se reconstroem muito mais rápido.
Pequenos sonhos
crescem em desejo e imaginação,
de tal forma que sufocam a realidade.
Grandiosos pequenos sonhos
evaporam quando não concretizados
destruindo continentes de felicidades.
Os sonhadores seguram seus sonhos
em folhas de papel antes de serem sepulttados
e substituídos por outros sonhos.
De sonho em sonho vive o escritor solitário,
num mundo onde a dor e a alegria
possuem pesos diferentes da realidade.
Assim caminham os sonhadores.
Sonhando morrem os escritores.
Deixando órfãs cada folha de papel.
Elise Schiffer
14/10/2015.
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
2668. - Espera só de um
Saudade é força com garras,
Que abraça forte só um.
Abraço que enaltece
O passado vivido,
Sem esperar nada em troca.
As lembranças, bem precioso,
São guardadas no fundo do olhar,
Emoldurando momentos felizes,
Com lembranças moveis,
Que dançam, voam,
Abraçam e perfumam.
Dependo da exigência do dia.
A saudade de hoje é paz,
Volitando sonhos e saudade
Só de um.
Elise Schiffer
domingo, 12 de outubro de 2025
2667 - Sentimento invasor
Os dias de saudades
Não são mais como antes.
O inesquecível se perdeu
E o eterno virou supérfluo
Lembranças que embelezavam,
Sufocaram o cotidiano.
Como Heras grudaram na alma
E enraizaram destruindo tudo.
Pensamentos de saudades,
São indomáveis.
Impossível prende los,
Não respeitam delimitações.
Saudade é sentimento invasor,
Destroi tudo no presente.
Não deixando sonho sobre sonho,
Pois destroi o passado e o futuro.
Elise Schiffer
sábado, 11 de outubro de 2025
2665. - Linha tênue
Lembranças e sonhos,
São separados
Pela linha tênue
Da saudade.
A vida segue
Apesar da dor.
O relógio da vida,
Anuncia para breve
O retorno das flores
E dos sorrisos.
Os pólens do amor
Unidos
As luzes dos sorrisos
Germinam.
Surgindo assim,
Novas floradas
No jardim da vida,
Com flores
Cheias de esperanças.
Elise Schiffer
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
2665. - Procissão
Procissão…
Caminhar morrendo a cada noite,
Esperando reviver nos sonhos.
Renascer e caminhar no novo dia,
Com a carcaça vazia de sonhos.
Procissão…
O cansaco asfixia a alma sem fé,
Que não luta para sobreviver.
A dor revive a cada amanhacer,
Que sobrevive sem sinais vitais.
Procissão…
Escrever palavras pelo caminho,
Ocultando as tristezas.
Versos sem rima,
Enfeitam a saudade.
Procissão…
Trajando esperança,
E calçando o tempo.
Fingimos felicidade,
Com a coroação da dor.
Procissão…
Na cabeça o véu
Bordado por lembranças,
Respeitando o passado,
Dos sonhos mentirosos.
Elise Schiffer
Surfista sertanejo
Deitado no solo rachado do sertão,
sou escravo da seca e da fome.
Surfo nas nuvens jogadas ao léu,
levando meus sonhos para brincarem no céu.
Correndo ao vento os rios flutuantes,
vão semeando esperança no inexistente.
Meu solo rachado espera gotas de vida,
gotas de nuvens em forma de água.
Quando as gotas chegarem,
a vida vai florescer e o gado engordar.
Os rios flutuantes vão virar poça, lago e mar,
do solo seco e rachado a esperança vai renascer.
Nas promessas das gotas de vida,
meus sonhos vão surfa no verde do sertão.
Elise Schiffer
13/10/2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
2663 - Tempo e Poesia
Tempo e Poesia
Eternizam momentos vividos
Na união acima da realidade.
Lágrimas represadas
Buscam pelo tempo nas poesias.
Onde o amor vive apesar da dor.
A solidão
Especula reviver o passado,
Com versos de saudade voraz.
O tempo
Destroi caminhos felizes,
Deixando o ninho silencioso.
O pensamento
Veste se de saudade
E vaga pela vielas da mente.
Elise Schiffer
2663 - Eu lembro
Eu lembro!
Porém não lhe escrevo.
Forço me a não escrever.
A fé inspiradora perdeu se.
O vaso
Mais ou menos cheio,
Vazou e exauriu se.
No vazamento o amor se foi.
Hoje o vaso está vazio.
Eu lembro!
Só não lhe escrevo.
Forço me a não escrever.
Lembro dos dias felizes.
Sem pensar no amanhã.
Estar vazio
É não esperar nada,
Não desejar ou pedir nada.
Apenas manter se vivo.
Eu lembro!
Elise Schiffer
2663 - O amor
O amor é visto,
por olhos generosos.
Generosidade aos
Minerais, vegetais e animais.
O amor é sentido,
por um coração bondoso.
Bondade aos
Minerais, vegetais e animais.
Amor é compaixão,
Delicadeza e sopro divino.
Compaixão aos
Minerais, vegetais e animais.
O amor é enternecer o coração
E amar.
Amor aos
Minerais, vegetais e animais.
O amor atravessa horizontes,
Vencendo percursos.
Percorrer junto aos
Minerais, vegetais e animais.
O amor precisa ser disseminado,
Para respeitar a existência.
Consagração aos
Minerais, vegetais e animais.
Elise Schiffer
terça-feira, 7 de outubro de 2025
2662 - Gavetas
O coração
É um grande gaveteiro.
Algumas gavetas
Estão fechadas a muito tempo.
Outras são abertas
Diariamente.
Todas estão perfumadas,
Com as flores recebidas
Ou presenteadas.
Há gaveta para as palavras
Desconexas sobre saudades.
Tudo é guardado
Lembranças boas ou ruins.
As gavetas guardam histórias
De primaveras e outonos vividos.
O coração tem memórias
Cedendo a mente suas lembranças.
Elise Schiffer
2662. - Deixem me
Deixem me,
Escrever palavras desconexas
E cantar melodias antigas,
Deixem me,
Recitar versos de amor
Sonorizando o caminho com poesias.
Deixem me,
Desenhar versos de amor
No branco das nuvens do céu.
Deixem me
Delirar por linhas tortas
Para encontra lo nas entrelinhas.
Elise Schiffer
Morte - Ano 2014
Brincar com a vida tendo a infinita,
zombar da morte por não aceita la.
Basta um tropeção,
para o rosto ser lavado por lágrimas.
O primeiro contato com a morte do corpo
estremece a alma atrelada a tantos amores.
Reconhecer que a carne morre
é enxergar que a alma vive,
mesmo assim sentir medo.
Desejar viver cercada dos seus,
antes que o corpo apodreça na terra.
Rios de lágrimas não limpam o corpo
tratado com desdem por décadas.
Morrer levando uma alma errante
deixando um corpo que viveu para amar os seus,
O céu jamais poderá satisfazer os as alegrias do corpo.
A morte é uma sombra assustadora
que gela o coração e embaralha os sentimentos.
O medo aflora sentimentos assustadores,
o maior é o esquecimento.
Medo de que um dia ao ouvirem seu nome,
perguntem quem e o que foi.
Elise Schiffer
07/10/2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
2661. - Cintilar das lembranças
No céu da saudade,
Lembranças cintilam,
Como as estrelas mortas,
Embelezando sonhos.
Enquanto o mundo dorme,
A gratidão pelo amor vivido,
Passeia nos sonhos,
Que tentam chegar aos céus.
Ao repousar, a saudade
Envolve se no manto da ausência,
Abraçando o silêncio
E pronunciando o nome do amor.
A escrita sem ornamento,
Reproduz palavras de dor,
Que presas ao peito como âncoras,
Cintilam saudades para o céu.
As lembranças cintilam,
Saudades do céu.
As palavras cintilam,
Saudades para céu.
Lembrancas e saudades juntas,
Cintilam somente amor,
Iluminando a vida,
Nos dias nebulosos.
Elise Schiffer
2661 - Lembranças
Nossas lembranças,
Pousam por instante,
Na memória cansada
E revivem.
Nossas lembranças,
Preenchem a alma oca,
Que aguarda o fim
E abraçam.
Nossas lembranças,
Aquecem instantes solitários,
Reanimando o coração
E pulsam.
Nossas lembranças,
São momentos vivos,
Onde vivem eu e você
E Nós.
Nossas lembranças,
São doces instantes,
Com platéia de um
E aclamação.
Nossas lembranças,
Brotam na terra seca,
Com raizes de amor
E germinam.
Nossas lembranças.
Nunca me deixam só,
Por virem com palavras
E versos.
Elise Schiffer
domingo, 5 de outubro de 2025
2660 - O Passado
O passado silencioso,
Invade profundamente o coração.
Sem explicações ou razões,
Liberta gradativamente alegrias.
O passado não é cansativo.
Relembrar momentos felizes,
Fortalece o emocional
E ilumina o dia a dia.
O passado silencioso,
Olha o futuro com esperança,
Aquece o coração solitário
E revive o bom amor.
Elise Schiffer
sábado, 4 de outubro de 2025
2659 - Pudesse
Pudesse...
Abraçar o passado,
Abraçaria forte,
Até prende lo no agora.
Pudesse...
Beijar o passado,
Beijaria lentamente,
Até parar o tempo.
Pudesse...
Falar com o passado,
Falaria versos de amor,
Ao pé do ouvido.
Pudesse...
Voltaria ao passado,
Ficaria a sua espera na porta,
Só para ouvir - Como foi seu dia.
Elise Schiffer
2659 - Flores
Plantei flores pelo caminho.
Flores que não envelhecem,
Apenas ficam entardecidas,
Atapetando caminhos com pétalas.
Plantei flores pelo caminho.
Para que os descendentes,
Possam desfrutar,
De jardins pelo caminhar.
Plantei flores pelo caminho.
Na esperança de quando me for,
Seja flor de lembrança,
Nos corações dos que amei.
Plantei flores pelo caminho.
Para que os descendentes,
Perpetuem minhas sementes
E o vento leve minhas palavras.
Plantei flores pelo caminho.
Florindo jardins em corações,
Transmitindo amor e esperança,
Com pétalas de poesias.
Plantei flores pelo caminho.
Florescendo amor e paciência,
Para os ansiosos e descrentes,
No poder de um jardim.
Elise Schiffer
Nascer e Renascer Mãe / Ano 2014
Nascer e Renascer Mãe - 22/05/2014
Nascer mãe ainda bebê,
Brincar de mãe com bonecas,
Aprender a escrever mãe,
Amadurecer o corpo para ser mãe,
Formar família e ser mãe.
Nascer filho da mãe,
Brincar mãe e filho,
Aprender rescrever mãe com filho,
Amadurecer observando a cria crescer,
Formar nova família de Avó.
Nascer esperança de mãe na velhice,
Brincar com tempo e com netos,
Aprender eternamente como mãe,
Amadurecer a cada dia mãe e avó,
Formar Família Mãe-vó e renascer.
Elise Schiffer
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
O Escritor - Ano 2011
O escritor sonha,
Escreve, persiste,
Contorna os obstáculos
E escreve,
Escreve até a exaustão.
Parar de escrever
É viver embaixo d’água asfixiado,
Já que os pensamentos
Brotam incessantemente,
Então o escritor escreve
E não desiste nunca de escrever,
Somente assim
Ele pode respirar.
O escritor sonha,
Escreve, persiste,
Contorna os obstáculos
E escreve,
Escreve até a exaustão.
Poder respirar já não basta,
É preciso renovar
As forças dos seus sonhos
E o sonhar de um escritor
Só é renovado
Com as energias dos leitores.
O escritor sonha,
Escreve, persiste,
Respira, contorna os obstáculos
E escreve,
Escreve até a exaustão
E renova suas forças
Com os leitores.
Elise Schiffer
03/10/2011
2658 - Palavras
Escolhi palavras
Por companhia.
Abraço me
Com linhas escritas,
Aqueço me
Com folhas de papel
E por vezes
Gargalho com as entrelinhas.
Cada palavra escrita
É uma flor plantada
No jardim das folhas de papel,
Mesmo que não hajam
Primaveras e admiradores.
Palavras e idéias
Saem das linhas e voam.
Inquietas batem suas asas,
Carregando o sopro do sonhador
Ao divino coração do leitor.
Palavras são energias
Com força de atração firme,
Num movimento infinito.
Conquistando escritores
E leitores.
Palavras são crescimento
Físico, intelectual e espiritual.
Ensinando o que nos tornamos
Com a descoberta da escrita
E o poder do sonhar.
Escolhi palavras
Por companhia.
Abraço me
Com linhas escritas,
Aqueço me
Com folhas de papel
E por vezes
Gargalho com as entrelinhas.
Elise Schiffer
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
2657 - Faz tempo
Faz tempo...
Estou longe de você.
Sonhando em ser poeta
Para doar te
Poesias de saudades.
Faz tempo...
Que os versos
Repletos de palavras
Nos unem apesar da separação,
Porque poesia é amor vivo.
Faz tempo...
Que as palavras traduzem sonhos
E cintilam esperanças.
Sonhos não morrem
Apenas renascem ao amanhecer.
Faz tempo...
O amor baniu
E silenciou a morte.
Porque amor é semente,
Semeada no jardim dos sonhos.
De Elise Schiffer para Rosemberg
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
2656 - O Tempo
Encontrei me
No fundo do seu olhar,
Permiti me
Recomeçar ao seu lado.
Fiz minha morada
No seu coração,
Ignorando
O Tempo impiedoso.
Permiti me
Aquecer a mesa.
Amanhecer a noite sombria.
Germinar sonhos antigos.
Descolorir a solidão,
E coloca lá reclusa
Sem direitos
A um despertar no futuro.
Abriguei me
Em seus braços
Deixando
Nossos sonhos florirem.
Os pés
Cansados das topadas
Ficaram livres
Para seguir o amor.
Seguir…
Não respeitar o Tempo
É um grande erro.
Impiedoso como sempre
O Tempo
Simplesmente leva embora
Os amores.
De Elise Schiffer para Rosemberg
